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Como o Sol, a Vida

Vida que segue, como o sol

Como já escrevi, repito, não consigo me sentir feliz sabendo que muita gente vem sofrendo nesses últimos meses. Alguns por terem sido infectados pelo Coronavírus, outros por terem perdido parentes e amigos nessa pandemia, como eu, que venho sentindo as partidas de queridos, inclusive de gente quem nem conheço pessoalmente, mas, por empatia como quem vem sendo vítimas do mortal Covid19, sou solidário e compartilho a tristeza de quem vem 'perdendo' os seus. Não necessariamente por causa desse desconhecido vírus.

Confesso e me desculpo com os internautas deste portal  por não ter publicado matérias diárias, como sempre fiz. Tem dias que não consigo, ou por tristeza ou por imprevistos que me tiram do "ar". 

Nesses últimos dias, a partida do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, arquiteto brasileiro respeitado internacionalmente. Assim como a de Eva Wilma, que me deixou bem triste. Também senti a morte de Bruno Covas, que faleceu muito jovem, vítima de câncer, assim como a protagonista de Mulheres de Areia. Sem falar nos milhares de seres humanos que não conseguiram vencer essa pandemia. 

Ontem, quando soube do falecimento de dona Aída Lins Antunes, entrei em contacto com seu filho, e amigo querido, Edgar Antunes Neto, para confirmar minha solidariedade. 

Como em 1999 estive em coma por muito tempo, incluindo parada cardíaca e tudo, minha visão da vida e da morte ganhou outro entendimento e compreensão. E disse-lhe que vejo a morte como o pôr do sol, que some de onde estamos, mas surge do outro lado, me fazendo crer que a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério.

Impossibilitado de comparecer ao sepultamento, subi na laje daqui de casa para me sentir mais perto do Céu e de Deus, e enquanto orava, o astro-rei me proporcionava emocionante espetáculo, devidamente registrado, claro. Coincidentemente, enquanto dona Aída era sepultada, o sol se punha, aliviando minha tristeza. 

Acabei demorando para descer da laje e não postando nada ontem. 

Mas hoje, compartilho o show da despedida do sol ontem, e hoje, ele aqui, reforçando amizade e carinho com a família de dona Aída, viúva do dr. Edgar Antunes Filho, com quem foi casada por felizes 67 anos, gerando 7 filhos, 17 netos e 14 bisnetos. Especialmente com seu filho Edgar Antunes Neto, queridíssimo, casado com minha amiga Jacqueline, 1 das pessoas + doces, solidárias e gentis que tenho a honra de conviver.  Sentimentos que seus 3 filhos herdaram na genética.

Com certeza, dona Aída segue em evolução no Caminho da Luz, e que sua família, com Fé. 

Vivo na torcida para que esse ciclo do globo terrestre se conclua e que outro se inicie, pleno de amor ao próximo como amor próprio. Afinal, ninguém é alguém sem outro alguém, me fazendo ter outra certeza, é impossível ser feliz ou triste sozinho. Assim, com a forte, positiva e operante beleza do sol , desejo que empatia e solidariedade sejam os sentimentos + praticados nesse caos que aflige mundo afora. 

Amém!!!


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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