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26/04/2021 às 19h30

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Cultural Popular

"Mestres e Entremeios de Folguedos"

Vinícius Palmeira entre Mestras Traíra e Denia, do folguedo Mané do Rosário (Poxim, Coruripe)

Que só há evolução humana com educação e cultura para todos, é comprovado fato. 

Além das diversas linguagens artísticas acadêmicas, eruditas e clássicas, valorizadíssimas, finalmente obras criadas em comunidades Brasil afora recebem merecido reconhecimento e valorização. Seja arte plástica, música, literatura, dança, audiovisual... são destaques. Entre essas expressões artísticas populares, os folguedos reúnem música, dança e performance teatral, sendo verdadeira tradução das tradições de um povo, incluindo costumes, lendas, brincadeiras. 

Alagoas é, sem dúvida, um dos estados mais ricos em expressões da Cultura Popular, e os folguedos tem papel fundamental nessa perpetuação dos Saberes e Fazeres, com a atuante atividade da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas, que nessa próxima 4ª-feira, dia 28, marcará o calendário apresentando aos Mestres e Mestras que compõem sua diretoria, o 1º documentário em longa-metragem eternizando a história cultural alagoana em sua mais pura essência, os folguedos populares. "Mestres e Entremeios de Folguedos" tem Vinícius Palmeira assinando Roteiro, Produção e Direção Geral  e contou com total apoio de Ana Clara Vasconcelos, presidente da Asfopal. 

Para enriquecer esta postagem, reproduzo na íntegra,impecável  texto do jornalista, agitador, produtor e incentivador da cultura popular produzida em Alagoas, Keyler Simões, valorizada com imagens do acervo fotográfico da Asfopal. Claro que esse projeto vale e merece aplausos. A História agradece!!!

Folguedos Alagoanos em Filme

"Na próxima quarta-feira, 28 de abril, a Associação dos Folguedos Populares de Alagoas - ASFOPAL, importante Instituição que agrega Mestras e Mestres da Cultura Popular de Alagoas, apresentará a sua Diretoria o documentário, em longa metragem, “Mestres e Entremeios de Folguedos”. Certamente, o primeiro documentário alagoano, em longa, sobre o tema. A exibição ao público, só deverá acontecer, no entanto, ao final maio, se as condições em que vivemos, assim permitirem.

O filme é oriundo de projeto selecionado no edital Mestra Ilda, da FMAC - Maceió, Lei Aldir Blanc e segundo a Presidente, Ana Clara Vasconcelos “traz em imagens, o vigor de nossos ritmos e o brilho de nossas cores, emoldurado pela rica paisagem tropical onde vivemos”.

Em seu conteúdo “Mestres e Entremeios de Folguedos”, desfila oito tradições alagoanas, Reisado, Guerreiro, Pastoril, Baianas, Taieira , Coco de Roda, Mané do Rosario e Fandango, recheado de comentários e declarações de seus Mestres, Mestras e Brincantes, com apresentações ao ar livre, de grupos de convívio familiar, dada as condições atuais de afastamento social. O documentário, vem em substituição a projeto da ASFOPAL que previa uma série de exibições dos grupos de Folguedos, associados, para o grande público. Impossibilitados de execução por conta das restrições impostas pela pandemia, o prêmio recebido se transformou em um projeto de curta metragem, até seus realizadores entenderem que material de tamanha riqueza merecia a expansão para um longa.

Com assinatura de roteiro, produção e direção, do produtor cultural Vinicius Palmeira (ex Secretário de Cultura de Maceió), o filme foi rodado em sua quase totalidade, ao ar livre, em belas locações da cidade (no Riacho Doce, em Ipioca, na Lagoa Mundau) e no Poxim, povoado com 300 anos, no município de Coruripe. “Acredito que, “Mestres e Entremeios de Folguedos, possa inspirar aos realizadores do audiovisual a mais títulos em torno da nossa rica e resistente Cultura Popular e como registro, não tenho dúvidas da sua perenidade”, comentou Palmeira.

Com produção lastreada  por limitados 50 mil reais,  do premio Mestra Ilda , sendo executado em período de pandemia, onde as dificuldades e cuidados, obrigam a adoção rigorosa de protocolos de segurança , a redução drástica de elenco e equipe técnica, “Mestres e Entremeios de Folguedos”,  soma o talento de nossos artistas populares e suas tradições seculares, num encontro com a natureza exuberante que cerca a cidade de Maceió e o lindo Povoado Poxim, em Coruripe.

A Direção de Fotografia, de Victor Viana, valoriza movimentos, cores e natureza, traduzidas em diversas imagens velozes, com tomadas aéreas, sob a Direção de Rodrigo Barros. A montagem e a delicada captura de som, em cenas ao ar livre, ficou a cargo da Direção de Raphael Pires, num árduo trabalho para filtragem e equalização de som e imagem.

O filme certamente, também ficará marcado, por conter a última apresentação filmada, do grande Mestre Pancho, do Fandango do Pontal da Barra, levado de nós pela pandemia, cerca de dois meses após as filmagens. Nossa gratidão eterna a esse Mestre, cujo grupo se aproxima a seus 100 anos de fundação.

A exuberância de “Mestres e Entremeios de Folguedos”, no entanto, fica a cargo de nossos Artistas Populares, a quem tanto nos orgulhamos e que são o sentido de existir da ASFOPAL. Em seus 35 anos de criação pelo memorável Ranilson França, a instituição, vem se revigorando nos últimos anos, impulsionada por oportunidades geradas  na Política Cultural da Cidade, com a participação em projetos como “Giro dos Folguedos” “Natal dos Folguedos” (FMAC), ou em editais da Lei Aldir Blanc, no Estado (SECULT), selecionada no Prêmio Edna Constant e em Maceió (FMAC), Prêmios Mestra Ilda e Mestra Virginia, que contemplou cerca de 30 Mestres da Cultura Popular. Sem recursos próprios, a ASFOPAL depende da associação de seus amigos, colaboradores e da atenção do poder público. Na comemoração de seus 35 anos, uma parceria com o Governo do Estado, possibilitará a publicação de catalogo comemorativo com inagens de grupos e seus Mestres". 

VIVA a ASFOPAL. 

VIVA a resistência da Cultura Popular.

Galeria de Fotos


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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