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Janeiro Branco: sentidos e subjetividades


"O mundo à sua volta não é algo 'dado' e definitivo; é possível transformá-lo; você mesmo pode ser alterado ao se dedicar à tarefa de mudá-lo".

  Zygmunt Bauman


Marcelo Sandes*

Pensar a campanha Janeiro Branco é conversar e refletir um pouco sobre as nossas subjetividades: como dimensionamos e nos situamos na vida, tenhamos ou não maior consciência disso. De uma forma ou de outra, necessariamente somos afetados por cada condição particular de funcionamento que esboçamos ou adotamos. 

Daí a complexidade e delicadeza que é falar de Saúde Mental - fina­lidade da campanha -, começando pelo desafio que é conceituar tal condição. Até que ponto não estar acometido por uma patologia, síndrome ou disfunção classificável é estar saudável? E se estou acometido, até que ponto o meu emocional pode influenciar e me ajudar no necessário processo de superação?

O Janeiro Branco convida a um exercício de introspecção que nos habilite a olhar e estar mais atentos à nossa subjetividade, ao nosso emocional; às pulsações, impressões e sinais mais sutis que tantas vezes nos escapam, mas que poderão, oportunamente, pela regularidade e efeito cumulativo, servir de lastro às nossas ansiedades e depressões. 

Propõe ainda que Saúde Mental implica perspectiva de bem-estar e qualidade de vida para além do conceito estrito de ausência de transtornos mentais, nos estimulando a pensar e ver os indivíduos em sua totalidade, em relação e interação, de forma integral, considerando o contexto social, político e histórico em que se inserem. 

Nessa perspectiva, falar de Saúde Mental é falar em prevenção, cuidado, atenção, solidariedade e empatia. É falar do bem-estar e da qualidade de vida que precisamos nos propor a construir a cada dia, a cada enfrentamento e superação, nas idas e vindas das nossas potencialidades e limitações. 

É, enfim, o olhar que se faz ne­cessário em relação a nós mesmos e às pessoas com as quais  nos relacionamos no cotidiano - em casa, no trabalho, nas interações sociais -, de valorização do diálogo, da capacidade de escuta e do respeito mú­tuo, trabalhando assim a questão da prevenção, e do compromisso pessoal com a construção de uma vida mais satisfatória e produtiva.

*É jornalista e psicólogo


-Publicado originalmente em janeiro de 2018 no portal Painel Notícias

-Publicado na edição 24 da revista Painel Alagoas


Fonte: Painel Alagoas


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