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25/03/2020 às 09h39

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Bolsonaro politiza crise e parte para o ataque em rede nacional


Atacante

Em discurso em rede nacional de rádio e televisão, nosso presidente partiu para o ataque. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa”.  Bolsonaro quer diminuir a política de quarentena. “O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade.” Ele também se queixou da imprensa. “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país.” Em seu discurso, o presidente ainda reafirmou que está bem. “No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão.” 

Reações

No Congresso, a reação foi imediata. Para o presidente do Senado Davi Alcolumbre “Neste momento grave, o país precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população” 

O deputado Rodrigo Maia veio na sequência, via Twitter. “Desde o início desta crise venho pedindo sensatez, equilíbrio e união. O pronunciamento do presidente foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas em saúde pública.” 

Para o  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “o presidente repetiu opiniões desastradas sobre a pandemia. Se não calar estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo.” 

Anti-Bolsonaro

Politicamente falando , o governador de São Paulo João Doria percebeu, que momento é propício para se posicionar como o anti-bolsonaro. Ontem, o governador ressaltou a necessidade de transparência e  apresentou em público o resultado de seu exame, negativo para o novo coronavírus. O prefeito paulistano, Bruno Covas, havia feito o mesmo, mais cedo.

Identidades em sigilo

O Hospital das Forças Armadas, em Brasília, apresentou ao governador local uma lista de quem recebeu exame positivo.  Dos 17 nomes, dois foram omitidos para que suas identidades fossem mantidas em sigilo. Bolsonaro e sua esposa fizeram exame no local.


*Com informações de G1, Poder 360, Twitter e Correio Braziliense


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