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09/05/2022 às 17h46

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Todos os dias, são Dela

Amor, Gratidão, Respeito, inclusive

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Escrevi este depoimento na noite do  sábado, dia 7, mas ontem, trabalhei muito e não tive tempo de entrar aqui no portal para publicar, me restando postar no Facebook, e diante de tantos comentários e reações, achei que bem poderia postar aqui também, afinal, pra mim, Dia da Mãe é todo dia, assim, repercuto hoje aqui no blog, acrescentando 1 lembrança que acabei não incluindo no texto original. 

1 das grandes lições dona Hilza foi "Meu filho, se você tem que ficar horas na sala e aula, não queira passar o mesmo tempo sentado em casa estudando. Preste muita atenção aos ensinamentos, afinal, você tem ótimos professores. Se não souber, pergunte, se não entendeu, pergunte de novo... ". 

E assim sempre fiz, e o resultado não poderia se melhor, Em casa, revisava os assuntos das aulas e passava o resto das tarde brincando na praia, já que morávamos de cara com a Pajuçara e até a hora de tomar banho pra esperar papai chegar, eu e mamãe dançávamos, todos os ritmos. No começo, meu rosto ficava na altura de seu ventre, mas fui crescendo e dançar com mamãe ficava cada vez melhor. Rodopiávamos pela sala, enquanto meus amigos, que ficavam dispersos nas aulas, estavam em suas casa, vizinhas a minha, estudando.  devo, inclusive estas lições. De dança. 

Daqui pr'o final, foi o que escrevi e postei ontem, com amorosas, gratas e inesquecíveis lições, principalmente de vida!!!


“Te amo desde que nasci, afinal, sempre soube que você seria meu 1* filho e te amaria exatamente deste jeito”. Bastava ter chance e estas palavras me inundavam, enquanto me elevavam e me faziam levitar. Confesso que creio, nossa relação ter vindo de outra existência, tal a afinidade. Engraçado, aqui escrevendo sem pensar, 1/2 que transe, como se eu estivesse me “pscicografando”, e na memória, inúmeras e infinitas lembranças, de muitos momentos vividos, e sentidos. Começo pensando que, depois de 8 anos entre namoro e noivado, meus pais se casaram no 25 de março de 1960 e eu não aguentei muito tempo e rapidinho “me concebi” e vim à Luz em 11 de março de 61. Acho que nosso tempo corria e precisávamos nos encontrar fisicamente, o quanto antes. Lembro da presença constante, e carinhosa, de papai, mas mamãe era onipresente, eternamente atenta. Com riqueza de detalhes, ela e vovó Afra (outro amor maior do mundo) pensando e produzindo as fantasias que eu usaria nos carnavais da vida toda, desde muito novo, observava tudo e ia guardando não sei se na cabeça ou no coração. Ou em ambos. Também sempre “seja como for, seja feliz, e não deixe ninguém te censurar. E faça o que gosta, pra fazer bem feito, e não copie ninguém. Sinta, pense, crie”. Dona Hilza absolutamente sabia. Lembro dela se despedindo de mim quando embarcava para passar 6 meses nos Estados Unidos, com 15 anos, completei 16 lá, inclusive, no 1/2 da temporada. Lembro de amigas comentando da coragem dele em mandar 1 filho pra tão longe por tanto tempo, e ela respondia confirmando confiança em mim e se acrescentaria conhecimento na minha formação, valeria possíveis riscos. E lá fui eu e o máximo que aconteceu foi o “permanente” que coloquei lá, voltando pra casa com cabelão cacheado. Lembrei agora que fui trabalhar (no SBT) em São Paulo e passei o dia pensando na mamãe e quando entrei em casa, antes de qualquer coisa, peguei o telefone e liguei pra ela. Não chegou nem a chamar, quando terminei de discar o último n*, mamãe disse “meu filho?!?!?”. Enquanto eu discava ela também discava pra mim e, assim como a minha ligação nem tocou, a dela também. Sempre me emociono quando lembro disso. Lembro também da incrédula surpresa quando soube que o Mal de Alzheimer estava transformando 1 mãe em filha, e dependente pra tudo. Com profunda respiração, lembrei de 1 virada de ano que ela achou que ficaria sozinha em casa e ficou bem aperreada. Infundada preocupação provocada pela doença, já que seria impensável ela ficar sozinha, principalmente numa noite de ano novo. Eu ficaria com ela, como fiquei. Eu já publicava coluna no jornal no qual fiquei por quase 15 anos, e obviamente, tinha convites para as + badaladas festas de réveillon, mas não perderia esta chance por nada. E qual foi minha reação quando percebi que precisaria dar banho, e dar banho na minha mãe nunca me passou pela cabeça, nem na + lisérgica e alucinada viagem. Deveriam ensinar nas escolas, como cuidar dos pais na velhice, principalmente dar banho. Não foi fácil, pelo contrário. Ajoelhado no chuveiro, passando sabonete em seu já frágil corpo, entre nervosos esboços de sorriso, olhos se comprimindo pelos pingos do chuveiro e pelas lágrimas que desciam sem precisar chorar, senti a suave compressão de sua mão que segurava 1 de meus braços e “se vocês está constrangido, imagine eu, sua mãe, que já te dei muitos banho e agora é a sua vez”. Certo eu de sua inconsciência, Hilzinha estava bem ali, assim como eu. Nossa, que difícil lembrar e controlar os batimentos cardíacos. Ao longo da doença, vê-las cada dia + ausente, e dependendo de todos pra tudo. Quando ficava com ela, ficava mesmo, telefone só pra registar momentos, detalhes e gestos de carinho mútuo. Lembro também de seu amor por Porto de Pedras, especialmente pelo casarão construído por meus bisavós em 1860, no qual mamãe nasceu, e cresci igualmente apaixonado por tudo isso aqui, e mesmo com mamãe permanentemente acamada, acabei vindo morar aqui e não me acho péssimo filho, já que não acho que a tenha abandonado. Mamãe segue muito bem assistida e cuidada, e tenho certeza que, se estivesse consciente, estaria felicíssima por eu estar aqui cuidando e preservando o ‘berço’ de nossa família. Assim, daqui de Porto de Pedras, celebro este Dia das Mães confirmando meus melhores sentimentos à todas as mães na figura da minha, com amor, respeito, gratidão, inclusive!!!

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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