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07/12/2021 às 11h29

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Reunião de Pensadores

50 anos da Uneal com múltiplos lançamentos

Reprodução

Triste da nação que é governada por negacionista ideologia, que nega e renega a Ciência, a Educação, a Cultura e a História, principalmente. Tentando se perpetuar no poder, querem manter a população na ignorância, para não pensar, questionar, opinar, combater. 

Mas a luz do pensamento não será apagada, graças inclusive, ao empenho, resistência e resiliência de intelectuais em não se entregar. Quanto + tentarem oprimir, + os pensantes se fortalecem. 

Aqui em Porto de Pedras, numa temporada de reformulação da vida, extrema e múltipla felicidade senti ao receber convites para sessões de autógrafos de alguns dos + brilhantes intelectuais de Alagoas. Sim, convites no plural, já que alguns autores enviaram carinhosas mensagens confirmando que contam com minha presença. Além do convite formal, que recebi da Editora da Universidade Estadual de Alagoas, que promove a partir das 7 e 1/2 da noite de hoje, 7 de dezembro, lançamento de 8 obras literárias que abordam da Literatura à Economia, todos com profundidade de informações. 

Em suas respectivas áreas, conhecimentos, descobertas, experiências próprias, pessoais e transferíveis, já que, com esses livros, compartilham e formam novos pensamentos, novos pensadores. 

Desde o início dessa ‘covídica’ pandemia, nenhum evento foi possível, obviamente para evitar que o Covid19 se espalhe, infectando e matando ainda + gente. 

Mas respeitando todos os procedimentos e cuidados, esse encontro de hoje será marco para a história de Alagoas, especialmente para a intelectualidade caeté, já que a nata da inteligência estará transformando o Complexo Cultural Teatro Deodoro num verdadeiro Olimpo, cuja energia não deixará dúvida: sim, existem cabeças pensantes na terra que era conhecida como “terra dos marechais”. Que eles me desculpem, mas esse evento que marca os 50 anos da Universidade Estadual de Alagoas (sendo a 1a instituição de ensino superior do interior do estado) faz do nosso estado, “Terra de Intelectuais”. Feliz pela histórica data, Odilon Máximo, orgulhoso reitor, que recebe com a fidalguia e simpatia de sempre. 

E confesso que tenho todos os motivos para estar presente neste múltiplo lançamento, inclusive por estar entre os jornalistas destacados pelo professor Luiz Sávio de Almeida e Elen Oliveira, que organizaram e reuniram depoimentos de jornalistas que narram como vêm enfrentando a pandemia. Mas como não estou em Maceió, festejo a data daqui mesmo, de Porto de Pedras. 

Assim, ao mesmo tempo que celebro esse ato intelectual de resistência e combate ao vírus ideológico que vem tentando retroceder o Brasil ao tempo da ignorância, me desculpo pela involuntária ausência, fato que me entristece, já que estar entre os + brilhantes mestres e pensadores alagoanos, me engrandeceria, mas, pelo fato desse grandioso evento está acontecendo, já confirma que há “luz no túnel”, e que esse momento de treva não empobrecerá nosso tão brilhante Brasil. Assim, complemento essa publicação reproduzindo na íntegra o realise que recebi da cinquentona Uneal. 

Com certeza, esta noite será verdadeiro rito de passagem, confirmando que Alagoas não deve nada a nenhum outro lugar, quando se fala em inteligência e produção literária, inclusive e principalmente. 

A editora da Universidade Estadual de Alagoas (Eduneal) lançará no dia 07 de dezembro, às 19h30, no complexo do teatro Deodoro, oito livros escritos por intelectuais e pesquisadores alagoanos. As obras versam sobre temas que vão desde economia à literatura. O primeiro evento de lançamento presencial desde o início da pandemia é gratuito e aberto ao público, respeitando todos os protocolos de segurança.

      Um dos lançamentos nasceu como fruto do esforço para documentar as passagem e consequências da pandemia de covid-19 por Alagoas como conta o organizador do livro“Jornalistas e pandemia memória da pandemia em Alagoas”, professor Luiz Sávio de Almeida “tomamos por objetivo deixar uma série de textos que ajudem a montar a memória da passagem deste cão com a dor de banda entre nós. Assim, foi assumida uma tarefa: ajudar a construir a memória desta tragédia pública na velha Alagoas”. O livro, organizado em parceria com Elen Oliveira, apresenta um recorte dos efeitos da pandemia em Maceió, a partir do olhar de 21 jornalistas em diferentes funções e perspectivas da profissão. 

       O professor Luiz Sávio de Almeida também lança duas obras: a segunda edição de “Alagoas: ensaio sobre a demografia de Alagoas do século XIX” e “Alagoas: ensaios sobre negros e escravos no censo de 1872”. Nos dois livros o pesquisador traz ensaios sobre a demografia e o censo histórico realizado pelo império em 1872 que foi um dos primeiros a ser usado como publicidade. Sávio analisa os números e dados como um discurso que descreveu e qualificou a sociedade. Um trabalho brilhante de interpretação dos números e dadossobre importantes aspectos da constituição e história de Alagoas.

       Mudanças na agroindústria canavieira nordestina 2000-2012 é o livro do renomado economista alagoano Cícero Péricles de Carvalho que analisa o processo de reestruturação produtiva do setor sucroalcooleiro entre o final da década de 1990 e 2012, com ênfase nas mudanças protagonizadas por Alagoas e Pernambuco, estados de maior produção sucroalcooleira da região Nordeste. A obra foi é resultado da parceria editorial entre a editora da Eduneal e a editora da Universidade Federal de Alagoas. 

       Na área histórica, a Eduneal lança “Contribuição para a história da presença holandesa em Alagoas”. Organizado por Roberval Santos, o livro traz à tona textos esquecidos, mas de notável contribuição intelectual de importantes personalidades do passado e documentos consagrados e dotados de informações referentes à presença holandesa em Alagoas. A obra constitui um esforço gigantesco para resgatar Alagoas da posição de coadjuvante nesta temática batava do século XVII e lhe dar o merecido protagonismo neste período do Brasil Colonial.

       Outra rica obra que retorna às mãos dos leitores alagoanos é “Alagoas percurso de cultura e tradição” da pesquisadora Carmen Lúcia Dantas. A reedição, que conta com fotos de Ricardo Lêdo, reúne um conjunto de dados, de informações históricas, de observações e estudos acumulados ao longo de décadas pela autora em suas pesquisas acadêmicas pelos municípios do estado. O conteúdo, ampliado e atualizado foi construído a partir de novas leituras, demandando a ressignificação de conceitos e perspectivas sócio históricas. O livro apresenta o mapeamento do estado abrangendo a territorialidade paisagística e humana, demarcando as múltiplas dimensões de cada região: a costeira de mar, de rios e lagunas, a zona da mata, do agreste e do sertão, num verdadeiro circuito pelos aspectos simbólicos e materiais desse universo alagoano.  

       Como grande destaque na área da literatura, a Eduneal traz “Contos reunidos” que reúne mais de cinquenta contos da renomada escritora alagoana Arriete Vilela. O livrotraz obras como “Grande baú”, “a infância”, prestigiada pela crítica literária nacional, textofundamental para compreender o tecer literário de Arriete Vilela recheado de poesia e lirismo. Outros textos aclamados como “Maria Flor etc”, “Tardios afetos” e “Farpa”estão presentes nessa coletânea que é referência para o leitor mergulhar no universo poético da maior escritora alagoana do nosso tempo.

No campo da educação a Eduneal traz o livro “Narrativas Poéticas: memórias de encontros na Educação Infantil”que de forma leve e significativa dá voz e visibilidade as práticas pedagógicas e aos profissionais da educação na primeira etapa da Educação Básica. São apresentadas significativas experiências desenvolvidas com bebês, crianças bem pequenas e pequenas na Educação Infantil tornando este encontro um modo de conhecer para ampliar horizontes acadêmicos no chão da escola e no ato de educar e cuidar. As narrativas infantis povoam as páginas deste livro apresentando-nos as marcas do vivido entre adultos e crianças em creches e pré-escolas públicas alagoanas.

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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