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Memória Viva

14.09.2021 às 16:38
Reprodução

14 de setembro e vivendo meu ano LXII, incluindo inúmeras e inesquecíveis histórias da vida real, estou num turbilhão de lembranças que, há muito tempo, não passavam por minha memória. Estou na 4ª semana entre muitas latas de tintas, pincéis, lixas… E

com a casa revirada, com tudo misturado, Coisas vão surgindo sem eu, ao menos, esperar. Com objetos, histórias e casos não faltam, inclusive detalhes incontáveis. 

Seguindo projeto do arquiteto, e amigo de muitos anos, Kza Vasconcelos, estou pintando a casa toda, do piso ao teto, literalmente. E obviamente, “cascavilhando” tudo, pra ver o que segue comigo e o que será devidamente descartado. 

Como 1 rolo bem amarradinho que, ao abrir, emoções. São 3 lonas com fotos plotadas, de imagens que o tempo não trará de volta. Desde a adolescência, total encantamento com Olinda, principalmente com seu poético, lúdico, bonito, fantasiado e divertido carnaval. Sem esquecer do viés mundano, safado, erótico… e esses painéis foram confeccionados para 1 festa de carnaval que produzi comemorando meu aniversário nº 42, significando que já se passaram 20 anos dessa festa na qual pedi aos amigos que trocassem os possíveis presentes que eu ganharia, por cestas básicas. Com as doações, garantimos comida por algumas semanas em 3 instituições infantis, 1 de idosas e outra para idosos. Apoiando a solidária causa, a direção do incrível Museu Theo Brandão cedeu o pátio com acesso aos banheiros sem me cobrar aluguel. Lembro que foi divertidíssima a noite, e no dia seguinte, acordei cedo pra entregar os alimentos arrecadados,

Obviamente, nessa época, nem sonhávamos que enfrentaríamos essa covídica pandemia, consequentemente, isolamento, inclusive social. E aqui pensando que, se tivéssemos o adequado comportamento, respeitando distanciamento, higienização correta, uso constante de máscaras, já teríamos passado pela fase que vivemos agora, e rapidinho, poderíamos estar podendo brincar outros carnavais. Mas infelizmente, essa ainda não é nossa realidade. Assim, com essas lembranças todas, e desejando estarmos bem para vivermos outras cenas como essas aqui por mim fotografadas, enriquecendo nossa coleção de ótimas lembranças. Assim, reforço conselho de que devemos mesmo nos cuidar, focando em nosso próprio bem-estar e do próximo também. 

Então, hoje aqui no blog, divirtam-se com essas lembranças que são minhas mas podem muito bem ser de muita gente. Respeitem essas variantes todas desse mortal vírus, que não surgiu pra brincar carnaval. Pelo contrário, quase 600.000 brasileiros já perderam suas vidas. Então sejamos racionais e inteligentes. 

Pra sobreviver, dependemos de todos, principalmente de nós mesmos. Sigo me cuidando e desejando muitos carnavais +…

Postado por Felipe Camelo

Ao Cachaceiro...

... Eu Brindo

13.09.2021 às 18:01
Minha coleção em foto de Fábio Camelo

Compreendida entre 10.000 a.C. e 4.000 a.C. período Neolítico é conhecido como “tempo da pedra nova” ou “a Idade da Pedra Polida”, quando o desenvolvimento de artefatos produzidos pelos homens possibilitaram a criação de instrumentos de caça, pesca e também de utilização cotidiana, exatamente quando houve a aparição da agricultura e a invenção da cerâmica. ... “Os celtas, gregos, romanos, egípcios e babilônios registraram de alguma forma o consumo e a produção de bebidas alcoólicas”, como pesquisei. Significa dizer que desde que homens e mulheres se entendem por gente, o costume de consumir bebidas alcoólicas se mantém. E, com curiosidade e criatividade, muitas bebidas foram surgindo mundo afora. Suas diferenças e características variavam e variam em consequência de clima, geografia, topografia, costumes culturais… com a chegada dos portugueses ao Brasil, quando trouxeram a cana-de-açúcar e técnicas de destilação, a cachaça logo caiu nas graças do povo, mas a Coroa Portuguesa fez pressão para que a ela fosse substituída pela bebida portuguesas conhecida como ‘badaceira’ , isso lá por 1661. Confusão armada com os bebedores do destilado da cana, daí a Revolta da Cachaça, verdadeiro movimento popular no Rio de Janeiro, impedindo a substituição do aguardente brasileiro pelo português. Assim, 13 de setembro marca esse momento em que a tradicional cachaça aqui produzida se institui com a nossa + típica e cultural bebida alcoólica brasileira. Assim, surgiu oficialmente o Dia da Cachaça, que também é conhecida por vários apelidos. Como caninha, mata-bicho, branquinha, parati, pinga, bicha, "água que passarinho não bebe", marvada, veneno, boa… Na antiguidade, se iniciou o costume de brindar antes do 1º gole, como forma de oferenda, assim como jogar 1 pouco no chão, “pr’o Santo”, crendo que saciariam a sede dos Deuses. Brindes também eram garantia de proteger suas vidas contra ataques de inimigos, já que chocando as taças com força, faziam com que os líquidos se misturassem, garantindo que ninguém envenenaria ninguém, já que todos morreriam casa alguém tentasse. Então, com essa popular Revolta da Cachaça, nosso típico aguardente ganhou espaço e garantiu a preferência. E aproveito, claaaaaro, para nesse 13 de setembro, brindar a data, desejando que ela se mantenha gerando principalmente, emprego e renda pra milhares de brasileiros, direta e indiretamente. Que a expressão cachaceiro perca o tom pejorativo, como pinguço, e signifique apenas os “apreciadores de cachaça”. Só não posso deixar passar a chance de chamar atenção para a perigosa e criminosa ignorância por beber e dirigir, comprovadamente, e fatalmente, causa de milhares de acidentes e mortes no Brasil. Se for beber, deixe o carro em casa. Para ilustrar essa postagem, minha coleção de copinhos de cachaça, que contam muito das incontáveis farras, festas, festinhas e festões. Já fui bom nisso, mas ultimamente, noutra fase estou, fugindo do volume, da quantidade. Sabedoria dos meus XLII… e Tim! Tim!

Postado por Felipe Camelo

11 de setembro...

... 20 anos

10.09.2021 às 15:22
Foto Steve Ludlum/The New York Times/reprodução

Meu Deus, cada texto que escrevo, coração acelera, principalmente e inclusive por constatar, e confirmar, como a ampulheta virou cronômetro e acelera a passagem do tempo.

 Em 11 de março completei meu ano LXI, consequentemente, já estou vivendo meus 62, mas creio que, por tantos e intensos acontecimentos e experiências, tenho a impressão de já ter bem + de 70. Tenho a felicidade de manter ativa minha memória e todas as lembranças seguem vivas, como se o tempo não estivesse passando. 

Em 1977, aos 15 anos, meus pais me colocaram no programa de intercâmbio Youth For Understanding, quando passei 6 meses morando com a família Dumbowski, em Saint Louis, no Missouri, e com autorização de meus pais registrada em cartório aqui em Maceió, pude ir conhecer Nova York. Lembro do nervosismo embarcando sozinho para a maior cidade de mundo, e também do meu espanto quando ouvi alguém falando português numa poltrona num avião da Pan Am, atrás de mim. 

Claro que me virei e o espanto foi ainda maior quando vi que era Pelé, que, na época, jogava no Cosmos e voltava pra “Big Apple” após jogo na bela cidade numa margem da confluência dos rios Mississippi e Missouri. Claro que puxei conversa dizendo que lembrava quando ele havia estado aqui em Maceió para inaugurar o estádio com seu nome, e que eu havia ida com meu pai, que era diretor do Detran. Pelé foi surpreendentemente atencioso comigo pedindo para o assessor que estava ao seu lado, trocasse de lugar comigo. Imaginam, 1 alagoano de 15 anos tendo total atenção do rei mundial do futebol, nos Estados Unidos?!?!? E não parou ai. Quando peguei 1 agenda pra pedir autógrafo, ganhei bem + que sua assinatura. Pelé viu no crachá pendurado no meu pescoço que meu nome é Luiz Almeida, já que lá, se usa o 1º nome e o último sobrenome, e ganhei inimaginável presente. Ele passou minha agenda já autografada para o assessor que estava na cadeira da frente e pediu para que o americano anotasse seus números para que eu ligasse e fosse assistir 1 treino do time no estádio que ficava em New Jersey. Sem crer, no dia seguinte, liguei, e até hoje é difícil acreditar que ele mandou limousine me buscar e fui encontrá-lo. Inimaginável acreditar que vivi esse dia. Infelizmente não havia celular nem câmera digital e as fotos que fiz com 1 Olimpus se estragassem com o tempo. Mas na memória, todas as emoções como se fossem de ontem. 

No dia seguinte ao treino, quando fui tratado como “amigo do rei”, fui conhecer a estátua da Liberdade e as inacreditáveis torres gêmeas. Lembro que senti vertigem olhando da calçada o World Trade Center, e de como me senti insignificante diante da grandiosidade daquela construção. Claro que na hora, comparei com nosso Edifício Brêda, o prédio + alto de Maceió, apesar de não haver a menor chance de comparação. A mesma vertigem senti quando cheguei ao mirante na cobertura de 1 das 2 torres e olhei pra baixo. De lá, transatlânticos pareciam barquinhos de papel e, sem duvida, foi a + marcante visão de Nova York, e que nunca + saiu da minha cabeça. Vida seguiu, e muitos arranha-céus eu conheci, mas como aqueles, nenhum. 

Muitos anos depois, num 11 de setembro, estou no Spa Engenho do Corpo, no Hotel Salinas em Maragogi, tomando café da manhã, depois de pesagem e antes da maratona matinal de exercícios, quando vi na TV, que 1 avião havia se chocado com 1 das torres. Corri pr’o meu apartamento e vi ao vivo quando outro avião também havia atingido o símbolo da grandiosidade norte-americana. Lembro que achei que a torre desabando, vindo ao chão, era efeito tecnológico. Não consegui entender nem crer o que meus olhos registravam. Aquela imagem nunca saiu de minha mente. Parecia mentira. Até hoje me emociono. Assim como não consigo entender como alguém pode cometer, propositadamente, absurdo como aquele. Claaaaaro que não fui correr na praia, seguindo o programa de Angeli Soares, Dayse Gama, Telma Toledo e do personal Seroca. Não teve hidroginástica que me tirasse da frente da televisão. Mesmo com todas as informações sobre o radicalismo daqueles terroristas, impossível entender a mentalidade da organização fundamentalista islâmica al-Qaeda, responsável pelo monstruoso atentado, num absurdo grau de ignorância e desumanidade. 

Nada está acima do valor da vida, seja ela qual for, vegetal, animal, humana. Por + que eu leia, pesquise, estude, não consigo captar a insana fúria desses radicais. Sem querer comparar, já comparando e guardando as devidas proporções, a essência humana de preservar a vida deve prevalecer. Sempre. Aqui no Brasil que vivemos ultimamente, temo que, se não dermos basta nessa onda se violentos atentados contra a vida e a dignidade da população brasileira, tenho vivido preocupado com a barbárie que pode estar se aproximando de nossa realidade. Menosprezar a educação e facilitar o acesso às armas pode fatalmente estar nos levando por esse caminho que dificilmente terá volta, colocando o Brasil na trilha de + mortes, como temos vivido, inclusive agressões aos diferentes, desrespeitando a natureza individual de cada ser. Ninguém é melhor que ninguém. E como penso, ninguém é alguém sem outro alguém, todos precisamos de todos, para continuarmos sendo o país + feliz do mundo. Com certeza, teremos muito trabalho para reverter esse danoso e triste quadro de destruição, inclusive do Meio Ambiente, do qual precisamos para sobrevivermos. Radicalização não rima com evolução. 

Tenho tanta, que Cláudia Fanti tatuou Fé em mim, além se Humanidade, Amor, Harmonia, Equilíbrio e Compaixão. Sempre que vejo minha pele, reforço desejo de que esses sentimentos se espalhem mundo afora, tornando a vida igual para todos. Que assim seja!!!

ResponderEncaminhar

Postado por Felipe Camelo

V de Veterinário, V de Vida

09.09.2021 às 14:12
Toda e eu num autorretrato

Aqui pensando na postagem de hoje quando vi 1 incrível vídeo de vários cachorrinhos, recém-nascidos, mamando numa vaca, calmamente deitada, compartilhando além do leite. Vi muito amor em suas tetas. Muito emocionado mostrei ao pintor que tem mudado a cor aqui de casa, quando ele comentou que hoje é celebrado o Dia do Médico Veterinário, profissional que muito me encanta, por dedicarem a vida salvando seres vivos que, irracionais, que não falam, embora se comuniquem perfeitamente, principalmente por gestos de amor. Na Internet, não faltam histórias parecidas. Galo que adota cachorinhos, e muitas outras inacreditáveis e reais histórias.

Descobri que a data foi definida porque foi em 9 de setembro de 1933 que o então presidente Getúlio Vargas assinou decreto instituindo o reconhecimento e a homenagem. Eu, que cada dia sou + apaixonado pelos animais, coleciono muitas histórias envolvendo-os, tanto os bichos como os que cuidam deles. 

Lembrei que anos atrás, vi matéria sobre adoção de crianças, absurdamente dificultadas porque elas são, literalmente escolhidas, de acordo com suas características físicas. Prioritariamente, meninos brancos tinham “+ saída”. Principalmente os + novos. Meninas pretas e os + velhos, seguem “encalhados” em abrigos e orfanatos. Nessa época, eu tinha 1 maravilhosa Boxer, a Tara, que nasceu aqui em Maceió enquanto eu estava de férias e foi comigo pra São Paulo com 1 mês de nascida e que uns anos depois, voltou de vez pra cá. 

Pois bem, ganhei 1 gatinho recém-nascido e creiam, ela adotou o Tico como seu filho, que mamava apesar da falta de leite. Em poucos dias, era Dia das Mães e publiquei coluna no jornal Tribuna de Alagoas com fotografias de várias mães e coloquei 1 “box” com foto do Tico mamando na Tara, falando exatamente isso que escrevo aqui agora. Vocês não imaginam a repercussão, a maioria reclamando por eu colocar animais misturados com mulheres “colunáveis”. Incrível como quase 20 anos depois, a realidade segue a mesma. Tristemente comprovada. Tico faleceu assim como Tara.

Vida seguiu quando me ofereceram 1 cadela que, por ser misturada Boxer com Rhodesian Ridgeback, e que não havia sido comprada por ser “vira-lata”, e que seria ‘sacrificada’. Horrorizado, corri pra adotá-la e Toda está comigo há 9 anos. Ela herdou inclusive a veterinária que cuidava de Tara, drª Simona Sanchez, que, com seu marido Rinaldo Ferri, também veterinário, seguem garantindo saúde aos irracionais. Toda foi diagnosticada com câncer e precisou de cirurgia, e como não passo bem quando vejo sangue e afins, pedi socorro a 1 amigo e vizinho Bartolomeu Almeida, que não é veterinário mas fez curso técnico e estágio numa clínica veterinária em Porto Alegre e ficou vindo aqui em casa para trocar os curativos de Toda. Com ele, sua filha Bárbara, que se mostrou incrivelmente capacitada para cuidar de minha filha de 4 patas. Toda se sentia tão tranquila que relaxava completamente, como as fotos comprovam. Pois bem, inspirada no pai, fez vestibular e já está cursando o 2º período de Veterinária. Não é incrível??? 
Toda agora enfrenta outro probleminha, com Simona cuidando muito bem de seu pulmão direito e vem se recuperando plenamente, graças a Simone e a minha fé em São Francisco de Assis. Com já publiquei é aqui confirmo meu profundo amor aos seres vivos, todos, independentemente de serem plantas, animais ou humanos, mas com a triste realidade que estamos vivendo no mundo, com os racionais cada vez + gananciosos, destruindo o planeta e seu Meio Ambiente, os irracionais tem a maior porção do amor que habita em mim. Confesso sem vergonha nem medo de magoar alguém e sofrer consequências por este depoimento. Confirmo também como sofro quando vejo cenas de seres humanos maltratando animais. Doe como se as agressões fossem em mim. Mas sigo com fé na evolução da espécie da qual faço parte, os únicos animais dotados de inteligência e raciocínio, mas que, absurdamente, infelizmente e tristemente faço parte. Coração aperta e acelera quando vejo as agressões que a natureza vem sofrendo, vitimando e exterminando várias espécies, que só se manterão em fotos e publicações. 

Mas esse mesmo coração, aos 61 anos de fortes batimentos e emoções mantém a esperança, quase certeza, que sobreviveremos todos. Porque assim a vida quer. Axé e Amém. 

Postado por Felipe Camelo

Medicina + Arte = Bem-Estar

08.09.2021 às 18:05
Reprodução

Depois de 2 semestres de Física, vi que não era o que realmente queria, e encarei o 2* vestibular, mas depois do 1* semestre de Meteorologia, vi que ainda não era o que eu queria. Fiz teste vocacional e passei no 3* vestibular e iniciei Comunicação Social, tudo na Ufal. Pensam que a vida me acalmou? Não! Acabei transferindo o curso pr’o Rio de Janeiro e finalmente me formei em Jornalismo. Antes de tentar conseguir trabalho, 1 grande amiga se ofereceu pra ajudar. Era Zezé Motta, que iniciava Kananga do Japão na TV Manchete, e conseguiu estágio com ninguém menos que Tizuka Yamasaki. Nunca havia nem pensado em trabalhar em novelas, mas encarei o desafio e com poucos meses estagiando, fui contratado pela emissora de Adolfo Bloch. Jayme Monjardim era o diretor geral, que começaria A História de Ana Raio & Zé Trovão, e me convidou pra ser seu assistente. Viajamos durante 1 ano, morando em vários estados e muitas cidades, sem nenhuma cena de estúdio. Tudo era gravado em locações externas. Experiência igual, impossível. Além do trabalho, aproveitava pra fotografar paisagens, bastidores, o elenco em momentos de descontração, cenas da novela… aproveitando a linguagem cinematográfica de Jayme, de quem fiquei amigo. Emendamos noutro folhetim, A Idade da Loba, incluindo + viagens e cenas externas. Ainda fiz O Campeão, e seguia registrando tudo que me chamava atenção. Por + prazer que eu sentisse, minha família me fazia muita falta, e com a velhice de meus pais, optei por voltar pra Maceió. 

Depois de tantas novelas, a terra natal me trouxe de volta. Foi quando Jayme voltou pra Globo para dirigir Terra Nostra e seu telefonema convidando pra seguir com ele me deixou orgulhoso e feliz, mas preferi aqui ficar, trabalhar com jornalismo e focar, literalmente, em fotografia. Convites para registrar festas e eventos não faltavam, principalmente pela linguagem que eu vinha imprimindo, fugindo de poses, registrando movimentos e imagens fora do convencional. Eu não parava, nem de fotografar nem de ser contratado. Era loucura minha agenda. Tudo fluía, principalmente por conhecer todo mundo, e circulando entre os convidados, saía registrando tudo e todos. Em 7 de setembro de 1999, ainda sem carro, deixei meus pais em nossa casa na Barra de São Miguel e rumei pra casa de dona Solange da Costa, no outro extremo da cidade, no litoral norte. Confesso que não peguei nenhuma dose de bebida, mas, como conhecia todo mundo, entre 1 foto e outra, bicava nos copos dos amigos, e como não tinha noção de quanto eu tinha ingerido de álcool, peguei o carro para ir fotografar outra festa. Resultado, acabei colidindo com 1 ônibus, frente com frente. Numa ambulância, acabei no hospital que hoje é o Veredas. Foram muitos dias em coma, inclusive parada cardíaca. Lembro de mim levitando, e me vendo morto. Sensação de pavor total com minha própria morte, enquanto vozes diziam pr’eu me acalmar, que ainda não era minha hora, que eu ainda “daria muito trabalho”. Não lembro de rostos mas recordo das vozes, serenas e carinhosas. 

Fui me tranquilizando e hoje, 22 anos depois, estou aqui, justamente hoje, 8 de setembro, tendo acabado de chegar exatamente do Hospital Veredas, onde fui entregar oficialmente 1 fotografia minha, que integra sua galeria de arte, iniciativa do meu amigo Edgar Antunes, diretor-presidente e idealizador do projeto que reúne obras de 50 artistas, que vai além de exposição. Incrível calendário e 1 igualmente maravilhoso livro, que será apresentado em outubro próximo. Vocês não imaginam minha emoção na manhã dessa 4a-feira, numa rápida cerimônia que respeitou todos os códigos de segurança contra essa covídica pandemia. Rigorosa agenda evita aglomeração, respeitando rígidos horários para registrar cada artista com suas obras devidamente colocadas nas paredes do edifício. Pequeno grupo de colaboradores representou Edgar e d+ diretores, devidamente representados por Cláudio Maia, Bruno Lyra, Valmir Santos, Ana Paula de Almeida, o publicitário Luiz Dantas, dr. Edércio Galindo e Nildo Lopes, cinegrafista da equipe de Luiz Dantas, que vem registrando em fotos e videos, que serão editados como documentário desse incrível projeto que comprova que, além da medicina, da qualificação profissional dos colaboradores e da alta tecnologia hospitalar, o bem estar dos pacientes e de todos que frequentam o Veredas se aliam e fazem diferença. Emocionado assisti depoimento de meu querido amigo Edgar Antunes, reforçando gratidão por eu ter aceito o convite para integrar tão seleta e rica pinacoteca. 

Me confesso absurdamente emocionado por essas lembranças todas, que passaram por minha memória enquanto estive no hospital, fazendo a simbólica entrega de minha fotografia, que nada + é que gotas de chuva num capô de 1 automóvel. Chuva que simboliza fertilidade, vida que brota e segue. Claro que não deixaria de registrar aqui no Portal Painel esse momento, confirmando que a exposição não é apenas e exclusivamente para os que frequentam o Hospital Veredas, que foi repaginado e ampliado, inclusive com lindo jardim, tudo com assinatura do escritório do arquiteto Lúcio Moura. Pode ser aprazível passeio, além de inusitado, visitar o Veredas, conferir sua Galeria de Arte e passar deliciosos momentos admirando e contemplando sua área verde. Agradeço também a todos da família de Edgar, que me acarinham com delicada amizade, sua bem amada Jacqueline e seus filhos Filipe, Rodrigo e Jacqueline Filha, por me brindarem com delicada amizade. Também Edgar e Karine (filhos do 1* casamento de Edgar). 

Agora pensem numa pessoa emocionada e feliz. Sim, euzinho. Por eternizar ainda + meu laço com o Hospital Veredas, pela chance de me manter presente mesmo sem estar sempre lá, na certeza que minha fotografia pode estar servindo como alimento espiritual aos que estão lá em busca de vida. Afinal, Arte e Cultura nos elevam. 

Fica aqui a dica. Vale visita a Galeria de Arte Veredas. 

Postado por Felipe Camelo

Humano Predador

06.09.2021 às 18:07
FC

Em dezembro de 2007, o 5 de setembro foi escolhida para homenagear a criação da Província do Amazonas por D. Pedro II, em 1850. Além disso, confirma a importância da preservação ambiental da maior floresta tropical do planeta para a sobrevivência, inclusive da espécie humana. Como já publiquei em outras matérias, antigamente não havia essa consciência do fato que atesta, sem o Meio Ambiente é impossível a sobrevivência de qualquer ser vivo, inclusive homens. E mulheres, claaaaaro. Como fotógrafo, trabalho com imagens, e como jornalista, com palavras. Era expressão comum o “não presta, joga no mato”. Como se mato fosse lixeira. Infelizmente, mesmo com tantas e comprovadas informações transmitidas em tempo real, principalmente pela alta tecnologia, é comprovado que, por ganância, o planeta sofre, agredido barbaramente, e principalmente pela exploração econômica e imobiliária. Não vou falar aqui no absurdo e criminoso desmatamento da Amazônia, das queimadas do Pantanal, o aquecimento das geleiras dos polos. Vou trazer o problema aqui pra vizinhança daqui de casa. Com condomínios verticais e horizontais, a flora tem sido barbaramente agredida, afetando principalmente a fauna. Na área verde que temos aqui no loteamento Gurgury, muitas espécies correm o risco de não ter habitat e acabam morrendo, como essa iguana, que tristemente encontrei morta quando voltava caminhando pra casa, depois de fotografias incríveis de Mirna Porto Maia, amiga e vizinha. Meu coração reagiu por profunda tristeza, já que são animais que não atacam nem agridem ninguém. Vivem em árvores e herbívoros, se alimentam de flores, folhas e frutos. Tenho visto inclusive jiboias atropeladas, atravessando a AL101Norte em busca de morada e alimentos. Essa área verde aqui citada vem correndo risco de ser desmatada para a construção de estação elevatória de esgoto, e que tem sido combatida por nós, moradores, que precisamos e queremos manter o verde vivo, transferindo a fossa para outra área, sem agredir o Meio Ambiente. Assim, sem motivos para celebrar o Dia da Amazônia, diante da nefasta política do desgoverno brasileiro, confirmo dolorosa tristeza diante desses imperdoáveis atos contra a vida. Tanto no macro-ambiente como nossas florestas, mas também por nosso micro-ambiente aqui em Guaxuma, motivo de inúmeras tentativas de diálogo com o prefeito JHC e seus secretários, que até agora , se mostram insensíveis. Com esta foto, espero que a imagem comova os envolvidos e que podem reverter essa ameaça, mantendo nossa “florestinha” como última área verde nesse tão disputado litoral norte. Salvemos o Meio Ambiente para preservar vidas, inclusive as nossas, seres humanos, dotados de inteligência e raciocínio (sic!). Torço e trabalho pra isso. Que as próximas gerações tenham a chance de conhecer e conviver com fauna e flora nativas, além de fotos nos livros… 

Postado por Felipe Camelo

História e Memória Vivas

Pelos 48 anos do assassinato de Manoel Lisboa de Moura

03.09.2021 às 18:55
Reprodução

Com profundo suspiro, pesquiso aqui sobre Manoel Lisboa de Moura, alagoano vítima do pior capítulo da História do Brasil e que será homenageado amanhã aqui em Maceió. 

Lembrei quando vi sua imagem pintada num muro na ladeira da antiga rodoviária, junto com outros “grandes alagoanos”, como indica o mural, e me chamou atenção por ele dar nome a rua onde moro. Ao lado dele, Hermeto Pascoal, Djavan, Pontes de Miranda… Ontem, vi num grupo de jornalistas do qual faço parte no WhatsApp, postagem da querida e competente profissional da Imprensa Lenilda Luna, cujo texto reproduzo abaixo.   

*Alagoano assassinado pela Ditadura Militar será homenageado no sábado.

Manoel Lisboa era estudante de Medicina da Ufal e foi morto no dia 4 de setembro de 1973 por torturadores do Estado

No próximo sábado (4), completa-se 48 anos do assassinato do militante comunista e estudante de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Manoel Lisboa de Moura. Para marcar a data e celebrar a memória dele, militantes do Partido Comunista Revolucionário (PCR), da Unidade Popular (UP) e da União da Juventude e Rebelião (UJR) vão realizar um ato relâmpago no calçadão do Centro, às 10h30, em frente ao antigo bar do Chopp.

Segundo reportagem publicada no jornal A Verdade, o fundador do PCR foi morto no Doi-Codi do IV Exército em Recife (PE), após 15 dias de 'violentas e bárbaras torturas dos agentes da ditadura militar'. Na época, Manoel estava com 29 anos e, segundo testemunhos prestados pelos companheiros que foram presos com ele, nunca revelou nenhuma informação aos torturadores. O corpo dele desapareceu durante décadas. Apenas em 2003, depois da intervenção da Comissão Nacional da Verdade, os restos mortais foram exumados em São Paulo, onde Manoel estava enterrado como indigente, e foi providenciado o traslado para o nordeste.

A urna funerária foi recebida com homenagens primeiro em Recife, onde fica a sede do Centro Cultural Manoel Lisboa. Depois, os restos mortais foram trazidos para Maceió, onde aconteceu o sepultamento. Finalmente, a mãe de Manoel Lisboa, Iracilda Lisboa Moura, pode velar o corpo do filho. Na vigília, estiveram também presentes o então governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, e o então secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda. Muitos militantes também vieram prestar homenagem à memória de Manoel Lisboa.

O lema do movimento Ditadura Nunca Mais é 'Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça''. Os organizadores do ato relâmpago ressaltam a importância de reconhecer o legado dos heróis que lutaram contra a Ditadura Militar, para que as novas gerações possam valorizar os sacrifícios que foram feitos para garantir a democracia e a livre organização política dos trabalhadores e trabalhadoras”. 

Filho de Iracilda Lisboa de Moura e do oficial da Marinha Augusto de Moura Castro, desde cedo, Manoel desenvolveu formação político-ideológica através de livros, e adolescente inquieto, fundou o grêmio no Liceu Alagoano. Foi diretor da União Estadual dos Estudantes Secundaristas, aos 16 anos.

Como universitário, fundou a Juventude Comunista do PCB, e também o Centro de Cultura Popular da União Nacional dos Estudantes, inclusive com a participação de estivadores. Cursava Medicina na Universidade Federal de Alagoas em 1964, quando aconteceu o golpe militar que cassou direitos e liberdades. Foi morar em Recife e seguiu na 'luta armada revolucionária', e em 1966, com o atentado contra o ditador/general Costa e Silva, em Recife, optou pela clandestinidade. Acabou sendo preso novamente e torturado, tendo sido transferido para o DOPS e depois para o inominável DOI-CODI, ambos em São Paulo. 

2* a Comissão da Verdade, “Foi torturado por 2 meses. Fotos das vítimas, reveladas pelo Instituto Médico Legal de São Paulo, mostram cortes, feridas causadas por tiros, e dedos, umbigo, testículos e pênis mutilados”. Obviamente, muitos nebulosos mistérios envolvem sua morte, enquanto relatório do Ministério da Aeronáutica diz que ele foi morto em tiroteio contra a polícia, negando tortura e assassinato. 

Confesso profunda tristeza e revolta diante das ameaças que o Brasil vem sofrendo, vítima deste desgoverno miliciano, corrupto e fascista que conseguiu ser democraticamente eleito, e que desde então, nos envergonha diante do mundo. E diante de nós mesmos, brasileiros. Confesso também que, como jornalista, creio na veracidade da história e dos inegáveis fatos que confirmam que muitos brasileiros foram barbaramente torturados e assassinados por não aceitarem o jugo ditatorial do longo período em que não houve democracia nem liberdade. Anos de escuridão e ignorância, que não voltarão. 

Que pessoas como Manoel Lisboa de Moura continuem sendo reverenciados, respeitados e homenageados, como neste ato às 10h30 da manhã de amanhã no calçadão do comércio, em frente ao antigo Bar do Chopp. 

É impossível entender e concordar com os seguidores e eleitores desse ser, no mínimo, ignorante e desumano, numa falácia que mistura cristianismo, miséria, desemprego, inflação, armas e coletivo surto contra a verdade. 

Eu? Sigo na defesa da vida, seja ela qual for. É inclusive cafona apoiar essa quadrilha familiciana que quer transformar nosso produtivo, feliz, divertido e amoroso povo em escravo de milicianos profissionais e violentos. 

Viva Manoel Lisboa de Moura, cujo ideal segue ativo!!!

Postado por Felipe Camelo

Besta ao Volante

02.09.2021 às 19:20

Outro dia, precisei ir ao supermercado e no caminho, essa cena me deixou horrorizado, comprovando que a grande maioria dos acidentes no trânsito ocorrem por imprudência e ignorância. Para dirigir o caminhão, é preciso que o motorista seja qualificado como profissional e mesmo assim, esse circulou pelo  litoral norte com esse sofá totalmente solto. Nada o prendia, nada mesmo. Do jeito que Maceió está, cheia de buracos, não quero imaginar o sério e talvez fatal risco que esse móvel caia provocando absurdo acidente. Confesso que gostaria de ter oportunidade de conversar com o condutor do caminhão, pra saber dele o porque de tamanha irresponsabilidade. 

Postado por Felipe Camelo

Valor Agregado

01.09.2021 às 17:41
Josi Mendes, Patrícia Mourão, Mirna Porto Maia e David Farias (FC)

“Supersonicamente” o tempo está mesmo acelerado e entramos hoje o 9* mês do ano, e não poderia ser melhor, + produtivo. Prazer enorme ter sido recebido na Casa Maceió por Josi Mendes e Patricia Mourão, respectivamente secretária-adjunta e a titular da Secretaria de Turismo de Maceió, que receberam com extrema simpatia a idealizadora e curadora do Renda-se, Mirna Porto Maia, e seu diretor artístico David Farias, confirmando parceria da Prefeitura de Maceió com o projeto que movimentará Jaraguá em outubro, comprovando a importância da moda como Cultura, homenageando a saudosa e inesquecível estilista Vera Arruda. É aguardar para, orgulhosamente, aplaudir. 

Postado por Felipe Camelo

Além das Rendas

31.08.2021 às 13:31
Alguns dos 10 estilistas Renda-se 2021

E a produção do Renda-se plenamente ativa, inclusive os estilistas, que ontem, compraram todo o material para materializarem suas criações, inspiradas na saudosa, inesquecível e talentosa Vera Arruda, numa merecida homenagem do projeto idealizado por Mirna Porto Maia, que assina a curadoria. 

Na manhã de ontem, registrei esse momento, quando tecidos, linhas, aviamentos… foram escolhidos de acordo com os croquis que ganharão a passarela de 50 metros montada em Jaraguá, de onde será transmitido o desfile, colocando Alagoas na vitrine do mundo assim que outubro chegar. Coordenando e anotando literalmente tudo, para a devida prestação de contas, Pollyanna Isbelo e Thana Brandão.

 As compras aconteceram nas 2 lojas do Magazine São Paulo, e o clima entre os selecionados segue em harmonia, com todos interagindo e opinando sobre as produções de cada 1. Não há concorrência, pelo contrário, camaradagem total, num clima leve e divertido, facilitado d+ o trabalho. 

É como sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém, e na 1ª Mostra de Moda Alagoana Renda-se 2021 esse meu pensamento se confirma. Com certeza o resultado será incrível, com a inspiração no estilo Vera Arruda em seu máximo grau. Idealizado pela incansável, multipla e talentosa Mirna Porto Maia, Renda-se é proposição da Ponto de Produções, patrocínio Magazine Luiza com assessoria de Fábio Elias Costa, através da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, apoios Escola Técnica de Artes da Ufal, Aloo Telecom e Prefeitura de Maceió através de sua Secretaria de Turismo, entrando definitivamente no calendário dos grandes eventos no estado. 

Com foco na inclusão, Renda-se reforça a importância da cadeia produtiva principalmente das rendeiras, que perpetuam com arte, os saberes e fazeres da rica e diversificada comunidade artística de Alagoas. 

+?   https://www.projetorendase.com.br/ e @rendasealagoas

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Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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