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31/08/2026 às 17h00

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Marina está no jogo

Assessoria


Há poucas semanas, a candidatura de Marina JHC ao Senado era recebida com curiosidade e alguma desconfiança.

Afinal, uma estreante em eleições resolveu enfrentar alguns dos políticos mais experientes e poderosos de Alagoas.

Arthur Lira e Renan Calheiros possuem estruturas políticas espalhadas pelo estado, bases municipais consolidadas e décadas de experiência eleitoral.

Marina não possui nada parecido.

Mas começa a apresentar algo que ninguém pode desprezar: votos.

As pesquisas mais recentes divergem sobre sua posição, mas convergem num ponto importante: Marina tornou-se competitiva.

A Quaest colocou Arthur Lira com 20%, Renan Calheiros com 18% e Marina com 15%.

Depois, o Ranking/CadaMinuto trouxe Arthur com 35,28%, Marina com 30,42% e Renan com 29,18% — colocando-a numericamente na segunda posição.

Agora, a Paraná Pesquisas apresenta outro retrato: Arthur com 40,4%, Renan com 36,8% e Marina com 28,4%.

Pesquisa não é resultado de eleição, e comparar diretamente levantamentos com metodologias diferentes exige cautela.

Mas o conjunto permite uma conclusão:

Marina está no jogo.

E existe uma particularidade importante nessa eleição: o eleitor alagoano escolherá dois senadores.

Marina não precisa derrotar Arthur e Renan simultaneamente. Precisa terminar à frente de apenas um deles.

Isso amplia consideravelmente suas possibilidades.

Naturalmente, existe o peso eleitoral de JHC.

Marina beneficia-se da estrutura de um grupo que disputa competitivamente o governo e da enorme exposição política do marido.

Mas o sobrenome pode abrir a porta; não garante que o eleitor atravesse por ela.

Daqui em diante, seu maior desafio será demonstrar quem é Marina sem JHC.

Precisará apresentar propostas, enfrentar debates e convencer o eleitor de que possui preparo para representar Alagoas no Senado.

Arthur e Renan possuem experiência, prefeitos, lideranças e estruturas partidárias.

Marina apresenta a novidade.

Se isso será suficiente para elegê-la, ninguém pode afirmar.

A Paraná mostra que ela ainda tem terreno a conquistar. Outros levantamentos mostram que essa distância pode ser bem menor.

Mas algo já mudou.

Marina deixou de ser uma candidatura lateral e passou a ser alguém que Arthur Lira, Renan Calheiros e Davi Davino precisam colocar nas suas contas.

Ainda não sabemos se Marina chegará ao Senado.

Mas, para disputar uma das duas vagas, uma condição já está cumprida:

Marina está no jogo.


Palanque Alagoas por Redação

Análise dos bastidores e do panorama polítco em Alagoas

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