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Frágil??? Forte!!!

Dia Internacional da Mulher - 2021

08.03.2021 às 14:38

Cresci numa família na qual as mulheres sempre marcaram presença e não fizeram figuração para os homens. Pelo contrário. Escreveram suas histórias de vida, deixando ensinamentos e exemplos. 

Além delas, com quem compartilho a genética, inclusive, sempre estive cercado de incríveis mulheres. Estivesse morando em Maceió, Saint Louis, Rio, São Paulo... lá estavam elas se representando muito bem na minha vida, reforçando em mim a consciência de suas importâncias. Aqui escrevendo, muitos filmes se sobrepõem uns aos outros na minha memória. E consequentemente, e fatalmente, no meu coração. Todas têm papéis fundamentais na minha sobrevivência, fortemente. Tenho consciência de que não estaria aqui se não tivesse encontrado com cada uma delas em todos os momentos de meus quase 60 anos. 

Acho que não estou escrevendo, estou me psicografando, sensação que estou pensando e transcrevendo ao mesmo tempo. Ui, Mãe Dinah. Eparreia...

Mas é verdade, inclusive todos os nomes chegam na minha lembrança, e o mais incrível, entrou uma borboleta aqui na sala e está sobrevoando o teclado do notebook enquanto escrevo. Coração chega acelerou, e ela foi-se. E garanto, existe muita harmonia entre elas e suas histórias. Algumas se conhecem, mas a maioria, não. Algumas são fisicamente  parecidas, pelo menos no estilo, outras bem diferentes, mas nenhuma é mais ou menos importante. Não!!! Algumas estão comigo a vida toda, outras, não demoraram muito, infelizmente, mas felizmente, o suficiente para me marcar. Acho que é eterno quando é incrível e não quando dura trocentos anos. 

Engraçado, enquanto teclo,  nomes seguem em sequência, como se eu tivesse letreiro luminoso na testa, com muitos nomes, rostos e corações subindo sem parar. Bonita a cena, caso estivesse sendo registrada. Mas mesmo falada, ou escrita, dá pra imaginar, e estou adorando. 

Paralelo a estas lembranças, histórias reais e factuais também surgem na mente e através dos meus dedos todos. Sim, minha avó Afra me ensinou datilografia. Sou deste tempo. E neste tempo "de agora", em que mulheres seguem precisando se impor, gastar energia para defender seu espaço numa sociedade arcaica, retrógrada, ignorante, machista, patriarcal, cafona, é incompreensível absurdo. Já teria dado tempo para sermos uma sociedade evoluída, igualitária, justa. 

Mas não. Em 2021, exercendo a mesma função, mulheres ganham menos que homens. Muitos ofícios são "exclusivos e característicos" dos homens. Em pleno 2021, homens tratam as mulheres como inferiores, como propriedade, e não aceitam opiniões contrárias. Quando acontece, é morte na certa. E matam covardemente, e novamente, quando alegam "defesa da honra". Honra??? No dicionário, "Honra, substantivo feminino (sim, feminino), princípio que leva alguém a ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito junto à sociedade; consideração devida a uma pessoa que se distingue por seus dotes intelectuais, artísticos, morais, privilégio, uma honra reservada apenas aos heróis". Bem claro, não é??? Praticamente didático. 

E em 2021, homens, sem H maiúsculo, matam namoradas, esposa, amantes, ficantes, prostitutas, mulheres-trans, travestis... e alegam "defesa da honra". E esta alegação que transforma a vítima em culpada, ainda existe na Constituição do Brasil. Absurdo, somente com a significação da palavra "honra" já confirma que o miserável não merece alegar esta esfarrapada e inconsistente injustificada defesa. Não há defesa. 

Até já escrevi em outra ocasião, homem que desrespeita, agride, mata mulher,  não gosta. Até fazem sexo com elas, mas gostar que é bom, nada. Pelo contrário. Gays gostam de mulheres. Respeitam, valorizam, são amigos, confidentes, conselheiros.. Claro que há exceções. Conheço muitos héteros que realmente amam as mulheres, assim como sei de gays que preferem distância delas, mas, brincadeiras de lado, sou dos que celebram estes seres fortes e doces todos os dias. Naturalmente reconheço que elas é que são o sexo forte, de frágeis não tem nada. 

Começando pela desvalorização desde novas, crianças. Na fase adulta, então, múltiplas jornadas, com muitos desafios no caminho e constantes cobranças. Muitas, infindáveis. Gerar e parir, não é para fracos. Homens não aguentariam as dores do parto. Com certeza. 

Ainda tem que se enquadrar nos "padrões estéticos" impostos pela sociedade, pelo mercado, pela mídia, e até pelas próprias mulheres. Deixemos cada uma ser o que, e como quiser. Chega de ditadura. Nuca mais!!!

Claro que aproveito este 8 de março, celebrado Dia Internacional da Mulher, para reforçar minha admiração, gratidão e amor, por todas. De corpo e/ou de espírito, mulheres são muito mais que sexo. São seres humanos infinitamente mais capazes que nós, homens. Em todos os sentidos. 

Hoje, assim que acordei, este antúrio se mostrou para mim, e com mulheres no foco, multipliquei-o, montei estes mosaicos, e observei, que é a mesma flor, que se apresentou de várias formas. Assim como as mulheres. A mesma essência em muitas formas, linguagens e espíritos. Mas, com certeza, a mesma delicada força, que vai muito além do cor-de-rosa. Elas tem todas as cores. Múltiplas!!!

Sigo torcendo e fazendo a minha parte, por dias melhores. Para todos nós, afinal, ninguém é alguém sem outro alguém. Impossível ser feliz sozinho, nem triste. 

Meu "Vivam as Mulheres"!!!

Postado por Felipe Camelo

S de Saúde, Sanidade, Solidariedade

03.03.2021 às 22:19
Fernando Zhiminaicela-pixabay/reprodução

Confesso que nunca comecei um texto com a tristeza que estou sentindo agora, aqui na sala de casa, sozinho, editando a postagem deste dia 3 de março. Motivos não me faltam para estar assim, preocupado com a nossa realidade no presente e principalmente no futuro. 
Como já escrevi em outros textos, antigamente, sem Internet e tantos meios de comunicação, era muito mais difícil controlar uma pandemia planetária como esta do Coronavírus. recorde de casos e mortes, 27% a mais que na semana passada aqui no Brasil. É incrível o grau de irresponsabilidade das pessoas, que seguem vivendo como se não estivéssemos correndo gravíssimo risco. 

Percebi que na primeira 'onda', as pessoas ficaram mais assustadas e respeitaram mais as regras de manter isolamento social, uso constante de máscara e manter a constante higienização das mãos, inclusive com álcool em gel. 

O Brasil vem assustando e preocupando todos os países do mundo, principalmente com esta variante ainda mais contagiosa e fatal, surgida aqui. Eu?  Só saio se houver forte motivo, e mesmo assim, mantendo rigorosa atenção com todos os cuidados. E sempre vejo muita gente circulando com o rosto descoberto ou usando máscara no queixo, no pescoço ou pendurada numa orelha. Ou mesmo presa na bolsa ou roupa. Hoje mesmo, ouvi uma caixa do supermercado reclamando da obrigatoriedade da máscara, dizendo para a outra caixa que só usava no trabalho porque é obrigada, mas que, saindo de lá, já tira e só coloca se for obrigada a entrar em algum lugar. Quando me meti na conversa para dar minha opinião, ela disse que a máscara provoca muito incômodo. Peguei o celular e mostrei a imagem de um tubo que é introduzido na garganta para que o paciente possa respirar. Ela não se mostrou assustada, e eu, incrédulo e cansado,paguei minhas compras e fui embora. 

Sou tão solidário com os que faleceram, com os que estão sofrendo e principalmente com os milhares de brasileiros que tem se dedicado em tempo integral nesta guerra contra o Covid19. Já me flagrei evitando até postar foto minha sem máscara em redes sociais. Muito menos feliz da vida, rindo, afinal, não consigo me sentir assim diante de tanto sofrimento. Fico inclusive constrangido quando vejo fotos na Internet como se não estivéssemos enfrentando esta pandemia. 

Eu já havia até "combinado comigo mesmo" que não reagiria mais desta forma que estou reagindo aqui agora, mas não consigo. É mais forte que eu. Tenho a esperança que consiga convencer pessoas que, por ela e por todos nós, é fundamental praticar empatia, evitar aglomerações e manter afastamento social. Colocar-se no lugar do outro é prova de humanidade. E inteligência. 

Confesso que estou muito cansado disso tudo, exausto, esgotado. Só me dá vontade de ficar em casa, para me proteger e evitar que eu seja obrigado ao convívio com estes seres não humanos, ignorantes, mesmo. 

Sozinho dentro do carro, mantenho a máscara no meu rosto. Não quero ser visto como se eu não estivesse reconhecendo o incrível trabalho dos envolvidos nesta batalha, como médicos, enfermeiros, maqueiros, coveiros... É inclusive cafona seguir vivendo como se estivéssemos em outra realidade. Já ouvi especialista dizendo que "ninguém faz ideia do terror que vamos viver neste próximo mês". Consequência das festas clandestinas de Natal, Ano Novo, Carnaval. 

Claro que sei que a indústria, o comércio, os serviços... precisam se manter ativos, produzindo e lucrando. Mas enquanto a população não for devidamente vacinada, a economia  não terá vigor. Não vou, pelo menos nesta postagem, escrever o que acho do absurdo comportamento do negacionista governo federal. Mas não vou. Não quero confundir posicionamento político e ideológico com esta minha opinião sobre este criminoso comportamento de grande parte da população. 

Nesta nova onda de contaminação, os jovens são os que mais tem se infectado, certos de que nada vai-lhes acontecer. E o pior, acabam transmitindo o vírus com pais e avós. Brasil afora, 

Termino confirmando também que sigo fazendo esforço para manter a esperança de que esta pandemia será controlada e, principalmente, que homens e mulheres mereceram a classificação de humanos. 

Tenho Fé!!! 

Postado por Felipe Camelo

A ação do sal e do tempo

Contra deterioração, conservação

02.03.2021 às 20:14

Outro dia, precisei ir até o Pontal da Barra, poético, lúdico e belo recanto da Maceió, reduto de muitos artistas, que expressam arte e cultura através das rendas, especialmente o Filé, reconhecido como Patrimônio Cultural de Alagoas. 

Há alguns anos, o saudoso e inesquecível arquiteto e artista plástico Alex Teixeira Barbosa criou esta obra que reproduz o tear que serve de base para a confecção da mais alagoana das rendas. 

Confesso que profunda tristeza me provocou o lastimável estado em que se encontra a escultura, totalmente enferrujada. Claro que a maresia é implacável e se não há manutenção, não há conservação. 

Passando por ela, indo para o Litoral Sul ou chegando em Maceió, é visível a deterioração provocada pela ação do sal. Não duvido que, se não houver urgente ação, a obra não dure por muito tempo. 

Fica aqui registrada minha observação e também apelo para que os órgãos responsáveis por cuidar e manter as obras de arte que deixam Maceió ainda mais bonita, observem melhor a ação do tempo na arquitetura e nos equipamentos artísticos e culturais na capital alagoana, berço de tantos, talentosos e diversificados artistas, nas mais variadas linguagens. 

"Quem ama cuida", já dizia minha avó. E eu amo Maceió. E como jornalista, sigo fazendo minha parte. Daí este meu alerta, certo de que o problema será rapidamente resolvido. Desde já, agradeço. 

Postado por Felipe Camelo

imunidade não é impunidade

corporativismo explícito e sem-vergonha

25.02.2021 às 19:16
Imagem Wikipédia/reprodução

Incrível, impossível não reagir e repercutir este absurdo,  + este. 

Sim, você já pensou de que absurdo estou 'falando' aqui, já que, o que não tem faltando no Brasil são absurdos, inúmeros, , mas meu assunto hoje é bem factual, já que o fato está em curso. 

Inicio meu comentário repercutindo a recente prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi preso por ofensas, ataques e ameaças à Constituição, ao país, aos Ministros do Judiciário,ao povo. Confesso que, quando vi os deputados votando pela manutenção de sua prisão, evitando embate com o STF, imaginei que viria reação. De alguma forma, viria.  Em paralelo, outro absurdo envolvendo e comprometendo a liberdade da também deputada Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ), acusada de mandar filhos e netos matarem o marido e sócio, que já foi seu 'filho' e 'genro' também. Complicada esta história, não é? Nem Nelson Rodrigues no auge da inspiração. Nem Dias Gomes ou Janete Clair imaginaram este confuso e sórdido roteiro, que mistura política, sexo, religião, dinheiro, poder, fama... ignorância, ganância. Além do inflado e violento deputado ser mantido preso, ela  corre risco de ser expulsa do partido, e  temporariamente afastada da Câmara Federal, cujo Conselho de Ética vem "discutindo" estes 2 casos aqui citados. Ah! Muito abalada com o que vem "sofrendo", a deputada, pastora, cantora gospel...  foi internada por overdose de remédios. Só na performance. 

E, rápida como raio, a reação corporativista confirma que eles não deixariam barato, e que se blindariam de futuras punições do Supremo Tribunal Federal diante de seus crimes, já que no Congresso, delitos não faltam, dos + diversos graus, gêneros e periculosidade. Sim, tanto no Senado quanto na Câmara, legisladores invertem impunidade e impunidade. Votando pela prisão do deputado carioca, evitaram confronto direto com o Poder Judiciário, mas era óbvio que apresentariam 1 plano B para garantir impunidades no futuro. 

Confirmando que minha expectativa tinha fundamento,  Arthur Lira (PP-AL), rápido no gatilho, colocou a pauta em votação, sem passar por nenhuma das Comissões, como é rito. E defendendo a proposta de emenda à Constituição, propõe mudanças para não permitir a prisão dos futuros flagrados e denunciados, e os investigados ficarão "sob custódia" da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Só não se sabe ainda se a detenção será na sede do parlamento ou em suas luxuosas residências, e não +  na sede da Polícia Federal, como acontece. 

Série de diversas manobras para resguardar os "edis", seguem em plena e franca articulação. Franca, não. Negociatas fora da ata costumam ser bem caras, caríssimas, pagas com dinheiro de nossos impostos. 

Infelizmente, ignorância, carência e miséria guiam os votos, e acabam elegendo  pessoas sem consciência de que políticos são servidores públicos e não formam casta superior vivendo profissionalmente da política e de suas benesses e mordomias.  Eleitos, começam logo formando os filhos para que aproveitem o trem da alegria e se iniciem logo cedo na "carreira". Registam as crianças com nomes de ancestrais, numa ligação direta com a política. Já nascem 'candidatos'. São verdadeiras capitanias eleitoreiras hereditárias. Estava pensando, com elevado grau de ganância, esse povo não tem vergonha. Acham pouco as formas legais e oficiais de receber verbas públicas e, na certeza da impunidade, se danam na bandidagem, saqueando nossos impostos, que deveriam ser investidos e aplicados em educação, saúde, ciência e cultura. Com estes setores em pleno funcionamento e qualidade, os números da violência seriam mínimos, eu creio. 

Como também acredito que cada pessoa escreve sua história de vida, registrada na eternidade. E quem pratica esses crimes todos que citei aqui, serão sempre lembrados exatamente, e principalmente, por seus crimes. 

Enquanto edito e você lê esta postagem, a votação está movimentando bastidores e plenário. Só nos resta aguardar e reagir. 

Que vergonha!!!

Postado por Felipe Camelo

Exagerado? Eu???

As Cores do Sol e do Céu

23.02.2021 às 13:32

Começo confirmando que continuo preocupadaço com o comportamento das pessoas nesta mundial pandemia. 

Confirmadas muitas mortes, milhares. Só nos Estados Unidos, + de 500.000 americanos perderam suas vidas. Sim, 1/2 milhão, os nºs são assustadores. O que me deixa incrédulo é que temos todas as informações sobre os perigos do Coronavírus, que mata e ainda deixa inúmeras sequelas em quem "se curou". Me parece que vivem em letargia, fora da realidade, num verdadeiro surto coletivo.  Em festas, festinhas e festões, muitos vem promovendo aglomerações e contaminações. Absurdo crime contra a saúde pública. 

Claro que não estou aqui para julgar ninguém, muito menos condenar, mas, como cidadão e jornalista, preciso dar minha opinião. Assim como é claro que não dá para fingir que esta realidade não está acontecendo. Hospitais lotados, sem leitos para atender a demanda. E não é só nos centros públicos, mas mesmo nos hospitais particulares, os que têm plano de saúde correm risco de não encontrar vagas, assistência e tratamento.

Com ampla cobertura da Imprensa, impossível dizer "eu não sabia", já que jornalistas profissionais têm se arriscado para compartilhar verídicas e checadas informações. É público e notório que muitas notícias falsas, as terríveis "fake news", colocam muitas vidas em risco. Mas também é fato que temos meios de identificar as notícias mentirosas.

Isolamento social, higienização, principalmente das mãos, e o constante uso de máscaras quando precisarmos estar na rua, são fundamentais medidas para conter esta transmissão do Covid19. Nas minhas esporádicas saídas para ir ao supermercado, farmácia, ou pagar contas, observo muita gente com o rosto descoberto, e muitos, com a máscara no queixo, no pescoço, pendurada numa das orelhas... e outra estarrecedora observação, muitas máscaras jogadas no chão, ou deixadas sobre bancos, mesas, balcões e até em prateleiras de lojas. Perigo!!!

Confirmo também que fico constrangido quando vejo postagens de almoços e jantares de aniversários, bodas e batizados, por exemplo. Para mim, é falta de empatia, já que muita gente está sofrendo, vítimas da pandemia, lá estão eles, como se vivessem numa bolha, alheios ao que está acontecendo. Com tudo isso fica difícil manter a crença na racionalidade das pessoas, que vem expondo desumanidade em redes sociais. Individualismo na vitrine digital do mundo. Vergonha alheia!!!

Òbvio que não acho que devamos viver em clima de velório, mas é fato que estamos todos em luto, mesmo que entre os mortos, não estejam seus parentes e amigos. Acho que devemos nos colocar no lugar dos outros, sejam conhecidos ou não. Afinal, como sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém. 

Como já publiquei, com meu total isolamento, e estando sempre em casa, aproveito para cuidar do jardim, sempre depois que o sol 'esfria', já que venho cuidando de maligno câncer de pele diagnosticado em mim, e aproveito para subir na laje de casa e observar o pôr do sol, e enquanto o vejo indo, fico imaginando sua chegada no outro lado do planeta, que é comprovadamente, redondo. 

Surgiu assim 1 série,  que agora, publico alguns pores do sol. E enquanto edito, pensei como mudei, em relação ao uso de filtros e efeitos, recursos que nunca utilizei até o início deste pandêmico momento. Deixar cores em seus tons originais era comum no meu trabalho, mas venho "brincando", alterando, muitas vezes exagerando, até distorcendo. 

Não saberia explicar porque, mas estas interferências vem sendo constante e vem me agradando. Porque será que venho alterando as imagens que captei?

Não sei, mas deve ser que tenho precisado deixar a vida com cores + fortes, + vivas, contrastando com o cinza e os tons pastéis que caracterizam momentos e sentimentos de tristeza, dor, solidão. 

Como ontem acordei e passei o dia muito 'mexido' com fatos que atingem e vitimam toda a sociedade, não consegui editar nenhuma postagem aqui no blog, e hoje, estas fotos foram meu 1º pensamento, surgindo assim a publicação. Para falar a verdade, a ideia de expor estes crepúsculos surgiu do comentário de vizinhas aqui do Gurgury/Guaxuma, enquanto criávamos 1 linda trilha aqui na área verde do loteamento, quando mostrei algumas das fotos que posto aqui hoje. "Felipe, ninguém tem a sua laje, muito menos a sua visão do pôr do sol. Porque você não expõe???", me perguntou e desafiou Tamara Normande Chada, cuja casa divide o muro com a minha. Agradeço a ideia.

Assim, estas imagens ilustram minha reflexão sobre humanidade, solidariedade, empatia, respeito e amor ao próximo. Por + incrível que seja a Divina Criação, interagir tem sido minha proposta. Pelo menos por enquanto.

E pergunto, o que acharam???

Postado por Felipe Camelo

Afetiva Nordestina

Amor além dos Temperos

18.02.2021 às 17:33
Dividi a cena com a jornalista Nide Lins e o chef Rodrigo Aragão

Começo confessando que tenho me esforçado muito, mas nem sempre consigo manter o equilíbrio que me é característico, assim como responsabilidade e compromisso, principalmente quando falo em trabalho. Sou jornalista e fotógrafo por puro prazer, e produzir conteúdo nunca pesou, já que adoro o que faço. 

Tem quem não acredite nem concorde, e consequentemente, não me entenda, mas, como trabalho com criação, é fundamental que eu esteja pleno, bem e tranquilo, para que os textos e as fotos tenham qualidade. Quem me acompanha já sabe como me preocupo e me envolvo com assuntos da coletividade. Não consigo me sentir feliz quando sei que muita gente vem sofrendo e morrendo nesta pandemia. 

Claro que eu preferia não precisar usar máscara, mas se sei que é fundamental para me proteger e a todos, vou usar sim, óbvio.

Questão de civilidade, humanidade, educação, solidariedade. E vergonha. Sei que eu ficaria muito envergonhado estar na rua sem este fundamental equipamento de segurança sanitária, de saúde pública. Se negar ao uso é assumir total e ampla ignorância. Confesso também que não consigo entender o que se passa na cabeça das pessoas que vem se aglomerando em festas e afins, num comprovado comportamento de risco. Foi assim no Natal e no réveillon, quando muita gente se contaminou, lotando hospitais Brasil afora. E o incrível, com a massiva e importante cobertura da Imprensa, divulgando assombrosos números de mortos, as pessoas ignoram a realidade, fazendo com que o número de vítimas só cresça, diariamente. Agora com este carnaval que não houve mas que também aglomerou, aterrorizado imaginando as notícias. 

Além deste mortal Coronavírus, o momento também tem me provocado reações e sentimentos que, até então, nunca fizeram parte de mim. 

Desde a 1ª edição, nunca fui fã nem telespectador de 'reality show', mas, nesta edição 21, com a absurda repercussão do Big Brother Brasil, vem chamando atenção até de quem não assiste, nem se interessa, como eu. Que tristeza ver como baixaria, ganância, egoísmo,preconceito, canalhice, desumanidade... gera audiência e muitos milhões de Reais. Duro é passar os próximos meses "acompanhando sem acompanhar", como telespectador por tabela, involuntário. 

E a politicagem??? Como se não bastasse, em todos os telejornais, Imprensa escrita e/ou digital, rádio... as ameaças de 1 violento, ignorante e obscuro deputado federal, que, para chamar atenção e se aproximar do presidente da República, postou vídeo com gravíssimas ameaças ao Brasil como 1 todo, agredindo não só os ministros do Judiciário, mas todos nós somos vítimas de seus impropérios. Impossível não deixar com que fatos como estes não interfiram em mim. 

Sigo em completo isolamento, e me culpando por não estar conseguindo produzir e publicar aqui no blog, mas é sério, tem sido + forte que eu, esta revolta e ódio que venho sentindo, mas se temos consciência do problema, bem + fácil de resolver, não é??? Vamos lá!!!

Hoje quando acordei, meu 1º pensamento foi num almoço com Nide Lins, há algumas semanas, quando estivemos no Ôxe Comidas Nordestinas, com o chef Rodrigo Aragão no comando de panelas e caçarolas, orquestrando verdadeira sinfonia de sabores, texturas e aromas, inclusive.

Assim que chegamos,  atenção extra do querido amigo da vida toda, João Maria, tio do chef, que, entre diversos talentos, cria inspiradas esculturas de 'papier machê', como este lagarto que parece estar no sertão alagoano. No aconchegante salão, alguns trabalhos seus, disponíveis para compra. Além de enorme quadro que retrata a chegada da família em Alagoas, verídica história que parece conto de cordel. Vale visita inclusive para ver a obra e saber detalhes. 

Iniciamos o ritual da boa mesa com "croqueta de porco, picles de maxixe, catchup caseiro de goiaba e maionese de salsinha defumada", e em seguida, "focaccia de cacau, coalhada de leite de cabra". Enquanto ainda gemíamos com estas entradas, "carne do sol no cupim com baião de dois" chega chamando atenção, devidamente dividida com o incrível e inesquecível "arroz de leite com paçoca de charque", receita da matriarca Vovó Lali (sua avó materna). numa releitura autoral de Rodrigo, maravilhosa viagem afetiva, quando, na infância, dona Alice preparava estas citadas iguarias, e ele, inquieto e criativo, misturou tudo e criou este deleite, literalmente. Entre a igualmente deliciosa conversa, muitas risadas confirmavam plena felicidade coletiva, porque só é bom quando é incrível para todos. Aqui suspirando ao lembrar da sobremesa que fechou este 'nordestínico' banquete, A clássica cartola, revisada e reinventada, com queijo coalho douradinho, compota de banana-da-terra, farofa de coco queimado, sorvete artesanal de tapioca e mel de engenho. 

Como sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém, e dando total assistência ao filhão chef, com talento, beleza e graça, sua mãe Anair faz tudo ficar ainda +delicioso. 

Claro que encerro este depoimento agradecendo esta feliz lembrança, já que, enquanto escrevo e edito, não estou lembrando dos tristes sentimentos que citei no começo deste texto. Além do bem que Ôxe, Rodrigo Aragão, Anair & João Maria me proporcionaram neste inesquecível almoço, lembrar dele me fez relembrar as mesmas maravilhosas sensações que sentimos, Nide e eu, no dia deste almoço tão alagoano. 

Ah! Às 4ªs-feiras,das 18 às 22, e de 5ª à 2ª, das 12 às 15 e das 18 às 22h, no 172 da eterna Amélia Rosa, na Jatiúca. + informações, no 3028-6560. 

Postado por Felipe Camelo

o Coração parou, o Sorriso não

a partida de Osvaldo Moreira

10.02.2021 às 13:44
O sol que se põe, renasce (FC)

Com os filhos Jonatas e Aina, Osvaldo Moreira e sua bem amada Vera do Sacramento formaram linda e unida família  Químico por formação, aceitou o convite da vida, que os trouxe para Maceió, ele contratado pela Salgema. 

Rapidinho fizeram amigos, e festeiros como bons baianos, as comidinhas que Vera preparava e servia nas reuniões em casa, faziam enorme sucesso, e há 25 anos abriram o Akuaba, que significa "seja bem vindo", em Iorubá. Claro que as delícias que ela aprendeu com sua mãe sempre foram deliciosos atrativos do novo restaurante, mas o sorrisão com que Osvaldo recebia quem chegasse, também se transformou na "cara da casa". Literalmente, ele fazia com que todos se sentissem bem vindos, fossem amigos, conhecidos ou não, todo mundo era recebido com a mesma energia e felicidade. 

Recepcionava como se estivesse 'em sua morada'. Era de sentar, tomar 1 cervejinha, e conversar, querendo saber como tudo estava, opiniões sobre o funcionamento e a qualidade. Conversa boa, interessantes assuntos que não lhes faltavam. Pelo contrário. Claro que só ouvia elogios. Osvaldo e Vera investiram na formação acadêmica dos filhos, e o sucesso da gastronômica  família só aumentou com Jonatas voltando da Europa como incrível e formado chef. Assim, o Akuaba ganhou anexo, com a contemporânea sofisticação internacional do Espaço Gourmet Vera Moreira, que logo se tornou referência. Total equilíbrio com a culinária afro-baiana do Akuaba.

Osvaldo, Vera, Jonatas & Aina sempre mantiveram suas características soteropolitanas, mas totalmente adaptados em Alagoas, como se fossem nativos daqui. E já eram, já são. 

Sempre recebi seus convites com profunda alegria, não só pelas maravilhas que seriam servidas, mas, principalmente, pela energia positiva e operante da família Moreira. Além deste convívio, a Vida nos fez vizinhos, aqui no Gurgury, em Guaxuma, praia que conquistou definitivamente o quarteto de baianos "alagoanados". Encontros longos ou rápidos, prazer em estar com eles, tanto no Akuaba/Vera Moreira, como no Castro no Parque Shopping, e principalmente no Quintal do Negão, quando recebiam em casa, com destaque para a tradicional Festa de Cosme & Damião, quando a mãe de Vera vinha de Salvador para ajudar na produção das delícias e na energia da festa. 

Nestes tempos de mortal pandemia, com muitos amigos partindo vítimas do Coronavírus, susto, choque e tristeza na noite de ontem, quando soube que o coração do "Velho" (era assim que Osvaldo tratava os amigos), não resistiu e parou. Sou prova viva de que a Vida não começa na maternidade nem termina no cemitério, mas é impossível controlar a tristeza e o sentimento de perda. Comparo a morte com a partida de 1 barco. Quem fica numa margem, vê a ida, mas quem está do outro lado, vê a chegada.

Emocionantes e sensíveis depoimentos de quem conviveu com Osvaldo provocando reações nas redes sociais, reforçam o que eu mesmo estou sentindo. Nesses momentos, lembro ainda + de Osho, que dizia "sejamos felizes aqui e agora", que complemento com "o daqui há pouco pode não existir". Creio que é eterno quando marca, quando é incrível, e não quando dura ''trocentos'' anos. E com certeza, e sem dúvida, Osvaldo será eternamente lembrado e sentido. 

Com este pôr do sol de ontem, aqui na minha laje em Guaxuma, me despeço deste querido "Velho", que será sepultado nesta tarde no Parque das Flores. Recebam meu carinho, Vera, Aina & Jonatas, assim como seus parentes, funcionários e todos os amigos, que também são meus. Desejando que Osvaldo siga no Caminho da Luz, com seu sorrisão no rosto, que continuará sendo sua maior característica, pelas próximas existências. 

Postado por Felipe Camelo

Bom Humor x Ignorância

Cena urbana maceioense

05.02.2021 às 18:51
foto FC

Nestes tristes tempos de pandemia, "desanuviar" a cabeça é preciso, inclusive para manter o prumo e a sanidade. Sigo em isolamento, mas, quando tenho que sair para resolver alguma  coisa, aproveito para observar a vida e o comportamento humano.

Como essa "Paradinha dos cornos", demarcando local de encontro de vizinhos, que, bem humorados, "tiram onda"  com eles mesmos. 

Adoro essas cenas urbanas, elas 'dizem' muito do povo. Aproveito para, nessa 6ª-feira, reforçar o que tenho repetido sempre. Se puderem, fiquem em casa, afinal, a Imprensa profissional vem atestando que esse Coronavírus está muito longe de ser controlado. Eliminado, então, vai demorar muito ainda, infelizmente. Os números de infectados, internados e mortos só crescem, mundo afora. E se tiverem que sair,usem máscara o tempo todo, cobrindo nariz e boca. 

Outro dia, entrando num shopping que vou sempre, vi 1 segurança com a máscara no queixo. Como tenho minha mãe acamada e com o Mal de Alzheimer,aos 93 anos, tomo ainda + cuidados, e fui até ele, desejei boa tarde e disse que, para segurança dele e dos clientes, deveria colocar o equipamento de segurança no lugar certo. "Meta-se com a sua vida", foi o que ouvi dele. Não é incrível??? Claro que procurei o responsável pelo setor e narrei o fato. Fiz minhas compras no supermercado e vim embora. Fiz a minha parte. 

Assim, para não surtar diante de tanta ignorância nestes "covídicos" tempos, manter a leveza e o bom humor é questão de sobrevivência. E bem estar. E aproveito para desejar ótimo, divertido e seguro fim de semana. Sem aglomerações. Questão de amor próprio e ao próximo. 

Postado por Felipe Camelo

Dragchó

Fantasias Reais em Desfiles Virtuais

04.02.2021 às 20:24
reproduções

Que Alagoas é terra de gente animada, todos sabemos. E de múltiplos talentos, também é fato, público e notório. Entre estas linguagens artísticas, a Moda. E entre os + reconhecidos e badalados nomes, minha saudosa amiga Vera Arruda. 

Todas as festas populares são bem concorridas e prestigiadas,seja manifestações folclóricas, temáticas ou carnavalescas, atrai milhares de pessoas, quando muita gente aproveita para criar, produzir e comercializar suas inspiradas, divertidas e luxuosas criações. . 

Principalmente no carnaval, estilistas, costureiras, aderecistas... atendem muitas encomendas, e como o costume é aparecer e se apresentar nas festas, blocos e bailes, sempre com inéditas produções e fantasias, a divertida e  performática Pântala Butterfly criou o Brechó das Drags, que vinha fazendo sucesso há muitos anos. Até que ano passado, este maldito Covid19 estragou festas, festinhas e festões. Neste 2021, carnaval? Nem pensar!!!

Mas, no recente Edital da Lei  Aldir Blanc, o Prêmio Vera Arruda ficou com o criador e intérprete de Pântala, Pierre Pellegrine, que teve aprovado e selecionado seu projeto "Dragchó", desfile virtual de fantasias, reunindo 10 drags que se apresentarão em 10 'lives' simultâneas, em seus respectivos perfis no Intagram. 

Além delas, modelos apresentarão incríveis e inéditos desfiles de fantasias, @patmaionese , @lalacranox , @ginakynnors , @draglala , @dragbigmac , @dragalexandriap , @alyciaryos , @pepe.polly , @jammylle_guerreira e @neghadolaco garantem riqueza, descontração, irreverência, ,"confirmando a representatividade e valorização da arte drag aliada ao resgate de antigos carnavais que tinham as fantasias como indumentária  principal dessa festa popular", 2º Pierre.

Envolvidos no desfile virtual de fantasias de carnaval que homenageia a inesquecível e talentosa estilista alagoana Vera Arruda, @djgyllteixeira no som e iluminação, @magia_encantus (Chico Vital) na decoração. Assinando a realização, Brechó das Fantasias 'by' @pierre_pelegrine e @secultal . 

Às 20:00 do próximo dia 12, nas páginas das drags acima citadas. Vai ser "frege", lacração. 

Postado por Felipe Camelo

Escritor da Vida

Dr. Ronald Mendonça partiu

03.02.2021 às 20:34
Foto FC

Confesso indignação com quem nega esta pandemia e se põe em risco e aos outros. Aglomerações seguem propagando este mortal e invisível vírus mundo afora. 

Natal e virada do ano provocaram esta nova onda de Covid19, lotando hospitais, promovendo sofrimento e dor. E este comportamento acaba vitimando milhares de pessoas, que não participaram de nenhuma festa, festinha ou festão. Pelo contrário. Milhares faleceram, inclusive profissionais da Saúde, que mesmo seguindo todas as orientações de segurança sanitária, são infectados e morrem. 

Não foram poucos os amigos e conhecidos que partiram, vítimas do Coronavírus. Neste 3 de fevereiro, notícia triste, confirmando o falecimento de dr. Ronald Mendonça, internado em São Paulo desde dezembro. 

Aos 74 anos, e 49 na Medicina, muito respeitado como neurocirurgião, dr. Ronald também marcou sua história de vida como professor e talentoso escritor, colecionando leitores e fãs de seus livros, de suas crônicas publicadas em jornais impressos e em seu blog. Enriqueceu como membro, a Academia Maceioense de Letras, a Sociedade Brasileira de Medicina, a Academia Alagoana de Medicina e a Academia Alagoana de Letras, onde ocupava a cadeira 15. 

Desde a confirmação, não são poucos os depoimentos de amigos, colegas, acadêmicos, pacientes, conhecidos, lamentando sua passagem. Com certeza, dr. Ronald Mendonça marcou e destacou seu nome e sua elegante conduta, 

A vida me confirmou que não começa na maternidade nem termina no cemitério. Já estive em coma e também confesso, vejo a morte como partida de barco. Quem está numa margem, vê a ida, quem está na outra, vê a chegada. Vida que segue. e nesta existência, dr. Ronald Mendonça fará falta, mas a história já está escrita, bem escrita. Que ele esteja no caminho da luz, a família e amigos, em paz. 

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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