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19/04/2022 às 19h29

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Desejei e estou conseguindo

fotos FC

Caríssimos internautas, leitores deste portal e do meu blog, neste 19 de abril, marcado como Dia do Índio, precisamos celebrar sua existência como vitória da vida, apesar da grande massa da população brasileira não se mobilizar para se posicionar e defender os 1ºs habitantes desta terra brasilis, e que vem tão desrespeitados, violentados e assassinados por ignorantes gananciosos sem o menor apoio dos que governam este país. Mas vou deixar esta importante pauta para comentar amanhã, já que hoje, quero marcar o meu retorno ao blog com diárias publicações. 

E começo me desculpando por estar tantos dias sem atualizar as postagens que sempre publiquei.

Como já divulguei aqui, no Instagram e Facebook, estou em Porto de Pedras desde dezembro, e vou contar aqui como tudo começou. 

Estou vivendo meu ano LXII e 1 noite, em Guaxuma, sonhei que o casarão dos meus bisavós maternos (construído em 1860) estava desmoronando.

Voltando no tempo: quando minha mãe e seus 3 irmãos se reuniram para definir e dividir o que herdaram, minha mãe preferiu ficar com sítios menores na praia para manter a casa onde ela nasceu, já que não deu tempo para que minha avó voltasse para Maceió.

Pois bem, assim foi feito, e como meus pais sempre adoraram esta casa, cuidaram muito bem dela até meu pai, já idoso, adoecesse e pedisse que a funcionária que era caseira aqui, fosse cuidar dele em Maceió, e depois de seu falecimento, ela ficou cuidando de minha mãe, que é portadora do Mal de Alzheimer e vive acamada.

Como, infelizmente, não conseguimos ninguém para ficar trabalhando e cuidando da casa, ela ficou fechada por + de 10 anos. Claro que, com este tempo todo de construída, sem a devida manutenção, foi sofrendo implacável desgaste, até que sonhei com sua iminente degradação. Conversei com meu irmão e alguns dias depois, vim e diante da realidade, resolvi que eu passaria temporada aqui para recuperar, cuidar e mantê-la.

E assim está acontecendo. Claro que não está sendo fácil, já que, aos 162 anos, muito + que reparos são necessários. Não está sendo nada fácil, mas estou conseguindo, principalmente com a ajuda de meu irmão. Então, sigo aqui e nesses 4 meses, estive em Maceió por poucos dias e rapidinho voltei pra cá para seguir com o projeto de cuidar deste imóvel que faz parte da história da cidade. Até Dom Pedro II já pousou aqui em casa.

Quando cheguei, energia e água, indevidamente cortadas e, não sei como, consegui ficar aqui a base de velas e água conseguida com os vizinhos. Comigo, Lili e Zazá, 2 viralatinhas que adotei recém-nascidas. Foram impensáveis e inesquecíveis dias, e noites, que nunca esquecerei. Incrível experiência, que me fez pensar e repensar a vida, num profundo crescimento. Sozinho, numa enorme e centenária casa, com 2 cadelinhas pretas. Numa das 1ªs noites, estava deitado na cama do meu quarto, o 1* junto da sala, com Lili e Zazá dormindo na cama delas, ao lado da minha, quando levantei o rosto e, com a luz de velas, ví 1 vulto passando pelo corredor dos quartos. Medo? Nenhum, já que, se havia “alguém” ali, era da minha família e mal, não me faria. Minha reação? Gritei “volta aqui que temos muito pra conversar, tenho muitas perguntas”, e fui logo me levantando. Claro que Lili e Zazá acordaram com meu grito e já se levantaram latindo. Peguei 1 vela e rumei pelo corredor atrás do vulto, que não voltou.

Confesso que, depois dessa experiência, cultivo o hábito de subir a íngreme ladeira atrás da matriz de Nossa Senhora da Glória, sento na frente do cemitério e, além de minhas orações, converso longamente com meus ancestrais, pedindo e já agradecendo as melhores energias que recebo estando aqui recuperando o casarão.

Sinto que muitas graças já recebi nesta cidade, berço dos ‘da Cunha Assis Lima’, inclusive o convite do prefeito Henrique Vilela, com quem estou trabalhando, acompanhando e registrando obras e ações que vem melhorando muito a vida dos Portopedrenses. As benfeitorias são visíveis, o que me estimulam ainda + em seguir aqui. 

Outro dia estava lembrando e pensando na força da mente. Confesso que, depois de quase 3 décadas como colunista social, com árduo e diário, me percebi desejando mudar radicalmente de vida, priorizando ritmo + tranquilo, sem o estresse da rotina de redação e das ininterruptas festas e eventos que eu cobria, reunindo material para publicar. Lembro de 1 noite na qual cobri 2 eventos ao mesmo tempo. 1/2h num, corria e 1/2h noutro e neste vai e vem, dei conta do trabalho e garanto, cheguei sem energia em casa.

Lembro horrorizado de outra noite em que estive em 6 festas, 6, incluindo lançamento editorial, aniversário e até casamento, no insano roteiro. Cheguei feliz por ter farto material para a coluna, mas esgotado, sem nem pra respirar.

Teve 1 dia que, descendo do jornal para treinar na academia e seguir atendendo aos inúmeros convites, me percebi observando pessoas andando pela calçada com saquinhos de pão, com certeza, voltando pra casa depois do trabalho, onde ficariam com as famílias, conversando, vendo televisão e descansando para novo dia de trabalho, enquanto eu, seguiria minha rotina de festas, festinhas, festões.

E tenho certeza que a força de meu desejo se concretizou, já que eu vivia mentalizando “Porto de Pedras está chegando, eu vou conseguir”. E estou conseguindo. Com meus completados 61 anos, muito bem vividos, preciso de + qualidade de vida. Ter tempo para produzir e também para descansar. E aqui em Porto de Pedras, meu desejo está se realizando. Sigo trabalhando, escrevendo e fotografando, com tempo também para mim e para curtir minhas filhotas Lili e Zazá.

Novos projetos surgindo, interligando todas as áreas que movem a cidade, e que adoro, como Turismo, Cultura, Moda, Gastronomia, Cidadania, Responsabilidade Social e Ambiental… Assim meus amigos, me sentindo muitíssimo feliz e me realizando, até + que antes desta nova volta que o mundo está dando. Este novo ciclo, bem fora da minha zona de conforto vem me desafiando, ao mesmo tempo que me estimula.

E por falar em estímulo, me entusiasmei e só agora percebi o tamanho deste texto. Valei-me, valei-nos. Finalizo, finalmente, garantindo que seguirei com a mesmo amor e tesão pelo meu trabalho, que se confunde com meu prazer, garantindo, aguardem novidades e fotografias incríveis que só Porto de Pedras, e arredores, me oferece.

Para ilustrar este textão todo, vou postar algumas das incríveis nuvens que venho registrando desde que cheguei em dezembro, porque é assim que tenho me sentindo aqui, nas nuvens. Aproveito para convidar, venham se sentir levitando e flutuando também nesta cidade que é, sem dúvida, o filé do litoral norte alagoano. Com sabor de peixe, principalmente. Sem esquecer massunim, aratu, mangaba, jaca, coco…

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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