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03/09/2026 às 20h30

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Alcolumbre joga votação do fim da escala 6×1 para depois do primeiro turno

Rep CNN Brasil


Votação do fim da escala 6×1 para depois do primeiro turno

Depois da aprovação na CCJ, havia expectativa de votação rápida no plenário. Mas Davi Alcolumbre decidiu deixar a PEC que acaba com a escala 6×1 para depois do primeiro turno das eleições.

A decisão frustra a estratégia do governo Lula de transformar a aprovação em uma grande bandeira social antes da eleição. A PEC continua viva — e formalmente pronta para o plenário — mas o calendário agora muda completamente o seu impacto eleitoral.

A consequência do adiamento apareceu imediatamente na campanha. Lula acusou o campo de Flávio Bolsonaro de atuar no Senado contra o avanço do fim da escala 6×1

É um movimento previsível, mas politicamente importante: a jornada de trabalho começa a migrar do Congresso para a campanha presidencial. Em vez de simplesmente discutir uma PEC, Lula tentará associar sua candidatura à redução da jornada e empurrar Flávio para a defesa do modelo atual. Esse assunto ainda deve render bastante.

O fim da “taxa das blusinhas”

A Câmara aprovou hoje, em votação simbólica, a MP que permite zerar o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto também reduz de 60% para 30% a alíquota sobre determinadas remessas de até US$ 3 mil e prevê isenção para medicamentos sem similar nacional destinados a doenças raras ou negligenciadas.

A matéria seguiu para o Senado e precisa completar a tramitação até 8 de setembro, quando perde a validade. É outra pauta de forte apelo popular aprovada a apenas um mês da eleição.

Flávio tenta levar a crise Moraes/Master para as ruas no 7 de Setembro

Flávio Bolsonaro decidiu utilizar as revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro como combustível para as manifestações previstas para 7 de Setembro. A campanha tenta associar a crise do Supremo ao governo Lula e ampliar a mobilização da direita em torno do mote contra Lula e Moraes.

Isso transforma o próximo domingo em um teste político importante para Flávio: mais do que medir a capacidade de mobilização bolsonarista, os atos mostrarão se a crise do STF consegue ultrapassar Brasília e produzir repercussão eleitoral relevante nas ruas.

Ronaldo Lessa deixa a suplência de Marina e movimenta os bastidores

O vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) oficializou sua renúncia à candidatura de segundo suplente de Marina Cândia na disputa pelo Senado. O pedido de cancelamento e substituição foi protocolado no TRE-AL. Na carta, Lessa atribui a decisão a um “remanejamento da chapa majoritária”.

E é justamente a palavra remanejamento que torna a notícia politicamente interessante. Já circulava nos bastidores a possibilidade de Lessa passar para a primeira suplência de Marina, hoje ocupada formalmente por Eudócia Caldas. Até agora, porém, essa eventual mudança não foi oficializada. Portanto, vale acompanhar antes de transformar especulação em fato.

Ministério Público Eleitoral impugna candidatura do vice de Renan Filho

O MP Eleitoral questionou o registro de Yale Fernandes, candidato a vice-governador na chapa de Renan Filho. A discussão envolve a efetividade da desincompatibilização de funções que Yale exercia na Prefeitura de Arapiraca.

É importante colocar a notícia na dimensão correta: impugnação não significa candidatura indeferida. A decisão será da Justiça Eleitoral. Ao todo, o MP apresentou cinco impugnações em Alagoas; o calendário prevê 14 de setembro como prazo para julgamento dos registros pelas instâncias ordinárias.

 Agregador mostra JHC e Renan Filho separados por apenas 2,23 pontos

O Monitor Eleitoral Inteligov/Exame divulgado hoje aponta JHC com 43,17% e Renan Filho com 40,94%. Mais interessante que fotografar esses números isoladamente é observar a tendência: duas semanas antes, a distância calculada pelo agregador era de 6,13 pontos; agora caiu para 2,23.

Há uma diferença importante em relação às pesquisas individuais que discutimos: isso não é uma nova pesquisa de campo. O modelo pondera diferentes levantamentos, considerando metodologia e antiguidade. Ainda assim, reforça uma leitura que vem aparecendo por caminhos diferentes: a eleição para governador continua muito aberta. 


Com informações Senado Federal/Agência Brasil/Folha SP/Exame/7 Segundos/Tribuna Hoje


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