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25/08/2020 às 14h59

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Impasse, tensão e reeleição

Anúncio do novo pacote economico do governo é adiado


Impasse

Um impasse entre o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, forçou o adiamento do pacote econômico que o governo pretendia anunciar hoje. Bolsonaro gostaria de estender o auxílio emergencial até o final do ano, com valor reduzido, mas que chegasse a pelo menos R$ 300. A equipe econômica fez uma proposta de R$ 270.

Projeções

As projeções da dívida pública em 2020 chegam a 100% do PIB e o desembolso com o auxílio já ultrapassou a conta de R$ 254 bilhões — são aproximadamente R$ 50 bi mensais. Guedes gostaria de acelerar a transição do auxílio para um novo programa, que substituirá o Bolsa Família e terá maior abrangência, batizado Renda Brasil.

Renda Brasil

Mas até sobre o Renda Brasil  há debate. O programa  custará, anualmente, R$ 20 bi a mais do que o Bolsa Família. Para compensar os gastos, o ministro gostaria de extinguir assistências que sua equipe considera ineficientes — caso do abono salarial, seguro-defeso e farmácia popular. Tampouco foram definidos o perfil dos beneficiários do novo programa ou o número, fundamentais para o cálculo do valor mensal a ser distribuído. 

Lupa

Enquanto isso,  o Ministério Público pediu ao Tribunal de Contas da União que olhe com lupa para as relações entre Banco Central e Tesouro Nacional. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, perguntou ao TCU se poderia repassar R$ 400 bi para o caixa do governo.  Os procuradores veem nesta transação pouco habitual, em um governo que demonstra ímpeto de gastar, espaço para pedalada fiscal. 

Propostas e reeleição

O temor de muitos a respeito do debate sobre manter ou não o teto de gastos, assim como sobre o pacote por ser anunciado, não passa apenas pela discussão de teoria econômica. Analistas consideram que um aglomerado de propostas positivas pode dar um novo fôlego a Bolsonaro rumo à reeleição. 

Piores momentos

Bolsonaro teve, entre domingo e segunda, seu pior momento no Twitter. Foram mais de 2,4 milhões de tuítes o citando, dos quais 85% deles negativos, em função da resposta ao seu ataque  ao repórter do Globo, que lhe perguntou sobre os R$ 89 mil depositados por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.


*Com informações da Folha, Globo e Revista Piauí


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