*Ilza Porto Maia
A admiração é um sentimento bom de ser sentido. Porém, a inveja é justamente o avesso…
Esse é um sentimento podemos considerar desastroso, além de uma perda desnecessária de tempo. Além de somatizar frustração e rancor, despertando o instinto primitivo da raiva ou mesmo de um desejo descontrolado. Sendo inicializado pela admiração, gerado perante uma vontade não realizada, seja sobre conseguir atributos ou qualidades do que o outro é ou possui.
Ainda tem quem acredite e a chame de “inveja boa”, contudo, não consigo concordar com isso. Quando a inveja fica restrita, silenciosa, talvez ainda possa funcionar como impulso para o desenvolvimento de ideias que cheguem a transformação de algo substancial ou mesmo mudança comportamental. Do contrário, quando essa barreira é rompida, não conseguindo ser contida nalgum momento e passa a ser extravasada, através de uma opinião que seja, até exacerbada, logo é transformada certamente em grandes problemas existenciais, públicos e notórios.
Em determinada situação presente, donde um impulso destrutivo muito forte passa a ser vivenciado, o invejoso passa então a viver a vida do outro e isso pode ser danoso, criando conflitos de proporções inesperadas e imagináveis tanto para ele quanto principalmente para o alvo do invejado.
Segundo a doutrina espírita, a inveja pode ser uma manifestação de obsessão espiritual entre encarnados. Muitos acreditam em obcessores desencarnandos, mas os encarnados existem! Dentre sentimentos negativos, criam-se ligações em sintonias mentais que afetam o equilíbrio moral e emocional, resultante em turbulentos contratempos com a probabilidade de se arrastarem por encarnações .
Allan Kardec nos deixou de ensinamento que a elevação do pensamento, através do qual têm força e endereço de entrega certeiro, mais o perdão das ofensas, são caminhos amoráveis para a libertação e a paz interior.
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