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21/02/2022 às 12h20

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Pequenas maldades

*Tania Fusco - Jornalista

Nóis sofre, mas nóis ri.
Vai dizer que não riu quando soube que a vizinha negacionista saiu toda pimpona para a viagem de férias e foi barrada no ckekin. Voltou pra casa injuriada, com a desagradável tarefa desfazer mala e cuia. Sem vacina, sem Europa. Metade da rua soube e riu. Os mais malvados murmuraram: Bem feito. Rindo.
Vale o mesmo para os barrados em restaurantes, espetáculos, etc.. Toma negacionista!
Vai dizer que não riu com a foto do Moro de óculos escuros em uma boate, no Nordeste? Seria um disfarce, conjuntivite, new style?
Vai dizer que não riu quando as férias bagaceira do piloto de Jet ski/PR acabaram em intestino enfezado? Riu mais ainda quando o camarão levou a culpa pelo nó nas tripas. A piada veio pronta. Se a trava está no reino dos moluscos, imagine quando for lula?
Vai dizer que não riu com a invertida, em carta aberta, do General da ANVISA ao capitão bocudo?
Qual o interesse da ANVISA por trás disso aí? Indagou o PR, com sua performance de sabichão/Tonho da Lua, sobre a aprovação da ANVISA para vacinação, contra Covid, em crianças de 5 a 12 anos.
No sábado, dia 8/01/22, Antônio Barra Torres, Contra-Almirante, médico, que preside a ANVISA mandou essa: Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa ou sobre qualquer um que trabalhe na ANVISA.
E ainda pediu retratação do capitão-falastrão que, apesar de Presidente da República, na hierarquia militar seria subalterno do Contra-Almirante, patente equivalente a de General.
Jair ficou dois dias sem palavras, naquele estado catatônico do “Ah é, é”?, quando não se sabe como rebater uma lambada cara a dentro.
Rimos de novo, vá?
Ontem à noite, primeiro ao seu estilo, Jair disse que nunca acusou a ANVISA de corrupção e classificou a carta de Barra Torres como “muito agressiva”. Minutos depois, voltou ao seu toró de palpite habitual. Disse que “é comum ver Agência criar dificuldade para vender facilidade”.
“Não quero acusar a ANVISA de absolutamente nada. (Jura?) Agora, que tem alguma coisa acontecendo, não tem a menor dúvida que tem”.
Tem o quê, seu Jair? Diga lá!
Ou seja, como já apontou Barra Torres, saber de coisa errada e não denunciar é prevaricação.
Jair, o mentidor, é mesmo prevaricador contumaz.
Bora aguardar próximos rounds do General X capitão rolando lero.
Nesse melê a que somos submetidos diariamente, desde que esses tipos botaram a mão na presidência do Brasil, rir é fundamental para desopilar o fígado e sobreviver às raivas, aos medos das Covids, que mudam de nome, da influenza, da dengue. De tudo junto.
Jair é um pandego. A la Mussolini, é perigoso mas pandego.
Com ele et caterva, nóis sofre, mas nóis também ri. E toca a vida.
Essa nossa resiliência – com riso e/ou pela fé e esperança – é registrada nas pesquisas de comportamento, como no levantamento do Observatório da Febraban, realizado em dezembro, pelo Ipespe. Mais da metade dos 3000 entrevistados (58%) se dizem satisfeitos da vida. Estar com boa saúde apesar da grave crise sanitária é um dos principais motivos por esse sentimento. Tipo: Sobrevivi, tá de boas.
A esperança aparece também em mais da metade (53%) dos entrevistados, que acreditam em tempos melhores, ainda que não seja em curto prazo. Pra esses brasileiros, em 10 anos, o país estará melhor.
Esse otimismo chega aos 58% entre os jovens de 18 a 24 anos, pessoas com nível superior e entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos.
O desencanto alcança 22% dos entrevistados, que imaginam o país pior em uma década. Sentimento que é maior entre as mulheres (25%).
14% dos entrevistados jogam a toalha. Não acreditam em mudanças, acham que o país vai continuar igual. Entre as mulheres esse percentual de descrédito chega aos 19%.
Mais da metade dos entrevistados quer um país mais justo e com menos desigualdade social. Sem esquecer cuidado e respeito à natureza.
E com esses sonhos vamos resistindo. Rindo até do que mete medo.

(Esse artigo foi publicado anteriormente no Blog de Ricardo Noblat/Metrópoles)

*Publicado na edição 55 da revista Painel Alagoas


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