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27/01/2026 às 20h40

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Micro e pequenas empresas: o coração da economia e da geração de emprego


Enquanto boa parte do debate econômico ainda gira em torno de grandes empresas, multinacionais e movimentos macro, a engrenagem que realmente mantém o país funcionando continua sendo a mesma de sempre: as micro e pequenas empresas.

Elas não aparecem nos grandes anúncios, não estampam capas de revistas, mas estão presentes em praticamente todas as cidades, bairros e setores. E, mais do que isso, continuam sendo as maiores responsáveis pela geração de empregos formais no Brasil.

Dados recentes do CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que aproximadamente 70% das vagas formais criadas no país em 2025 tiveram origem nas micro e pequenas empresas.

É um número expressivo, que se repete ano após ano, mesmo em cenários de juros altos, crédito restrito e aumento da carga operacional. Enquanto grandes empresas ajustam estruturas, automatizam ou congelam contratações, o pequeno negócio segue contratando porque precisa operar, atender, produzir e entregar.

Essa pesquisa deixa claro um ponto que muitas vezes passa despercebido: a economia brasileira é profundamente sustentada por negócios de menor porte. São eles que absorvem mão de obra, formam profissionais, mantêm a renda girando localmente e seguram o impacto social em momentos de desaceleração. Quando uma microempresa cresce, não cresce sozinha. Ela puxa famílias, comunidades e cadeias inteiras junto.

Esse movimento tem um efeito direto e poderoso na economia real. Cada nova vaga criada por uma micro ou pequena empresa não representa apenas um salário pago no fim do mês, mas consumo, circulação de dinheiro, fortalecimento do comércio local e arrecadação de impostos.

É o dinheiro que entra no mercado, movimenta serviços, sustenta outros pequenos negócios e cria um ciclo que mantém cidades vivas. É uma engrenagem silenciosa, mas extremamente eficiente.

Além disso, são essas empresas que mais rapidamente respondem às mudanças do mercado. Elas contratam quando surge demanda, ajustam estruturas com agilidade e conseguem gerar oportunidades mesmo quando o cenário econômico parece pouco favorável. Isso faz das micro e pequenas empresas um verdadeiro amortecedor social em períodos de incerteza, reduzindo desemprego e instabilidade econômica.

O dado do CAGED, portanto, não é apenas estatístico. Ele revela maturidade, resiliência e capacidade de adaptação. Revela que, apesar das dificuldades, o pequeno empresário brasileiro continua acreditando, investindo e apostando no crescimento. Contratar alguém é um ato de confiança no futuro. É assumir responsabilidade, risco e compromisso com o longo prazo. Poucos movimentos empresariais são tão relevantes quanto esse.

Mas exatamente por isso, esse protagonismo exige atenção redobrada. Porque gerar emprego é positivo, necessário e admirável, mas manter esse emprego exige algo que nem sempre recebe a mesma dedicação: previsibilidade financeira.

Isso porque a folha de pagamento não é uma despesa eventual. Ela é recorrente, crescente e inflexível. E quando não está ancorada em planejamento, vira uma pressão constante sobre o caixa.

O problema não está na contratação. Está na falta de gestão por trás dela. Crescer sem projeção de caixa, sem clareza de margem e sem visão de médio prazo transforma um movimento positivo em risco silencioso. A empresa até parece saudável por fora, mas internamente começa a perder fôlego.

A reflexão que deixo é um convite à maturidade empresarial: Se as micro e pequenas empresas são hoje o principal motor da geração de empregos no país, faz sentido que também avancem continuamente na forma como cuidam da própria gestão financeira.

Crescer, contratar e expandir são movimentos importantes, mas ganham muito mais força quando sustentados por planejamento, clareza e previsibilidade.

Buscar a melhoria constante na gestão não é apenas uma decisão interna, é uma contribuição direta para que esse movimento de geração de oportunidades continue levando o país ao desenvolvimento de forma sólida e sustentável.


Negócios & Economia por Antonio Siqueira

Antonio Siqueira é alagoano, natural de Água Branca. Graduado em Administração de Empresas (UNIT) com especialização em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, possui formação técnica em Gestão da Qualidade e em Gestão de Ativos e Investimentos para Empreendedores.

Atuando com gestão financeira há mais de10 anos, seu objetivo como Consultor é elevar os resultados financeiros a um patamar de excelência para empresas que buscam não apenas sobreviver, mas prosperar em ambientes desafiadores.

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