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Depressão na adolescência: vamos conversar?

No mundo moderno a depressão ganhou inúmeros adeptos, pois além dos seus próprios medos, os seres humanos passaram a ter que enfrentar todos os desajustes presentes na atual sociedade.

Atualmente a depressão é considerada uma patologia com sintomas e sinais próprios, em que invariavelmente a pessoa apresenta um humor rebaixado, tristeza, angústia, sensação de vazio e redução da capacidade de sentir satisfação ou prazer.
É importante ter em mente que os sentimentos de tristeza e de negação são perfeitamente normais no desenvolvimento do adolescente. Por outro lado, quando esses dois sentimentos estão associados a outros, como os descritos a seguir, é muito provável que haja a presença de um estado depreciativo. 
Os sintomas de depressão em um adolescente são sentimento de culpa, inutilidade, autodepreciação, desespero. Eles podem se sentir incapazes de controlar ou mudar sua vida, levando a uma sensação de total inércia, ou seja, incapacidade de conseguir qualquer tipo de prazer. E quando não tratado pode evoluir até mesmo para o suicídio.
A maioria das tentativas de suicídio na adolescência são atos impulsivos e não planejados, sendo praticadas, por exemplo, com a utilização de drogas ou remédios.
A depressão também apresenta mudanças fisiológicas, como falta de apetite, insônia, falta de concentração e atenção, inquietação e irritabilidade. Alguns fatores de risco podem estar associados ao desenvolvimento da depressão, como vulnerabilidade, perda de uma pessoa amada, doenças graves, crônicas e hospitalizações frequentes, negligência, abuso físico e sexual, fatores genéticos e extrema baixa autoestima.
Para que o adolescente possa desenvolver sua identidade e lidar com a difícil transição da adolescência para a vida adulta, é de vital importância que ele pertença a um grupo de amigos. Esse grupo acabará se tornando uma “casa” parcialmente segura entre a família e o mundo adulto. 
Um adolescente que não possui amigos, e que tem como ocupações diárias somente ir para a escola, estudar, e não interage; e ao voltar fica preso em casa, mesmo que ele seja um ótimo aluno ou até um filho exemplar, terá grandes chances de desenvolver uma depressão.
Saber quando intervier no processo de avaliação e diagnóstico na ocorrência de depressão em um jovem, torna-se um processo muito complexo, já que a tristeza é um sentimento comum na adolescência. Somente quando os sintomas descritos acima começam a se tornar persistentes é que os pais e a escola têm o dever de ajudar o adolescente, procurando especialistas no assunto.Mas, observar os sinais é essencial para evitar que o problema se torne grave.


*Publicado originalmente na edição 25 da revista Painel Alagoas


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