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11/11/2020 às 11h52

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Surtado: presidindo uma nação de maricas e estocando pólvora


Sem conhecimento de causa...

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro começou o dia celebrando, no Facebook, o que ele via ser o fracasso da vacina chinesa. “Esta é a vacina que o Doria queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la”, escreveu em resposta a um torcedor. “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha.” 

Maricas também morrem

Já havia deixado as redes atônitas ao deixar explícita torcida contra vacina quando, perante um microfone no Planalto, escalou. “Todos vamos morrer um dia”, afirmou a respeito da pandemia a um grupo de empresários. “Tem que deixar de ser um país de maricas.” Dane-se a vacina se for do adversário, melhor enfrentar a morte.

Depois da saliva...pólvora

 Aí, porque talvez tenha se sentido bem pouco maricas, achou por bem falar enfim do presidente eleito americano, Joe Biden. “Assistimos há pouco um candidato a chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais”, comentou o presidente brasileiro. “Apenas a diplomacia não dá”, pôs-se a se explicar. “Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora.”

O rato que ruge

 Bolsonaro falou em usar pólvora contra os EUA. De presto, no Twitter, o jornalista Thomas Traumann sutilmente publicou o trailer de O Rato que Ruge, filme de Peter Selles em que um país irrelevante declara guerra aos EUA. Correspondente na Argentina da GloboNews, Ariel Palácios se lembrou de Leopoldo Galtieri, o bizarro ditador argentino que declarou guerra contra o Reino Unido. E o embaixador trumpista em Brasília escolheu menos sutileza. Publicou um vídeo lembrando que os EUA têm seus marines prontos para qualquer parada. 

Contraponto

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, respondeu num tuíte só. “Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no país, uma economia frágil e um estado às escuras.”

Marolando

Já é praxe Bolsonaro levantar muita marola quando o noticiário não lhe é favorável e quer gerar distrações. Também ontem, o ministro Ricardo Lewandowski encaminhou à Procuradoria-Geral da República notícia-crime contra Bolsonaro pelo suposto uso da estrutura do governo (GSI, Abin, Receita Federal e Serpro) para beneficiar a defesa do filho Zero Um no caso Queiroz, conta Guilherme Amado.


*Com informações do G1 e Poder 360 


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