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Agora no Painel Brasil registra 631 mortes por covid-19 em 24 horas
10/06/2020 às 11h25

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Flexibilização: teria chegado a hora?

Número de infectados e mortos por Covid-19 ainda é crescente no Brasil


Engrossando o caos

São Paulo autoriza reabertura do comércio a partir de hoje e o Rio de Janeiro flexibiliza regras, mesmo com o número de mortes aumentando no Brasil. Já são  são 38.497 óbitos e 742.084 pessoas doentes desde 26 de fevereiro, quando a doença foi diagnosticada pela primeira vez no país. Cidades do interior que reabriram as atividades econômicas nos últimos dias ou semanas registraram um aumento súbito de novas infecções e mortes causadas pelo novo coronavírus. É a maior circulação de pessoas engrossando uma segunda leva de casos. 

Últimas 24 horas

O país registrou ontem 1.185 novas mortes por Covid-19 e 31.197 novos casos nas últimas 24 horas, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. Já o portal do governo voltou a divulgar o número total de mortes. Segundo a pasta, nas últimas 24h, 1272 novos óbitos foram registrados; 38.406 acumulados. Mesmo número do Conass e mesmo número da Johns Hopkins. 

Diferenças numéricas

O número de mortes acumuladas levantado pelo consórcio é diferente do registrado pelo ministério. Isso porque estados confirmam 91 mortes por Covid-19 a mais que Saúde. Pela conta dos estados, 31.197 pessoas tiveram o diagnóstico oficializado nas últimas 24 horas, o que eleva o índice total para 742.084. Já o governo federal confirma 739.503 casos no total, 2.581 a menos que o levantamento do consórcio indica. 

São Paulo

O comércio paulistano poderá abrir as portas entre 11h e 15h. As imobiliárias vão abrir 4 horas por dia, desde que o horário de funcionamento (abertura e fechamento) não ocorra durante o pico de movimentação. A expectativa da Prefeitura é de que hoje seja assinado o termo de compromisso com shoppings para que possam reabrir a partir de amanhã. Serão cinco setores reabertos: escritórios, concessionárias, imobiliárias e o comércio em geral, incluindo as lojas de rua. 

"Alerta Vermelho"

A capital da maior cidade do país se aproxima dos 5.000 óbitos. Para o professor de medicina Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medina da USP de Ribeirão Preto, o passo dado em direção ao relaxamento da quarentena acendeu um alerta vermelho. “Estamos mandando a população para o abatedouro”. Mas o governo de SP, tanto estadual como municipal, sustenta que as taxas de ocupação dos leitos de UTI estão caindo. Nesta terça-feira, a taxa era de 66% no Estado e de 67% na capital —onde as autoridades afirmam que o sistema de atendimento já não corre risco de colapso como entre abril e maio. 


*Com informações da Folha, G1, Uol e El País


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