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01/09/2026 às 15h00

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Dá para acreditar nas pesquisas eleitorais?

Se o eleitor alagoano resolver acompanhar todas as pesquisas divulgadas nos últimos dias, talvez termine sabendo menos sobre a eleição do que imaginava

AssessorIA


Em um levantamento, JHC está na frente. Em outro, Renan Filho lidera. E há pesquisa apontando até possibilidade de vitória no primeiro turno — curiosamente, para candidatos diferentes.

A Paraná Pesquisas colocou JHC com 47,2% e Renan Filho com 41,3%.

A Falpe apresentou cenário inverso: Renan com 41,25% e JHC com 37,5%.

E o Índice Inteligência ampliou ainda mais a divergência, apontando JHC com 47,6% contra 35,6% de Renan.

Naturalmente, pesquisas diferentes não precisam apresentar resultados idênticos.

Amostras, metodologias, distribuição geográfica, forma de abordagem, período de coleta e tratamento dos dados podem produzir variações.

Mas quando levantamentos realizados em períodos próximos apresentam retratos tão distintos, é legítimo que o eleitor pergunte:

em qual pesquisa acreditar?

A resposta talvez seja menos confortável do que gostaríamos: em nenhuma isoladamente.

Pesquisa eleitoral não é urna antecipada.

É uma fotografia estatística de determinado universo de eleitores, capturada segundo uma metodologia específica e dentro de determinado período.

Por isso, o mais prudente é observar tendências, comparar diferentes institutos e acompanhar a evolução das pesquisas ao longo da campanha.

O mesmo vale para o Senado.

Arthur Lira, Renan Calheiros e Marina JHC mudam de posição conforme o levantamento, embora os três apareçam repetidamente no núcleo mais competitivo da disputa.

O problema começa quando pesquisa deixa de ser instrumento de informação e passa a ser utilizada como peça de propaganda.

Campanhas naturalmente divulgam aquela que lhes é favorável, escondem a desfavorável e apresentam números como se fossem resultados definitivos.

Cabe ao jornalismo fazer justamente o contrário.

Mostrar todas.

Explicar as diferenças.

Contextualizar metodologias.

E evitar transformar qualquer fotografia momentânea em sentença eleitoral.

Porque, diante de números tão diferentes, talvez exista apenas uma pesquisa absolutamente confiável.

Ela acontecerá em outubro, terá milhões de entrevistados e será realizada diante das urnas.


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