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20/07/2026 às 12h00

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Longe do "Novo"

Michelle Bolsonaro descarta possibilidade de integrar chapa de Romeu Zema

Isac Nóbrega/PR


Sem chances

Michelle Bolsonaro usou suas redes sociais para declarar, sem mencionar o enteado, Flávio Bolsonaro (PL), que “não há nenhuma possibilidade” de integrar a chapa do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo. Depois de Zema afirmar que pensava no nome da ex-primeira-dama, ela disse num post no Instagram que não decidiu ainda se vai ser candidata ao Senado em 2026 e que, por isso e por estar filiada ao PL, a possibilidade de ser vice do mineiro não pode sequer ser cogitada. 

Em negociação

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que o partido negocia com o Podemos uma eventual composição para a chapa presidencial de Zema e que deve concluir as negociações até 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias. 

Em dúvida

O pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), pivô da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, disse que pode apoiar as candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) à Presidência, após a desistência de Aécio Neves de concorrer. 

Visitas restritas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), mas determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade “político-eleitoral” até o final das eleições de 2026. Moraes também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção daquelas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. “Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel”, reagiu Flávio em suas redes. A restrição de visitas do filho candidato, por 90 dias, também foi mantida. O ministro ainda rejeitou um pedido da defesa de autorização para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei. 

"Armaçõse" bloqueadas

O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou vender um terreno por R$ 15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. A transação foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu uma ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa de Wagner disse não haver irregularidades no negócio e o senador declarou que “a venda do imóvel é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, conforme demonstram os documentos”. Wagner também havia acertado a venda de seu apartamento em Salvador por R$ 10 milhões, uma semana antes da operação da PF. Com a ordem de Mendonça, o negócio também foi bloqueado. 

Gastando "por fora"

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou medidas de crédito que já consumiram R$ 145 bilhões do Orçamento de 2026, incluindo despesas fora do arcabouço fiscal e gastos que não dependem do Congresso Nacional para serem autorizados. As medidas são focadas em financiamentos para motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros, no programa Minha Casa, Minha Vida, em socorro a agricultores e no Desenrola, entre outros. Enquanto os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento argumentam que quase todo o “pacote de bondades” não tem custo para a União e traz benefícios econômicos ao longo do tempo, especialistas apontam que as medidas têm efeito no endividamento público e dificultam o trabalho do Banco Central de combater a inflação. 

*Com informações de POder 360/CNN Brasil?Globo/G1/Estadão


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