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29/01/2024 às 07h00

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Atividade física, criança e adolescência


Primeiro vamos esclarecer alguns pontos.

O que é atividade física?

A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia, incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.

O termo “atividade física” não deve ser confundido com “exercício”, que é uma subcategoria da atividade física e é planejada, estruturada, repetitiva e tem como objetivo melhorar ou manter um ou mais componentes do condicionamento físico. A atividade física moderada e intensa traz benefícios para a saúde.

Em todo o mundo, quatro em cada cinco adolescentes (com idade entre 11 e 17 anos) não praticam atividade física suficiente.

Qual a definição de criança com relação a idade?

O Ministério da Saúde (MS), para efeitos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (Pnaisc), segue o conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera: “Criança” – pessoa na faixa etária de zero a 9 anos, ou seja, de zero até completar 10 anos ou 120 meses; “Primeira infância” – pessoa de zero a 5 anos, ou seja, de zero até completar 6 anos ou 72 meses (BRASIL, 2015b, art. 3º).

Qual a definição de adolescente com relação a idade?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescência como sendo o período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos.

Qual deve ser a relação de atividade física e criança?

Incentivar os filhos a fazer atividade física regularmente é apenas o primeiro passo. Crianças não precisam de padrões sistemáticos de exercícios. Elas têm de trabalhar mais o lado lúdico, ou seja, se exercitar brincando e para um melhor desenvolvimento motor da criança é essencial que ela faça várias atividades. A variedade na atividade física infantil é muito importante para a formação neural da criança, pois ela aprende gestos motores diferentes e ganha habilidades motoras variadas. E a diversidade prepara bem o corpo, prevenindo contra lesões, evita a monotonia, além que, a atividade física contribui para melhorar o perfil lipídico e metabólico e reduzir a prevalência de obesidade. Com relação ao sistema osteomuscular as atividades físicas proporcionam grandes benefícios no desenvolvimento dos ossos e músculos.

Qual a relação de atividade física e adolescência?

O exercício físico é capaz de promover plasticidade adaptativa sobre o sistema nervoso, reduzindo os riscos de futuras patologias psiquiátricas (estresse, ansiedade, depressão), contribuir para melhora do perfil lipídico e metabólico e reduzir a prevalência de obesidade. Além disso, a atividade física auxilia na autoestima do adolescente.

Isto posto, a atividade física contribui para:

Modo de Vida.

Desenvolvimento Neuromuscular.

Desenvolvimento Capacidade Cardiovascular.

Formação do aparelho locomotor.

Interação social.

Autoestima.

Prevenir doença ligadas a obesidade.

No nosso consultório, vários pais querem a nossa opinião sobre qual o melhor esporte para a criança. Para esta resposta observamos, entre outros fatores, a idade atual da criança/adolescente, uma vez que isto vai nortear com relação a pratica de atividade física lúdica ou competitiva. O ideal é que a criança se possível pratique várias modalidades de esportes, para ver qual a que ela irá gostar. Em nossa sociedade existe uma preferencia cultural para o futebol, com isso, uma maior probabilidade da realização deste esporte quando comparado a outras modalidades.

Outro fator a ser observado é com relação a frequência e a intensidade. Com relação a frequência orientamos a realização de três vezes por semanas, com intervalo de um dia entre as atividades físicas.

Algumas dicas:

1. A natação pode ser iniciada antes do primeiro ano de vida, sempre bem acompanhada de pertinho, e de maneira lúdica é claro.

2. Dos seis aos noves anos, pode ser praticados esportes com regras mais flexíveis, com poucas instruções e o mínimo de competição.

3. Dos dez aos doze anos, a habilidade motora, táticas e estratégias melhoram, o que contribui para pratica de atividades coletivas.

4. Quanto ao fortalecimento muscular, sua realização pode ser estimulada após sete ou oito anos de idade, quando a criança já tem maturidade muscular suficiente para executar os exercícios de forma correta, adequada, “NÃO” devendo usar máquinas, mas sim, pesos livres, exercícios isométricos ou contrações concêntricas e não excêntricas. Realizando antes o aquecimento, alongamentos e desaquecimentos, com a frequência de 2 a 3 vezes por semanas. Lembrando que, inicialmente a criança começa os exercícios sem peso até aprender adequadamente os movimentos, aí sim vão se acrescentando os pesos de maneira adequada e assistida por um profissional.

5. Pais cuidado com os exageros para evitar lesões em um organismo que está em formação, tenho atendido algumas crianças/adolescentes com osteonecrose de Sever e Doença de Osgood Schlatter devido a praticas de esportes em excesso. Vamos falar depois destas patologias.

6. A pratica de esporte desde cedo contribui para uma melhor qualidade de vida na idade adulta. Pense nisso!

7. Procure sempre um profissional para orientação.


Medicina & Saúde por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza  é médico ortopedista, com área de atuação em trauma desportivo, ortopedia pediátrica, gestão em saúde e auditoria médica. Supervisor do programa de residência médica em ortopedia e professor especialista da disciplina de ortopedia do curso de medicina. Coordenador do Núcleo de Assistência do Pé Torto.

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