Sabatinado
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite de quinta-feira (27) da sabatina do Jornal Nacional. Entre os assuntos abordados estiveram as investigações envolvendo seu filho Fábio Luís, o Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger, economia e episódios relacionados à Lava Jato. Lula classificou como ilações as acusações contra o filho e afirmou que ele deve ser investigado como qualquer cidadão.
A entrevista continuou repercutindo nesta sexta. Checagem do UOL apontou incorreções em algumas declarações de Lula, entre elas a afirmação de que nunca havia visto Luchsinger — há fotografias dos dois juntos em 2022 — e referências feitas pelo presidente a indicadores econômicos. A defesa de Lulinha nega envolvimento ilícito nas investigações citadas.
Contra o uso do Palácio
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que impeça Lula de utilizar o Palácio da Alvorada em atividades consideradas eleitorais. A ação questiona especificamente entrevista concedida pelo presidente à Record e utiliza como precedente decisões tomadas pela Justiça Eleitoral em 2022 envolvendo Jair Bolsonaro.
O episódio abre mais uma frente jurídica na campanha presidencial: caberá à Justiça Eleitoral delimitar, no caso concreto, a fronteira entre a utilização da residência oficial pelo presidente em exercício e eventual aproveitamento eleitoral da estrutura pública.
Parecer favorável
A PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 deu um passo concreto nesta quinta-feira. O relator na Comissão de Constituição e Justiça, senador Omar Aziz, apresentou parecer favorável à proposta.
A matéria está entre as prioridades do esforço concentrado acertado entre Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta. O acordo político prevê também a discussão da PEC da Segurança Pública, minerais críticos e outras matérias.
Nova pesquisa embaralha ainda mais a disputa pelo Senado em Alagoas
Pesquisa Ranking/CadaMinuto divulgada nesta sexta-feira (28) coloca Arthur Lira na liderança da corrida pelas duas vagas ao Senado, com 35,28%, seguido por Marina JHC, com 30,42%, e Renan Calheiros, com 29,18%. A diferença entre Marina e Renan é de apenas 1,24 ponto percentual — portanto, ambos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2,83 pontos. Davi Davino Filho aparece com 20,77%.
O dado politicamente mais interessante está no segundo voto para senador: Marina aparece numericamente à frente, com 15,09%, contra 13,36% de Renan e 11,46% de Lira. Como a candidatura dela tem menos de duas semanas, o levantamento reforça a percepção de que a eleição para o Senado deixou de ser uma disputa relativamente previsível entre nomes tradicionais e ganhou uma terceira candidatura altamente competitiva.
Quebrando o silêncio
Depois de semanas praticamente sem comentar publicamente a mudança da chapa, Ronaldo Lessa falou nesta sexta-feira sobre a decisão de JHC de colocar Célia Rocha como candidata a vice. Lessa resumiu sua posição dizendo que “recalculou a rota”, mas reafirmou apoio a JHC e defendeu a alternância de poder no governo estadual.
A declaração é politicamente relevante porque Lessa havia deixado o grupo governista com expectativa de integrar a chapa de JHC como vice ou disputar o Senado. Terminou fora das posições principais e ficou inicialmente como segundo suplente de Marina JHC. Segundo o 7Segundos, entretanto, existe articulação de bastidores para que ele passe à primeira suplência.
*Com informações de Senado Federal/Agência Brasil/CNN Brasil/Portal Cada Minuto/Portal 7 Segundos
Painel Político
por Redação
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