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10/07/2020 às 13h23

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De olho no STF

Ao conceder habeas corpus a Queiroz, presidente do STJ pavimenta sua posição de principal aliado de Bolsonaro no Judiciário


Prisão Domiciliar

O ministro João Otávio de Noronha concedeu habeas corpus para Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. Queiroz, que é investigado por comandar o esquema das rachadinhas, vai para casa em prisão domiciliar, terá de usar tornozeleira eletrônica e não pode ter contato com outros investigados. 

Foragida "cuidadora"

Noronha também concedeu o benefício da prisão domiciliar a Márcia Aguiar, mulher de Queiroz, que está foragida. De acordo com o ministro, que é presidente do STJ, Márcia precisa cuidar do marido, que se recupera de um câncer. 

Bastidores

Nos bastidores de Brasília comenta-se que a decisão de conceder prisão domiciliar a Fabrício Queiroz reforça o posto do presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio Noronha, de principal aliado de Jair Bolsonaro no Judiciário.

Recado

Tirar Queiroz da cadeia pode ser um recado de que o investigado não representa risco à sociedade, e o crime apurado não é tão grave. Noronha já vinha ensaiando um apoio a Bolsonaro em decisões recentes. Livrou, por exemplo, o presidente da obrigação de divulgar os laudos de todos os exames que realizou para a Covid-19. 

"Dobradinha"

Fabrício Queiroz pode deixar a prisão antes de Jair Bolsonaro sair da convalescença. Não poderia haver dobradinha mais simbólica dos arranjos que se montam em Brasília. Depois de adquirir imunidade frente ao vírus, tem outras a buscar. Não é a cloroquina que vai lhe garantir sobrevida, mas um rol de créditos, nomeações e acordos.

 "Irrigando" bancadas

O pedido de, pelo menos, R$ 30 bilhões em créditos extraordinários a ser enviado ao Congresso para os gastos dos Ministérios do Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura, vai irrigar as bancadas governistas e estender o prazo de sua imunidade no Congresso.

Termômetro

No Judiciário, o termômetro está no STJ. Seria mais um serviço prestado pelo ministro ao presidente para tomar a dianteira na corrida por uma das vagas ao Supremo Tribunal Federal. É uma disputa complicada com  Augusto Aras e Jorge Oliveira. 

"Coveiro"

O páreo mais duro é o procurador-geral da República. A condição de coveiro da Lava-Jato lhe dá costas quentes tanto no Congresso, onde se amontoam alvos da operação, quanto no Executivo.” 

Exposição

 Ministros do STJ  consideraram a decisão de Noronha, tomada durante o plantão no recesso ( sem direito a questionamento na corte) uma vergonha. Para seus pares naquele tribunal, Noronha está expondo a todos. 


*Com informações do Poder 36, Valor Economico e O Globo


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