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Na Passarela da Vida

28.04.2022 às 14:14
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“É no mangue que peixes, moluscos e crustáceos encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico. Os mangues produzem mais de 95% do alimento que o homem captura do mar”. Esta definição encontrei no http://ecologia.ib.usp.br e confirma o que eu já sabia e reforça meu encantamento por este ecossistema. 

Além da beleza, não só da vegetação, com parte de suas raizes expostas, mas também pela fauna. Observar principalmente os carangueijos entrando e saindo de suas tocas é realmente muito lindo. Por isso tudo, fico profundamente triste quando vejo que crimes ecológicos serem cometidos para o avanço imobiliário. Claro que é inevitável o crescimento das cidades, mas respeito ao Meio Ambiente é respeitar a vida, afinal, nós seres humanos seremos fatalmente vítimas da destruição desordenada da natureza. Assim, ontem, produzindo uns vídeos aqui em Porto de Pedras, me emocionei na ponte/passarela sobre o rio Tatuamunha, construída e entregue em setembro de 2021 pelo governador Renan Filho em parceria com o prefeito Henrique Vilela.

Toda feita em madeira, totalmente integrada ao Meio Ambiente, atende não só aos nativos moradores da região mas também aos turistas que visitam o santuário do Peixe-boi, mantido bravamente pela Associação Peixe-boi, que vem realizando importante trabalho de preservação desta espécie que já figurou, tristemente, na absurda lista dos animais em risco de extinção.

Maior unidade de conservação marinha e costeira do Brasil, a Costa dos Corais de Alagoas atrai muitos visitantes, brasileiros e estrangeiros, gerando emprego e renda para milhares de pessoas, sendo de suma importância sua preservação. Quase R$ 2 milhões firam investidos na chamada ‘passarela do Peixe-boi’, por onde é possível caminhar ou pedalar, já bicicleta é meio de transporte altamente utilizado por aqui. Mas qual foi minha tristeza quando soube que alguns querem atravessar a ponte guiando motocicletas. Confirmei ao ver barreiras estrategicamente colocadas nas extremidades, e aumentando minha revolta quando soube que já destruíram estes obstáculos, que são devidamente recolocados, gerando + gastos para o município.

Enquanto estive lá, percorrendo toda a extensão, flagrei turistas guiados por bugueiros, operários da construção civil, pescadores, e até 1 moça, vestida de vermelho, numa bicicleta, atravessando os 445 metros de extensão para entregar correspondência. Ou seja, é fundamental que se mantenha integra a ponte/passarela, em benefício de toda a comunidade, principalmente. Ontem de manhã o rio estava com pouco volume d’água mas não diminuiu sua encantadora beleza, confirmada pelas fotografias que fiz. Não posso deixar de registrar a imperdoável presença de lixo, atestando a ignorância humana (sic!), já que é, comprovadamente necessária para a sobrevivência do planeta e da vida que o que for descartável deva ser colocado nos devidos lugares, evitando a contaminação do Meio Ambiente e a morte de muitos animais. Por + que o poder público invista em limpeza, + o povo suja. 

Mas enfim, apesar deste imperdoável comportamento de alguns, em querer atravessar a ponte/passarela de moto, quebrar as barreiras que impedem este acesso, e o descarte, principalmente de objetos plásticos, o passeio é imperdível e a paisagem estonteante, inclusive do mirante ao lado do cemitério de Tatuamunha, no ‘Alto do Casado’, de onde se avista todo o estuário/santuário onde alguns exemplares deste dócil mamífero vem se recuperando e se reproduzindo.

Confesso que não vi, mas soube que foi bem divulgado por meus colegas da Imprensa o nascimento de 1 filhote, que deve servir como maior estímulo sua preservação. Aproveito para convidar, venham ou voltem a Porto de Pedras, e divulguem a fundamental importância de se preservar a Natureza para assim, manter a vida, inclusive humana, afinal, sem o Meio Ambiente, seres vivos não sobrevivem, nem nós humanos. Não sejamos nossos próprios algozes e vítimas ao mesmo tempo. Socorro!!!

Postado por Felipe Camelo

A poética dos varais.

27.04.2022 às 18:21
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Confesso que desde criança, ditados populares sempre me chamaram atenção, como “roupa suja se lava em casa”, mas porque não estender na rua???  Sim, claro que concordo com o sentido de que, confusão em família não tem que se tornar pública, desde que não aconteça agressões, principalmente vitimando mulheres, crianças e animais. Nesses casos, o tal “em briga de marido e mulher não se mete a colher” não cabe +. Esse tempo já passou. Se algum vizinho, amigo, conhecido ou qualquer outra pessoa perceber pancadaria, principalmente, tem que denunciar mesmo. Silêncio vira cumplicidade. Mas este não é meu foco de hoje. Neste 27 de abril, aqui em Porto de Pedras, este ‘improvisado’ varal com estampadas e multicoloridas colchas estendidas na grade do muro foi impossível não observar. Eu que adoro varais, não resisti, parei e registrei. Depois de 2 dias de chuva, aproveitar o sol pra lavar e secar foi necessário. Como também adoro cenas urbanas, esta é minha postagem de hoje. Ontem, escrevi textão sobre o tempo, e recebi muitas reações positivas, me deixando bem feliz, claro, já que, fora de minha costumeira zona de conforto, venho iniciando nova fase, inclusive profissional, já que o formato ‘coluna social’ me deu muito prazer, mas não quero seguir com esta fórmula de jornalismo que pratiquei por uns 30 anos. Como estou vivendo num ritmo + lento, pensando muito na vida, crônicas e depoimentos tem sido minha forma de escrever. Assim como meu foco. Morando em Porto de Pedras, longe do burburinho social, cultural e mundano, tenho tido muito prazer em fotografar cenas do cotidiano, imagens que pouca gente percebe. Como a poética dos varais ao vento. Adoro roupas lavadas, ‘infladas’ pelo ar quente do nosso Nordeste. Assim, hoje, estas cores fortes, marcantes, lavadas, imagino que cheirosas, quase prontas para compor a ambientação de quartos e salas. Talvez até sejam utilizadas como divisórias de ambientes, já que é bem comum se usar tecidos no lugar de portas, impregnadas pelas personalidades de seus moradores. Tenho fotografados muitos varais, e qualquer hora dessa, estarão aqui no blog. Como o que registrei outro dia, com uniformes de vários times de futebol, misturados, num inusitado congraçamento de equipes rivais. Mas este é assunto pra outra publicação. Boa noite…

Postado por Felipe Camelo

N'outro Tempo

26.04.2022 às 20:37
Autorretratos

“Tempo é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos, etc. A palavra tempo pode ter vários significados diferentes, dependendo do contexto em que é empregada”.

Hoje cedo fui novamente ao Centro Integrado de Segurança Pública de Porto de Pedras e consegui o Boletim de Ocorrência denunciando o crime que estou sendo vítima, quando na noite da última 5a-feira, hacker invadiu meu @felipecamelo e está vendendo eletrodomésticos como se fosse eu, velho golpe que ainda faz incautos depositarem pagamentos pelos objetos comprados e nunca terão os produtos e muito menos o dinheiro de volta. Infelizmente não consegui mandar o B.O. para o Instagram nem pr’o Facebook, denunciando formalmente o ‘hackeamento’. Vou tentar + tarde novamente.

Como o prefeito Henrique Vilela está em Brasília, não tive pauta hoje e aproveitei para ‘dar 1 jeito’ na casa, e pensar na postagem deste 26 de abril. Morando aqui desde dezembro, longe do movimento social, cultural e mundano da capital, venho pondo em prática o desejo de “sair da zona de conforto”, a qual estava bem ambientado, quando me observei com certa inveja das pessoas que eu via voltando a pé, imagino que pra casa, com saquinho de pão, garantindo o acompanhamento da sopa, do café com leite e da manteiga, para depois, sentar pra ver tv com a família, conversar, relaxar com jogos de tabuleiro ou cartas.

Enquanto isso, depois do dia todo trabalhando na redação dos jornais, ainda iria cobrir eventos, diversos, muitos. Sempre com horários rigidamente cronometrados. Tinha a nítida sensação de estar sempre atrasado uns 15 minutos e que só eu precisava correr. Como já publiquei anteriormente, teve noite na qual estive em 6 festas, incluindo lançamento literário, 2 aniversários, lançamento de coleção de lingerie, até casamento. E consegui. Cheguei esgotado em casa, mas com farto material para minha coluna.

Quando pensava nisso, desejava estar em Porto de Pedras, berço de minha família materna e ontem passe a grande maioria de minhas férias no casarão de 1860. Cresci vindo pra cá e depois de ter morado em fervilhantes metrópoles, sabia que vir para cá seria tudo que eu precisava, desejava, merecia, principalmente perto de completar 60 anos apesar da impressão de já ter vivido uns 80, de tanto que já fiz e produzi.


De tanto pensar nisso, crendo ser capaz, a existência me trouxe pra cá. E aqui, venho me orientando por ritmo bem + lento, deixando a vida me levar, literalmente.

Aproveitei, peguei a bicicleta, pedalei 15 uns minutos e cortei cabelo, cavanhaque e bigode. E alguns fios enormes que insistem em se destacar nas minhas sobrancelhas. Em casa, pensando sobre que publicar no blog, encontrei 1 autorretrato que registrei no início do isolamento provocado pela covídica pandemia. Não sai nem pra cortar o cabelo.

Tomei susto, quando pensei na diferença do que estou hoje, com os pelos bem aparados, verdadeiro oposto do que me vi na tal foto. E assim, encontrei o tema de hoje, o tempo. Mas vou muito além da definição que encontrei no Google, que coloquei no início. Lembrei que sempre conversei muito com meus pais, e 1 dia, disse pra mamãe que achava que deveríamos nascer velhos pra viver com a sabedoria da experiência e morrer inocentes, criança. Loucura!!!

 “Meu filho, Deus está certo por nos fazer envelhecer, para irmos nos estragando com o tempo, pra irmos desapegando da matéria, desenvolvendo outros valores”. Sempre sábia dona Hilza.

Como jornalista, meu formato e linguagem, era de coluna social, que, ao longo de 30 anos, desconsiderei a tradicional fórmula de só publicar ricos, famosos e poderosos. Claro que estes também foram notícia, mas as minorias também. Publiquei empregados domésticos, cozinheiras, garçons, travestis, garis… sim, gente produtiva. Além dos representantes da burguesia na qual nasci e cresci.

Como colunista, festas badaladas, consumo de caros objetos, viagens, alto luxo. Mas paralelamente, sempre reconheci e me identifiquei com trabalhadores, afinal, sempre tive consciência de também sou, afinal, frequentando os lugares que sempre frequentei, minha identificação com a classe operária me manteve os pés no chão. Tanto que tenho amor, equilíbrio, harmonia, fé, humildade e compaixão tatuadas em mim. E com o passar do tempo, estes valores foram se tornando + fortes.

Aqui em Porto de Pedras, quero + é ir a pé pra onde preciso ir, calçando sandálias. Outro dia, precisei ir de mototáxi até Porto da Rua e quando desci da motocicleta, observei que estava com a roupa que estava em casa. Confesso que me senti liberto, isso sim é luxo, não ter que trocar de roupa para sair de casa. Esse descompromisso, essa desobrigação, é maravilhoso. Claro que, se vou ao palácio do governo acompanhando o prefeito ou vou a algum compromisso formal, escolho 1 ‘beca bacana’, mas nada como antes da pandemia, quando eu tinha 1 guarda-roupa enorme com trocentas opções. Doei uns 60% do que tinha, inclusive relógios, gravatas, sapatos e paletós.

Sinto que as mudanças que o tempo tem feito em mim vão muito além da aparência. Hábitos e costumes também estão me transformando. Aqui, ao andar pela cidade, é bom dia, boa tarde, boa noite, como vai, como vão, bom te ver… e isso faz incrível diferença na energia, no astral. E na vida, claro, fatalmente. Até minha respiração está + profunda.

 Agora mesmo, com este hackeamento que me vitima no Instagram, fiz tudo que precisei fazer para resolver e recuperar minha página, mas não estou deixando este lamentável fato me tire a tranquilidade. Esta sabedoria, o tempo me trouxe. + novo, iria tentar resolver logo, correndo, me atropelando. 

Hoje, fiz tudo que tinha que fazer, agora é com a existência, no tempo dela. E só dá certo na hora certa. Como agora, acabei de observar que estou escrevendo d+, e que vou parar. Textão, por + interessante que seja, chega a hora que é preciso dar tempo ao tempo, e está no tempo de dar comida pra Lili e Zazá e comer também, já que aqui em Porto de Pedras, se não tiver compromisso, umas 8 já estou indo pr’o quarto. Eu que sempre fui notívago, estou adorando acordar cedo, caminhar na praia, comer e trabalhar. E seguir o ritmo daqui, parando ao 1/2 dia, fazer a sesta depois do almoço, e retomar às 2 da tarde. Pra ilustrar este texto, eu em 2020 e hoje, sem a preocupação de me manter jovem. 

Quero sim, me manter feliz, inclusive idoso. Já que é melhor envelhecer que morrer cedo. Viva o tempo e no tempo, com sabedoria, principalmente. 


Postado por Felipe Camelo

Sequestro Virtual

Meu @felipecamelo HACKEADO

25.04.2022 às 17:44
arte Afrânio Aquino - reprodução

Sempre fui muito corajoso, mas obviamente, cauteloso, tanto que nunca cliquei em nenhum link que receba. Pode ser de quem for, não entro. Assim como também nunca fiz compra por telefone.
Mas observo a absurda quantidade de golpes na internet e fico ainda + cuidadoso.

Como já publiquei, estou em Porto de Pedras trabalhando com o prefeito Henrique Vilela, e na intenção de travar novos contactos, venho adicionando pousadas, restaurantes, hotéis, prestadores de serviços… que estejam aqui na Rota Ecológica.

Desde dezembro, venho vivendo noutro ritmo e se não tenho compromisso, umas 8 da noite já escovo os dentes, coloco água e ração pra Lili e Zazá e vou pr’o quarto.

Na noite da última 5a-feira, estive acompanhando o prefeito na Associação do Peixe-boi, onde aconteceu evento da Mostra Farol da Rota de Cinema AmbientaL que movimentou Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres e Passo de Camaragibe na última semana, e passei o dia sem notícias de minha mãe. Cheguei umas 11h, bem cansado, e assim que deitei, olhei no celular se meu irmão havia mandado alguma novidade de nossa mãe.

Foi quando vi mensagem pelo “inbox” do Instagram. Era, aparentemente, o perfil de 1 das pousadas que estou seguindo, me agradecendo e convidando para que eu passasse 1 fim de semana hospedado, para conferir os detalhes, o conforto, as belezas, mas como precaução e segurança, eu teria que entrar no perfil deles, “printar” a página e enviar, confirmando que eu sou eu, atestando minha identidade. Inocentemente, assim fiz. 

Não hora que enviei a imagem da página da pousada, o diálogo foi encerrado e eu descobri que não tinha + acesso ao meu @felipecamelo , onde publiquei + de 6.000 fotografias e vídeos. No dia seguinte, amigos me contactaram para saber sobre diversos eletrodomésticos que estavam sendo anunciados entre meus “storys”. Foi a confirmação do golpe.

 Estive na delegacia daqui da região, onde fui recebido por 1 policial militar, que me informou que somente polícia civil formaliza Boletins de Ocorrência, às 3as, 4as e 5as. 

Enquanto isso, amigos se mobilizavam para denunciar ao Instagram que eu havia sido “hakeado” e avisar uns aos outros, evitando que alguém se interessasse pelos objetos, depositasse o pagamento numa conta supostamente minha, e fosse tbm vítima. Alguns amigos até entraram com contacto com quem está administrando minha página para tentar que desistisse do golpe. Obviamente não conseguiram, e foram bloqueados, perdendo o acesso, já que os miseráveis haviam transformado minha conta publica em privada.

Bem, tentei fazer o B.O. pela Delegacia Digital de Alagoas mas na hora de fazer o reconhecimento facial, recebi repetida orientação “olhe pra frente”, mas como tenho estrabismo no olho esquerdo, não consegui. Tentei várias vezes e nenhuma delas foi possível. Também não pude fazer através de conta bancária, já que nunca utilizei celular para transações financeiras.

Só me resta aguardar e voltar lá amanhã para, presencialmente, formalizar a denúncia do golpe que estou sendo vítima para finalmente conseguir o B.O.

Claro que desejo recuperar minha página no IG e ter de volta minhas fotos e vídeos, e hoje soube de alguns casos que as contas foram recuperadas, mesmo tendo levado muito tempo. Mas enfim, quero agradecer profundamente o carinho de todos que me contactaram em solidariedade.

Aproveitei para criar nova página no Instagram, onde vou focar e publicar notícias positivas daqui da região de Porto de Pedras, porque podem ter sequestrado meu trabalho, mas não minha capacidade de seguir produzindo, muito menos minha sensibilidade de observar a vida e o mundo, registrando novas imagens em fotos e filmes.

Assim, indico, convido e recomendo, sigam-me no @narotaecological , onde seguirão comigo na Rota Ecológica de Alagoas. Triste estou, mas não estou sofrendo, nem vou. Se a Existência quis assim, que assim seja. Eu? Sigo pra frente e pra cima, enquanto estes criminosos, padeceram escondidos, fugindo, anonimamente, se confirmando os vermes que são.

ResponderEncaminhar

Postado por Felipe Camelo

Admiração, Encantamento, Respeito

Vivo hoje o Dia do Índio

20.04.2022 às 20:55
Cacique Raoni. Foto: Fabio Rodrigures Pozzebom/Agência Brasil - reprodução

Ontem, 19 de abril, como já cantou Baby do Brasil, é marcado como o Dia do Índio, povo originário desta terra brasilis, muito antes de qualquer outro chegar aqui.

Infelizmente e comprovadamente, os ameríndios foram enganados, desrespeitados, roubados, escravizados, assassinados. Sem falar nas tentativas de “acultura-los”, oficializando o descaso com sua nativa cultura, seus ancestrais costumes. Nestes anos todos, este criminoso quadro só se agravou, exceto quando o vigente governo federal demarcou áreas garantindo que eles pudessem manter seus tradicionais hábitos, inclusive sua maneira de viver. 

Mas, tristemente, os ataques retomaram, com invasões e destruições, para extrair as riquezas minerais existentes em suas reservas. Misto de ignorância e ganância, sem ter consciência de que a maior das preciosidades não é o ouro ou as pedras, mas o maior bem da humanidade é exatamente a floresta se manter em pé, intacta, garantindo a sobrevivência das espécies, inclusive a nossa, humana. E são os índios que garantem esta preservação.

Não quero me alongar nem ‘falar’ de política, mas é impossível não desejar que volte o governo que respeite as minorias, principalmente os indígenas, que aqui já foram maioria e que são referência de povo que prioriza a vida, o coletivo, o Meio Ambiente. Torço ardentemente que o Dia do Índio seja celebrado diariamente e que seus exemplos e ensinamentos sejam perpetuados em defesa dos seres vivos indistintamente.
2º o Google, “Os seres vivos são aqueles que nascem, crescem, se reproduzem e morrem, como os animais (inclusive o homem), fungos, plantas, algas, protozoários e bactérias. Os seres não vivos são aqueles inanimados, que não possuem vida, mas que também são da natureza, como o ar, a água, o solo e as pedras”.

E todos merecem respeito e paz. Pela vida, como fazem os índios.

ResponderEncaminhar

Postado por Felipe Camelo

Desejei e estou conseguindo

19.04.2022 às 19:29
fotos FC

Caríssimos internautas, leitores deste portal e do meu blog, neste 19 de abril, marcado como Dia do Índio, precisamos celebrar sua existência como vitória da vida, apesar da grande massa da população brasileira não se mobilizar para se posicionar e defender os 1ºs habitantes desta terra brasilis, e que vem tão desrespeitados, violentados e assassinados por ignorantes gananciosos sem o menor apoio dos que governam este país. Mas vou deixar esta importante pauta para comentar amanhã, já que hoje, quero marcar o meu retorno ao blog com diárias publicações. 

E começo me desculpando por estar tantos dias sem atualizar as postagens que sempre publiquei.

Como já divulguei aqui, no Instagram e Facebook, estou em Porto de Pedras desde dezembro, e vou contar aqui como tudo começou. 

Estou vivendo meu ano LXII e 1 noite, em Guaxuma, sonhei que o casarão dos meus bisavós maternos (construído em 1860) estava desmoronando.

Voltando no tempo: quando minha mãe e seus 3 irmãos se reuniram para definir e dividir o que herdaram, minha mãe preferiu ficar com sítios menores na praia para manter a casa onde ela nasceu, já que não deu tempo para que minha avó voltasse para Maceió.

Pois bem, assim foi feito, e como meus pais sempre adoraram esta casa, cuidaram muito bem dela até meu pai, já idoso, adoecesse e pedisse que a funcionária que era caseira aqui, fosse cuidar dele em Maceió, e depois de seu falecimento, ela ficou cuidando de minha mãe, que é portadora do Mal de Alzheimer e vive acamada.

Como, infelizmente, não conseguimos ninguém para ficar trabalhando e cuidando da casa, ela ficou fechada por + de 10 anos. Claro que, com este tempo todo de construída, sem a devida manutenção, foi sofrendo implacável desgaste, até que sonhei com sua iminente degradação. Conversei com meu irmão e alguns dias depois, vim e diante da realidade, resolvi que eu passaria temporada aqui para recuperar, cuidar e mantê-la.

E assim está acontecendo. Claro que não está sendo fácil, já que, aos 162 anos, muito + que reparos são necessários. Não está sendo nada fácil, mas estou conseguindo, principalmente com a ajuda de meu irmão. Então, sigo aqui e nesses 4 meses, estive em Maceió por poucos dias e rapidinho voltei pra cá para seguir com o projeto de cuidar deste imóvel que faz parte da história da cidade. Até Dom Pedro II já pousou aqui em casa.

Quando cheguei, energia e água, indevidamente cortadas e, não sei como, consegui ficar aqui a base de velas e água conseguida com os vizinhos. Comigo, Lili e Zazá, 2 viralatinhas que adotei recém-nascidas. Foram impensáveis e inesquecíveis dias, e noites, que nunca esquecerei. Incrível experiência, que me fez pensar e repensar a vida, num profundo crescimento. Sozinho, numa enorme e centenária casa, com 2 cadelinhas pretas. Numa das 1ªs noites, estava deitado na cama do meu quarto, o 1* junto da sala, com Lili e Zazá dormindo na cama delas, ao lado da minha, quando levantei o rosto e, com a luz de velas, ví 1 vulto passando pelo corredor dos quartos. Medo? Nenhum, já que, se havia “alguém” ali, era da minha família e mal, não me faria. Minha reação? Gritei “volta aqui que temos muito pra conversar, tenho muitas perguntas”, e fui logo me levantando. Claro que Lili e Zazá acordaram com meu grito e já se levantaram latindo. Peguei 1 vela e rumei pelo corredor atrás do vulto, que não voltou.

Confesso que, depois dessa experiência, cultivo o hábito de subir a íngreme ladeira atrás da matriz de Nossa Senhora da Glória, sento na frente do cemitério e, além de minhas orações, converso longamente com meus ancestrais, pedindo e já agradecendo as melhores energias que recebo estando aqui recuperando o casarão.

Sinto que muitas graças já recebi nesta cidade, berço dos ‘da Cunha Assis Lima’, inclusive o convite do prefeito Henrique Vilela, com quem estou trabalhando, acompanhando e registrando obras e ações que vem melhorando muito a vida dos Portopedrenses. As benfeitorias são visíveis, o que me estimulam ainda + em seguir aqui. 

Outro dia estava lembrando e pensando na força da mente. Confesso que, depois de quase 3 décadas como colunista social, com árduo e diário, me percebi desejando mudar radicalmente de vida, priorizando ritmo + tranquilo, sem o estresse da rotina de redação e das ininterruptas festas e eventos que eu cobria, reunindo material para publicar. Lembro de 1 noite na qual cobri 2 eventos ao mesmo tempo. 1/2h num, corria e 1/2h noutro e neste vai e vem, dei conta do trabalho e garanto, cheguei sem energia em casa.

Lembro horrorizado de outra noite em que estive em 6 festas, 6, incluindo lançamento editorial, aniversário e até casamento, no insano roteiro. Cheguei feliz por ter farto material para a coluna, mas esgotado, sem nem pra respirar.

Teve 1 dia que, descendo do jornal para treinar na academia e seguir atendendo aos inúmeros convites, me percebi observando pessoas andando pela calçada com saquinhos de pão, com certeza, voltando pra casa depois do trabalho, onde ficariam com as famílias, conversando, vendo televisão e descansando para novo dia de trabalho, enquanto eu, seguiria minha rotina de festas, festinhas, festões.

E tenho certeza que a força de meu desejo se concretizou, já que eu vivia mentalizando “Porto de Pedras está chegando, eu vou conseguir”. E estou conseguindo. Com meus completados 61 anos, muito bem vividos, preciso de + qualidade de vida. Ter tempo para produzir e também para descansar. E aqui em Porto de Pedras, meu desejo está se realizando. Sigo trabalhando, escrevendo e fotografando, com tempo também para mim e para curtir minhas filhotas Lili e Zazá.

Novos projetos surgindo, interligando todas as áreas que movem a cidade, e que adoro, como Turismo, Cultura, Moda, Gastronomia, Cidadania, Responsabilidade Social e Ambiental… Assim meus amigos, me sentindo muitíssimo feliz e me realizando, até + que antes desta nova volta que o mundo está dando. Este novo ciclo, bem fora da minha zona de conforto vem me desafiando, ao mesmo tempo que me estimula.

E por falar em estímulo, me entusiasmei e só agora percebi o tamanho deste texto. Valei-me, valei-nos. Finalizo, finalmente, garantindo que seguirei com a mesmo amor e tesão pelo meu trabalho, que se confunde com meu prazer, garantindo, aguardem novidades e fotografias incríveis que só Porto de Pedras, e arredores, me oferece.

Para ilustrar este textão todo, vou postar algumas das incríveis nuvens que venho registrando desde que cheguei em dezembro, porque é assim que tenho me sentindo aqui, nas nuvens. Aproveito para convidar, venham se sentir levitando e flutuando também nesta cidade que é, sem dúvida, o filé do litoral norte alagoano. Com sabor de peixe, principalmente. Sem esquecer massunim, aratu, mangaba, jaca, coco…

Postado por Felipe Camelo

´'diálogos essenciais entreculturas'

Texto atualizado e corrigido

21.03.2022 às 20:43
Reprodução

Como já publiquei, estou em Porto de Pedras num hercúleo esforço de recuperar o casarão que meus bisavós construíram em 1860 e não tem sido nada fácil, pelo contrário. Estou aqui sozinho praticamente desde dezembro e o trabalho é árduo, principalmente nestes últimos dias com torrenciais chuvas. 

Somente sábado consegui instalar wifi aqui em casa e minha primeira postagem foi sobre a exposição que Maria Amélia Vieira e Dalton Costa abrem às 19h de hoje no Complexo Cultural Teatro Deodoro, ‘diálogos essenciais entreculturas’, reunindo criações deles com obras de outros 13 artistas que integram e enriquecem o incrível acervo do Museu Coleção Karandash de Arte Popular e Contemporânea. 

Estou numa etapa de recuperar e arrumar o centenário telhado e para me enlouquecer ainda mais, chuva torrencial, provocando o caos aqui em casa. Tive dificuldade para editar e postar matéria no blog e agora, umas seis e meia da noite, minha querida da vida toda, Maria Amélia, me mandou áudio pelo WhatsApp preocupada por eu ter provocado a maior confusão no texto. 

Ela, que neste recente domingo encerrou projeto aprovado em edital da Funarte na Ilha do Ferro, abre amanhã no Complexo Cultural Teatro Deodoro a exposição que reúne obras deles com trabalhos de outros 13 artistas que compõem o rico acervo do casal. 

Claro que esta involuntária confusão me deixou bem mal, por mais que ela tenha tentado me acalmar afirmando ser problema de fácil solução. 

Liguei para o meu editor Afrânio Aquino e ouvi o conselho que ponho em prática aqui, de atualizar e corrigir as informações, me desculpar com todos os envolvidos e principalmente com os leitores/internautas, tanto do blog quanto no Instagram e Facebook, já que compartilhei a matéria nessas 2 redes digitais. 

Aqui ainda sob muita chuva, assumo minha humana bobeira, desejando não ter causado grandes estragos, e aproveitando para reforçar o convite para que todos enriqueçam a abertura com suas ilustres presenças e prestigiem a inauguração da coletiva, que está maravilhosa, montada com carinho e esmero, como tudo que Maria Amélia e Dalton produzem. 

Torço também que essa dor de cabeça que me incomoda desde então passe logo, e que amanheça um dia mais leve, e enxuto, do que este que se encerra em poucas horas. 

Como sempre digo “não tem quem diga, mas sou humano, e erros, cometo”, ainda bem que nunca foram graves, causando irrecuperáveis danos. 

Então, às 19 horas desta terça-feira, dia 22, aprovada em edital da Diretoria dos Teatros de Alagoas - Diteal, Karandash apresenta ‘diálogos essenciais entreculturas’ reunindo 15 artistas do mais alto gabarito, tanto que suas obras integram umas das mais importantes coleções de Arte Popular e Contemporânea do Brasil, a Karandash. 

Mais informações no @galeriakarandash (no IG), no Museu Coleção Karandash de Arte Popular e Contemporânea (no FB,) ou no https://www.karandash.com.br/

Postado por Felipe Camelo

Identidade, Saber, Fazer

diálogos essenciais entreculturas

21.03.2022 às 14:44
Reprodução (+ fotos de Brenda Viana)

Incansáveis artistas, galeristas, colecionadores, produtores e agitadores social e cultural, Maria Amélia Vieira e Dalton Costa apresentam a partir das 19h de amanhã, dia 22, a exposição ‘diálogos essenciais entreculturas’, reunindo obras deles com outras de jovens artistas, capacitados nas oficinas do projeto ‘Ressignificando vestígios do sertão’, que movimentou a Ilha do Ferro neste recente final de semana. 

Sobras e pedaços descartados na produção de esculturas e rendas ganham ressignificado nas oficinas de saberes, e transformam pedaços de tecido, bordados e madeiras em bijuterias imprimindo identidade local, arte nativa, sem interferências externas. 

Criações de jovens artesãos dividem os salões do Complexo Cultural Teatro Deodoro com obras de Maria Amélia e Dalton, numA riquíssima e incrível troca de conhecimentos, experiências e descobertas, tendo como resultado a ‘diálogos essenciais entreculturas’, fruto do projeto realizado pelo Museu Coleção Karandash contemplado pelo Edital FUNARTE Artes Visuais - Periferias e Interiores 2021/2022, ampliando horizonte de dezenas de jovens de comunidades do entorno do rio São Francisco. Claro que o projeto contou com fundamentais participações de mestres e monitores que não economizaram no compartilhamento de informações e técnicas. 

Assim, todos convidados para enriquecer a abertura que terá como anfitriões os diretores Sheila Maluf e Alexandre Holanda, da Diteal. Além de Maria Amélia e Dalton, claro. 

Literalmente imperdível esta coletiva, múltipla e intercultural. 

Postado por Felipe Camelo

Imprensa, União e Força

18.03.2022 às 12:32
Reprodução

Movimento extra na Câmara Municipal de Murici na manhã deste dia 18, com as presenças de vários jornalistas e dirigentes da classe, numa justa manifestação de apoio ao companheiro Ivan Nunes, que publicou matéria sobre determinação da Justiça envolvendo o vereador Abimael Pessoa, do PSDB daquele município alagoano, que envolvido numa falta de pensão alimentícia, agrediu o jornalista que, no cumprimento de sua função de bem informar, publicou comprovado fato jornalístico.

Infelizmente, neste Brasil cujo (des)governo estimula atos contra a Imprensa, inclusive, o que não tem faltado são destemperos e inverdades.

E numa incontestável atitude de mobilidade e força, comissão de profissionais da Comunicação se deslocou até Murici em desagravo ao absurdo e inaceitável ato de destempero e violência, agrediu o jornalista de forma baixa e ignorante.

Assim, com meus editores Eliane Aquino, Ricardo Leal e Afranio Aquino, me solidarizo não só com Ivan Nunes, mas com toda a categoria, que vem sendo agredida e ameaçada.

Não nos calaremos, força e união pela verdade e pela liberdade de Imprensa, já e sempre!!!

Postado por Felipe Camelo

Arte nordestina na Ilha do Ferro

17.03.2022 às 16:37
Foto:Jonaci Dias


Referência nacional quando se pensa em arte nordestina, a Ilha do Ferro, e seu entorno, coloca Alagoas na vitrine do mundo, com trabalhos manuais, totalmente artesanais, reproduzindo o cotidiano e a cultura nativa, sentida, vivida. Objetos do dia-a-dia ganham releituras em obras únicas, exclusivas, produzidas nas comunidades da orla do rio São Francisco.

 Enquanto isso, os artistas plásticos, galeristas, colecionadores, agitadores culturais e sociais, Maria Amélia Vieira e Dalton Costa, múltiplos e incansáveis, vem movimentando a região, realizando projetos que incentivam, estimulam e qualificam moradores de várias gerações na produção artística, e também compartilhando informações sobre empreendedorismo e noções de gerenciamento de comércio, transformando as obras de arte em produtos facilmente negociáveis. E tem ampliado fronteiras, expostas em importantes mostras e galerias, inclusive.

 Recentemente, com muito sucesso, Maria Amélia e Dalton encerraram o 2º Percurso Criativo Ribeirinho Ilha do Ferro - Mato da Onça, e a partir de hoje, 17 de março, reunindo mestres artesãos com jovens e crianças para troca de experiências e informações, iniciam o projeto Ressignificando Vestígios do Sertão (que foco nos jovens, compartilhando técnicas artísticas aplicadas em elementos utilizados no dia-a-dia, inclusive com objetos utilitários, objetos pra casa, bijuterias...), aprovado em Edital Funarte, numa proposição do Museu Coleção Karandash de Arte Popular e Contemporânea.

 E Maria Amélia adianta: “A troca de experiências dos mestres com os novos artesãos é riquíssima, tanto que apresentaremos exposição co Complexo Diteal, promovendo incrível diálogo entre essas várias linguagens, imersos na Arte Contemporânea com os pés na Popular, buscando vestígios artísticos do cotidiano de comunidades rurais, sem influência alguma das cidades”. Arte sentida, vivida e usada, com pureza de sentimentos. Confirmada a exposição ‘diálogos essenciais entreculturas’, no Complexo Cultural Teatro Deodoro, cuja abertura acontecerá às 19 horas do próximo dia 22. Mais informações no @galeriakarandash (no IG), no Museu Coleção Karandash de Arte Popular e Contemporânea (no FB,) ou no  https://www.karandash.com.br/

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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