Se tem uma coisa que muitas micro e pequenas empresas já sabem na pele, mas o resto do mundo está começando a perceber agora, é isto: pequeno negócio não é questão de tamanho — é questão de impacto real. E a última edição do World’s Best SME Banks 2026, da revista Global Finance, só reforça isso.
Essas é uma edição especial da revista, reconhecida há quase 40 anos como referência em análises e prêmios para o setor financeiro global. Essa publicação anual identifica instituições bancárias que mais se destacam no apoio à micro, pequenas e médias empresas, com foco em como elas financiam, atendem e fortalecem esse segmento essencial da economia.
A edição 2026 avaliou desempenho entre abril de 2024 e março de 2025 e considerou tanto pesquisas independentes quanto contribuições das próprias instituições, além de opiniões de especialistas e executivos do setor.
Pense assim: em boa parte do mundo, instituições financeiras prestigiosas estão reconhecendo bancos que se destacam por apoiar pequenas e médias empresas de forma sistemática, inovadora e estratégica.
Não se trata apenas de crédito fácil ou produtos genéricos. Estamos falando de serviços desenhados para resolver os gargalos reais que quem toca micro e pequena empresa enfrenta todos os dias — acesso a recursos, tecnologia, velocidade e suporte na tomada de decisão.
Um exemplo é o BTG Pactual Empresas, apontado como um dos melhores bancos para MPEs no mundo em 2026 pela Global Finance — e essa distinção não nasceu do nada. O banco ampliou em quase 30% ano a ano o volume de crédito destinado às MPEs, ultrapassando a marca de mais de R$ 28 bilhões em crédito e atraindo mais de 30 mil novos clientes só no primeiro trimestre de 2025.
E isso não está restrito a um país ou região. Na Europa, o BBVA foi reconhecido como melhor banco para PMEs na Espanha e na Europa Ocidental, justamente por sua capacidade de digitalizar serviços, apoiar a sustentabilidade e expandir a presença internacional de seus clientes. Em Portugal, o Santander ganhou o mesmo título pelo quinto ano consecutivo, ressaltando o valor de soluções adaptadas às necessidades desse público.
O que isso nos diz? Que, internacionalmente, o apoio ao crescimento de micro e pequenas empresas já deixou de ser um item “agradável” na pauta e virou critério de excelência institucional. Bancos estão competindo para servir melhor esse segmento porque ele não é apenas “mais um cliente” — é o motor da economia, responsável por emprego, inovação e dinamismo local.
O mais interessante é que essas premiações internacionais não apontam bancos vencedores porque eles “deram mais dinheiro”. Elas destacam aqueles que transformam apoio financeiro em crescimento real para pequenos negócios — com produtos pensados para cada etapa da jornada empresarial, inclusive com tecnologia que agiliza acesso a crédito e reduz incertezas.
Segundo estudos citados pela Global Finance, pequenas e médias empresas representam cerca de 90% dos negócios no mundo e mais da metade do emprego empresarial, mas ainda enfrentam desafios de produtividade e financiamento que impactam diretamente a economia global.
Por trás dessa premiação está a compreensão de que as micro e pequenas empresas são fundamentais para o crescimento econômico e a criação de empregos, representando grande parte dos negócios e da força de trabalho em mercados globais. A revista afirma que os bancos destacados estão impulsionando produtividade e transformação, oferecendo soluções que ajudam esses negócios a crescer e superar desafios econômicos.
O reconhecimento, portanto, vai além de um título institucional: ele aponta para uma tendência global em que o apoio financeiro estratégico às MPEs é visto como elemento central para competitividade, inovação e desenvolvimento econômico sustentável.
O mundo financeiro está começando a valorizar quem você sempre soube que é essencial. Isso pode significar uma janela de oportunidade para quem se prepara, organiza a gestão e se aproxima de instituições que entendem sua dor e sua necessidade de crescimento consistente.
Mas ainda existem muitas empresas que não conseguem aproveitar essa transformação porque continuam gerindo o financeiro como se fosse um detalhe, quando ele é o epicentro de tudo — da contratação de pessoal à expansão de serviços, do investimento em tecnologia à precificação que cobre impostos e custo e ainda sobra lucro.
Se o cenário global está reconhecendo o valor das micro e pequenas empresas, talvez seja hora de você começar a olhar com mais seriedade o valor que sua empresa tem — e o quanto de estrutura ela merece. Crescimento com caixa, crédito apropriado e gestão alinhada não é luxo. É o que separa quem sobrevive de quem prospera.
E, diante desse novo cenário, a pergunta deixa de ser sobre o que o mundo vai mudar… e passa a ser sobre o quanto a sua empresa está preparada para acompanhar essa mudança.
Negócios & Economia
por Antonio Siqueira
Antonio Siqueira é alagoano, natural de Água Branca. Graduado em Administração de Empresas (UNIT) com especialização em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, possui formação técnica em Gestão da Qualidade e em Gestão de Ativos e Investimentos para Empreendedores.
Atuando com gestão financeira há mais de10 anos, seu objetivo como Consultor é elevar os resultados financeiros a um patamar de excelência para empresas que buscam não apenas sobreviver, mas prosperar em ambientes desafiadores.