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Velas Telas - 1ª noite

17.11.2020 às 13:35

Certamente, esta 2ª edição do Arte em Movimento - Velas Telas fará o mesmo sucesso de sua 1ª, em 2019.

Com a recomendação de evitar aglomerações, os 4 espetáculos serão transmitidos pelo YouTube, alcançando público mundo afora, confirmando a importância da Arte produzida em Alagoas, seja em que estilo ou linguagem for. 

Nesta 1ª noite, serão apresentadas em projeção mapeada, com altíssima tecnologia, obras de Alex Barbosa, arquiteto, urbanista, paisagista, artista plástico... falecido em 2019, deixando memorável legado, como o Memorial à República, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, e 1 livro sobre seus 50 anos de carreira. 

Seguindo o show, Mestra Irinéia do Muquém, Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, cuja história se confunde com a do povoado quilombola Muquém, em União dos Palmares, próximo da Serra da Barriga. Suas obras refletem ancestralidade cultural, social, religiosa, a história de seu povo.

No roteiro, José Paulino, mestre alagoano da pintura e do desenho, que nasceu em São Luís do Quitunde em 1893, cujos estudos aconteceram em Maceió e Salvador, de onde voltou em 1910. Seu trabalho como desenhista foi por acaso, mas logo reconhecido, expondo em óleo sobre tela em 1917.Com poucas informações sobre quando e como se iniciou na pintura, sabe-se que foi autodidata. Ficou conhecido como "admirável pintor sem mestres". Expôs em Recife, no Rio de Janeiro, em Salvador, sempre retratando emoções e  memórias de suas raízes. Faleceu em Maceió, em 1970.

Fechando este 1° espetáculo, outro inesquecível mestre, José  Zumba, natural de Santa Luzia do Norte, nascido em 1920, e depois de muito sofrimento em Recife, passou por Garanhuns e foi em Gravatá de Bezerros que teve contacto com o arquiteto, escultor e pintor Edson Figueiredo, despertando sua vocação para a pintura. Aos 12 anos, voltou para Recife, para estudar Belas Artes, de onde retornou para Maceió. Para manter a família, pintava e saia com os quadros embaixo do braço para vender. Apresentou exposições em várias cidades brasileiras, e também na Argentina, França, Itália e Rússia. Entre seus mais de 10.000 quadros, Zumba revelou que assinou mais de 800 versões do icônico coqueiro Gogó da Ema. Deixando importante e imensa  produção artística, faleceu em 1996.

Com estes 4 valorosos artistas, a curadora e idealizadora Mirna Porto Maia apresenta esta 1ª noite do projeto que tem patrocínio Magazine Luiza através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, com apoio cultural Aloo Telecom, muna realização Ponto de Produção. Tudo será transmitido pelo YouTube, a partir das 23h20 desta noite do dia 17. 

Basta se inscrever no canal, é fácil e rapidinho, e se sentar confortavelmente em casa para se encantar com este poético espetáculo de alagoanidade, Arte e Cultura, transmitido da ponta da Ponta Verde, onde estarão ancoradas, enfileiras, as alvas velas que viram telas, sobre o mar.. Literalmente imperdível. E inesquecível !!!

Postado por Felipe Camelo

Ao ar livre, em casa

Arte em Movimento - Velas Telas

16.11.2020 às 16:28
Núcleo Zero/reproduções

 Incrível, mas creio mesmo que os desafios da vida devem nos provocar reações, ações e soluções, fortalecendo nossa energia, ativando a criatividade. Principalmente se afeta programadas atividades. 


 Que a arquiteta, paisagista, urbanista, designer, cenógrafa, escritora, agitadora e produtora cultural e social... Mirna Porto Maia vem realizando inclusivos projetos, movimentando Maceió e a vida da população.  Comprovada a importância de agregar parceiros, para realizar planos.

Em todos que já idealizou, Mirna conseguiu, com muito sucesso, porque teve integral patrocínio do Magazine Luiza, através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo. Não só pela amplitude da visão empresarial e social inclusiva de Luiza Helena Trajano, mas também pela dedicação e força extra de Fábio Elias Costa, especialista em Marketing, Leis de Incentivo Cultural e Patrocínio do Grupo Magalu. Não posso deixar de destacar a fundamental participação da Ponto de Produção, na realização.


Em 2019, verdadeira galeria de Arte  ao ar livre foi montada bem na frente de 1 dos + belos cartões postais de Maceió, o farol listrado em vermelho e branco, bem na ponta da Ponta Verde, demarcando limite com a enseada da Pajuçara. 

A data, definida para garantir a lua cheia e consequentemente, maré baixa, 0º total, mantendo a fileira de jangadas, devidamente ancoradas, com sua alvas velas, nas quais, com altíssima tecnologia, equipamentos da Núcleo Zero projetava obras dos artistas selecionados, encantando centenas de pessoas que se deliciavam em cadeiras, esteiras, cangas... 


A 2ª edição estava programada, aprovada e produzida para acontecer em abril, mas com a pandemia mundial do Coronavírus, adiar foi preciso. 

Em setembro, 1 outro projeto envolvendo todo mundo que citei acima, também precisou se adaptar, para acontecer num outro formato. O que seria 1 desfile, observado pela plateia presente, ganhou o mundo, tendo sido transmitido pelo YouTube, inclusive transmitido para todos os países da América Latina, pelo casal Octávia Porto & Gabo Ramos, a partir do México. 

E a fórmula será reativada, a partir de amanhã, 3ª-feira, dia 17, quando, a partir das 23 horas, as obras de Alex Barbosa, Irinéia do Muquem, José Paulino e Mestre Zumba serão vistas em amplidão, nas velas que viram telas.       


Já na 2ª noite, a partir das 23h50, sob a lua cheia, obras de Agélio Novaes, Dalton Costa, Eva Le Campion e Lu Azul, com linguagens e estilos próprios, pessoais e intransferíveis. No madrugadão (da 5ª pra 6ª), a partir da 01h00, Jeanine Toledo, Myrna Maracajá, Suel Cordeiro e Hilda Moura, serão as atrações deste 3º espetáculo. Encerrando a artística/cultural maratona, Marta Emília, Pedro Cabral, Joe santos e Delson Uchôa (com a performance "bicho da seda"), a partir das 01h30 da madrugada (da 6ª pr'o sábado). 

Arte em Movimento - Velas Telas reúne obras de 16 artistas,inserindo seus trabalho num verdadeiro e poético espetáculo de projeção mapeada, que vem encantando o mundo, e com Mirna Porto Maia, Magazine Luiza, Ponto de Produção e Núcleo Zero, literalmente imperdíveis, todas as 4 noites, que são únicas, e que se complementam, interagem e se completam. 


Basta se inscrever no https://www.youtube.com/channel/UCSzxKZchR3NPi2RjWV_qWUQ 



Postado por Felipe Camelo

Novo Ciclo

13.11.2020 às 22:33

Sou 'prova viva', literalmente que a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério. Creio na Vida além dela.

Mas, mesmo com esta crença, fico triste quando fico sabendo que alguém partiu. Principalmente quando é próximo, e querido. Acabei de saber do falecimento de Walkíria Suruagy, que vinha enfrentando com força, os desafios da Existência. , 

Pessoa de bem e do bem, era querida por todos, desde os tempos do Colégio Sacramento, quando estudou com minha irmã, Lavínia.

Nossa relação vem desde dr. Divaldo e dona Luzia, papai e mamãe. 

Walkíria escreveu linda história, deixando os melhores exemplos. Compartilho a tristeza de dona Luzia, de seu bem amado Zé Carlos, seus filhos Letícia e Divaldinho, Mônica, Cristina, Patrícia, todos da família, e com os amigos também, claro. 

Daqui, agradecendo ter Fé, de que ela está no Caminho de Luz, em Paz. Até a próxima. 

Postado por Felipe Camelo

Arte sob a Lua, sobre o Mar

11.11.2020 às 13:03

Sucessaço a 1ª edição do Arte em Movimento - Velas Telas, que movimentou durante 4 noites, a ponta da Ponta Verde, bem na frente de 1 dos + bonitos e poéticos cartões postais de Maceió, o farol, que valoriza a paisagem com suas listras vermelhas e brancas. 

Eram noites de lua cheia, e maré marcando 0º, favorecendo as jangadas ancoradas enfileiradas, com suas alvas velas, transformadas em telas, onde eram projetadas obras de arte, com estreladas assinaturas. Banda de pífanos abria a cena, e durante as projeções em altíssima tecnologia da Núcleo Zero, trilha musical de excelência, qualidade e alagoanidade. Centenas de pessoas se acomodavam em cadeiras, esteiras, cangas... para se encantar com os espetáculos. Sim, no plural, já que cada noite eram únicas, com escala de artistas. Nenhum show igual ao outro. 

O projeto idealizado por Mirna Porto Maia, ativa e incansável, e realizado pelo Ponto de Produção, só foi possível com o total patrocínio Magazine Luiza, através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, e da atuante consultoria de Fábio Elias Costa, especialista em leis de Incentivo e responsável pela área de patrocínio do Magalu, grupo comandado pela empresária/visionária, Luiza Helena Trajano. Apoio Cultural Aloo Telecom. 

Estava tudo pronto para acontecer em abril último, mas com a pandemia do Coronavírus, o projeto teve que ser remarcado, e num novo formato, está confirmadíssimo para os próximos dias 17.18.19 e 20, mas, evitando aglomeração, tudo será transmitido pelo canal https://www.youtube.com/channel/UCSzxKZchR3NPi2RjWV_qWUQ?fbclid=IwAR3Mvyh4FQOPFuRQOj1IT-p_khlID3JU9BfVtAlxoZrW7rCdBT7baALYYRI

Como aconteceu com Renda-se, a 1ª Mostra de Moda Alagoana, transmitida ao vivo, para vários países e todos os estados brasileiros. Basta se inscrever e se deliciar com esta verdadeira galeria de arte ao ar livre, reunindo talentosos artistas alagoanos, no conforto e segurança de seus lares. 

Se somos a "Orla + linda do Atlântico na América do Sul", nestas 4 noites, ainda +. 

Postado por Felipe Camelo

Renato renascendo

10.11.2020 às 17:42

Comprovadamente, viajar é terapêutico. Todos os nossos sentidos são aguçados quando visitamos outros lugares, afinal, visão, audição, paladar... encontrar novidades pelo mundo.                                           

Neste sombrio tempo de pandemia, fiquei realmente isolado desde março, e por + que tenha me mantido ocupado, só saindo para o estritamente necessário, mas viajar é poder relaxar com a retomada das atividades do Turismo, obviamente, respeitando todos os cuidados recomendados.                                           

 E assim, aceitei convite de Carol Feitosa & Alexandre Lima para 6 dias de encantamento com o Natal Luz de Gramado. Voltamos domingo, e na minha programação, ontem, postaria comentando a viagem, e confirmando a realização do projeto Arte em Movimento - Velas Telas, idealizado por Mirna Porto Maia, realizado pelo Ponto de Produção e patrocinado pelo Magazine Luiza, através de Lei de Incentivo à Cultura, que vai acontecer entre os próximos dias 17 e 20. Mas este será assunto para amanhã, já que acabei de receber triste notícia, que me desconcentrou. 

Meu irmão Fábio me ligou bem triste, pela prematura partida de Renato Britto, filho de minha amada amiga Selma Britto, talentosa e sensível pianista, que, com certeza, está muito abalada, assim como todos da família, já que são todos muito unidos. 

E assim, conclamo internautas, leitores e amigos para que façam 1 minuto de silêncio, e orem, para que Renato renasça, honrando seu nome, e que os familiares reforcem a fé. Que ele siga no Caminho da Luz e em Paz. 

Daqui, meu sentido abraço, desejando que minha querida Selma se erga ainda + forte. Estes desafios da vida não são para nos derrubar, mas para nos fortalecer. E evoluir. 

Postado por Felipe Camelo

Vivos, inclusive no "Finados"

29.10.2020 às 17:07

Quando fiz 17 anos, fiz curso para ser Guia de Turismo no Senac, e tive a honra de trabalhar na Transamérica por muito anos. Mesmo depois de ter transferido a faculdade para o Rio de Janeiro, quando vinha de férias, seguia recebendo turistas pela agência de Ângela & Marcel Monteiro. 

Confesso que minha paixão por Turismo começou cedo, viajando com meus pais e irmãos. Acabei me formando em Jornalismo, e como colunista, Turismo sempre foi 1 das + frequente pautas. Creio mesmo na força do setor, que gera qualificação, emprego e renda. Diretamente e indiretamente. É a "indústria sem chaminé", cuja atividade não causa nenhum problema ou prejuízo, pelo contrário.

Sou amigo de muita gente envolvida com Turismo, incluindo empresários de receptivo, hotelaria, gastronomia, serviços... e com a amizade com Carol Feitosa & Alexandre Lima, minha relação com o setor se fortaleceu. Sou testemunha da força que Masterop Operadora tem, divulgando e colocando Alagoas na vitrine do mundo. 

Tristemente, com o fundamental isolamento social para conter a pandemia do Coronavírus, foi 1 dos 1ºs segmentos afetados. Com rígido controle de segurança, contando com a conscientização da população para evitar aglomerações, usar máscara o tempo todo... o Turismo vem, aos poucos, se movimentando. Tanto, que foi com prazer que recebi notícia do jornalista Thiago Tarelli, que confirma "a ocupação hoteleira em Alagoas terá média de 80% neste feriado de Finados, nesta próxima 2ª-feira". 

Novembro começa com esta ótima notícia da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira em Alagoas, que representa cerca de 90 empreendimentos em todas as regiões do estado, 2º a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, cujo secretário, Rafael Brito, atesta que" este retorno acontece com muita responsabilidade e tranquilidade". Muito sucesso vem fazendo a campanha "Seu próximo destino é Alagoas", nas principais cidades do Nordeste. "Com descontos de até 30% nas diárias, brindes ou condições especiais, a campanha vem atraindo atenção do mercado do Turismo brasileiro"

Só reforço que é necessário manter todos os cuidados para evitar que este Covid19 siga matando milhares de pessoas em todos os países. Não vamos, neste feriado em que se homenageia os Finados, nos mantenhamos vivos, evitando aglomeração e atitudes irresponsáveis. 

Postado por Felipe Camelo

Renda-se, além da passarela

28.10.2020 às 22:07

Creio mesmo que os desafios devem servir como estímulo, nunca como bloqueio. 

Nesta absurda e mortal pandemia, tenho aproveitado para pensar, sempre procurando ampliar horizontes. E neste pensar todo, lembrar de momentos vividos e repensar atitudes, conceitos e ações, é preciso.

E, neste turbilhão, lembrei de projetos que foram paralisados, alguns cancelados, mas a grande maioria foi adiada. Como o projeto Velas Telas, idealizado e realizado com muito sucesso pela alcalina, incansável, múltipla...Mirna Porto Maia, que movimentou a ponta da Ponta Verde, projetando obras de talentosos artistas plásticos em alvas velas de jangadas, devidamente ancoradas na frente do farol, verdadeiro cartão postal de Maceió. E deixando tudo ainda + incrível, a maré baixa. 

Mas, com os rigorosos controles oficiais de isolamento social, a edição 2020 teve sua realização transferida para nova data. Bem em breve. É aguardar. 

Como Mirna não é mulher de ficar parada, esperando alguma coisa acontecer,  emplacou outro projeto, igualmente maravilhoso, 100% adaptado para este momento em que não se pode promover aglomeração.

Estou 'falando' do Renda-se, a 1ª Mostra de Moda Alagoana, que reuniu 10 estilistas, 5 profissionais e 5 estudantes do curso de Moda da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas, que tiveram como principal elemento dos modelos, a renda Filé, Patrimônio Cultural e Imaterial de Alagoas. O desfile aconteceu no Espaço Armazém, e foi transmitido, ao vivo, pelo YouTube, inclusive para todos os países da América Latina. Sucessaço, claro, de público e de críticas.

Mas o Renda-se não foi somente 1 desfile, está indo além da passarela, afinal, rendeu, literalmente, exposição que está em cartaz por 30 dias, até este dia 28, em frente aos cinemas do Maceió Shopping. E o Renda-se ganhou outro desdobramento, como contrapartida do projeto, palestra abordando "o histórico da renda Filé, sua importância no contexto cultural alagoano,e os impactos na renda de artesãos locais". Respeitando todas as normas de segurança contra o Convid19, a conversa será também transmitida pelo YouTube, no projetorendase.com.br  das 15 às 17 horas da próximo dia 30, reunindo a curadora Mirna, os 10 estilistas, os diretores da ETA, David Farias e Pollyanna Isbelo, 6 rendeiras do Instituto do Bordado Filé - Inbordal, e Teca Rendeira, precursora da arte do Filé, e, merecidamente homenageada no projeto Renda-se, que só foi possível com patrocínio do Magazine Luiza, através de Lei de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo. 

Para quem trabalha, estuda ou simplesmente curte Moda, Artesanato, Design, Cultura... imperdível. Será incrível. 

Postado por Felipe Camelo

"Tolerância 0"

22.10.2020 às 17:26
Yara Nardi/Reuters


Começo me desculpando pela ausência de nova postagem aqui, ontem.

Dentista, médico, farmácia, supermercado, além de reunião de trabalho não me possibilitaram, mas hoje, aproveito para comentar sobre 1 dos assuntos + publicados nestes últimos dias. Principalmente por tratar de religião e sexo, ainda + se for homossexualidade. Ai o interesse é coletivo, especialmente entre o público “conservador”, que se importa muito com a vida sexual dos outros, quando não deveriam.

Pelo contrário. Eu? Se não me interesso sexualmente por alguém, não me importo com sua sexualidade, claaaaaro. Que cada pessoa viva plenamente, se descobrindo, se conhecendo, se entendendo e sendo feliz. Crio que a humanidade só será inteiramente realizada quando todos se sentirem respeitados.                                                               

Como sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém, impossível ser feliz sozinho. Então porque tem gente que quer definir o modo de vida  e como se é feliz? Não existe modelo, fórmula, receita de felicidade. Se cada pessoa é única, seus gostos e preferências tem que ser respeitados.                                                                                   

 Em março, completo meu 59* ano de vida, consequentemente inicio novo ciclo, o 60*, e confesso que meu estoque de paciência está diminuindo, principalmente se falo em desumanidade, preconceito, ignorância, violência, tipo “tolerância 0”.          

Todos os assuntos são amplamente abordados, principalmente pela Imprensa. Estudos e pesquisas sobre comportamento humano são devidamente divulgados, constatando que na evolução humana, inclusive genética, não se pode seguir vivendo com atitudes e pensamentos que julgam, condenam, isolam e punem quem é “diferente” do que se classifica “normal”.     Mas vamos por partes. Absurda ignorância descrer da Ciência, e sobre sexualidade, + que comprovado que não há nenhum distúrbio ou doença que acometa (ops!) e caracterize pessoas homossexuais.                                                         

 Este é 1 ponto que me provoca, quando alguém cita “opção sexual”.                                                         

 Ôxe, aprendi que opção é escolha, decisão. Engraçado que não lembro de alguém ter me perguntado quando nasci, se eu preferiria ser gay e passar a vida enfrentando preconceito, violência, discriminação... ou ser hétero e ter linda família de comercial de creme dental, sabonete ou margarina, com “esposa e filhos”, normais.                                       

Ser humano normal sou eu, que pratico valores como humanidade e amor ao próximo, vivo minha vida e deixo que todos vivam as suas.                                                                                                                   

Mas estes “fiéis profissionais de igreja”, socorro. Parecem seres em transe, hipnotizados e comandados por outra espécie de gente, os que descobriram como é fácil ganhar rios de dinheiro sem trabalhar. Criam o personagem “pastor”, fundam igrejas e seguem atraindo rebanho de carentes que os sustentem além da vida. Definem o que é aceito por eles e combatem os diferentes. Violentamente, e usam o nome e a palavra de Deus bem distorcida. “Amor ao próximo”, nunca. Condenam e combatem as outras igrejas, as outras formas de praticar fé e religião. Homossexuais então, já estaríamos na fogueira, se fosse possível. Mas eles não param de se superar. Ágora, querem definir os “lugares de LGBTIQA+” em lugares públicos, como cinemas, teatros, e nas igrejas, obviamente.                       

Mas enfim, voltando ao assunto inicial, repercutindo muito o lançamento do documentário”Francesco”, do cineasta americano de origem russa Evgeny Afineevsky, lançado num festival na Itália. Entra muitas opiniões e declarações, Papa Francisco causando reações mundo afora ao defender a bandeira dos direitos civis que até hoje não temos. Mas não devemos confundir, não é apologia ao “casamento gay”, que segue contrário ao “matrimônio entre homem e mulher, gerando família”.              

Muito antes de ser papa, o argentino Jorge Bergoglio já se dizia ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas com esta declaração no documentário, Francisco, que muitos chamam de Chiquinho, se posiciona, afirmando que “Os homossexuais têm direito a estar em família, são filhos de Deus. Não se pode expulsar uma pessoa de sua família ou tornar a vida impossível para ela. O que temos que fazer é uma lei de convivência civil, para serem protegidos legalmente”.       Cresci numa família católica praticante, mas desde novo, sempre observei outras práticas religiosas, e as respeito igualmente, afinal, eu acredito numa força superior, única, que se apresenta de várias formas, tem vários nomes, e são reverenciados de diversas formas, e para mim, são todas verdadeiras, desde que praticando respeito e amor ao próximo, indistintamente.                                               

Tenho santuário em casa que reúne igualmente, Nossa Senhora Aparecida, Yemanjá, Buda, Ganesha, Ogum Guiá, Padre Cícero, Irmã Dulce, Jesus Cristo, Santa Rita, Senhor do Bonfim, Santa Terezinha, São Francisco de Assis, São Benedito, São Jorge... e o que me encanta neles todos, o amor ao próximo, mesmo os de longe.                                             

Tatuadas em mim algumas fotografias e sentimentos e desejos, como amor, harmonia, equilíbrio, fé, compaixão, humildade, e tesão. Sim, tesããão, por tudo, pela vida, por mim. Elas me traduzem.                                                      

 Então, se cada pessoa viver plenamente feliz, não vai desejar o mal para ninguém. Não vai se envolver na vida dos outros, vai estar feliz, ocupada com a sua própria vida. Vamos viver sem julgar, culpar, condenar. Direito de todos para todos. 

Postado por Felipe Camelo

Novo Ciclo

20.10.2020 às 15:15
Com meu editor Ricardo Leal e a edição outubro da Painel Alagoas

Com meu editor e diretor Ricardo Leal, iniciando novo ciclo aqui no blog, apresentando com orgulho, a incrível edição da revista Painel Alagoas, repercutindo o sucessaço do projeto Renda-se, que confirma a importância do File como Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas. .

Postado por Felipe Camelo

Orgulho Nordestínico

08.10.2020 às 19:41

Arretado, este 8 de outubro é celebrado como o Dia do Nordestino, cujo principal objetivo é reforçar nosso orgulho por sermos nativos desta região abençoada pela Existência. Motivos não nos faltam.

Engraçado, em 11 de março próximo, completo meu 59* ano de vida, e consequentemente no dia seguinte, inicio novo ciclo, o 60*. E percebo que, acumulando vivências, todos os fatos me ativam a memória, me lembrando de outras histórias, outros momentos.                                   

 Este “Dia” me remeteu aos anos 80, quando transferi o curso de Jornalismo da Ufal para a Faculdade da Cidade, no Rio de Janeiro. 1 das + nítidas diferenças entre nordestinos e cariocas é o sotaque, e confesso que me sentia deslocado nas aulas, tanto que sempre apresentava sozinho meus trabalhos. Haviam grupos entre os alunos, e eu, único “retirante”, não me sentia integrante de nenhuma das turminhas. E lembro bem de quando precisei ficar em pé, pela 1a vez, e falar sobre minha pesquisa, e da raiva que senti quando 1 aluno levantou 1 braço e eu me calei, achando que ouviria alguma observação sobre meu trabalho. “Você já está no final do 1* semestre estudando aqui e ainda não aprendeu a falar?”, foi a interferência do carioca “da gema”.                                           

 Respondi que nossas diferenças iam muito além do sotaque, já que, nós nordestinos, jamais desrespeitaríamos as regionalidades, as características culturais de ninguém. Lembro que os que riram com o “preconceito e racismo” do colega, me aplaudiram. E segui orgulhoso, inclusive de minha origem. E do meu sotaque.                                                         

E depois destes anos todos, os brasileiros “sulistas” seguem nos atacando, desvalorizando nossa existência, depreciando nossa cultura, nossa história. Triste constatar este absurdo comportamento, que caracteriza ignorância, inclusive e principalmente.

Comprovadamente, somos ricos em vários sentidos, como registra e comprova a história. Talentos não nos faltam, pelo contrário. Somos berço de inúmeras e diversificadas aptidões. Seja na literatura, nas ciências, nas artes, nas gastronomia, nas belezas naturais... somos o máximo, sem modéstia alguma. Acho que nem preciso citar nomes, já que faltaria espaço para escrever tantos.

 E aqui, numa rede no terraço de casa, pensando nisso tudo, acabei transformando memória em palavras, e assim surgiu esta postagem.                           

E para ilustrar? Pesquisei mapas do Brasil, destacando a região Nordeste, nossas praias, nossas comidas... mas quando olhei pra minha outra rede, pensei que elas bem podem ilustrar este Dia do Nordestino.Afinal, elas são a “nossa cara”, tanto quanto nosso sotaque e expressões linguísticas.                                                       

Assim, celebro este “nordestínico” dia para reafirmar meu #orgulhonordestino e de minha tristeza quando vejo colegas apresentando programas e telejornais “carregando” no sotaque “carioquês”, perdendo completamente sua principal característica, a fala original. Até podem colocar X onde teria S, mas a entonação, a respiração, impossível transformar.                  

Mas enfim, não sou ninguém para julgar ninguém. Eu? Sigo entre ôxe, oxente, eita, aiégua, arretado, aperreado, pipôco,  pocô...

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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