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10/04/2020 às 10h15

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Hora de darmos as mãos


O governo não é maior que a imprensa e a imprensa não é maior que o governo.

Hora de darmos as mãos

Todos sabem da minha independência de pensamento exercida nesses anos todos de produção de textos críticos, principalmente se tratando de um combate sistemático aos maus políticos e aos desvios de finalidade na atividade pública. Nunca tive relação de amizade com o governador Renan Filho, como também de qualquer inimizade, apenas divergimos, o que é natural entre um jornalista e um político.

Desde o início desse terror do Coronavírus, no entanto, tenho me revelado um admirador da coragem e da determinação do governador no comando de uma operação e guerra na busca de salvar a vida dos alagoanos. Por suas ações Alagoas tem sido protagonista e dá, ao país inteiro, exemplo de maturidade e consciência no enfrentamento da terrível crise que nos ameaça.

Com recursos próprios, uma vez que dinheiro federal anunciado e alardeado sempre tarda a aparecer, a situação está sob o controle possível e providências imediatas foram e estão sendo tomadas. Quem imaginou que em tempo recorde o nosso setor de Saúde estaria funcionando com o acréscimo mais de 300 leitos de UTI em vários hospitais, com uma estrutura de insumos, profissionais e outros equipamentos capazes de conter o avanço da pandemia? Muito difícil, principalmente para Estado pobre e com um acentuado índice de miséria na região Metropolitana e no interior.

O sacrifício é de todos   

O governador Renan Filho foi dos primeiros em todo o país a Decretar o Isolamento Social como forma acertada de conter o avanço da fatalidade. Mandou que os alagoanos ficassem em casa, suspendeu as aulas em escolas públicas e privadas e paralisou as atividades comerciais formais e informais. Ruim para muitos, porém melhor para todos. Ouvi de autoridades médicas e cientificas que “Alagoas superou a maioria dos Estados no controle do avanço do vírus, por conta das medidas restritivas”.

O grito dos insensatos

No centro dessa pandemia que nos obriga a ficar resguardados em casa, sem contato com os amigos, com a família, até ninguém sabe quando, pois o governo poderá se ver forçado a estender o decreto de restrições quantas vezes for necessário, surge pessoas de má fé, inescrupulosas e irresponsáveis  com noticias falsas, provocações egoístas e até sugestões desprovidas de conhecimento jurídico, econômico e humano com propostas incendiárias para que o governo reduza tarifas de impostos de determinados produtos, sem o menor sentido.

É importante entender que qualquer redução nas fontes de receita de um Estado como Alagoas compromete tudo a pagar, inclusive a folha de pagamentos. Tal redução ameaça especialmente os investimentos extras, já iniciados inclusive, para o enfrentamento do Coronavírus.
Alagoas, assim como todos os estados brasileiros, deverá sofrer uma queda significativa na arrecadação por conta dos efeitos da indispensável quarentena e isso, obviamente, torna muito mais perigosa e explosiva a situação fiscal - o que impede qualquer iniciativa capaz de reduzir ainda mais essa arrecadação.
Caso qualquer governo deseje fazer alteração em tributos como o ICMS terá de ter aprovada essa proposta por unanimidade pelo Confaz.
E por fim a Política Econômica é responsabilidade da União e só depois de iniciativas do governo federal é que Estados e Municípios podem se adequar às novas orientações e normas; não existem (até agora) novas orientações e normas emitidas pelo governo federal no campo econômico. 

Em Minas Gerais só desculpa

Aqueles que pedem redução de impostos precisam entender que os estados, principalmente os mais pobres, não poderão sobreviver e ai a coisa vai piorar muito. Como dizia meu velho pai: “além de queda, coice”.

Em entrevista à imprensa, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) pediu desculpas e disse que ainda não há como prever quando os recursos estarão à disposição pra pagar servidores.

“Peço desculpas. Eu não consigo tornar previsível o que não tenho como dar previsibilidade. Não é por uma decisão deliberada que estamos deixando de pagar. É porque, infelizmente, o recurso não existe. Temos de pagar na hora que o recurso entra no cofre. Não adianta, nem se eu quisesse emitir um cheque e mandar para todo mundo se o cheque estiver sem fundo. Peço essa compreensão”, disse.

Os irresponsáveis

Algumas pessoas incomodadas com as decisões de restrição em Alagoas, para agradar alguns segmentos inexpressivos e para alimentar seus próprios egos carentes de promoção, estão usando as redes sociais para satanizar o Decreto que prorroga o recolhimento social e a não abertura total do comércio e serviços que possam aglomerar pessoas, apoiado pelas maiores entidades representativas do setor produtivo. Esses irresponsáveis vão além: pregam a desobediência ao decreto e incentiva a população a reagir contra o dispositivo legal que tem o objetivo de salvar vidas em Alagoas. Essas pessoas já deveriam ter sido recolhidas e presas, pois se anunciam com seus nomes e sobrenomes para provocar conturbação.

Muitos falam, poucos fazem 

Momento de crise também é ocasião para políticos surgirem bradando à população seus “feitos” e suas “lutas” trazendo soluções invisíveis para um eleitorado ávido por noticias boas e que venham para solucionar seus problemas de desemprego, fome e saúde. Alguns deputados federais e um senador têm anunciado que conseguiram muito dinheiro para Alagoas. Então para onde foi esse dinheiro que até agora aqui não aportou? A não ser que cada um tenha uma máquina de produzir cédulas e as estejam trazendo em malas. Não duvido de suas ações, mas daí a esse dinheiro chegar por aqui a crise acaba.

Expressas

Prefeito Rui Palmeira tem se dedicado praticamente toda a sua agenda na luta incessante de combate à pandemia que ameaça a população.

Mas sabe que a coordenação da Saúde está entregue a quem mais se credencia em responsabilidade e seriedade: o secretário José Thomaz Nonô.

Candidatura da juíza Sônia Beltrão em Palmeira dos Índios surpreendeu e já começa a mostrar mudanças no tom da disputa.

Cesta nutricional distribuída pela prefeitura de Maceió para a rede escolar, em substituição à merenda, merece elogios.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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