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11/10/2019 às 10h39

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Tudo por dinheiro


Para refletir:

Num estado democrático existem duas classes de políticos: Os suspeitos de corrupção e os corruptos”. (David Zac)


Tudo por dinheiro

(BRASÍLIA) - O presidente Jair Bolsonaro deu o tom dos debates da semana ao responder em frente ao Palácio da Alvorada a um simpatizante do seu partido. “Esqueça o PSL”, acrescentando ainda que o presidente da sigla, Luciano Bivar estaria “queimado”.

É bom lembrar que foi o PSL primeiro que abraçou a candidatura do capitão e lhe deu a chance de ser candidato à presidência da República. O partido agora está rachado e dificilmente sairá dessa do mesmo tamanho o que poderá trazer consequências nada favoráveis ao governo. Cada lado tem mostrado suas mágoas e ressentimentos alegando muitos motivos que não é o principal. Todos sabem que o jogo é duro e o que mais atrai tanto um quando o outro são os mais de R$ 300 milhões do Fundo Partidário para o próximo ano. Ai está o nó de toda essa briga de comadres entre o presidente e sua família contra Luciano Bivar, fundador e principal figura até a chegada da família Bolsonaro.


Ele não faz falta

O deputado Luciano Bivar (PE), disse que a declaração de Jair Bolsonaro de que seus apoiadores devem esquecer o partido foi “terminal”. Segundo ele, o presidente “já está afastado” da sigla. “A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido”, declarou à imprensa aqui em Brasília. “Não vai mudar nada, não fará falta” acrescentou.

Bivar afirma que  não entende o que se passa na cabeça do presidente. “O que pretendemos é viabilizar o país. Não vai alterar nada se Bolsonaro sair, seguiremos apoiando medidas fundamentais. A declaração de ontem foi terminal, ele disse que está afastado. Não estamos em grêmio estudantil. Ele pode levar tudo do partido, só não pode levar a dignidade, o sentimento liberal que temos e o compromisso com o combate à corrupção”, declarou à repórter.

O presidente do PSL disse que a briga partidária não é motivada pela disputa do milionário fundo de recursos públicos a que o partido terá direito em 2020. “Falácia”, rebateu. O partido deve receber mais de R$ 300 milhões no próximo ano. Um grupo ligado a Bolsonaro defende que Bivar, que preside o PSL desde 1998, ceda o comando a alguém mais próximo do presidente. Todos de olho na dinheirama imoral para sustentar campanhas de vagabundos.


Daqui não saio

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em seguida ao site O Antagonista que não pretende deixar o PSL "de livre e espontânea vontade". Ele comentou também que é um "direito" do presidente do partido, Luciano Bivar (PE), tentar expulsa-lo da sigla, mas que não queria "entrar nessa briga", caso houvesse a tentativa.

Bolsonaro também se mostrou disposto a resolver as divergências com Bivar, mas manteve as críticas ao mandatário do PSL e afirmou que não é o único descontente dentro da sigla.

“Não integro a Executiva, só estou filiado ao partido, mais nada. Essas são as reclamações. Eu não quero esvaziar o partido. Quero que funcione. O PSL caiu do céu para muita gente, inclusive para o Bivar. O que faço é uma reclamação do bem. O partido tem que funcionar, tem que ter a verba distribuída, buscar solucionar os problemas nos diretórios. Todo partido tem problema. O presidente, o tesoureiro, eles têm que solucionar isso.”

Sobre as suas falas ontem (7), na saída do Palácio da Alvorada, quando disse a um apoiador para esquecer o PSL e afirmou que Bivar estava “queimado”, o presidente disse que estava preocupado com possíveis processos contra o homem que o abordou por campanha adiantada. Uma desculpa esfarrapada e sem o menor sentido, encontrada por assessores que tentaram concertar a fala desastrosa do chefe.

Nessa briga entre o presidente e o deputado Luciano Bivar, que tem ao seu lado numeroso grupo de descontentes com o governo pode acontecer tudo, inclusive nada. Mas no fundo mesmo, tudo é por dinheiro.


Merenda nas férias

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de lei, que autoriza a Prefeitura a fornecer merenda escolar durante as férias. A proposta, de autoria do vereador Mario Covas, segue agora para sanção, ou veto, do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Segundo a proposta, seria oferecida a merenda nas dependências da escola, da mesma forma que no restante do ano letivo. Além disso, haveria a entrega de cesta básica aos responsáveis ou seria permitido usar um cartão-alimentação, que poderá ser utilizado em estabelecimentos previamente cadastrados pela gestão pública.

Para o autor do Projeto, é necessário considerar que as dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias das crianças em idade escolar muitas vezes inviabilizam a alimentação adequada em casa, durante as férias ou recesso, que “também são uma oportunidade para o desenvolvimento intelectual dos alunos”.

Aqui no Nordeste e em especial em Alagoas milhares de crianças têm na escola suas únicas refeições do dia, pois a miséria impede que isto aconteça em casa. Não seria a hora de pensar um projeto semelhante para ser implantado. Com a palavra o poder público, que não passa fome.


Nova e bonita Maceió

O prefeito Rui Palmeira ao final de seu governo vai entregar uma cidade totalmente repaginada tanto nos “corredores de turismo” como na periferia onde tem investido pesado. Já em suas mãos projetos da mais alta importância para a mpbilidade urbana, o turismo e uma mudança radical no perfil da capital. Milhões serão investidos em infraestrutura. Conversando com o prefeito sobre as eleições de 2010, obtive a resposta: “Tudo terá seu tempo, o de agora é construir e transformar a Maceió que todos queremos, depois então pensaremos na política. È assim que se faz.


Turismo religioso

A cidade de Palmeira dos Índios está acertando em optar pelo incremento ao turismo religioso, desde que perdeu suja referencia como polo cultural. Mesmo com tradição de terra de escritores e intelectuais sua vocação para o setor se apequena quando o próprio prefeito não é lá muito chegado a pautas culturais pela própria falta de vivência com a cultura. Não acho errado então se trocar essa história ridícula de “capital alagoana da cultura” para a “terra do turismo religioso”, por sinal agora com uma bonita estátua de sua padroeira ( Nossa Senhora do Amparo) , na Serra do Goiti, ao lado do Cristo Redentor, em um aprazível local de contemplação  e reuniões festivas.


Saúde em Maceió

Das capitais brasileiras Maceió tem sido destaque nacional em políticas de saúde pública eficiente e de alcance social em alta escala. Mesmo com recursos insuficientes e sem o apoio do governo estadual a população tem sido assistida em suas principais demandas, os profissionais comprometidos com suas atividades gerando resultados surpreendentes principalmente para os m ais carentes. Um setor com problemas de décadas que passaram a ter resultados na atual administração do secretário José Thomaz Nonô, que se mostra um executivo meticuloso, exigente para com os deveres no interesse público e cuidadoso com o moral e o legal. Eu mesmo que fiz algumas críticas no inicio de sua gestão , faço agora o devido reparo. O caminho é esse.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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