Assumindo o comando da crise
O presidente do STF, Edson Fachin, deu prazo para manifestações sobre os episódios envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, a PGR e a Polícia Federal no caso Banco Master. Hoje, Fachin afirmou que a gravidade das revelações exige apuração, mas “não autoriza atalhos”, defendendo devido processo e legalidade.
É uma mudança importante: depois de dias em que Moraes e Mendonça praticamente protagonizaram o conflito, a presidência do Supremo tenta reassumir o controle institucional da situação.
Fachin impede que Moraes investigue Mendonça pelo inquérito das fake news
Outro movimento importante ocorreu hoje. Fachin retirou do inquérito das fake news o pedido feito por Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça. Determinou que a questão seja examinada no mesmo procedimento aberto para tratar do relatório da PF sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro.
Na prática, Fachin tenta impedir que a crise se transforme numa sucessão de investigações conduzidas pelos próprios ministros envolvidos no confronto. É provavelmente a decisão institucional mais relevante do dia dentro do Supremo.
Lula entra diretamente na crise do STF
Até agora relativamente cauteloso, Lula elevou o tom nesta sexta-feira. Ao lado de Fachin e do procurador-geral Paulo Gonet, afirmou que ninguém pode utilizar o cargo público em benefício pessoal e defendeu que a lei seja aplicada igualmente a todos. Ao mesmo tempo, criticou “vazamentos seletivos” e o que chamou de indústria do denuncismo e das fake news.
O presidente tenta uma posição delicada: defender investigação e transparência sem aderir ao discurso de ataque ao Supremo. Politicamente, porém, torna-se cada vez mais difícil para o Planalto permanecer distante da crise.
Flávio Bolsonaro endurece contra Moraes e pressiona Alcolumbre
Do outro lado da campanha presidencial, Flávio Bolsonaro afirmou hoje que Moraes não teria condições de permanecer no STF diante das revelações e cobrou uma investigação formal. Também passou a pressionar Davi Alcolumbre, acusando o presidente do Senado de proteger Moraes ao não avançar com pedidos de impeachment.
A estratégia é clara: levar a crise institucional para o centro da campanha e, especialmente, para as manifestações de 7 de Setembro. A capacidade de mobilização desses atos será um primeiro termômetro para saber quanto o caso Master/STF consegue repercutir fora de Brasília.
DataTrends coloca JHC e Renan Filho rigorosamente empatados: 43% × 43%
A nova pesquisa DataTrends divulgada hoje mostra JHC (PSDB) e Renan Filho (MDB) com exatamente 43% das intenções de voto para governador. Lenilda Luna e Márcio Jambo aparecem com 1% cada. Num eventual segundo turno, Renan marca 46% e JHC 44% — diferença dentro da margem de erro. Foram entrevistados 1.200 eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro; margem de 2,83 pontos.
Depois de pesquisas recentes apontando vantagens bastante diferentes para um ou outro candidato, este levantamento reforça uma conclusão mais prudente: a eleição alagoana permanece completamente aberta.
Senado: Arthur Lira e Renan Calheiros empatam com 40%; Marina chega a 32%
A DataTrends também trouxe números novos para as duas vagas ao Senado. Arthur Lira e Renan Calheiros aparecem empatados com 40%, Marina JHC/Cândia registra 32% e Davi Davino Filho, 21%.
O resultado mantém exatamente aquilo que temos acompanhado: Arthur e Renan continuam fortíssimos, mas Marina permanece competitiva e suficientemente próxima para ameaçar uma das duas vagas. Como cada eleitor pode escolher dois senadores, a leitura dessa disputa é diferente da eleição majoritária tradicional.
*Com informações de Agência Brasil/Poder 360/Correio Braziliense/7 Segundos
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por Redação
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