Vamos falar sério? Se o seu controle financeiro ainda vive dentro de uma planilha com vinte abas, cores aleatórias e fórmulas que só você entende, parabéns: você criou um monstro. Um monstro disfarçado de “organização”, que parece te ajudar, mas na prática só serve pra esconder o caos que você mesmo alimenta. E não adianta fazer cara de ofendido — você sabe que é verdade.
Durante muito tempo, o Excel foi o melhor amigo do empreendedor. Era o símbolo da organização. Bastava abrir uma planilha, colocar uns números, umas cores, e pronto — parecia que tudo estava sob controle. Parecia. Porque o controle era só uma ilusão. Bastava um esquecimento, uma fórmula quebrada, um pagamento que ficou de fora, pra toda aquela “organização” virar uma bagunça completa. E o pior: você só descobre quando o dinheiro some.
Muitos empresários ainda acreditam que a planilha é o coração do controle financeiro. Mas não é. O fluxo de caixa é o verdadeiro coração do negócio — o que mostra se ele ainda tá batendo ou se já tá pedindo socorro. Só que o problema é que muita gente trata esse coração como um arquivo. E aí o resultado é previsível: falta de visão, decisões erradas e o velho ciclo de apagar incêndio.
Você já viveu isso? O mês mal começou e já tem boleto, fornecedor, imposto, salário, cartão... e o saldo bancário mal cobre o básico. E você pensa: “Mas as vendas estão boas, o faturamento tá crescendo...”. Então por que o dinheiro não aparece? Simples: porque você não tem gestão, tem uma planilha. E planilha não pensa. Não alerta. Não te dá cenário. Ela só mostra o que você digita — quando você lembra de digitar.
Chega uma hora em que o negócio cresce e a planilha encolhe. E você continua insistindo nela, como se fosse uma prova de competência. É como tentar controlar uma empresa de cem mil por mês com o mesmo caderno que usava quando faturava cinco mil. Não faz sentido. A conta não fecha. E o problema não é o Excel — é você achar que ele é suficiente.
Hoje existem sistemas simples, baratos e automáticos que fazem tudo o que você tenta fazer manualmente. Eles puxam dados do banco, geram relatórios, mostram projeções, avisam quando o caixa vai estourar, e ainda ajudam a planejar o futuro. Mas, claro, você prefere continuar “fazendo do seu jeito”. Porque “sempre deu certo assim”. Até o dia em que não der mais.
E aí vem o discurso: “O problema é que o mercado tá difícil”, “os clientes não pagam”, “os custos subiram”. Pode até ser. Mas, sinceramente? O maior risco não tá fora, tá dentro. É o hábito de empurrar a gestão com a barriga, de não olhar pro caixa com seriedade, de acreditar que “tá tudo certo” só porque a planilha existe. É o autoengano disfarçado de controle.
O fluxo de caixa é o sangue do seu negócio. Ele mostra se sua empresa tá saudável ou prestes a desmaiar. Só que, se você continua tratando ele como um papel ou um arquivo qualquer, vai continuar sentindo falta do que todo empresário mais teme perder: liquidez. E liquidez é vida.
Você pode até continuar acreditando que a planilha é sua aliada, mas no fundo, ela só te mantém preso a uma falsa sensação de controle. E quanto mais o negócio cresce, mais ela se torna o gargalo que impede o próximo passo. Então talvez esteja na hora de encarar a verdade: o problema não é o Excel. É você se recusar a evoluir junto com o seu negócio.
E enquanto você continuar tratando o fluxo de caixa como um arquivo qualquer, vai continuar sentindo falta daquilo que todo empresário mais teme perder — liquidez.
Porque no fim das contas, empresa que vive de planilha vive de sorte. E sorte, convenhamos, nunca foi estratégia.
E seu negócio ainda está preso ao Excel? Quantas decisões importantes da sua empresa estão sendo tomadas com base em planilhas desatualizadas? Até quando vai deixar que o improviso dite as regras do seu financeiro? Se quiser descobrir como transformar números em estratégia e construir uma gestão realmente sólida, estou à disposição.
Negócios & Economia
por Antonio Siqueira
Antonio Siqueira é alagoano, natural de Água Branca. Graduado em Administração de Empresas (UNIT) com especialização em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, possui formação técnica em Gestão da Qualidade e em Gestão de Ativos e Investimentos para Empreendedores.
Atuando com gestão financeira há mais de10 anos, seu objetivo como Consultor é elevar os resultados financeiros a um patamar de excelência para empresas que buscam não apenas sobreviver, mas prosperar em ambientes desafiadores.