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13/09/2021 às 18h01

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Ao Cachaceiro...

... Eu Brindo

Minha coleção em foto de Fábio Camelo

Compreendida entre 10.000 a.C. e 4.000 a.C. período Neolítico é conhecido como “tempo da pedra nova” ou “a Idade da Pedra Polida”, quando o desenvolvimento de artefatos produzidos pelos homens possibilitaram a criação de instrumentos de caça, pesca e também de utilização cotidiana, exatamente quando houve a aparição da agricultura e a invenção da cerâmica. ... “Os celtas, gregos, romanos, egípcios e babilônios registraram de alguma forma o consumo e a produção de bebidas alcoólicas”, como pesquisei. Significa dizer que desde que homens e mulheres se entendem por gente, o costume de consumir bebidas alcoólicas se mantém. E, com curiosidade e criatividade, muitas bebidas foram surgindo mundo afora. Suas diferenças e características variavam e variam em consequência de clima, geografia, topografia, costumes culturais… com a chegada dos portugueses ao Brasil, quando trouxeram a cana-de-açúcar e técnicas de destilação, a cachaça logo caiu nas graças do povo, mas a Coroa Portuguesa fez pressão para que a ela fosse substituída pela bebida portuguesas conhecida como ‘badaceira’ , isso lá por 1661. Confusão armada com os bebedores do destilado da cana, daí a Revolta da Cachaça, verdadeiro movimento popular no Rio de Janeiro, impedindo a substituição do aguardente brasileiro pelo português. Assim, 13 de setembro marca esse momento em que a tradicional cachaça aqui produzida se institui com a nossa + típica e cultural bebida alcoólica brasileira. Assim, surgiu oficialmente o Dia da Cachaça, que também é conhecida por vários apelidos. Como caninha, mata-bicho, branquinha, parati, pinga, bicha, "água que passarinho não bebe", marvada, veneno, boa… Na antiguidade, se iniciou o costume de brindar antes do 1º gole, como forma de oferenda, assim como jogar 1 pouco no chão, “pr’o Santo”, crendo que saciariam a sede dos Deuses. Brindes também eram garantia de proteger suas vidas contra ataques de inimigos, já que chocando as taças com força, faziam com que os líquidos se misturassem, garantindo que ninguém envenenaria ninguém, já que todos morreriam casa alguém tentasse. Então, com essa popular Revolta da Cachaça, nosso típico aguardente ganhou espaço e garantiu a preferência. E aproveito, claaaaaro, para nesse 13 de setembro, brindar a data, desejando que ela se mantenha gerando principalmente, emprego e renda pra milhares de brasileiros, direta e indiretamente. Que a expressão cachaceiro perca o tom pejorativo, como pinguço, e signifique apenas os “apreciadores de cachaça”. Só não posso deixar passar a chance de chamar atenção para a perigosa e criminosa ignorância por beber e dirigir, comprovadamente, e fatalmente, causa de milhares de acidentes e mortes no Brasil. Se for beber, deixe o carro em casa. Para ilustrar essa postagem, minha coleção de copinhos de cachaça, que contam muito das incontáveis farras, festas, festinhas e festões. Já fui bom nisso, mas ultimamente, noutra fase estou, fugindo do volume, da quantidade. Sabedoria dos meus XLII… e Tim! Tim!


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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