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Agora no Painel PSDB nega que haja acordo com PMDB para barrar denúncia contra Temer na Câmara
07/08/2017 às 10h31

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"Vitória de Pirro" na Câmara expõe enfraquecimento do PSDB

Painel da Câmara com os números finais sobre o relatório da CCJ que rejeitava a continuidade da denúncia da PGR contra Michel Temer - Reprodução/Tv Câmara


"Vitória de Pirro"

Alguns políticos (entre eles o ex-presidente FHC) consideraram a conquista de Michel Temer na Câmara  uma autêntica “vitória de Pirro”. Mesmo com o placar favorável ao presidente ficou claro que a maior sustentação veio do Centrão, facção fartamente beneficiada com a liberação de emendas e considerada o “braço fisológico” do Congresso. Vencer a oposição com esse tipo de apoio foi, na verdade, uma derrota para o governo.


Mudanças na base

Até pouco tempo atrás, a base de sustentação governista era formada pelo PSDB (na maioria “aecistas”) e um apoio explícito do presidente da Câmara Rodrigo Maia e o seu DEM.

Após a delação dos executivos da JBS essa base rompeu. Aécio Neves caiu "em desgraça" dentro de seu próprio partido. Rodrigo Maia , com os efeitos imediatos da delação sobre Temer,  passou a ser visto como um “iminente” sucessor à presidência. Ao entrar no processo de sucessão, o presidente da Câmara se fortaleceu junto ao DEM e ,automaticamente, mudou seus objetivos políticos imediatos , que deixaram de ter consonância com os do presidente. De olho em 2018, registrou-se uma racha numa das mais duradouras alianças no Congresso: a do DEM e PSDB.


Racha tucano

Com Aécio Neves enfraquecido o PSDB se dividiu. Geraldo Alckmin não faz segredo ao capitanear a facção tucana  anti-Temer  , enquanto João Dória ensaia um crescimento interno “catando os cacos” do partido que ainda representam apoio ao presidente .

O racha tucano se concretizou, literalmente, na votação sobre a autorização de prosseguimento da denúncia formulada pela PGR contra Temer, na Câmara. 22 deputados votaram favoravelmente ao presidente e 21 foram contrários (além de 4 ausências).


Posicionamento incerto

Essa cisão no PSDB traduz a incerteza do partido sobre seu posicionamento político atual e um inequívoco enfraquecimento , independentemente do nome  tucano a ser lançado em 2018 à presidência da República.

O partido tem exercido com maestria a máxima de ficar  “em cima do muro” em meio a crise política que assola o País. Tal posicionamento vai na contramão do destino de quem almeja sair forte do pleito de 2018. 


*Com assessorias


Painel Político por Redação

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