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06/04/2021 às 14h57

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Que a Fé respeite a Vida

FC

Equilibrando a coragem, que sempre tive em viver e enfrentar desafios, com o medo que me mantém vivo, acredito na sapiência dos cientistas que, desde o surgimento do Coronavírus, alertaram e confirmaram a fundamental importância do isolamento social para barrar a contaminação que se tornou pandemia e vem matando indiscriminadamente mundo afora.

Exausto, inclusive de minha interminável sequência de profundos suspiros e de me sentir impotente por não poder fazer + do que faço, escrever e editar matérias na individual atividade de publicar, na tentativa de alcançar o maior nº de pessoas, principalmente as que negam a realidade, como se vivessem catatônico surto de cegueira e ignorância. 

Claro que a ciência e a medicina respondem pelos incansáveis cuidados com o corpo, mas a mente também precisa de atenção. 

Entre as forças que revigoram nosso espírito, a fé, independentemente de que religião praticamos. E o respeito por todos os credos deve haver voluntariamente, principalmente pelos religiosos que influenciam milhares de vidas, positivamente e/ou negativamente. Como nesse último ano em que isolamento social e sem aglomerações é preciso, acho absurdo a falta do seguinte entendimento. Claro que também me preocupo com a sobrevivência de milhares de empresas que geram emprego e renda para incontáveis funcionários, em todos os setores da economia. Mas zelar por suas vidas é indiscutível. 

Especificamente no Brasil, os bloqueios das cidades não foram tão radicais e eficazes como deveriam, principalmente pelo descaso de muita gente que seguiu se aglomerando em clandestinas festas, festinhas, festões. Teve até governador que  recentemente celebrou seu aniversário em 2 pirotécnicos eventos, nas quais ninguém usava máscaras, muito menos mantendo distanciamento. Se o bloqueio tivesse sido severamente respeitado, e com a devida, correta e urgente vacinação, talvez já estivéssemos sem hospitais e cemitérios lotados, em todos os estados da federação, numa permanente superação de recordes de mortes diárias. Como país com maior nº de vítimas, o Brasil só perde para os Estados Unidos e a Índia, que vem vacinando seus cidadãos ininterruptamente. Diferentemente do que vem acontecendo aqui. 

Rigorosamente isolado com Toda, minha 'filha de 4 patas', e mesmo realizando trabalhos digitais, tempo não tem me faltado, pelo contrário, e a recente liberação de ministro evangélico do STF que liberou a realização de missas e cultos, se rendendo diante da pressão de políticos e magistrados que "terrivelmente" seguem crente corrente que pressiona para que voltem aos cultos, nos quais muita cantoria que, consequentemente, provocará muitas transmissões, já que assintomáticos transmitem o mortal vírus sem saber da patologia. Claro que a Constituição garante o direito aos atos religiosos, mas, acima disso, a preservação da vida deve ser o principal foco. 

Até porque as entidades reverenciadas em igrejas, templos, terreiros, auditórios... são onipresentes, e assim podemos rezar em casa mesmo, até porque, se não há corpo físico que precise estar presencialmente em lugares específicos. Mesmo sozinho em casa, a energia superior que nutre a fé lá estará, dentro de cada 1. Não há a menor necessidade de sair de casa, se arriscar indo rezar num ambiente religioso, que, por + que tenha sido higienizado e se pratique todos os devidos cuidados de segurança sanitária, não se pode garantir a integridade dos fiéis, diante de tantos riscos. 

Já completei meus 59, significando que já estou vivendo meu 60º ano de vida e tenho me preocupado com o "custo-benefício". Como escrevi no início desse texto, coragem nunca me faltou, mas ultimamente, para enfrentar algo, o benefício tem que ser garantido bem maior que o custo que vou precisar pagar. 

Por mais que eu sinta falta de sair inclusive para orar, qualquer saída implica probabilidades de perigo, e não vou mesmo me arriscar. Tenho me conectado com Deus, Ogum ou Yemanjá aqui em casa mesmo. Ontem, por exemplo. Estava molhando o jardim quando olhei pr'o céu, rapidinho peguei o celular e subi na laje pra ver e registrar o pôr-do-sol, quando esse passarinho passou bem na minha frente, pousando numa palha de coqueiro aqui  em casa. Claro que me remeteu ao Espírito Santo. Mentalizei, rezei e meditei em seguida. Garanto, desci pleno, entusiasmado, que em latim, "Enthusiasmus", que vem do grego, significa "inspiração divina". 

Então, se consegui me conectar com minha fé, sozinho na coberta de casa, observando o sol se pôr, tendo minúsculo pássaro como marcante companhia, qualquer pessoa pode. 

Por amor próprio e ao próximo, fiquem em casa, rezem em casa. O seu Deus está dentro de você. 

Ah! Imagino que deva receber reações, mas me confesso horrorizado com a descoberta da existência de associação de juristas evangélicos. Como pode algum julgador se manter imparcial se explicitamente segue corrente religiosa ideológica que vai certamente influenciar e orientar suas decisões jurídicas??? O próximo ministro do Supremo deve ser "terrivelmente evangélico", expressão frequentemente dita por quem vai escolhê-lo, significando que os únicos favorecidos por suas "supremas decisões" serão seus "irmãos de fé".  Será incrível ter 1 ministro representando cada religião. Impensável imaginar como seriam as reuniões plenárias da Suprema Corte. Nem em Saramandaia. 


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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