Dólar com. 5,360
IBovespa 0,23
28 de maio de 2020
min. 24º máx. 32º Maceió
pancadas de chuva
Agora no Painel Covid-19: Brasil passa dos 400 mil casos confirmados e 25 mil mortes
30/03/2020 às 11h16

Blogs

Na contramão do bom senso


Saidinha

Em mais uma atitude, já não tão surpreendente, Bolsonaro saiu ontem(29) pela manhã para dar uma circulada num aglomerado mercado da cidade satélite de Ceilândia. Empolgado, prosseguiu seu passeio até Taguatinga e depois Sobradinho. Em todos os lugares que passou enfatizou que “a hidroxicloroquina está dando certo em tudo quanto é lugar”, afirmou. Ainda em testes, e não recomendado para uso generalizado sequer pelo Ministério da Saúde, é uma das drogas exploradas para tratamento do novo coronavírus". Em relação ao isolamento afirmou: “se continuar assim, com a brutal quantidade de desemprego que teremos pela frente, teremos um problema seríssimo que vai levar anos para recuperar.”

Mensagens deletadas

Com ampla repercussão negativa, o Twitter achou por bem apagar os posts da conta do presidente divulgando seu passeio. As redes sociais estão particularmente atentas a mensagens que provoquem desinformação neste período. Mas é a primeira vez que o presidente brasileiro é claramente marcado como um agente de desinformação em sua rede favorita. 

Contramão

A imprensa e a opinião pública, em geral, aguardam um pronunciamento de Luiz Henrique Mandetta sobre a saidinha de Bolsonaro, que vai na contramão da orientação de quarentena apoiada pelo Ministério da Saúde. Aliados do ministro afirmam que ele seguirá a "posição da ciência", mesmo que isso venha a provocar sua exoneração do cargo. 

Único no mundo

Enquanto Bolsonaro passeava pelas cidades satélites,  o presidente americano Donald Trump dava um "cavalo de pau" nas orientações que vinha passando nas últimas semanas. Anunciou que o período de distanciamento social deve se estender no mínimo até o final de abril. Trump foi pressionado pelos especialistas liderados pelo doutor Anthony Fauci, principal epidemiologista dos EUA, que acenou com a possibilidade algo entre 100 e 200 mil mortos mesmo com as políticas de contenção. Com o novo posicionamento de Trump, Bolsonaro perde a maior referência que tinha ao justificar sua postura em relação a pandemia, e passa a ser o único presidente do mundo a questionar a quarentena. 


*Com informações de Poder 360, G1 e CNN


Painel Político por Redação

Notas e notícias sobre política e bastidores do poder

Todos os direitos reservados
- 2009-2020 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]