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27/06/2026 às 13h20

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PGR rejeita delação de ex-presidente do BRB

Victor Piemonte/STF

Não está fácil

A vida não está fácil para os acusados de envolvimento no escândalo do Banco Master. Nesta quinta-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal aponta o envolvimento de Costa em operações suspeitas para salvar o Master, que só não foi comprado pelo banco estatal do Distrito Federal devido a um veto do Banco Central. No parecer, Gonet afirma que a proposta não apresenta elementos capazes de contribuir de forma efetiva para o avanço das apurações. Segundo o procurador-geral, a colaboração possui “reduzida utilidade e débil eficácia potencial”. 

Transferência

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, para a Papudinha, no Complexo da Papuda, onde o ex-banqueiro já passou a noite. Preso preventivamente desde março na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro havia permanecido no local para facilitar as negociações de um acordo de delação premiada. As propostas apresentadas pela defesa, no entanto, foram rejeitadas pela PF e pela PGR. 

Mendonça determinou ainda que sejam adotadas as “providências administrativas necessárias” para assegurar que Vorcaro não se comunique com Costa, do BRB que também está preso na Papudinha.

Ao mesmo tempo, Mendonça voltou a impor sigilo às investigações que envolvem Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, após a Segunda Turma do STF confirmar a manutenção das prisões preventivas dos dois no âmbito da Operação Compliance Zero. As peças do inquérito haviam sido tornadas públicas pelo relator horas antes do julgamento. 

Ainda no Supremo, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que a relatoria da investigação sobre o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, passe do ministro Alexandre de Moraes para Mendonça. Há suspeitas de que o dinheiro dado por Daniel Vorcaro para a produção tenha sido desviado para pagar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos EUA e nega as acusações. Fachin considerou que os fatos da denúncia coincidem com outras investigações sob a responsabilidade de Mendonça. (Folha)

Nova líder

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado, em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após ser alvo da Operação Compliance Zero. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que Teresa terá a missão de conduzir a articulação política da base governista e viabilizar a aprovação de projetos considerados prioritários pelo Planalto, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. 

Tentando controlar o estrago

O dia seguinte do vídeo bombástico de Michelle Bolsonaro (PL) foi de tentativas de controle do estrago. A ex-primeira-dama  divulgou uma mensagem nas redes sociais para reduzir a tensão com o enteado, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem acusara no dia anterior de tê-la “apunhalado, desrespeitado e maltratado”. Na publicação, Michelle afirmou que “não há briga, nem competição” e disse que apenas buscou esclarecer uma situação que, segundo ela, vinha sendo deturpada. “Não tenho raiva de ninguém”, escreveu. A relação entre os dois, que nunca foi boa, azedou de vez devido a divergências sobre a estratégia do PL no Ceará. Michelle é contrária ao apoio do partido ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual, posição defendida por Flávio. Os dois também divergem sobre a composição da chapa ao Senado no estado. Na nota, Michelle ainda afirmou que todos os integrantes do PL trabalharão unidos para derrotar o governo Lula. 

Reduzindo a fervura

Flávio Bolsonaro, por sua vez, voltou a tentar reduzir a fervura nas relações familiares com a madrasta e fez um apelo público para que ela participe de um evento da pré-campanha presidencial voltado ao eleitorado feminino. “O convite segue de pé e o coração segue aberto”, disse em vídeo. Michelle ainda não confirmou presença no evento. Flávio acionou a senadora Damares Alves, próxima de Michelle, para tentar a reconciliação. Já o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que vai procurar conversar com Flávio e Michelle para selar um acordo que una os dois na campanha. 

Pivô

Pivô da crise, Ciro Gomes se manifestou sobre a briga: “Não vi o vídeo e nem vou ver. É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui”. Já o deputado André Fernandes (PL-CE), articulador do apoio a Ciro, foi mais ríspido, disse que Michelle “faz o que quiser” e que “do Ceará quem deve falar é o cearense”. 

Gesto público

Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) fez um gesto público de apoio ao irmão em meio à crise familiar, mas evitou comentar diretamente as acusações feitas pela madrasta. Em publicações nas redes sociais, Eduardo compartilhou mensagens que elogiam a postura adotada por Flávio diante do conflito que veio a público. Um dos textos afirma que o senador respondeu às críticas de Michelle com “empatia e humildade”, em vez de adotar uma postura de confronto. 


*Com informações de Metrópoles/G1/Jota/Globo/CNN Brasil/Folha SP


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