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03/03/2021 às 12h00

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Na contramão do mundo

Enquanto a média de mortes no mundo recua cerca de 6%, no Brasil ela cresce 11%, segundo o informe epidemiológico semanal da OMS

 

Recordes fatais

Foram 1.726 mortos em apenas um dia. O Brasil viveu nesta terça-feira o dia mais letal da pandemia, elevando o total de vítimas fatais da doença a 257.562. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos, país com mais óbitos em todo o mundo, perdeu 1.567 pessoas ontem. A média móvel de mortes em sete dias no Brasil também foi a maior, 1.274 – aliás, o sexto recorde diário em uma semana. Na comparação com os 14 dias anteriores, a média móvel teve alta 23%, o que significa que a mortalidade pela doença está crescendo. A tendência de alta está presente no Distrito Federal e em 15 estados: PR, RS, SC, DF, SP, AC, PA, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE.

Na contramão do mundo

Além de dramática, essa situação reforça a posição brasileira na contramão do mundo. Enquanto a média de mortes no mundo recua cerca de 6%, no Brasil ela cresce 11%, segundo o informe epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde. Mesmo nos EUA, que ainda não conseguiram reverter a tendência, a média de mortes subiu apenas 1%.
Outra prova do avanço descontrolado da Covid no país é a taxa de transmissão, que chegou a 1,13, segundo o Imperial College, da Inglaterra, que monitora esse número no mundo. Significa que cada grupo de 100 infectados transmite a doença para 113 pessoas. Há uma semana o índice era de 1,05, o que já indicava descontrole.

Crise humanitária

Os números não dão a dimensão da crise humanitária. Em Porto Alegre (RS), o Hospital Moinho de Vento precisou alugar um contêiner refrigerado para acomodar cadáveres de vítimas da Covid devido à superlotação do necrotério. E não são só os mortos que estão abarrotados. A unidade está operando com capacidade de 114%. Ou seja, há mais pessoas internadas do que leitos.

Em Santa Catarina, pelo menos 35 pacientes morreram antes de conseguirem um leito, fosse de UTI ou mesmo de enfermaria, embora tivessem recebido atendimento médico.

No Rio Grande no Norte, a região metropolitana de Natal não tem leitos vagos de UTI há uma semana, e Mossoró, segunda maior cidade do estado, está com a saúde oficialmente em colapso.

E praticamente não há mais vagas nas UTIs dos hospitais privados de São Paulo. Em alguns, como a Beneficência Portuguesa, o número de internados também supera o de leitos.

Política & Burocracia

O Senado aprovou por unanimidade a MP que permite ao governo comprar vacinas sem licitação e antes do registro pela Anvisa. Já a Câmara aprovou o texto base que permite a empresas privadas comprarem vacinas diretamente dos laboratórios. É preciso aval da Anvisa para os imunizantes, todo o material será doado ao SUS enquanto houver grupos prioritários a serem vacinados. Depois, 50% irão para o SUS e o restante poderá ser usado pelas empresas para imunizar funcionários. É proibida a venda dessas vacinas. Com aval do STF e oposição do Planalto, governadores e prefeitos vêm se organizando para comprar vacinas.

Há uma briga em andamento dentro dos governos estaduais. Enquanto secretários de Saúde pedem a suspensão das aulas presenciais para tentar conter o vírus, seus colegas da Educação querem manter as escolas abertas. Rossieli Soares, secretário estadual de Educação de São Paulo diz que a decisão de mandar ou não as crianças para a escola deve ser da família.


*Com informações de G1, Uol, Zero Hora, Globo News, Folha-SP, Poder 360, Estadão



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