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20/09/2021 às 15h20

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Ainda somos um Brasil de 14,4 milhões de desempregados

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,1% no 2º trimestre de 2021, mas ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia de agosto passado.


O resultado representa uma redução de 0,6 pontos percentuais em relação à taxa de desemprego do 1º trimestre (14,7%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em maio, a taxa de desemprego ficou em 14,6%, atingindo 14,8 milhões de pessoas.


"Esse recuo na taxa foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas (87,8 milhões), que avançou 2,5%, com mais 2,1 milhões no período", destacou o IBGE. O resultado veio melhor do que o esperado e representa a menor taxa de desemprego no ano. O intervalo das estimativas captadas pelo Valor Data ia de 14,1% a 14,6%, com mediana de 14,5%.


A pesquisa também mostrou que:
O número de trabalhadores por conta própria (24,8 milhões de pessoas) atingiu recorde, com alta de 4,2% (mais 1 milhão de pessoas) ante o 1º trimestre e de 14,7% (3,2 milhões de pessoas) na comparação anual.


Na comparação com o mesmo período do ano passado, aumentou em 5,3% (mais 4,4 milhões) o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho. Deste contingente, 71% (3,175 milhões) ingressaram como trabalhadores por conta própria.
Número de empregados com carteira assinada cresceu 2,1% em 3 meses, totalizando 30,2 milhões. O rendimento real habitual (R$ 2.515) médio caiu 3% frente ao trimestre anterior e 6,6% em 1 ano.


O Índice de Confiança Em­pre­sarial (ICE) subiu pelo 5º mês se­guido em agosto e atingiu o maior nível desde junho de 2013, segundo divulgou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas, indicando uma aceleração da atividade econômica no terceiro trimestre.
A expectativa atual do mercado financeiro para o PIB é de uma alta de 5,22% em 2021, após o tombo de 4,1% no ano passado. Para 2022, a projeção é de crescimento de 2%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.


Apesar de a economia ter mostrado reação no fim de 2020 e no co­meço deste ano, a inflação persis­tente, a tensão política e "riscos fiscais" (dúvidas sobre a sustentabilidade das contas públicas) têm ele­vado o nível de incerteza em re­la­ção à economia nas últimas semanas.
Os analistas elevaram a projeção de alta da inflação no ano pela vigésima primeira semana seguida, de 7,11% para 7,27%, segundo boletim Focus. Já a perspectiva da taxa básica de juros (Selic) ao fi­nal de 2021 permanece em 7,50% ao ano, o que pressupõe novas elevações nos próximos meses.


Uma coisa é certa: inflação elevada e desemprego reduzem qualidade do prato feito dos mais pobres no Brasil.


*Publicado como editorial na edição 51 da revista Painel Alagoas


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