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Corpos, Movimentos, Ritmos

No Dia Mundial da Dança

29.04.2021 às 16:28
Acervo pessoal - reprodução

Como sempre digo, repito, "tripito"... impossível a humanidade evoluir sem produzir e consumir arte, em todas as suas múltiplas linguagens. Educação e Cultura seguem no topo das prioridades para feliz sobrevivência. 

Entre todas as manifestações artísticas, a dança cada dia mais ampla, sempre agregando novas experiências, vivências, estilos. Grandes nomes 'ganharam' os mais importantes palcos do mundo, como Jean-Georges Noverre, que foi um dos grandes, cujo nascimento em 29 de abril de 1727 e  fez o Comité Internacional da Dança da UNESCO escolher a data como o Dia Mundial da Dança. 

Alagoas é, comprovadamente, berço de inúmeros e talentosos artistas, em todas as formas possíveis e impossíveis de arte, como a dança, que já notabilizou nomes como Maria Emília Clark, por exemplo. E em sua figura, com riquíssima história de vida, tanto pessoal quanto profissional, merece aplausos. 

Com Eliana Cavalcanti e Fernando Ribeiro, deu seus primeiros "pivôs", em 1979. Fez parte do Ballet Íris de Alagoas, de 1983 a 1988, até que embarcou para São Paulo, onde foi uma das estrelas do Ballet Stagium, fundado em 1971 por Marika Gidali e Décio Otero. Com certeza, importantíssima companhias de ballet do Brasil, que sempre viajou muito, sendo aplaudido nos maiores teatros do mundo. 

Lembro bem dessa época, já que eu também morava lá, e coincidentemente, eu era vizinho de Edgar Duprat e Paula Perillo, filho e  nora de Marika e Décio. Lembrei agora que levei queimadura de 3º grau na minha mão esquerda, e foi Edgar quem me levou ao hospital para os 1ºs cuidados. Gratidão sempre. 

Como o mundo é, comprovadamente redondo, e dá voltas sem parar, tanto ela como eu voltamos para Maceió, deixando nossas vidas nos levarem. Com o projeto  "Dança a Serviço da Educação", coordenado por Marika e Décio, a bailarina alagoana aproveitou a incrível experiência para por em prática aqui em Maceió,  com o mesmo sucesso paulistano. 

Desde 2000, ensina e coordena a Academia de Dança Maria Emília Clark, criando em 2001 a Companhia que também leva seu nome. Colecionando prêmios, diplomas, homenagens e honrarias, Maria Emília Clark é sinônimo de talento, foco, garra, coragem, correção, profissionalismo, solidariedade, se confirmando como incrível ser humano. E em sua leve e bela figura, presto emocionado reconhecimento pela importância dos bailarinos em Alagoas, principalmente neste 29 de abril de 2021, Dia Mundial da Dança, momento em que as atividades artísticas vem enfrentando muitos desafios,  seja pela pandemia do Covid19, seja pela política, que vem diminuindo atenção, cuidados, e investimentos em todas as áreas de cultura, entretenimento e lazer. 

Assim, como essas fotografias que capturei dos álbuns digitais de Maria Emília Clark,  reforço meu desejo de que consigamos vacina para todos e que nossas atividades retomem ritmo e continuidade. Como mais reconhecimento , investimento e público. 

Meus aplausos, de pé!!!

Postado por Felipe Camelo

Sigamos Sapiens

Viva o Dia Mundial da Educação

28.04.2021 às 19:37
Sem Educação, não há Evolução (reprodução)

Comprovadamente, somos a única espécie animal inteligente, racional e pensante, entre todos os que habitam este planeta. E claro que pesquisei antes de iniciar esse texto, com o qual celebro o Dia Mundial da Educação neste 28 de abril.

"Humano, termo que deriva do latim "homem sábio", ser humano, ser pessoa, gente ou homem, é a única espécie animal de primata bípede do gênero Homo ainda viva. A espécie surgiu há cerca de 350 mil anos na região leste da África e adquiriu o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos", 2º Wikipédia

Obviamente, mesmo inteligente e pensante, não haveria evolução sem conhecimentos, e enquanto se firmava como homem/mulher  (independente de gênero) foi adquirindo informações com experiências e descobertas, e cada vez mais, honrando a nomenclatura "Homo sapiens, termo que deriva do latim  "homem sábio" ,ser humano, ser pessoa, gente". 

A ciência comprova que somos como somos hoje, por sermos pensantes, dotados de razão para agir e viver. A educação é o "processo de facilitar o aprendizado ou a aquisição de conhecimentos, habilidades, valores, crenças e hábitos. Os métodos educacionais incluem ensino, treinamento, narração de histórias, discussão e pesquisa direcionada", ainda com Wikipédia

Sem educação, ainda estaríamos desenhando em pedras, nem no latim teríamos chegado. 

Com essa evolução de saberes, os professores tem papel fundamental nesse crescimento intelectual, criativo e produtivo. Por mais inteligência que alguém tenha, sem a orientação e os ensinamentos dos professores, é impossível se desenvolver. Tanto creio nisso que já publiquei, várias vezes, que os professores deveriam seR a classe mais bem avaliada entre todas, com os melhores salários, inclusive. Mais que  presidente da República, ministros, juízes, médicos, engenheiros, jornalistas, desembargadores, políticos em geral... Afinal, sem os professores não haveria qualificação para que nenhuma dessas atividades profissionais existissem. 

E o que vemos? Baixíssimos salários, e consequentemente, a necessidade de ter que trabalhar em vários lugares para poder viver com o mínimo de dignidade. Além da absurda jornada de muitas horas em salas de aula, ainda tem que, continuamente, elaborar planos de aula, corrigir provas e trabalhos, continuar estudando e buscando novos conhecimentos, e ultimamente, já que os pais deixam todo o processo educacional dos filhos nas mãos deles, muitas vezes tem que ser, também, psicólogos e terapeutas. 

Como se não bastasse, com a naturalização e banalização da violência, não são poucos os casos de alunos que agridem seus professores, fisicamente e/ou psicologicamente. Estatísticas comprovam que não é raro profissionais de ensino se aposentarem "por justa causa", ainda bem jovens e produtivos, vítimas de desrespeitos e agressões. Botem no Google para ver. É triste, deprimente. 

Quando eu era estudante, meus professores me ensinavam,  mas quem me deu exemplos, quem me educou? Meus pais, avós, tios... 

Hoje em dia, na educação básica, quem tem que ensinar são os professores, que ganham miseráveis salários,  com os quais tem que investir em  atualizações já que a vida está sempre em movimentos e mudanças. 

Aqui em Guaxuma, ouvindo grilos, cigarras e sapos no jardim, lembrando dos professores que passaram e ficaram na minha vida. 

Comecei com "tia" Lourdinha Vieira, minha alfabetizadora. Sem observar a cronologia, tive Heloísa, Norma, Osmandina, Rogério, Henry, Roberto, Maria José/Lílian Rose, Cristina, Salomão, Almir, Sávio, Gusmão... na minha vida estudantil e acadêmica, impossível nominar todos os que compartilharam comigo seus conhecimentos, inclusive. Além de amigos que também dedicaram e dedicam suas vidas ao ensino, como Beto Nobre, que, mesmo aposentado, segue dividindo e multiplicando saberes, garantindo os melhores fazeres. 

Como creio que na educação incluímos cultura e valores como ética, humanidade, solidariedade, sigo pleno de gratidão aos mestres que fizeram de mim o que, e como sou hoje. 

E por falar em hoje, impossível não citar o péssimo momento que vivemos no Brasil, não só pela pandemia do Coronavírus, mas principalmente, pela absurda ideologia que sabe muito bem a força que tem a educação na vida da sociedade (que, com conhecimentos, vai pensar, questionar e mudar o que nos é imposto) e diminui radicalmente os investimentos na área, tentando nos garantir na ignorância, subservientes, subalternos. Atualmente, de todos os ministérios, o que mais sofre cortes  de verbas tem sido o da Educação. Vivemos uma triste realidade de guerra de classes sociais, com os mais ricos, incomodados e contrários ao acesso de trabalhadores e seus filhos, aos bancos das universidades. Triste prova de ignorância, já que, numa sociedade educada e esclarecida, todos ganhamos. Com qualificação, melhores oportunidades de trabalho, e consequentemente, condizentes salários, e com eles, consumo, movimentando a economia do país. Todos ganhamos com educação para todos, igualitariamente. Se um filho de uma empregada doméstica se forma em medicina, ele pode salvar a vida da patroa da mãe, por exemplo, não pode? 

Assim, com meus pensamentos e posicionamentos aqui assumidos e expostos, sigo na torcida para que volte logo o tempo em que o  governo brasileiro  invista na qualificação da população, para que todos cresçamos e  evoluamos. 

Para o "bem geral da nação",  amplo e igualitário, Educação, Cultura, Paz e Amor, inclusive aos próximos!!!

Postado por Felipe Camelo

Cultural Popular

"Mestres e Entremeios de Folguedos"

26.04.2021 às 19:30
Vinícius Palmeira entre Mestras Traíra e Denia, do folguedo Mané do Rosário (Poxim, Coruripe)

Que só há evolução humana com educação e cultura para todos, é comprovado fato. 

Além das diversas linguagens artísticas acadêmicas, eruditas e clássicas, valorizadíssimas, finalmente obras criadas em comunidades Brasil afora recebem merecido reconhecimento e valorização. Seja arte plástica, música, literatura, dança, audiovisual... são destaques. Entre essas expressões artísticas populares, os folguedos reúnem música, dança e performance teatral, sendo verdadeira tradução das tradições de um povo, incluindo costumes, lendas, brincadeiras. 

Alagoas é, sem dúvida, um dos estados mais ricos em expressões da Cultura Popular, e os folguedos tem papel fundamental nessa perpetuação dos Saberes e Fazeres, com a atuante atividade da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas, que nessa próxima 4ª-feira, dia 28, marcará o calendário apresentando aos Mestres e Mestras que compõem sua diretoria, o 1º documentário em longa-metragem eternizando a história cultural alagoana em sua mais pura essência, os folguedos populares. "Mestres e Entremeios de Folguedos" tem Vinícius Palmeira assinando Roteiro, Produção e Direção Geral  e contou com total apoio de Ana Clara Vasconcelos, presidente da Asfopal. 

Para enriquecer esta postagem, reproduzo na íntegra,impecável  texto do jornalista, agitador, produtor e incentivador da cultura popular produzida em Alagoas, Keyler Simões, valorizada com imagens do acervo fotográfico da Asfopal. Claro que esse projeto vale e merece aplausos. A História agradece!!!

Folguedos Alagoanos em Filme

"Na próxima quarta-feira, 28 de abril, a Associação dos Folguedos Populares de Alagoas - ASFOPAL, importante Instituição que agrega Mestras e Mestres da Cultura Popular de Alagoas, apresentará a sua Diretoria o documentário, em longa metragem, “Mestres e Entremeios de Folguedos”. Certamente, o primeiro documentário alagoano, em longa, sobre o tema. A exibição ao público, só deverá acontecer, no entanto, ao final maio, se as condições em que vivemos, assim permitirem.

O filme é oriundo de projeto selecionado no edital Mestra Ilda, da FMAC - Maceió, Lei Aldir Blanc e segundo a Presidente, Ana Clara Vasconcelos “traz em imagens, o vigor de nossos ritmos e o brilho de nossas cores, emoldurado pela rica paisagem tropical onde vivemos”.

Em seu conteúdo “Mestres e Entremeios de Folguedos”, desfila oito tradições alagoanas, Reisado, Guerreiro, Pastoril, Baianas, Taieira , Coco de Roda, Mané do Rosario e Fandango, recheado de comentários e declarações de seus Mestres, Mestras e Brincantes, com apresentações ao ar livre, de grupos de convívio familiar, dada as condições atuais de afastamento social. O documentário, vem em substituição a projeto da ASFOPAL que previa uma série de exibições dos grupos de Folguedos, associados, para o grande público. Impossibilitados de execução por conta das restrições impostas pela pandemia, o prêmio recebido se transformou em um projeto de curta metragem, até seus realizadores entenderem que material de tamanha riqueza merecia a expansão para um longa.

Com assinatura de roteiro, produção e direção, do produtor cultural Vinicius Palmeira (ex Secretário de Cultura de Maceió), o filme foi rodado em sua quase totalidade, ao ar livre, em belas locações da cidade (no Riacho Doce, em Ipioca, na Lagoa Mundau) e no Poxim, povoado com 300 anos, no município de Coruripe. “Acredito que, “Mestres e Entremeios de Folguedos, possa inspirar aos realizadores do audiovisual a mais títulos em torno da nossa rica e resistente Cultura Popular e como registro, não tenho dúvidas da sua perenidade”, comentou Palmeira.

Com produção lastreada  por limitados 50 mil reais,  do premio Mestra Ilda , sendo executado em período de pandemia, onde as dificuldades e cuidados, obrigam a adoção rigorosa de protocolos de segurança , a redução drástica de elenco e equipe técnica, “Mestres e Entremeios de Folguedos”,  soma o talento de nossos artistas populares e suas tradições seculares, num encontro com a natureza exuberante que cerca a cidade de Maceió e o lindo Povoado Poxim, em Coruripe.

A Direção de Fotografia, de Victor Viana, valoriza movimentos, cores e natureza, traduzidas em diversas imagens velozes, com tomadas aéreas, sob a Direção de Rodrigo Barros. A montagem e a delicada captura de som, em cenas ao ar livre, ficou a cargo da Direção de Raphael Pires, num árduo trabalho para filtragem e equalização de som e imagem.

O filme certamente, também ficará marcado, por conter a última apresentação filmada, do grande Mestre Pancho, do Fandango do Pontal da Barra, levado de nós pela pandemia, cerca de dois meses após as filmagens. Nossa gratidão eterna a esse Mestre, cujo grupo se aproxima a seus 100 anos de fundação.

A exuberância de “Mestres e Entremeios de Folguedos”, no entanto, fica a cargo de nossos Artistas Populares, a quem tanto nos orgulhamos e que são o sentido de existir da ASFOPAL. Em seus 35 anos de criação pelo memorável Ranilson França, a instituição, vem se revigorando nos últimos anos, impulsionada por oportunidades geradas  na Política Cultural da Cidade, com a participação em projetos como “Giro dos Folguedos” “Natal dos Folguedos” (FMAC), ou em editais da Lei Aldir Blanc, no Estado (SECULT), selecionada no Prêmio Edna Constant e em Maceió (FMAC), Prêmios Mestra Ilda e Mestra Virginia, que contemplou cerca de 30 Mestres da Cultura Popular. Sem recursos próprios, a ASFOPAL depende da associação de seus amigos, colaboradores e da atenção do poder público. Na comemoração de seus 35 anos, uma parceria com o Governo do Estado, possibilitará a publicação de catalogo comemorativo com inagens de grupos e seus Mestres". 

VIVA a ASFOPAL. 

VIVA a resistência da Cultura Popular.

Postado por Felipe Camelo

Brasileiríssimos

Verdadeiros e Nativos

20.04.2021 às 17:21
Cacique Raoni Metuktire em foto do Instituto Raoni - reprodução

Complicado o dia ontem, e não consegui concluir matéria marcando o Dia do Índio no Brasil, terra já habitada por eles quando por aqui chegaram os portugueses em 1.500. 

Consequentemente, essa não seria a postagem deste 20 de abril, que virá na sequência, afinal, preciso e quero reforçar minha admiração e respeito por estes que são, realmente, brasileiros nativos, originários da terra batizada de Brasil pelos invasores. 

Mas enfim, vi no Wikipédia que "Todo dia 19 de abril comemora-se no Brasil e em vários países do continente americano o Dia do Índio ou o Dia dos Povos Indígenas", proposta das lideranças que participavam do Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México.  Em 1940, presidente Getúlio Vargas oficializou a data aqui também. 

Verdadeiros guardiões das florestas, os índios são os responsáveis pelo que ainda existe de mata preservada, tendo que enfrentar a ganância e o poder dos empresários do milionário agronegócio. Incrível é que, com tantos estudos e pesquisas que atestam e confirmam que "árvore em pé vale muito + que deitada", morta, ainda tem quem siga destruindo, matando, invadindo reservas e querendo expulsar os índios de suas terras. 

2º dados da Funai, "a população indígena em 1500 era de aproximadamente 3.000.000 habitantes divididos entre 1.000 povos diferentes, sendo que aproximadamente 2.000.000 estavam estabelecidos no litoral do país e 1.000.000 no interior". 

Pinturas e desenhos confirmam que, assim que desembarcaram, padres e bispos já iniciaram interferência religiosa cultural,  comprometendo e desrespeitando a identidade indígena. E desde então, a luta pela sobrevivência é constante, sem trégua. Claro que resistir é o foco desse povo que se adaptou, descobriu a tecnologia e a consciência de sua importância na sociedade. Não foi fácil e ainda não é, mas temos médicos, advogados, professores, escritores, artistas, cineastas, estilistas... de origem indígena, que não se negam, pelo contrário. 

Desde o colégio, sempre fui fascinado pelo tema, e indignação, minha constante como reação aos atos de violência, não só vitimando os povos indígenas, mas também seu habitat natural, o Meio Ambiente. Eles, que lutam pela preservação da fauna e da flora, mesmo que custe suas preciosas vidas. 

Muitas lideranças dos povos indígenas já foram mortos em defesa das futuras gerações, já que a floresta é riquíssima em plantas com poderes medicinais, que, com certeza salvarão a humanidade de muitas doenças, causadas, inclusive, pelo desmedido desmatamento. 

Assim, pela história, pela garra, pela sabedoria e cultura, rendo meu respeito e homenagem na figura do Cacique Raoni Metuktire, Kapot do Mato Grosso, da etnia caiapó, e  que, aos 89 anos, é conhecido e respeitado pelos mais poderosos e influentes personalidades e chefes de Estado do mundo, sendo reconhecido por sua batalha pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas. 

Sigo desejando que todos os dias do ano sejam dedicados também aos mais brasileiros de todos os que já nasceram aqui nesse país. 

Postado por Felipe Camelo

A Imortalidade da Alma...

... e a finitude do corpo

09.04.2021 às 17:55
Pra ver e pensar

Como todos os dias, 200ml d'água com sumo de 1 limão, em jejum, e em seguida, caminhada pelo jardim ao redor da casa observando as novidades da natureza. Me acompanhando e descobrindo tudo, Toda, a tal filha de 4 patas, misturada Boxer com Rodesian que adotei, já que ninguém queria por ser "vira-lata", sem raça definida. Toda amorosa, toda dengosa, toda carinhosa, toda brincalhona, toda...

Nessa 'covídica' pandemia, meu mundo virou intra-muros, e na falta de pautas externas, meu foco se volta para flores, folhas, fungos, frutos e afins. Como tem chovido, o verde ainda mais verde. Exuberância, eu diria. Ou digo.

Seguindo seu relógio biológico, o jasmim-manga inicia período sem folhas, igualmente lindo. E entre tantos galhos, hoje, esse solitário me chamou atenção entre nuvens e rasgos de céu azul. Curiosamente, traz consigo "a imortalidade da alma", já que brota e floresce mesmo sem as raízes, num vaso com água. Mas cuidados com o Aedes aegytpti. Peguei o telefone e fiz algumas fotos dele. Forrei a cama, comi, dei comida para Toda, ouvindo Cris Braun pelo som do celular Entre no FB e no IG, respondi umas mensagens e deitei numa rede, pensando na vida. Exercícios de respiração, meditação, alongamento... não necessariamente nessa sequência. Entre minhas crenças, a vida não começa na maternidade nem termina do cemitério. Espíritos são imortais, e seguem em constante evolução. 

Então, mesmo que eu não esteja na frente de computador ou TV procurando notícias ruins, elas chegam por alguma mídia, e são muitas. Como cidadão e jornalista, pensamentos e ligações movimentam meu cérebro. 

Como agora, por exemplo, vi as fotografias do jasmim sozinho e me vi na mesma situação E pesquisando sobre a espécie, descobri esse significado de seu nome que mistura flor e fruta. 2º Wikipedia, é conhecido como "imortalidade da alma",. Curioso isso, num momento em que milhares de corpos falecem sem despedidas, no total isolamento da morte. 

Impossível não ter o Coronavírus e suas consequências, num caos mundial, circulando em minha cabeça, plena de tempo ocioso, por mais que procure me ocupar. E entre essas minhas ocupações, subir na laje de casa para observar o céu, os voos das ararinhas que moram na área verde aqui no Gurgury,  os pores-do-sol, além de "fazer chover" no jardim com água do 'meu' poço, numa enorme mangueira verde, de borracha. 

Mas hoje acabei nem subindo, depois de fazer isso diariamente pelo último ano, vivendo 100% isolado, com Toda. 

Os números da guerra contra o Covid19 são além de alarmantes, são estarrecedores, e vivem me provocando intermináveis sequências de profundos suspiros. Enquanto milhares de vítimas fatais aumentam as estatísticas diariamente, confirmo respeito e gratidão aos milhares de pessoas, que  seguem abnegados, correndo riscos na linha de frente, em lotados hospitais. Meu total repúdio aos ignorantes que  se aglomeram em festas "clandestinas", fazendo com que o Brasil seja identificado como perigo ao mundo. 

Por tudo isso, não consigo ficar fazendo cara de paisagem, parado sob milhares de 'mosquitos da dengue'. Para dar 1 gostinho de 6ª-feira, e aliviar o  corpo e o espírito, vinhozinho tinto seco, de ótima vinícola gaúcha. E assim sigo ouvindo grilos, sapos e cigarras que habitam o jardim, e escrevendo sem pensar, como se estivesse me psicografando. Mas enfim, desejando consciência, humanidade, empatia, respeito à vida e amor ao próximo como amor próprio. Ótimo fim de semana, e se puderem, fiquem em casa. 

Postado por Felipe Camelo

Sobre ontem

08.04.2021 às 18:30

Umas 4 da tarde de ontem, 7 de abril, comecei texto sobre o Dia do Jornalista, mas descobri que a data também marca o Dia Mundial da Saúde além do Dia do Médico-Legista. 

Fui pesquisando e encontrei casuais pontos em comum entre as 3 datas, numa só. Me empolguei, fui escrevendo e perdi a hora. Tive que parar para a troca dos curativos da cirurgia a que minha filha de 4 patas, Toda,  foi submetida, para retirar alguns caroços de câncer malígno na pele. Quando acabamos era quase meia noite, e cansadaço não consegui concluir a edição e deixei para repercutir hoje, mas tive dia cheio e só agora consigo sentar para finalizar e me desculpar pela involuntária ausência ontem.  Resolvi não atualizar o texto, deixando como se houvesse publicado. 

Assim, aqui, minhas curiosas descobertas sobre os fatos citados acima, e comentados abaixo. Para ilustrar, fotos de conjuntos de várias colunas que publiquei nos últimos anos nos 2 jornais que trabalhei. Preferi, evitando colocar fotos minhas, do meu rosto. Não vai dar para ver as fotos em detalhes, muito menos ler as notas nas antigas colunas, Minha ideia é chamar atenção para a estética das colunas, sempre em movimento, todas bem diferentes umas das outras, imprimindo meu estilo, minha linguagem. Então, agora, o texto que era para ter sido postado ontem. 

Guardando as devidas proporções, e diferenças em alguns pontos e detalhes, o enredo é praticamente o mesmo.Parece que estou escrevendo em tempo real, factual. Sobre agora. Neste dia 7 de abril, é marcado como Dia Mundial da Saúde, criado pela Organização Mundial da Saúde, como movimento para que sérias políticas sejam voltadas para a saúde e o bem estar da população. Seu principal foco é conscientizar, informar e cuidar para que todos tenham consciência de seus direitos relacionados à promoção da saúde pública. Não parece atual???

Então, esse dia também é dedicado aos médicos-legistas, numa das áreas mais importantes da Medicina, a Medicina-Legal, responsável inclusive pelas análises de corpo de delito, auxiliando na elucidação de fatos criminosos, com vítimas vivas e/ou mortas. 

E este 7º dia do 4º mês do ano é igualmente lembrado como o Dia do Jornalista, numa ação da Associação Brasileira de Imprensa, como forma de manter aceso o nome de Líbero Badaró, que foi o 1º jornalista assassinado por causa de suas atividades profissionais, eentre elas,denunciar os desmandos autoritários  ditatoriais de Dom Pedro 1º,  envolvido no assassinato do jornalista que também era médico. Como imperador, criou cargos vitalícios para seus apoiadores, e suas atitudes eram observadas como características de déspotas, num momento em que o herdeiro do trono estava bem desgastado pelo fracasso brasileiro na guerra da Cisplatina e pelo caos da economia. 

Badaró era o maior crítico do império, e além da medicina, escrevia artigos com ideias liberais e logo ganhou destaque como jornalista. 

Incrível como estas 3 datas citadas no início do texto tem relações com esses atuais dias, quando o Brasil vê os frequentes e sistemáticos ataques que jornalistas vem sofrendo na função de bem informar, sendo o Brasil  um dos países onde seus repórteres são violentamente atacados, inclusive por pessoas severamente influenciados por ideológica  ignorância. Carecemos seriamente de políticas públicas de saúde, e garantia de notícias transparentes e verdadeiras, no enfrentamento contra notícias falsas veiculadas em alguns meios de Comunicação e principalmente na Internet, atrapalhando o combate ao pandêmico Coronavírus. Num país onde armas são francamente liberadas e as mortes, alarmam Brasil afora. E os médicos-legistas têm tido muito trabalho na elucidação de tantos crimes. 

Coração acelerado escrevendo esse texto, que comecei no comecinho da noite.

Confirmo minha paixão pelo jornalismo, tanto quanto pela fotografia, que agrega valor ao meu ofício. Como jornalista, mesmo num formato 'coluna social', com poucos espaços para bem informar, procurava sinônimos menores, que eu pudesse dar o maior nº de informações em tão poucas linhas, Garanto, é muito mais difícil dizer tudo e escrever pouco. Literalmente, o cúmulo da síntese. Esse detalhe era mais 1 desafio, que eu enfrentava diariamente, com o maior prazer. 

Tristeza profunda por estar entre uns 70 profissionais demitidos de 1 jornal que não teve a decência de reconhecer como todos nós nos dedicamos para enriquecer a publicação com nossos trabalhos. 

Mas voltando ao 1º parágrafo, iniciamos assim outro ciclo de vida, inclusive profissional, e me confesso bem feliz com o convite de Eliane Aquino e Ricardo Leal para assinar coluna em 2 páginas da revista Painel, e blog no Portal homônimo. 

E assim, transformei as colunas de notas em matérias que podem ser crônicas, desabafos, comentários, artigos... e/ou qualquer outra classificação que meus escritos possam ter. Reforço a importância da Imprensa na manutenção da Democracia, única forma civilizada de governo, em contraponto ao autoritarismo das ditaduras e tiranias, independente de correntes ideológicas. 

Salve os dias do Jornalismo, da Saúde e da Medicina Legal, sem dúvida, fundamentais para a vida. 

Ah! Como cidadão e jornalista, reforço a importância de isolamento social e o uso constante de máscara, além da total higiene das mãos, com água e sabão ou álcool em gel. Covid19 segue matando

Postado por Felipe Camelo

Que a Fé respeite a Vida

06.04.2021 às 14:57
FC

Equilibrando a coragem, que sempre tive em viver e enfrentar desafios, com o medo que me mantém vivo, acredito na sapiência dos cientistas que, desde o surgimento do Coronavírus, alertaram e confirmaram a fundamental importância do isolamento social para barrar a contaminação que se tornou pandemia e vem matando indiscriminadamente mundo afora.

Exausto, inclusive de minha interminável sequência de profundos suspiros e de me sentir impotente por não poder fazer + do que faço, escrever e editar matérias na individual atividade de publicar, na tentativa de alcançar o maior nº de pessoas, principalmente as que negam a realidade, como se vivessem catatônico surto de cegueira e ignorância. 

Claro que a ciência e a medicina respondem pelos incansáveis cuidados com o corpo, mas a mente também precisa de atenção. 

Entre as forças que revigoram nosso espírito, a fé, independentemente de que religião praticamos. E o respeito por todos os credos deve haver voluntariamente, principalmente pelos religiosos que influenciam milhares de vidas, positivamente e/ou negativamente. Como nesse último ano em que isolamento social e sem aglomerações é preciso, acho absurdo a falta do seguinte entendimento. Claro que também me preocupo com a sobrevivência de milhares de empresas que geram emprego e renda para incontáveis funcionários, em todos os setores da economia. Mas zelar por suas vidas é indiscutível. 

Especificamente no Brasil, os bloqueios das cidades não foram tão radicais e eficazes como deveriam, principalmente pelo descaso de muita gente que seguiu se aglomerando em clandestinas festas, festinhas, festões. Teve até governador que  recentemente celebrou seu aniversário em 2 pirotécnicos eventos, nas quais ninguém usava máscaras, muito menos mantendo distanciamento. Se o bloqueio tivesse sido severamente respeitado, e com a devida, correta e urgente vacinação, talvez já estivéssemos sem hospitais e cemitérios lotados, em todos os estados da federação, numa permanente superação de recordes de mortes diárias. Como país com maior nº de vítimas, o Brasil só perde para os Estados Unidos e a Índia, que vem vacinando seus cidadãos ininterruptamente. Diferentemente do que vem acontecendo aqui. 

Rigorosamente isolado com Toda, minha 'filha de 4 patas', e mesmo realizando trabalhos digitais, tempo não tem me faltado, pelo contrário, e a recente liberação de ministro evangélico do STF que liberou a realização de missas e cultos, se rendendo diante da pressão de políticos e magistrados que "terrivelmente" seguem crente corrente que pressiona para que voltem aos cultos, nos quais muita cantoria que, consequentemente, provocará muitas transmissões, já que assintomáticos transmitem o mortal vírus sem saber da patologia. Claro que a Constituição garante o direito aos atos religiosos, mas, acima disso, a preservação da vida deve ser o principal foco. 

Até porque as entidades reverenciadas em igrejas, templos, terreiros, auditórios... são onipresentes, e assim podemos rezar em casa mesmo, até porque, se não há corpo físico que precise estar presencialmente em lugares específicos. Mesmo sozinho em casa, a energia superior que nutre a fé lá estará, dentro de cada 1. Não há a menor necessidade de sair de casa, se arriscar indo rezar num ambiente religioso, que, por + que tenha sido higienizado e se pratique todos os devidos cuidados de segurança sanitária, não se pode garantir a integridade dos fiéis, diante de tantos riscos. 

Já completei meus 59, significando que já estou vivendo meu 60º ano de vida e tenho me preocupado com o "custo-benefício". Como escrevi no início desse texto, coragem nunca me faltou, mas ultimamente, para enfrentar algo, o benefício tem que ser garantido bem maior que o custo que vou precisar pagar. 

Por mais que eu sinta falta de sair inclusive para orar, qualquer saída implica probabilidades de perigo, e não vou mesmo me arriscar. Tenho me conectado com Deus, Ogum ou Yemanjá aqui em casa mesmo. Ontem, por exemplo. Estava molhando o jardim quando olhei pr'o céu, rapidinho peguei o celular e subi na laje pra ver e registrar o pôr-do-sol, quando esse passarinho passou bem na minha frente, pousando numa palha de coqueiro aqui  em casa. Claro que me remeteu ao Espírito Santo. Mentalizei, rezei e meditei em seguida. Garanto, desci pleno, entusiasmado, que em latim, "Enthusiasmus", que vem do grego, significa "inspiração divina". 

Então, se consegui me conectar com minha fé, sozinho na coberta de casa, observando o sol se pôr, tendo minúsculo pássaro como marcante companhia, qualquer pessoa pode. 

Por amor próprio e ao próximo, fiquem em casa, rezem em casa. O seu Deus está dentro de você. 

Ah! Imagino que deva receber reações, mas me confesso horrorizado com a descoberta da existência de associação de juristas evangélicos. Como pode algum julgador se manter imparcial se explicitamente segue corrente religiosa ideológica que vai certamente influenciar e orientar suas decisões jurídicas??? O próximo ministro do Supremo deve ser "terrivelmente evangélico", expressão frequentemente dita por quem vai escolhê-lo, significando que os únicos favorecidos por suas "supremas decisões" serão seus "irmãos de fé".  Será incrível ter 1 ministro representando cada religião. Impensável imaginar como seriam as reuniões plenárias da Suprema Corte. Nem em Saramandaia. 

Postado por Felipe Camelo

No Foco e na Pauta

05.04.2021 às 20:37

E começo repetindo que sei  que o mundo é redondo e dá voltas sem parar. Ciclos se encerram e novos se iniciam. Com eles, mudanças, transformações. Por + cansativas e  dolorosas que possam ser, são momentos de desafios e dificuldades, mas que me estimulam profundamente. Adoro mudar. 

Não estou pensando em mudanças físicas, mas também as trocas de endereço são incríveis. Eu mesmo, já morei em várias cidades de vários estados e empacotar tudo, e viajar incluindo filho de 4 patas, dá muito trabalho, mas a adrenalina e a expectativa do novo acelera o coração e a cabeça. É bom d+. 

Outros tipos de mudança também fazem parte da minha história. Passei no vestibular de Física, depois de Meteorologia, até que me graduei em Jornalismo, que me profissionalizou também como fotógrafo, definindo minha linguagem inspirado nas diversas novelas que fiz como assistente de direção. 

De volta para Maceió, convite para trabalhar em jornal impresso. Trabalho diário, sem rotina, da redação para atender diversos convites e cobrir o que acontecesse na cidade.  Uns 25 anos de jornalismo sério num formato de coluna social, com horário para começar e sem hora para acabar. Como já publiquei, numa única noite estive em 6 eventos, dirigindo, fotografando, colhendo informações... + nunca outra maratona dessa

Mas, há uns 2 anos, fui incluído numa relação de profissionais demitidos do maior grupo de Comunicação de Alagoas, e como também já publiquei, descobrimos que nossos FGTSs nunca haviam sido depositados. Assim como todos os direitos trabalhistas.Vida que segue, mantendo a esperança.

Com essa pandemia que nos exige empatia e isolamento social, e sem o trabalho diário em tantos compromissos, estou seriamente confinado em casa. Meu mundo intramuros Como tenho 1 jardim enorme, tenho fotografado detalhes do 'meu meio ambiente', como folhas, flores, fungos, frutos, cogumelos, animais, galhos, pores do sol (de cima de minha laje). Só não consigo ficar muito tempo sem fotografar, até porque minhas fotos estão 'prontas', eu as reconheço assim que vejo algo que me chama atenção e registro.

Assim como os objetos do meu olhar mudaram, minhas pautas também se transformaram. Sem o compromisso do formato coluna social, com notas em poucas linhas, tenho editado e publicado matérias jornalísticas, textos grandes, comentários, crônicas sobre os diversos assuntos que tem movimentado o mundo. O colunista se apresenta plenamente como jornalista, tanto na revista Painel Alagoas como aqui no blog. Meus editores confirmam total liberdade de pauta, linguagem e conceito. 

Sempre me senti otimista, positivo e operante, principalmente depois do gravíssimo acidente automobilístico que sofri em 1999, tendo ficado muito tempo em coma, parada cardíaca e tudo. 

Obviamente, meu modo de ver e viver se transformou. Vi de perto como a vida pode ser breve, e com tantas pessoas mentalizando e desejando minha recuperação, em diversas formas de praticar a fé, nas + diversas religiões, tive certeza que ninguém é alguém se outro alguém, impossível ser feliz, ou triste, sozinho. Todos precisamos de todos, inclusive do meio ambiente e seus animais. Na pele, 'humildade', 'compaixão', 'fé', 'amor', 'harmonia' e 'tesão' tatuados em mim.

Com tantas informações, impossível não ver o que está acontecendo no mundo, com milhares de pessoas morrendo, não só pelo Coronavírus. Aqui o Brasil, principalmente, genocídio por coletiva ignorância de 'negacionista' ideologia, recusa ao uso de máscaras e distanciamento social, provocando generalizada infecção, lotando hospitais públicos e/ou privados. 

Solidário sou com os que não resistiram, seus familiares e amigos, e principalmente aos profissionais das diversas áreas envolvidas na linha de frente no combate ao pandêmico vírus. Por isso tudo, tenho me sentido bem triste. Tanto por ainda aguardar que a Justiça se movimente pelos direitos trabalhistas dos demitidos e seus devidos pagamentos (que citei no começo desse texto), quanto pelo comportamento de muitos brasileiros que, infectados em baladas e afins,contaminam pais, mães, avós, filhos, parentes, vizinhos, amigos... antes de sofrer muito e morrer, lotando também cemitérios, em sepultamentos 24h, praticamente. 

Com todos estes absurdos e lamentáveis fatos aqui mencionados, tem sido difícil para mim manter o coração e a mente tranquilos, focando somente em notícias leves, positivas, evitando abordar temas que não incluam fatos negativos. Para mim, como ser humano e jornalista,  impossível me cercar de flores e borboletas numa redoma climatizada cercado de quem não quer ver a realidade, e a nega. 

Tanto na revista impressa quanto no Portal digital, tenho escrito sobre os + diversos assuntos, sempre divulgando fatos sem deixar de dar minha pessoal opinião. Se o fato for "pra cima", melhor ainda, mas se não, não posso deixar de tratá-lo com a máxima imparcialidade. Nem sempre consigo, já que alguns assuntos me atingem profundamente e preciso desabafar, na necessidade de 'desobstruir o peito' e também para chamar  atenção da sociedade na vontade de ajudar, melhorar algo que me faz mal, e a muita gente. 

Outro dia recebi telefonema de amigo da vida toda, preocupado comigo, inclusive por causa do que venho publicando ultimamente. Carinhosos conselhos ouvi e agradeci também pelos elogiosos comentários sobre meu trabalho, me certificando qualidade artística, "artista não pode subir no palco com cara feia, emburrada, triste e evite se contaminar com notícias ruins", me disse ele. E garanti que não sou de ficar navegando na Internet atrás de notícias ruins, nem da pandemia nem da política, Mas algumas se apresentam como socos no meu estômago e reagir é humano, é sobrevivência. E como eu posso reagir? Escrevendo, publicando. 

Sim, claro que concordo quando meu amigo diz que preciso "focar na beleza da vida", tanto que, como fotógrafo também de arte, dentro de casa mesmo, venho registrando a beleza da natureza como já escrevi ali em cima, mas como jornalista, opiniões e comentários surgem em mim, sendo impossível não compartilhar com leitores e internautas. Tanto que, quem acompanha minhas postagem confirma essa pluralidade e diversidade de pautas que posto. 

Entrei no Portal e copiei links de algumas postagens recentes,  como lançamento de livro, exposição de arte, eventos de moda, gastronomia, esporte, e algumas homenagens para pessoas queridas que partiram, não necessariamente vítimas do Covid19. 

Reforço meu agradecimento pela prova de carinho e amizade que recebi com este citado telefonema, mas infelizmente não vou conseguir abstrair tristes fatos da realidade que vivemos e somos vítimas nesse caótico mundo. Agradeço inclusive todas as outras atitudes que esse meu amigo sempre demonstrou comigo, meu trabalho, minha família. Tenho certeza de sua amizade. Que retribuo no mesmo grau, claro. 

Serei + feliz quando esse turbilhão passar e zilhões de borboletas sobrevoarem sobre todos nós. Tudo isso vai passar, mantenho minha fé. 

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/186008/fragil-forte

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185775/a-acao-do-sal-e-do-tempo

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185388/exagerado-eu

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185152/afetiva-nordestina

Postado por Felipe Camelo

Ê Vida...

... que segue além dela

31.03.2021 às 13:05
Entre flocos de nuvens, lua quase cheia

Começo me desculpando por não ter conseguido manter meu intento de voltar ao cotidiano de postagens diárias aqui no blog como sempre fiz, aproveitando para confirmar minha alegria com a repercussão do texto que publiquei na última 2ª-feira, falando da dificuldade que venho tendoo em me concentrar e escrever sobre algum tema que tenha me chamado atenção. Garanto que minha intenção era essa, das postagens diárias, mas ontem o dia foi daqueles, no sentido de complicado, pesado e doloroso mesmo. 
Há alguns meses, apareceu 1 sinal nas minhas costas, próximo ao meu ombro esquerdo, diagnosticado como câncer maligno de pele. Procurei  dermatologista do SUS no Pan Salgadinho, e os devidos procedimentos foram tomados. Curiosamente, na semana passada, apareceu 1 caroço na minha filha de 4 patas, a Toda, igualmente diagnosticado como câncer de pele, e ontem, nova cirurgia para a retirada do mal. 

Também ontem, amigos me informaram da partida de Luiz Alves Pinto Júnior, que foi infectado pelo Coronavírus, que, 2º soube, provocou enfarto fulminante como consequência. Ele que conheci na infância na rua Pedro Monteiro, onde Lulinha morava com sua família, a mesma rua em que morava minha avó paterna, Afra. onde nos conhecemos. Garanto que nunca vi Lulinha participando de fofoca, sendo grosseiro, ou desejando o que não era seu. Nunca fez mal para ninguém, pelo contrário, era daquelas pessoas que nasceram para ajudar. Inteligente, bem humorado, divertido, era doce. 

Talentoso decorador e 'designer' de interiores, tinha estilo próprio, pessoal e intransferível, e seus trabalhos eram facilmente identificáveis, sua assinatura é inconfundível. 

Soube que ele foi vítima da planetária pandemia, conseguiu controlar o Covid19, mas, na última 2ª-feira, infarto fulminante como consequência, e que o levou para outro plano. Seu sepultamento foi na tarde de ontem, mas, como eu estava envolvido com a cirurgia de Toda, não pude ir pessoalmente me despedir dele. 

Assim, aqui no blog, compartilho a dor de familiares e amigos, que, assim como eu, sentiremos sua falta. Mas, como digo e escrevo, não creio que a vida comece na maternidade nem termine no cemitério. Há vida além deste plano. Tenho mentalizado nele desejando que siga em Paz, no Caminho da Luz. Creio também que é eterno quando é incrível, quando marca, e não quando dura 'trocentos' anos. 

E meu querido amigo Lulinha escreveu incrível e linda História de Vida, tornando-se inesquecível. 

Aproveito a ocasião e o tema para reforçar a fundamental recomendação: fiquem em casa se puderem, e caso precisem sair, usem máscaras, 1 sobre outra, para garantir integridade, mantenham distanciamento, e total higienização das mãos, de preferência com água e sabão, ou álcool em gel. Hospitais públicos ou privados estão lotados, beirando colapso. Participar de festas 'clandestinas' é, no mínimo, absurdo e criminoso. 

Se pessoas que tem se cuidados não estão livres deste vírus, quem nega esta realidade tem como garantia muito sofrimento, para si e para parentes e amigos. 

Caríssimos leitores, muitas reações sobre esta matéria, inclusive acabei de receber a informação que o saudoso Lulinha foi vítima de fulminante enfarto, mas não do Coronavírus, como soube assim que o lamentável fato ocorreu. Neste tão confuso momento, não tive tempo nem 'cabeça' para investigar ou ligar para algum parente dele. Só agora é que tive a confirmação do que estou escrevendo aqui, agora. Conversei com meu editor, Ricardo Leal e ele me sugeriu acrescentar este parágrafo, esclarecendo tudo. Assim, me desculpo, confirmando minha constante preocupação com a veracidade dos fatos. Reforço meu agradecimento pelos positivos comentários que venho recebendo nas + diversas mídias sobre esta postagem de hoje. E repito a recomendação, cuidem-se, o momento é grave, gravíssimo. 

Postado por Felipe Camelo

Vamos Sobreviver ???!?!?!?!?!?

Que esta bússola nos Norteie

29.03.2021 às 18:52
FC

Comprovadamente o mundo é redondo e não para de dar voltas. Cada ciclo que se encerra, outro se inicia. 

No último dia 11, completei meu 59º de vida, consequentemente, no dia seguinte, comecei meu ano LX, apesar de muita gente não concordar com este meu cálculo matemático. 

Mas enfim, neste pandêmico isolamento social, muitos pensamentos e reflexões. Outro dia, e estava lembrando que iniciei o curso de Física na Ufal, mas em pouco tempo, saquei que não era exatamente o que eu queria. Passei em  Meteorologia, mas ainda não era a minha. Num teste vocacional, Comunicação surgiu como luz, e lá fui eu para o 3º vestibular, passei, mas nos 1ºs meses, surgiu a ideia e a chance de ir estudar no Rio de Janeiro. Transferi o curso e na semana que me formei, minha amada amiga Zezé Motta conseguiu estágio para mim, com ninguém menos que Tizuka Yamasaki em Kananga do Japão, na TV Manchete, como seu assistente de direção, apesar de nunca ter feito nem pensado em fazer novela. 

Lá, conheci Jayme Monjardim, todo poderoso da emissora, ele que me convidou para ser seu assistente. Entre várias produções, fiz "A história de Ana Raio e Zé Trovão", produção que passou 1 ano viajando por todos os estados do centro, sudeste e sul do Brasil. Neste ano, estive no Rio, onde morava, por 2 finais de semana. 1 ano viajando, e paralelo ao trabalho como assistente, fotografava cenas das novelas, bastidores, cenas urbanas nas cidades por onde passávamos. 

Observei que meus pais estavam envelhecendo e eu morando longe. E depois de uns 20 anos, resolvi voltar para Maceió exatamente quando Jayme voltou para a Globo para dirigir Terra Nostra, mas decidido pelo retorno, não aceitei seu convite para este novo trabalho , arrumei a mudança e com cachorro e tudo, e cheguei em casa de volta. 

Muitos eventos, muitos reencontros, e até então, nenhum trabalho. Quando num almoço do amigo e colunista Bráulio Pugliesi, minha prima Isadora Normande sugeriu que eu editasse 1 coluna social, "diferente das outras". E assim foi. Fui trabalhar na Tribuna de Alagoas, que, depois de alguns anos, faliu, devendo 6 meses de salário. 

Foi quando criamos 1 cooperativa, arrendamos o espólio do jornal, e criamos a Tribuna Independente, onde trabalhei por uns 10 anos, eu acho, até que, com a morte de Bráulio, fui convidado para publicar minha coluna na Gazeta de Alagoas, onde estive por quase 11 anos. Diariamente, depois de trabalhar na redação, eu ia cobrir os eventos para os quais havia sido convidado, chegando ao recorde de ir a 6 festas numa noite. Sim, eu disse SEIS. Lembro que cheguei esgotado em casa, exausto. Mas realizado e feliz.

Até que o jornal deixou de ser diário e demitiu uns 70 profissionais, e eu entre eles. Foi quando descobrimos que a OAM nunca havia depositado o FGTS dos demitidos, nem nossos direitos trabalhistas. E até hoje, este problema não foi resolvido. Vergonha para 1 empresa com a história da Gazeta, décadas nas bancas e nos lares.

Neste tempo, demitido, recebi honroso e carinhoso convite de Eliane Aquino e seu marido Ricardo Leal para editar coluna na revista Painel Alagoas, e blog no Portal do Grupo Press Comunicação, o qual sempre foi atualizado diariamente, num outro formato jornalístico, e não como 'coluna social'. Venho escrevendo os + diversos e variados assuntos, abordando tudo que esteja acontecendo e que tenha me chamado atenção. 

Como 'colunista social', festas, festinhas, festões não faltavam e fotografar pessoas era meu foco principal, assim como reunir pessoas conhecidas e famosas com anônimos, era meu diferencial, eu que nunca valorizei pessoas por causa de seu 'status' ou conta bancária. Identifiquei alguém como pessoa interessante e produtiva, lá estaria ela na coluna. Publiquei gari, cozinheira, ao lado de grandes e poderosos empresários, locomotivas, artistas...  Verdadeira mistura de liquidificador. Claro que recebi críticas, mas certo do que eu fazia, seguia. 

Como, desde pequeno, sou muito emotivo, nesta pandemia, minha 'piscianica'  sensibilidade tem me deixado bem triste, principalmente por confirmar como os seres humanos jã não são tão humanos assim. Principalmente agora, com este governo "conservador de direita", negacionista em relação ao coronavírus, constatar muita gente circulando sem máscara, promovendo e participando de absurdas, monstruosas e criminosas aglomerações, tem dias que fico tão mal que não consigo nem escrever, muito menos pensar numa pauta interessante. 

Sempre senti muito prazer em trabalhar, minhas atualizações eram religiosamente diárias. Para deixar de postar, era preciso ser algo bem grave, como tem sido, fato pelo qual me desculpo aqui com vocês, caríssimos internautas. 

Como consequência da falta de eventos sociais, matérias tomaram lugar do estilo "coluna social", e tenho postado opiniões, artigos, crônicas, comentários e críticas, inclusive ao desumano e coletivo comportamento de grande parte da sociedade. Ainda ontem, vi na TV que umas 200 festas tinham sido interrompidas pela polícia do Rio de Janeiro e pasmem, umas 300 no estado de São Paulo. Com a comprovada mortalidade do Covid19, e a ampla cobertura da imprensa, inadmissível dizer "Eita, eu não sabia". Impossível mesmo. Pessoas que se sentem superiores aos outros, se negam ao uso de máscara e chegam ao cúmulo de agredir quem solicita que se respeite as normas de segurança sanitária para controlar a transmissão deste fatal vírus. 

Mesmo que interessantes pautas se apresentem, não tenho conseguido escrever nada. Não acho que eu esteja com depressão, mas fingir que nada disso está acontecendo e provocando milhares de mortes e muito sofrimento, eu não consigo. Confesso que não tenho conseguido inclusive, nem me fotografar sem máscara. Não acho respeitoso para com os milhares de profissionais da saúde que vem se arriscando, e aos seus familiares, no combate diário ao Coronavírus. 

Outro dia, foi celebrado o Dia da Água, elemento fundamental para nossa sobrevivência. Com certeza, seria pauta. No último dia 25, meus pais completariam 60 anos de casados, outro tema para mim , mas nem assim consegui. 

Como já estou "fora do ar" por uns 10 dias sem postar, fico me cobrando produzir, principalmente por respeito aos leitores. E esta 'culpa' tem me incomodado muito, e por causa dela, aqui estou eu, escrevendo este texto que nem sei se é crônica, artigo, desabafo, procurando me manter coerente, principalmente comigo mesmo. 

Com minha mãe permanentemente acamada aos 93 anos, vítima do Mal de Alzheimer, tenho me cuidado, me isolado mesmo em minha casa em Guaxuma,  onde escrevo agora, ouvindo grilos, sapos e cigarras, e quando, pela janela vi o céu, peguei o celular, subi na laje e registrei este por do sol. Na cena, inclui esta 'bússola' que ficava no alto da casa de minha avó Afra, na rua Pedro Monteiro, e que fiz questão que viesse aqui pr'a minha, simbolicamente, me indicando o Norte, na intenção de ir sempre pra frente e pra cima. No sentido de evolução, mesmo. 

Então, aproveito para reforçar, fiquem em casa e se tiverem que sair, usem máscaras, de preferência 1 sobre outra, para garantir a total segurança, sua e dos outros. Mantenha permanente limpeza das mãos com água e sabão, ou com álcool em gel, e distanciamento social. Sem estes cuidados, impossível sobreviver. 

E garanto que vou seguir me esforçando para continuar produtivo, atualizado e antenado com o que acontece aqui em Guaxuma, em Maceió, no Brasil e no mundo. Repito minhas desculpas com vocês, internautas, e com meus editores, que me entendem e nunca me cobraram 'produção industrial'. 

Vou arriscar "até amanhã", na tentativa de me concentrar, escrever e compartilhar com vocês o que tem me chamado atenção neste sombrios tempos, na esperança de que tudo isso vai passar e que dias melhores virão. Só depende de nós. 

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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