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03/01/2022 às 14h52

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Vida e Tempo

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Eita que já estamos no 3º dia de 2022, que deve seguir acelerado.

Com tecnologia, tudo sendo transmitido praticamente em tempo real, ao vivo, ampulhetas viraram cronômetros e disparados, confirmam que vivemos desenfreados. 

Mas enfim, se já celebrei meu 61º aniversário no último dia 11 de março, consequentemente, estou vivendo meu 62º ano de vida e depois de muitos anos editando coluna social, cercado de 1/2 mundo de gente, tendo inclusive estado em 6 eventos numa noite, tenho sentido vontade e necessidade de encerrar esse ciclo e iniciar outro, de preferência, num ritmo desacelerado, e + intimista. 

Sempre acreditei ser impossível viver sem saúde e amigos, incluindo família, obviamente. Entre minhas alegrias, manter amigos de infância e da vida toda, como 1 que “conheci” na maternidade, literalmente. Nasci dia 11 e ele dia 12, e nossas mães, ocupando quartos vizinhos na Paulo Neto. Crescemos vizinhos “de calçada” na Pajuçara, e na mesma turma no colégio, e quando nos encontrávamos, a mesma felicidade. Assim como esse, outros muitos, inúmeros, que vim “colecionando” nesses anos todos. 

Uns com + frequência, outros menos, mas nos identificamos amigos. Diversas turmas me agregaram. A do Marista, a dos vizinhos, 1 de Arapiraca, a dos meus primos, 1 de gays, 1 de fotógrafos, outra de jornalistas, 1 de artistas, 1 dos “cachorreiros”, outra, de colunistas… enfim, minha vida foi acontecendo com incontáveis amigos, que se complementam e formam minha existência.

Mas na verdade, essa postagem no 1º dia “útil” de 2022, é 1 mix de desabafo, pedido de desculpas e confirmação de que desejo tudo de melhor que houver nessa vida e em outras, crendo que ninguém é alguém sem outro alguém, pensamento meu que reforça que não podemos viver sozinhos.

Não nos bastamos. 

Relações, inclusive sociais, são essenciais. Sei disso, mas nesse final de ano, confesso que deixei que 1 desejo meu definisse como seriam meus últimos dias de 2021, ano que foi bem difícil e doloroso de “encarar”, por diversos motivos.

 Assim, “me ouvi” e fiz como achei que seria melhor pra mim. Passei o Natal e o Réveillon bem introspectivo, procurando interagir comigo mesmo, de maneira bem intimista, fugindo de “obrigações”, inclusive sociais. Não sei exatamente porque, mas não tive vontade de cumprir ritos, e assim, aproveitei que estava sem muita conexão tecnológica, passei alguns dias sem entrar em redes sociais. Nem mesmo aqui no blog. Não tive vontade e me atendi. Não quis me forçar e pela 1a vez, não desejei Feliz Natal nem Ano Novo pra ninguém, literalmente. 

Dias sem internet me fizeram bem, reafirmando para mim mesmo, que estar comigo é fundamental e necessário. “Conversar” com meu íntimo, rever, repensar, repercutir pensamentos e atitudes reforçou que estou certo. Nesse ano novo, quero seguir cercado por meus amigos, mas, principalmente, preciso estar comigo mesmo, me priorizar. Claro que não praticarei sentimentos mesquinhos, pequenos, como egoísmo, de pensar somente em mim. Esse não seria eu, mas pretendo, e vou, definir outro ritmo para minha vida. Afinal, creio que já vivi + da metade do meu tempo nessa existência, e esse “que me resta”, quero viver desacertado, priorizando os prazeres e não as obrigações.

Meu silêncio e ausência não significam falta de amizade ou carinho, de forma alguma. Pelo contrário. Me dar tempo serviu para reforçar minha energia e assim, estar + inteiro, + centrado.

E para ilustrar essa postagem, pensei nesta fotografia que fiz no raiar do dia 1*, no jardim do casarão de minha família materna em Porto de Pedras, cuja centenária grade simboliza que realmente me isolei. Mas não me tranquei. Tanto que já estou em Maceió, pondo a vida em dia, respirando pausadamente e profundamente, preenchendo meu ser com consciência, além de ar, claro.

Certo de que serei entendido, repito, Feliz 2022, desejando que todos vivamos com tempo, para os outros, e principalmente, para nós mesmos. 


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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