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08/05/2020 às 12h19

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Bolsonaro pressiona STF pelo fim da quarentena


Marcha midiática

Menos de 24 horas após a divulgação de um novo recorde de mortos num único dia pelo coronavirus no país, Bolsonaro acompanhado de um grupo de empresários, marchou rumo  à Praça dos Três Poderes para pressionar, pessoalmente, o Supremo Tribunal Federal. Os representantes da indústria haviam ido ao Planalto pedir políticas que auxiliem o sustento do setor durante o período da quarentena. Bolsonaro decidiu transformar o encontro num ato político pela volta ao trabalho. “Não estava na nossa agenda inicial, mas o presidente Bolsonaro trouxe a discussão da flexibilização do isolamento no país”, afirmou o presidente-executivo da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos, José Velloso. “Precisamos de uma coordenação, nós precisamos ter um trabalho conjunto para que a volta da atividade seja feita da melhor maneira possível sem risco para as pessoas e preservando o maior número de empregos possível”, completou o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Ricardo Roriz Coelho. Pegando todos de surpresa, o presidente da República então entrou em contato com seu par no Poder Judiciário, Dias Toffoli, e pediu para ser recebido naquele momento. “Temos um problema que vem cada vez mais nos preocupando”, discursou Bolsonaro já no STF. “Os empresários trouxeram essas aflições, a questão do desemprego, a questão da economia não mais funcionar. O efeito colateral do combate ao vírus não pode ser mais danoso que a própria doença.” Sua queixa a Toffoli era de que havia ‘CNPJs na UTI’. O presidente do Supremo recomendou a Bolsonaro que comande o Executivo, organize um comitê de crise e proponha com estados e municípios um plano. O Planalto ainda não tem sugestão de como fazer a abertura que deseja. 

Visita inesperada

No primeiro momento, o meio jurídico reagiu mal ao fato de um desavisado Toffoli ter recebido Bolsonaro. Mas rapidamente,  ficou claro que ele não poderia ter fechado a porta na cara do presidente e a avaliação mudou. Toffoli conseguiu manobrar para driblar a armadilha. A principal queixa dos empresários, por sua vez, era voltada para a falta de ajuda dos bancos, principalmente do BNDES.

Enquanto isso...

A Advocacia Geral da União(AGU) pediu ao ministro Celso de Mello que reconsidere. O Planalto não quer entregar o vídeo que provaria a tentativa, por Bolsonaro, de intervir na Polícia Federal do Rio. Ou, então, gostaria de enviar apenas o trecho no qual presidente e o ex-ministro Sérgio Moro interagem.

Momento "delicado"

Uma fotografia da reunião, tida como delicada, mostra que havia dezenas de pessoas presentes. E os vazamentos já começaram. Bolsonaro, segundo ouviu Bela Megale, estava de ‘péssimo humor’ e afirmou aos ministros que poderia demitir qualquer um — incluindo Moro. O mau humor do presidente, agora, está voltado para o procurador-geral da República, Augusto Aras. Desejava que ele tivesse esperado um pouco mais para abrir uma investigação. 

E a Regina hein????

Pra finalizar o movimentado dia de ontem do governo em Brasília, a atriz e secretária da Cultura, Regina Duarte, protagonizou momentos bizarrosd numa entrevista , no começo da noite, à CNN Brasil. Louvou a ditadura, descartou os mortos e torturados no período e se queixou das perguntas dos jornalistas. Chegou a cantarolar "Pra frente Brasil", música "ligada" aos anos de chumbo da ditadura. “Sempre houve tortura”, afirmou. “Não quero arrastar um cemitério. Por que olhar para trás? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões, acho que tem uma morbidez neste momento. A Covid está trazendo uma morbidez insuportável, não tá legal.”


Com informações de G1, O Globo, Estadão, Poder360 e CNN Brasil


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