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08/04/2020 às 18h05

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Violência doméstica na Quarentena

*João Augusto Facchinetti Santos

É diretor do Instituto Erickson de Alagoas; Professor em cursos de Formação em Psicoterapia Breve e Hipnose Ericksoniana (Maceió e Aracaju); Psicoterapeuta Ericksoniano; Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Psicologia pelo Centro Universitário Cesmac; é Mestre em Psicoterapia Ericksoniana – México.  É membro da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associação Alagoana de Psiquiatria.


Não é de hoje que o Brasil enfrenta uma “epidemia” de violência doméstica, relatórios da Human Rights Watch (HRW) e da ONU (Organização das Nações Unidas) são importantes documentos que alertam sobre o assunto. Com a orientação para que as pessoas fiquem nas suas residências, por causa da pandemia do coronavírus, o número de ocorrências entre as pessoas em casa, como briga entre marido e mulher, briga entre irmãos, tem aumentado muito. O médico e psicólogo, Dr. João Facchinetti tem discutido sobre os aspectos e complexidades da violência doméstica e vem alertado também sobre os efeitos sociais da quarentena, com agravamento da violência doméstica.

A Policia Militar em diferentes estados tem divulgados dados que apontam um índice crescente de violência domestica neste período de isolamento. Os casos de violência doméstica no Rio de Janeiro, por exemplo, aumentou 50% durante o período de confinamento para evitar a disseminação do novo coronavírus. O dado foi divulgado no último dia 23 de março.  As autoridades se surpreenderam com o aumento do movimento no Plantão Judiciário. A maioria das pessoas que busca ajuda da Justiça é de mulheres vítimas de violência.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, registrou que, no Brasil, o aumento foi de quase 9% nas ligações para o Disque 180, serviço de denúncia e de apoio às vítimas. Na China, o número de casos triplicou e, na França, o governo decidiu pagar quartos para as vítimas, além de abrir centros de aconselhamento. 

 O acirramento das tensões dentro de casa pode resultar em feminicídios, que é a morte de mulheres. As meninas também estão dentro de um cenário muito arriscado de violência sexual, assim como as mulheres idosas, que são agredidas pelos filhos adultos. A violência contra as mulheres constitui, atualmente, uma das principais preocupações do Estado brasileiro, pois o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking mundial dos países com mais crimes praticados contra as mulheres.

O médico e psicólogo João Facchinetti, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associação Alagoana de Psiquiatria, tem discutido o assunto sobre os aspectos e complexidades da violência doméstica com objetivo de informar a população sobre os traumas psicológicos sofridos no seio familiar. Tendo em vista que, a violência doméstica é todo tipo de violência  praticado entre os membros que habitam um ambiente familiar em comum, que pode acontecer entre pessoas com laços de sangue (como pais e filhos), ou unidas de forma civil (como marido e esposa ou genro e sogra).

João Facchinetti chama atenção também para o fato de que a violência doméstica não se trata apenas da violência física, existe outros tipos, que pode ser psicológica, sexual, patrimonial e moral. Também é considerada violência doméstica o abuso sexual de uma criança e maus tratos em relação a idosos. E mesmo quando a violência doméstica não é dirigida diretamente à criança, esta pode ficar com traumas psicológicos.




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