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Brasileiríssimos

Verdadeiros e Nativos

20.04.2021 às 17:21
Cacique Raoni Metuktire em foto do Instituto Raoni - reprodução

Complicado o dia ontem, e não consegui concluir matéria marcando o Dia do Índio no Brasil, terra já habitada por eles quando por aqui chegaram os portugueses em 1.500. 

Consequentemente, essa não seria a postagem deste 20 de abril, que virá na sequência, afinal, preciso e quero reforçar minha admiração e respeito por estes que são, realmente, brasileiros nativos, originários da terra batizada de Brasil pelos invasores. 

Mas enfim, vi no Wikipédia que "Todo dia 19 de abril comemora-se no Brasil e em vários países do continente americano o Dia do Índio ou o Dia dos Povos Indígenas", proposta das lideranças que participavam do Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México.  Em 1940, presidente Getúlio Vargas oficializou a data aqui também. 

Verdadeiros guardiões das florestas, os índios são os responsáveis pelo que ainda existe de mata preservada, tendo que enfrentar a ganância e o poder dos empresários do milionário agronegócio. Incrível é que, com tantos estudos e pesquisas que atestam e confirmam que "árvore em pé vale muito + que deitada", morta, ainda tem quem siga destruindo, matando, invadindo reservas e querendo expulsar os índios de suas terras. 

2º dados da Funai, "a população indígena em 1500 era de aproximadamente 3.000.000 habitantes divididos entre 1.000 povos diferentes, sendo que aproximadamente 2.000.000 estavam estabelecidos no litoral do país e 1.000.000 no interior". 

Pinturas e desenhos confirmam que, assim que desembarcaram, padres e bispos já iniciaram interferência religiosa cultural,  comprometendo e desrespeitando a identidade indígena. E desde então, a luta pela sobrevivência é constante, sem trégua. Claro que resistir é o foco desse povo que se adaptou, descobriu a tecnologia e a consciência de sua importância na sociedade. Não foi fácil e ainda não é, mas temos médicos, advogados, professores, escritores, artistas, cineastas, estilistas... de origem indígena, que não se negam, pelo contrário. 

Desde o colégio, sempre fui fascinado pelo tema, e indignação, minha constante como reação aos atos de violência, não só vitimando os povos indígenas, mas também seu habitat natural, o Meio Ambiente. Eles, que lutam pela preservação da fauna e da flora, mesmo que custe suas preciosas vidas. 

Muitas lideranças dos povos indígenas já foram mortos em defesa das futuras gerações, já que a floresta é riquíssima em plantas com poderes medicinais, que, com certeza salvarão a humanidade de muitas doenças, causadas, inclusive, pelo desmedido desmatamento. 

Assim, pela história, pela garra, pela sabedoria e cultura, rendo meu respeito e homenagem na figura do Cacique Raoni Metuktire, Kapot do Mato Grosso, da etnia caiapó, e  que, aos 89 anos, é conhecido e respeitado pelos mais poderosos e influentes personalidades e chefes de Estado do mundo, sendo reconhecido por sua batalha pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas. 

Sigo desejando que todos os dias do ano sejam dedicados também aos mais brasileiros de todos os que já nasceram aqui nesse país. 

Postado por Felipe Camelo

A Imortalidade da Alma...

... e a finitude do corpo

09.04.2021 às 17:55
Pra ver e pensar

Como todos os dias, 200ml d'água com sumo de 1 limão, em jejum, e em seguida, caminhada pelo jardim ao redor da casa observando as novidades da natureza. Me acompanhando e descobrindo tudo, Toda, a tal filha de 4 patas, misturada Boxer com Rodesian que adotei, já que ninguém queria por ser "vira-lata", sem raça definida. Toda amorosa, toda dengosa, toda carinhosa, toda brincalhona, toda...

Nessa 'covídica' pandemia, meu mundo virou intra-muros, e na falta de pautas externas, meu foco se volta para flores, folhas, fungos, frutos e afins. Como tem chovido, o verde ainda mais verde. Exuberância, eu diria. Ou digo.

Seguindo seu relógio biológico, o jasmim-manga inicia período sem folhas, igualmente lindo. E entre tantos galhos, hoje, esse solitário me chamou atenção entre nuvens e rasgos de céu azul. Curiosamente, traz consigo "a imortalidade da alma", já que brota e floresce mesmo sem as raízes, num vaso com água. Mas cuidados com o Aedes aegytpti. Peguei o telefone e fiz algumas fotos dele. Forrei a cama, comi, dei comida para Toda, ouvindo Cris Braun pelo som do celular Entre no FB e no IG, respondi umas mensagens e deitei numa rede, pensando na vida. Exercícios de respiração, meditação, alongamento... não necessariamente nessa sequência. Entre minhas crenças, a vida não começa na maternidade nem termina do cemitério. Espíritos são imortais, e seguem em constante evolução. 

Então, mesmo que eu não esteja na frente de computador ou TV procurando notícias ruins, elas chegam por alguma mídia, e são muitas. Como cidadão e jornalista, pensamentos e ligações movimentam meu cérebro. 

Como agora, por exemplo, vi as fotografias do jasmim sozinho e me vi na mesma situação E pesquisando sobre a espécie, descobri esse significado de seu nome que mistura flor e fruta. 2º Wikipedia, é conhecido como "imortalidade da alma",. Curioso isso, num momento em que milhares de corpos falecem sem despedidas, no total isolamento da morte. 

Impossível não ter o Coronavírus e suas consequências, num caos mundial, circulando em minha cabeça, plena de tempo ocioso, por mais que procure me ocupar. E entre essas minhas ocupações, subir na laje de casa para observar o céu, os voos das ararinhas que moram na área verde aqui no Gurgury,  os pores-do-sol, além de "fazer chover" no jardim com água do 'meu' poço, numa enorme mangueira verde, de borracha. 

Mas hoje acabei nem subindo, depois de fazer isso diariamente pelo último ano, vivendo 100% isolado, com Toda. 

Os números da guerra contra o Covid19 são além de alarmantes, são estarrecedores, e vivem me provocando intermináveis sequências de profundos suspiros. Enquanto milhares de vítimas fatais aumentam as estatísticas diariamente, confirmo respeito e gratidão aos milhares de pessoas, que  seguem abnegados, correndo riscos na linha de frente, em lotados hospitais. Meu total repúdio aos ignorantes que  se aglomeram em festas "clandestinas", fazendo com que o Brasil seja identificado como perigo ao mundo. 

Por tudo isso, não consigo ficar fazendo cara de paisagem, parado sob milhares de 'mosquitos da dengue'. Para dar 1 gostinho de 6ª-feira, e aliviar o  corpo e o espírito, vinhozinho tinto seco, de ótima vinícola gaúcha. E assim sigo ouvindo grilos, sapos e cigarras que habitam o jardim, e escrevendo sem pensar, como se estivesse me psicografando. Mas enfim, desejando consciência, humanidade, empatia, respeito à vida e amor ao próximo como amor próprio. Ótimo fim de semana, e se puderem, fiquem em casa. 

Postado por Felipe Camelo

Sobre ontem

08.04.2021 às 18:30

Umas 4 da tarde de ontem, 7 de abril, comecei texto sobre o Dia do Jornalista, mas descobri que a data também marca o Dia Mundial da Saúde além do Dia do Médico-Legista. 

Fui pesquisando e encontrei casuais pontos em comum entre as 3 datas, numa só. Me empolguei, fui escrevendo e perdi a hora. Tive que parar para a troca dos curativos da cirurgia a que minha filha de 4 patas, Toda,  foi submetida, para retirar alguns caroços de câncer malígno na pele. Quando acabamos era quase meia noite, e cansadaço não consegui concluir a edição e deixei para repercutir hoje, mas tive dia cheio e só agora consigo sentar para finalizar e me desculpar pela involuntária ausência ontem.  Resolvi não atualizar o texto, deixando como se houvesse publicado. 

Assim, aqui, minhas curiosas descobertas sobre os fatos citados acima, e comentados abaixo. Para ilustrar, fotos de conjuntos de várias colunas que publiquei nos últimos anos nos 2 jornais que trabalhei. Preferi, evitando colocar fotos minhas, do meu rosto. Não vai dar para ver as fotos em detalhes, muito menos ler as notas nas antigas colunas, Minha ideia é chamar atenção para a estética das colunas, sempre em movimento, todas bem diferentes umas das outras, imprimindo meu estilo, minha linguagem. Então, agora, o texto que era para ter sido postado ontem. 

Guardando as devidas proporções, e diferenças em alguns pontos e detalhes, o enredo é praticamente o mesmo.Parece que estou escrevendo em tempo real, factual. Sobre agora. Neste dia 7 de abril, é marcado como Dia Mundial da Saúde, criado pela Organização Mundial da Saúde, como movimento para que sérias políticas sejam voltadas para a saúde e o bem estar da população. Seu principal foco é conscientizar, informar e cuidar para que todos tenham consciência de seus direitos relacionados à promoção da saúde pública. Não parece atual???

Então, esse dia também é dedicado aos médicos-legistas, numa das áreas mais importantes da Medicina, a Medicina-Legal, responsável inclusive pelas análises de corpo de delito, auxiliando na elucidação de fatos criminosos, com vítimas vivas e/ou mortas. 

E este 7º dia do 4º mês do ano é igualmente lembrado como o Dia do Jornalista, numa ação da Associação Brasileira de Imprensa, como forma de manter aceso o nome de Líbero Badaró, que foi o 1º jornalista assassinado por causa de suas atividades profissionais, eentre elas,denunciar os desmandos autoritários  ditatoriais de Dom Pedro 1º,  envolvido no assassinato do jornalista que também era médico. Como imperador, criou cargos vitalícios para seus apoiadores, e suas atitudes eram observadas como características de déspotas, num momento em que o herdeiro do trono estava bem desgastado pelo fracasso brasileiro na guerra da Cisplatina e pelo caos da economia. 

Badaró era o maior crítico do império, e além da medicina, escrevia artigos com ideias liberais e logo ganhou destaque como jornalista. 

Incrível como estas 3 datas citadas no início do texto tem relações com esses atuais dias, quando o Brasil vê os frequentes e sistemáticos ataques que jornalistas vem sofrendo na função de bem informar, sendo o Brasil  um dos países onde seus repórteres são violentamente atacados, inclusive por pessoas severamente influenciados por ideológica  ignorância. Carecemos seriamente de políticas públicas de saúde, e garantia de notícias transparentes e verdadeiras, no enfrentamento contra notícias falsas veiculadas em alguns meios de Comunicação e principalmente na Internet, atrapalhando o combate ao pandêmico Coronavírus. Num país onde armas são francamente liberadas e as mortes, alarmam Brasil afora. E os médicos-legistas têm tido muito trabalho na elucidação de tantos crimes. 

Coração acelerado escrevendo esse texto, que comecei no comecinho da noite.

Confirmo minha paixão pelo jornalismo, tanto quanto pela fotografia, que agrega valor ao meu ofício. Como jornalista, mesmo num formato 'coluna social', com poucos espaços para bem informar, procurava sinônimos menores, que eu pudesse dar o maior nº de informações em tão poucas linhas, Garanto, é muito mais difícil dizer tudo e escrever pouco. Literalmente, o cúmulo da síntese. Esse detalhe era mais 1 desafio, que eu enfrentava diariamente, com o maior prazer. 

Tristeza profunda por estar entre uns 70 profissionais demitidos de 1 jornal que não teve a decência de reconhecer como todos nós nos dedicamos para enriquecer a publicação com nossos trabalhos. 

Mas voltando ao 1º parágrafo, iniciamos assim outro ciclo de vida, inclusive profissional, e me confesso bem feliz com o convite de Eliane Aquino e Ricardo Leal para assinar coluna em 2 páginas da revista Painel, e blog no Portal homônimo. 

E assim, transformei as colunas de notas em matérias que podem ser crônicas, desabafos, comentários, artigos... e/ou qualquer outra classificação que meus escritos possam ter. Reforço a importância da Imprensa na manutenção da Democracia, única forma civilizada de governo, em contraponto ao autoritarismo das ditaduras e tiranias, independente de correntes ideológicas. 

Salve os dias do Jornalismo, da Saúde e da Medicina Legal, sem dúvida, fundamentais para a vida. 

Ah! Como cidadão e jornalista, reforço a importância de isolamento social e o uso constante de máscara, além da total higiene das mãos, com água e sabão ou álcool em gel. Covid19 segue matando

Postado por Felipe Camelo

Que a Fé respeite a Vida

06.04.2021 às 14:57
FC

Equilibrando a coragem, que sempre tive em viver e enfrentar desafios, com o medo que me mantém vivo, acredito na sapiência dos cientistas que, desde o surgimento do Coronavírus, alertaram e confirmaram a fundamental importância do isolamento social para barrar a contaminação que se tornou pandemia e vem matando indiscriminadamente mundo afora.

Exausto, inclusive de minha interminável sequência de profundos suspiros e de me sentir impotente por não poder fazer + do que faço, escrever e editar matérias na individual atividade de publicar, na tentativa de alcançar o maior nº de pessoas, principalmente as que negam a realidade, como se vivessem catatônico surto de cegueira e ignorância. 

Claro que a ciência e a medicina respondem pelos incansáveis cuidados com o corpo, mas a mente também precisa de atenção. 

Entre as forças que revigoram nosso espírito, a fé, independentemente de que religião praticamos. E o respeito por todos os credos deve haver voluntariamente, principalmente pelos religiosos que influenciam milhares de vidas, positivamente e/ou negativamente. Como nesse último ano em que isolamento social e sem aglomerações é preciso, acho absurdo a falta do seguinte entendimento. Claro que também me preocupo com a sobrevivência de milhares de empresas que geram emprego e renda para incontáveis funcionários, em todos os setores da economia. Mas zelar por suas vidas é indiscutível. 

Especificamente no Brasil, os bloqueios das cidades não foram tão radicais e eficazes como deveriam, principalmente pelo descaso de muita gente que seguiu se aglomerando em clandestinas festas, festinhas, festões. Teve até governador que  recentemente celebrou seu aniversário em 2 pirotécnicos eventos, nas quais ninguém usava máscaras, muito menos mantendo distanciamento. Se o bloqueio tivesse sido severamente respeitado, e com a devida, correta e urgente vacinação, talvez já estivéssemos sem hospitais e cemitérios lotados, em todos os estados da federação, numa permanente superação de recordes de mortes diárias. Como país com maior nº de vítimas, o Brasil só perde para os Estados Unidos e a Índia, que vem vacinando seus cidadãos ininterruptamente. Diferentemente do que vem acontecendo aqui. 

Rigorosamente isolado com Toda, minha 'filha de 4 patas', e mesmo realizando trabalhos digitais, tempo não tem me faltado, pelo contrário, e a recente liberação de ministro evangélico do STF que liberou a realização de missas e cultos, se rendendo diante da pressão de políticos e magistrados que "terrivelmente" seguem crente corrente que pressiona para que voltem aos cultos, nos quais muita cantoria que, consequentemente, provocará muitas transmissões, já que assintomáticos transmitem o mortal vírus sem saber da patologia. Claro que a Constituição garante o direito aos atos religiosos, mas, acima disso, a preservação da vida deve ser o principal foco. 

Até porque as entidades reverenciadas em igrejas, templos, terreiros, auditórios... são onipresentes, e assim podemos rezar em casa mesmo, até porque, se não há corpo físico que precise estar presencialmente em lugares específicos. Mesmo sozinho em casa, a energia superior que nutre a fé lá estará, dentro de cada 1. Não há a menor necessidade de sair de casa, se arriscar indo rezar num ambiente religioso, que, por + que tenha sido higienizado e se pratique todos os devidos cuidados de segurança sanitária, não se pode garantir a integridade dos fiéis, diante de tantos riscos. 

Já completei meus 59, significando que já estou vivendo meu 60º ano de vida e tenho me preocupado com o "custo-benefício". Como escrevi no início desse texto, coragem nunca me faltou, mas ultimamente, para enfrentar algo, o benefício tem que ser garantido bem maior que o custo que vou precisar pagar. 

Por mais que eu sinta falta de sair inclusive para orar, qualquer saída implica probabilidades de perigo, e não vou mesmo me arriscar. Tenho me conectado com Deus, Ogum ou Yemanjá aqui em casa mesmo. Ontem, por exemplo. Estava molhando o jardim quando olhei pr'o céu, rapidinho peguei o celular e subi na laje pra ver e registrar o pôr-do-sol, quando esse passarinho passou bem na minha frente, pousando numa palha de coqueiro aqui  em casa. Claro que me remeteu ao Espírito Santo. Mentalizei, rezei e meditei em seguida. Garanto, desci pleno, entusiasmado, que em latim, "Enthusiasmus", que vem do grego, significa "inspiração divina". 

Então, se consegui me conectar com minha fé, sozinho na coberta de casa, observando o sol se pôr, tendo minúsculo pássaro como marcante companhia, qualquer pessoa pode. 

Por amor próprio e ao próximo, fiquem em casa, rezem em casa. O seu Deus está dentro de você. 

Ah! Imagino que deva receber reações, mas me confesso horrorizado com a descoberta da existência de associação de juristas evangélicos. Como pode algum julgador se manter imparcial se explicitamente segue corrente religiosa ideológica que vai certamente influenciar e orientar suas decisões jurídicas??? O próximo ministro do Supremo deve ser "terrivelmente evangélico", expressão frequentemente dita por quem vai escolhê-lo, significando que os únicos favorecidos por suas "supremas decisões" serão seus "irmãos de fé".  Será incrível ter 1 ministro representando cada religião. Impensável imaginar como seriam as reuniões plenárias da Suprema Corte. Nem em Saramandaia. 

Postado por Felipe Camelo

No Foco e na Pauta

05.04.2021 às 20:37

E começo repetindo que sei  que o mundo é redondo e dá voltas sem parar. Ciclos se encerram e novos se iniciam. Com eles, mudanças, transformações. Por + cansativas e  dolorosas que possam ser, são momentos de desafios e dificuldades, mas que me estimulam profundamente. Adoro mudar. 

Não estou pensando em mudanças físicas, mas também as trocas de endereço são incríveis. Eu mesmo, já morei em várias cidades de vários estados e empacotar tudo, e viajar incluindo filho de 4 patas, dá muito trabalho, mas a adrenalina e a expectativa do novo acelera o coração e a cabeça. É bom d+. 

Outros tipos de mudança também fazem parte da minha história. Passei no vestibular de Física, depois de Meteorologia, até que me graduei em Jornalismo, que me profissionalizou também como fotógrafo, definindo minha linguagem inspirado nas diversas novelas que fiz como assistente de direção. 

De volta para Maceió, convite para trabalhar em jornal impresso. Trabalho diário, sem rotina, da redação para atender diversos convites e cobrir o que acontecesse na cidade.  Uns 25 anos de jornalismo sério num formato de coluna social, com horário para começar e sem hora para acabar. Como já publiquei, numa única noite estive em 6 eventos, dirigindo, fotografando, colhendo informações... + nunca outra maratona dessa

Mas, há uns 2 anos, fui incluído numa relação de profissionais demitidos do maior grupo de Comunicação de Alagoas, e como também já publiquei, descobrimos que nossos FGTSs nunca haviam sido depositados. Assim como todos os direitos trabalhistas.Vida que segue, mantendo a esperança.

Com essa pandemia que nos exige empatia e isolamento social, e sem o trabalho diário em tantos compromissos, estou seriamente confinado em casa. Meu mundo intramuros Como tenho 1 jardim enorme, tenho fotografado detalhes do 'meu meio ambiente', como folhas, flores, fungos, frutos, cogumelos, animais, galhos, pores do sol (de cima de minha laje). Só não consigo ficar muito tempo sem fotografar, até porque minhas fotos estão 'prontas', eu as reconheço assim que vejo algo que me chama atenção e registro.

Assim como os objetos do meu olhar mudaram, minhas pautas também se transformaram. Sem o compromisso do formato coluna social, com notas em poucas linhas, tenho editado e publicado matérias jornalísticas, textos grandes, comentários, crônicas sobre os diversos assuntos que tem movimentado o mundo. O colunista se apresenta plenamente como jornalista, tanto na revista Painel Alagoas como aqui no blog. Meus editores confirmam total liberdade de pauta, linguagem e conceito. 

Sempre me senti otimista, positivo e operante, principalmente depois do gravíssimo acidente automobilístico que sofri em 1999, tendo ficado muito tempo em coma, parada cardíaca e tudo. 

Obviamente, meu modo de ver e viver se transformou. Vi de perto como a vida pode ser breve, e com tantas pessoas mentalizando e desejando minha recuperação, em diversas formas de praticar a fé, nas + diversas religiões, tive certeza que ninguém é alguém se outro alguém, impossível ser feliz, ou triste, sozinho. Todos precisamos de todos, inclusive do meio ambiente e seus animais. Na pele, 'humildade', 'compaixão', 'fé', 'amor', 'harmonia' e 'tesão' tatuados em mim.

Com tantas informações, impossível não ver o que está acontecendo no mundo, com milhares de pessoas morrendo, não só pelo Coronavírus. Aqui o Brasil, principalmente, genocídio por coletiva ignorância de 'negacionista' ideologia, recusa ao uso de máscaras e distanciamento social, provocando generalizada infecção, lotando hospitais públicos e/ou privados. 

Solidário sou com os que não resistiram, seus familiares e amigos, e principalmente aos profissionais das diversas áreas envolvidas na linha de frente no combate ao pandêmico vírus. Por isso tudo, tenho me sentido bem triste. Tanto por ainda aguardar que a Justiça se movimente pelos direitos trabalhistas dos demitidos e seus devidos pagamentos (que citei no começo desse texto), quanto pelo comportamento de muitos brasileiros que, infectados em baladas e afins,contaminam pais, mães, avós, filhos, parentes, vizinhos, amigos... antes de sofrer muito e morrer, lotando também cemitérios, em sepultamentos 24h, praticamente. 

Com todos estes absurdos e lamentáveis fatos aqui mencionados, tem sido difícil para mim manter o coração e a mente tranquilos, focando somente em notícias leves, positivas, evitando abordar temas que não incluam fatos negativos. Para mim, como ser humano e jornalista,  impossível me cercar de flores e borboletas numa redoma climatizada cercado de quem não quer ver a realidade, e a nega. 

Tanto na revista impressa quanto no Portal digital, tenho escrito sobre os + diversos assuntos, sempre divulgando fatos sem deixar de dar minha pessoal opinião. Se o fato for "pra cima", melhor ainda, mas se não, não posso deixar de tratá-lo com a máxima imparcialidade. Nem sempre consigo, já que alguns assuntos me atingem profundamente e preciso desabafar, na necessidade de 'desobstruir o peito' e também para chamar  atenção da sociedade na vontade de ajudar, melhorar algo que me faz mal, e a muita gente. 

Outro dia recebi telefonema de amigo da vida toda, preocupado comigo, inclusive por causa do que venho publicando ultimamente. Carinhosos conselhos ouvi e agradeci também pelos elogiosos comentários sobre meu trabalho, me certificando qualidade artística, "artista não pode subir no palco com cara feia, emburrada, triste e evite se contaminar com notícias ruins", me disse ele. E garanti que não sou de ficar navegando na Internet atrás de notícias ruins, nem da pandemia nem da política, Mas algumas se apresentam como socos no meu estômago e reagir é humano, é sobrevivência. E como eu posso reagir? Escrevendo, publicando. 

Sim, claro que concordo quando meu amigo diz que preciso "focar na beleza da vida", tanto que, como fotógrafo também de arte, dentro de casa mesmo, venho registrando a beleza da natureza como já escrevi ali em cima, mas como jornalista, opiniões e comentários surgem em mim, sendo impossível não compartilhar com leitores e internautas. Tanto que, quem acompanha minhas postagem confirma essa pluralidade e diversidade de pautas que posto. 

Entrei no Portal e copiei links de algumas postagens recentes,  como lançamento de livro, exposição de arte, eventos de moda, gastronomia, esporte, e algumas homenagens para pessoas queridas que partiram, não necessariamente vítimas do Covid19. 

Reforço meu agradecimento pela prova de carinho e amizade que recebi com este citado telefonema, mas infelizmente não vou conseguir abstrair tristes fatos da realidade que vivemos e somos vítimas nesse caótico mundo. Agradeço inclusive todas as outras atitudes que esse meu amigo sempre demonstrou comigo, meu trabalho, minha família. Tenho certeza de sua amizade. Que retribuo no mesmo grau, claro. 

Serei + feliz quando esse turbilhão passar e zilhões de borboletas sobrevoarem sobre todos nós. Tudo isso vai passar, mantenho minha fé. 

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/186008/fragil-forte

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185775/a-acao-do-sal-e-do-tempo

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185388/exagerado-eu

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185152/afetiva-nordestina

Postado por Felipe Camelo

Ê Vida...

... que segue além dela

31.03.2021 às 13:05
Entre flocos de nuvens, lua quase cheia

Começo me desculpando por não ter conseguido manter meu intento de voltar ao cotidiano de postagens diárias aqui no blog como sempre fiz, aproveitando para confirmar minha alegria com a repercussão do texto que publiquei na última 2ª-feira, falando da dificuldade que venho tendoo em me concentrar e escrever sobre algum tema que tenha me chamado atenção. Garanto que minha intenção era essa, das postagens diárias, mas ontem o dia foi daqueles, no sentido de complicado, pesado e doloroso mesmo. 
Há alguns meses, apareceu 1 sinal nas minhas costas, próximo ao meu ombro esquerdo, diagnosticado como câncer maligno de pele. Procurei  dermatologista do SUS no Pan Salgadinho, e os devidos procedimentos foram tomados. Curiosamente, na semana passada, apareceu 1 caroço na minha filha de 4 patas, a Toda, igualmente diagnosticado como câncer de pele, e ontem, nova cirurgia para a retirada do mal. 

Também ontem, amigos me informaram da partida de Luiz Alves Pinto Júnior, que foi infectado pelo Coronavírus, que, 2º soube, provocou enfarto fulminante como consequência. Ele que conheci na infância na rua Pedro Monteiro, onde Lulinha morava com sua família, a mesma rua em que morava minha avó paterna, Afra. onde nos conhecemos. Garanto que nunca vi Lulinha participando de fofoca, sendo grosseiro, ou desejando o que não era seu. Nunca fez mal para ninguém, pelo contrário, era daquelas pessoas que nasceram para ajudar. Inteligente, bem humorado, divertido, era doce. 

Talentoso decorador e 'designer' de interiores, tinha estilo próprio, pessoal e intransferível, e seus trabalhos eram facilmente identificáveis, sua assinatura é inconfundível. 

Soube que ele foi vítima da planetária pandemia, conseguiu controlar o Covid19, mas, na última 2ª-feira, infarto fulminante como consequência, e que o levou para outro plano. Seu sepultamento foi na tarde de ontem, mas, como eu estava envolvido com a cirurgia de Toda, não pude ir pessoalmente me despedir dele. 

Assim, aqui no blog, compartilho a dor de familiares e amigos, que, assim como eu, sentiremos sua falta. Mas, como digo e escrevo, não creio que a vida comece na maternidade nem termine no cemitério. Há vida além deste plano. Tenho mentalizado nele desejando que siga em Paz, no Caminho da Luz. Creio também que é eterno quando é incrível, quando marca, e não quando dura 'trocentos' anos. 

E meu querido amigo Lulinha escreveu incrível e linda História de Vida, tornando-se inesquecível. 

Aproveito a ocasião e o tema para reforçar a fundamental recomendação: fiquem em casa se puderem, e caso precisem sair, usem máscaras, 1 sobre outra, para garantir integridade, mantenham distanciamento, e total higienização das mãos, de preferência com água e sabão, ou álcool em gel. Hospitais públicos ou privados estão lotados, beirando colapso. Participar de festas 'clandestinas' é, no mínimo, absurdo e criminoso. 

Se pessoas que tem se cuidados não estão livres deste vírus, quem nega esta realidade tem como garantia muito sofrimento, para si e para parentes e amigos. 

Caríssimos leitores, muitas reações sobre esta matéria, inclusive acabei de receber a informação que o saudoso Lulinha foi vítima de fulminante enfarto, mas não do Coronavírus, como soube assim que o lamentável fato ocorreu. Neste tão confuso momento, não tive tempo nem 'cabeça' para investigar ou ligar para algum parente dele. Só agora é que tive a confirmação do que estou escrevendo aqui, agora. Conversei com meu editor, Ricardo Leal e ele me sugeriu acrescentar este parágrafo, esclarecendo tudo. Assim, me desculpo, confirmando minha constante preocupação com a veracidade dos fatos. Reforço meu agradecimento pelos positivos comentários que venho recebendo nas + diversas mídias sobre esta postagem de hoje. E repito a recomendação, cuidem-se, o momento é grave, gravíssimo. 

Postado por Felipe Camelo

Vamos Sobreviver ???!?!?!?!?!?

Que esta bússola nos Norteie

29.03.2021 às 18:52
FC

Comprovadamente o mundo é redondo e não para de dar voltas. Cada ciclo que se encerra, outro se inicia. 

No último dia 11, completei meu 59º de vida, consequentemente, no dia seguinte, comecei meu ano LX, apesar de muita gente não concordar com este meu cálculo matemático. 

Mas enfim, neste pandêmico isolamento social, muitos pensamentos e reflexões. Outro dia, e estava lembrando que iniciei o curso de Física na Ufal, mas em pouco tempo, saquei que não era exatamente o que eu queria. Passei em  Meteorologia, mas ainda não era a minha. Num teste vocacional, Comunicação surgiu como luz, e lá fui eu para o 3º vestibular, passei, mas nos 1ºs meses, surgiu a ideia e a chance de ir estudar no Rio de Janeiro. Transferi o curso e na semana que me formei, minha amada amiga Zezé Motta conseguiu estágio para mim, com ninguém menos que Tizuka Yamasaki em Kananga do Japão, na TV Manchete, como seu assistente de direção, apesar de nunca ter feito nem pensado em fazer novela. 

Lá, conheci Jayme Monjardim, todo poderoso da emissora, ele que me convidou para ser seu assistente. Entre várias produções, fiz "A história de Ana Raio e Zé Trovão", produção que passou 1 ano viajando por todos os estados do centro, sudeste e sul do Brasil. Neste ano, estive no Rio, onde morava, por 2 finais de semana. 1 ano viajando, e paralelo ao trabalho como assistente, fotografava cenas das novelas, bastidores, cenas urbanas nas cidades por onde passávamos. 

Observei que meus pais estavam envelhecendo e eu morando longe. E depois de uns 20 anos, resolvi voltar para Maceió exatamente quando Jayme voltou para a Globo para dirigir Terra Nostra, mas decidido pelo retorno, não aceitei seu convite para este novo trabalho , arrumei a mudança e com cachorro e tudo, e cheguei em casa de volta. 

Muitos eventos, muitos reencontros, e até então, nenhum trabalho. Quando num almoço do amigo e colunista Bráulio Pugliesi, minha prima Isadora Normande sugeriu que eu editasse 1 coluna social, "diferente das outras". E assim foi. Fui trabalhar na Tribuna de Alagoas, que, depois de alguns anos, faliu, devendo 6 meses de salário. 

Foi quando criamos 1 cooperativa, arrendamos o espólio do jornal, e criamos a Tribuna Independente, onde trabalhei por uns 10 anos, eu acho, até que, com a morte de Bráulio, fui convidado para publicar minha coluna na Gazeta de Alagoas, onde estive por quase 11 anos. Diariamente, depois de trabalhar na redação, eu ia cobrir os eventos para os quais havia sido convidado, chegando ao recorde de ir a 6 festas numa noite. Sim, eu disse SEIS. Lembro que cheguei esgotado em casa, exausto. Mas realizado e feliz.

Até que o jornal deixou de ser diário e demitiu uns 70 profissionais, e eu entre eles. Foi quando descobrimos que a OAM nunca havia depositado o FGTS dos demitidos, nem nossos direitos trabalhistas. E até hoje, este problema não foi resolvido. Vergonha para 1 empresa com a história da Gazeta, décadas nas bancas e nos lares.

Neste tempo, demitido, recebi honroso e carinhoso convite de Eliane Aquino e seu marido Ricardo Leal para editar coluna na revista Painel Alagoas, e blog no Portal do Grupo Press Comunicação, o qual sempre foi atualizado diariamente, num outro formato jornalístico, e não como 'coluna social'. Venho escrevendo os + diversos e variados assuntos, abordando tudo que esteja acontecendo e que tenha me chamado atenção. 

Como 'colunista social', festas, festinhas, festões não faltavam e fotografar pessoas era meu foco principal, assim como reunir pessoas conhecidas e famosas com anônimos, era meu diferencial, eu que nunca valorizei pessoas por causa de seu 'status' ou conta bancária. Identifiquei alguém como pessoa interessante e produtiva, lá estaria ela na coluna. Publiquei gari, cozinheira, ao lado de grandes e poderosos empresários, locomotivas, artistas...  Verdadeira mistura de liquidificador. Claro que recebi críticas, mas certo do que eu fazia, seguia. 

Como, desde pequeno, sou muito emotivo, nesta pandemia, minha 'piscianica'  sensibilidade tem me deixado bem triste, principalmente por confirmar como os seres humanos jã não são tão humanos assim. Principalmente agora, com este governo "conservador de direita", negacionista em relação ao coronavírus, constatar muita gente circulando sem máscara, promovendo e participando de absurdas, monstruosas e criminosas aglomerações, tem dias que fico tão mal que não consigo nem escrever, muito menos pensar numa pauta interessante. 

Sempre senti muito prazer em trabalhar, minhas atualizações eram religiosamente diárias. Para deixar de postar, era preciso ser algo bem grave, como tem sido, fato pelo qual me desculpo aqui com vocês, caríssimos internautas. 

Como consequência da falta de eventos sociais, matérias tomaram lugar do estilo "coluna social", e tenho postado opiniões, artigos, crônicas, comentários e críticas, inclusive ao desumano e coletivo comportamento de grande parte da sociedade. Ainda ontem, vi na TV que umas 200 festas tinham sido interrompidas pela polícia do Rio de Janeiro e pasmem, umas 300 no estado de São Paulo. Com a comprovada mortalidade do Covid19, e a ampla cobertura da imprensa, inadmissível dizer "Eita, eu não sabia". Impossível mesmo. Pessoas que se sentem superiores aos outros, se negam ao uso de máscara e chegam ao cúmulo de agredir quem solicita que se respeite as normas de segurança sanitária para controlar a transmissão deste fatal vírus. 

Mesmo que interessantes pautas se apresentem, não tenho conseguido escrever nada. Não acho que eu esteja com depressão, mas fingir que nada disso está acontecendo e provocando milhares de mortes e muito sofrimento, eu não consigo. Confesso que não tenho conseguido inclusive, nem me fotografar sem máscara. Não acho respeitoso para com os milhares de profissionais da saúde que vem se arriscando, e aos seus familiares, no combate diário ao Coronavírus. 

Outro dia, foi celebrado o Dia da Água, elemento fundamental para nossa sobrevivência. Com certeza, seria pauta. No último dia 25, meus pais completariam 60 anos de casados, outro tema para mim , mas nem assim consegui. 

Como já estou "fora do ar" por uns 10 dias sem postar, fico me cobrando produzir, principalmente por respeito aos leitores. E esta 'culpa' tem me incomodado muito, e por causa dela, aqui estou eu, escrevendo este texto que nem sei se é crônica, artigo, desabafo, procurando me manter coerente, principalmente comigo mesmo. 

Com minha mãe permanentemente acamada aos 93 anos, vítima do Mal de Alzheimer, tenho me cuidado, me isolado mesmo em minha casa em Guaxuma,  onde escrevo agora, ouvindo grilos, sapos e cigarras, e quando, pela janela vi o céu, peguei o celular, subi na laje e registrei este por do sol. Na cena, inclui esta 'bússola' que ficava no alto da casa de minha avó Afra, na rua Pedro Monteiro, e que fiz questão que viesse aqui pr'a minha, simbolicamente, me indicando o Norte, na intenção de ir sempre pra frente e pra cima. No sentido de evolução, mesmo. 

Então, aproveito para reforçar, fiquem em casa e se tiverem que sair, usem máscaras, de preferência 1 sobre outra, para garantir a total segurança, sua e dos outros. Mantenha permanente limpeza das mãos com água e sabão, ou com álcool em gel, e distanciamento social. Sem estes cuidados, impossível sobreviver. 

E garanto que vou seguir me esforçando para continuar produtivo, atualizado e antenado com o que acontece aqui em Guaxuma, em Maceió, no Brasil e no mundo. Repito minhas desculpas com vocês, internautas, e com meus editores, que me entendem e nunca me cobraram 'produção industrial'. 

Vou arriscar "até amanhã", na tentativa de me concentrar, escrever e compartilhar com vocês o que tem me chamado atenção neste sombrios tempos, na esperança de que tudo isso vai passar e que dias melhores virão. Só depende de nós. 

Postado por Felipe Camelo

Frágil??? Forte!!!

Dia Internacional da Mulher - 2021

08.03.2021 às 14:38

Cresci numa família na qual as mulheres sempre marcaram presença e não fizeram figuração para os homens. Pelo contrário. Escreveram suas histórias de vida, deixando ensinamentos e exemplos. 

Além delas, com quem compartilho a genética, inclusive, sempre estive cercado de incríveis mulheres. Estivesse morando em Maceió, Saint Louis, Rio, São Paulo... lá estavam elas se representando muito bem na minha vida, reforçando em mim a consciência de suas importâncias. Aqui escrevendo, muitos filmes se sobrepõem uns aos outros na minha memória. E consequentemente, e fatalmente, no meu coração. Todas têm papéis fundamentais na minha sobrevivência, fortemente. Tenho consciência de que não estaria aqui se não tivesse encontrado com cada uma delas em todos os momentos de meus quase 60 anos. 

Acho que não estou escrevendo, estou me psicografando, sensação que estou pensando e transcrevendo ao mesmo tempo. Ui, Mãe Dinah. Eparreia...

Mas é verdade, inclusive todos os nomes chegam na minha lembrança, e o mais incrível, entrou uma borboleta aqui na sala e está sobrevoando o teclado do notebook enquanto escrevo. Coração chega acelerou, e ela foi-se. E garanto, existe muita harmonia entre elas e suas histórias. Algumas se conhecem, mas a maioria, não. Algumas são fisicamente  parecidas, pelo menos no estilo, outras bem diferentes, mas nenhuma é mais ou menos importante. Não!!! Algumas estão comigo a vida toda, outras, não demoraram muito, infelizmente, mas felizmente, o suficiente para me marcar. Acho que é eterno quando é incrível e não quando dura trocentos anos. 

Engraçado, enquanto teclo,  nomes seguem em sequência, como se eu tivesse letreiro luminoso na testa, com muitos nomes, rostos e corações subindo sem parar. Bonita a cena, caso estivesse sendo registrada. Mas mesmo falada, ou escrita, dá pra imaginar, e estou adorando. 

Paralelo a estas lembranças, histórias reais e factuais também surgem na mente e através dos meus dedos todos. Sim, minha avó Afra me ensinou datilografia. Sou deste tempo. E neste tempo "de agora", em que mulheres seguem precisando se impor, gastar energia para defender seu espaço numa sociedade arcaica, retrógrada, ignorante, machista, patriarcal, cafona, é incompreensível absurdo. Já teria dado tempo para sermos uma sociedade evoluída, igualitária, justa. 

Mas não. Em 2021, exercendo a mesma função, mulheres ganham menos que homens. Muitos ofícios são "exclusivos e característicos" dos homens. Em pleno 2021, homens tratam as mulheres como inferiores, como propriedade, e não aceitam opiniões contrárias. Quando acontece, é morte na certa. E matam covardemente, e novamente, quando alegam "defesa da honra". Honra??? No dicionário, "Honra, substantivo feminino (sim, feminino), princípio que leva alguém a ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito junto à sociedade; consideração devida a uma pessoa que se distingue por seus dotes intelectuais, artísticos, morais, privilégio, uma honra reservada apenas aos heróis". Bem claro, não é??? Praticamente didático. 

E em 2021, homens, sem H maiúsculo, matam namoradas, esposa, amantes, ficantes, prostitutas, mulheres-trans, travestis... e alegam "defesa da honra". E esta alegação que transforma a vítima em culpada, ainda existe na Constituição do Brasil. Absurdo, somente com a significação da palavra "honra" já confirma que o miserável não merece alegar esta esfarrapada e inconsistente injustificada defesa. Não há defesa. 

Até já escrevi em outra ocasião, homem que desrespeita, agride, mata mulher,  não gosta. Até fazem sexo com elas, mas gostar que é bom, nada. Pelo contrário. Gays gostam de mulheres. Respeitam, valorizam, são amigos, confidentes, conselheiros.. Claro que há exceções. Conheço muitos héteros que realmente amam as mulheres, assim como sei de gays que preferem distância delas, mas, brincadeiras de lado, sou dos que celebram estes seres fortes e doces todos os dias. Naturalmente reconheço que elas é que são o sexo forte, de frágeis não tem nada. 

Começando pela desvalorização desde novas, crianças. Na fase adulta, então, múltiplas jornadas, com muitos desafios no caminho e constantes cobranças. Muitas, infindáveis. Gerar e parir, não é para fracos. Homens não aguentariam as dores do parto. Com certeza. 

Ainda tem que se enquadrar nos "padrões estéticos" impostos pela sociedade, pelo mercado, pela mídia, e até pelas próprias mulheres. Deixemos cada uma ser o que, e como quiser. Chega de ditadura. Nuca mais!!!

Claro que aproveito este 8 de março, celebrado Dia Internacional da Mulher, para reforçar minha admiração, gratidão e amor, por todas. De corpo e/ou de espírito, mulheres são muito mais que sexo. São seres humanos infinitamente mais capazes que nós, homens. Em todos os sentidos. 

Hoje, assim que acordei, este antúrio se mostrou para mim, e com mulheres no foco, multipliquei-o, montei estes mosaicos, e observei, que é a mesma flor, que se apresentou de várias formas. Assim como as mulheres. A mesma essência em muitas formas, linguagens e espíritos. Mas, com certeza, a mesma delicada força, que vai muito além do cor-de-rosa. Elas tem todas as cores. Múltiplas!!!

Sigo torcendo e fazendo a minha parte, por dias melhores. Para todos nós, afinal, ninguém é alguém sem outro alguém. Impossível ser feliz sozinho, nem triste. 

Meu "Vivam as Mulheres"!!!

Postado por Felipe Camelo

S de Saúde, Sanidade, Solidariedade

03.03.2021 às 22:19
Fernando Zhiminaicela-pixabay/reprodução

Confesso que nunca comecei um texto com a tristeza que estou sentindo agora, aqui na sala de casa, sozinho, editando a postagem deste dia 3 de março. Motivos não me faltam para estar assim, preocupado com a nossa realidade no presente e principalmente no futuro. 
Como já escrevi em outros textos, antigamente, sem Internet e tantos meios de comunicação, era muito mais difícil controlar uma pandemia planetária como esta do Coronavírus. recorde de casos e mortes, 27% a mais que na semana passada aqui no Brasil. É incrível o grau de irresponsabilidade das pessoas, que seguem vivendo como se não estivéssemos correndo gravíssimo risco. 

Percebi que na primeira 'onda', as pessoas ficaram mais assustadas e respeitaram mais as regras de manter isolamento social, uso constante de máscara e manter a constante higienização das mãos, inclusive com álcool em gel. 

O Brasil vem assustando e preocupando todos os países do mundo, principalmente com esta variante ainda mais contagiosa e fatal, surgida aqui. Eu?  Só saio se houver forte motivo, e mesmo assim, mantendo rigorosa atenção com todos os cuidados. E sempre vejo muita gente circulando com o rosto descoberto ou usando máscara no queixo, no pescoço ou pendurada numa orelha. Ou mesmo presa na bolsa ou roupa. Hoje mesmo, ouvi uma caixa do supermercado reclamando da obrigatoriedade da máscara, dizendo para a outra caixa que só usava no trabalho porque é obrigada, mas que, saindo de lá, já tira e só coloca se for obrigada a entrar em algum lugar. Quando me meti na conversa para dar minha opinião, ela disse que a máscara provoca muito incômodo. Peguei o celular e mostrei a imagem de um tubo que é introduzido na garganta para que o paciente possa respirar. Ela não se mostrou assustada, e eu, incrédulo e cansado,paguei minhas compras e fui embora. 

Sou tão solidário com os que faleceram, com os que estão sofrendo e principalmente com os milhares de brasileiros que tem se dedicado em tempo integral nesta guerra contra o Covid19. Já me flagrei evitando até postar foto minha sem máscara em redes sociais. Muito menos feliz da vida, rindo, afinal, não consigo me sentir assim diante de tanto sofrimento. Fico inclusive constrangido quando vejo fotos na Internet como se não estivéssemos enfrentando esta pandemia. 

Eu já havia até "combinado comigo mesmo" que não reagiria mais desta forma que estou reagindo aqui agora, mas não consigo. É mais forte que eu. Tenho a esperança que consiga convencer pessoas que, por ela e por todos nós, é fundamental praticar empatia, evitar aglomerações e manter afastamento social. Colocar-se no lugar do outro é prova de humanidade. E inteligência. 

Confesso que estou muito cansado disso tudo, exausto, esgotado. Só me dá vontade de ficar em casa, para me proteger e evitar que eu seja obrigado ao convívio com estes seres não humanos, ignorantes, mesmo. 

Sozinho dentro do carro, mantenho a máscara no meu rosto. Não quero ser visto como se eu não estivesse reconhecendo o incrível trabalho dos envolvidos nesta batalha, como médicos, enfermeiros, maqueiros, coveiros... É inclusive cafona seguir vivendo como se estivéssemos em outra realidade. Já ouvi especialista dizendo que "ninguém faz ideia do terror que vamos viver neste próximo mês". Consequência das festas clandestinas de Natal, Ano Novo, Carnaval. 

Claro que sei que a indústria, o comércio, os serviços... precisam se manter ativos, produzindo e lucrando. Mas enquanto a população não for devidamente vacinada, a economia  não terá vigor. Não vou, pelo menos nesta postagem, escrever o que acho do absurdo comportamento do negacionista governo federal. Mas não vou. Não quero confundir posicionamento político e ideológico com esta minha opinião sobre este criminoso comportamento de grande parte da população. 

Nesta nova onda de contaminação, os jovens são os que mais tem se infectado, certos de que nada vai-lhes acontecer. E o pior, acabam transmitindo o vírus com pais e avós. Brasil afora, 

Termino confirmando também que sigo fazendo esforço para manter a esperança de que esta pandemia será controlada e, principalmente, que homens e mulheres mereceram a classificação de humanos. 

Tenho Fé!!! 

Postado por Felipe Camelo

A ação do sal e do tempo

Contra deterioração, conservação

02.03.2021 às 20:14

Outro dia, precisei ir até o Pontal da Barra, poético, lúdico e belo recanto da Maceió, reduto de muitos artistas, que expressam arte e cultura através das rendas, especialmente o Filé, reconhecido como Patrimônio Cultural de Alagoas. 

Há alguns anos, o saudoso e inesquecível arquiteto e artista plástico Alex Teixeira Barbosa criou esta obra que reproduz o tear que serve de base para a confecção da mais alagoana das rendas. 

Confesso que profunda tristeza me provocou o lastimável estado em que se encontra a escultura, totalmente enferrujada. Claro que a maresia é implacável e se não há manutenção, não há conservação. 

Passando por ela, indo para o Litoral Sul ou chegando em Maceió, é visível a deterioração provocada pela ação do sal. Não duvido que, se não houver urgente ação, a obra não dure por muito tempo. 

Fica aqui registrada minha observação e também apelo para que os órgãos responsáveis por cuidar e manter as obras de arte que deixam Maceió ainda mais bonita, observem melhor a ação do tempo na arquitetura e nos equipamentos artísticos e culturais na capital alagoana, berço de tantos, talentosos e diversificados artistas, nas mais variadas linguagens. 

"Quem ama cuida", já dizia minha avó. E eu amo Maceió. E como jornalista, sigo fazendo minha parte. Daí este meu alerta, certo de que o problema será rapidamente resolvido. Desde já, agradeço. 

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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