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02/08/2020 às 11h08

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O genocídio à esquerda


“Agora é hora de corrigir os rumos para que a Lava Jato não perdure”.(Augusto Aras – o homem que vai acabar com a operação Lava Jato).


Um grupo de entidades sindicais brasileiras ingressou com uma ação no Tribunal Penal Internacional, em Haia (Holanda), contra o presidente Jair Bolsonaro, por crime contra a humanidade.

A Rede Sindical Brasileira Unisaúde, formada por entidades de saúde e que representa mais de um milhão de trabalhadores do setor, acusa o presidente de "falhas graves e mortais" no combate à pandemia do Coronavírus.

Segundo ela, desde o início da crise sanitária o governo brasileiro tem adotado postura negligente e irresponsável que contribuiu para que o país atingisse a marca de mais de 80 mil mortes pela nova doença.

A Unisaúde é coordenada pela UNI Américas, um braço regional da UNI Global Union, federação sindical que representa mais de 20 milhões de trabalhadores do setor de serviços em cerca de 150 países. 

“O governo federal deveria ser considerado culpado por sua insensível atuação frente à pandemia e por se recusar a proteger os trabalhadores da saúde", afirmou o secretário regional da UNI Américas, Marcio Monzane. "Buscar a Corte Penal Internacional é uma medida drástica, mas os brasileiros enfrentam uma situação extremamente difícil", acrescentou.

Vamos aos fatos: O que é genocídio? - Essa palavra faz menção a qualquer tentativa de exterminar um grupo de pessoas por conta de sua etnia, raça, religião ou nacionalidade.

É considerado um crime contra a humanidade por meio de uma determinação realizada pela ONU, em 1948. 

Para os representantes dos trabalhadores, o presidente colocou em risco a saúde da população ao promover aglomerações sem o uso de máscara e ao fazer propaganda de medicamentos como a hidroxicloroquina. Segundo o maior estudo feito no país sobre a substância ela não tem eficácia no tratamento da doença.

"O Brasil está há mais de dois meses sem um titular na pasta da saúde, no meio da maior crise sanitária do último século, que já ceifou milhares de vidas e deixou mais de 2 milhões de pessoas doentes", afirmou o grupo de entidades de saúde em um comunicado.

Para especialistas em Direito Internacional o documento não passará nem do nível preliminar na Corte. “Tenho convicção que essa queixa, como as anteriores não vai passar nem na análise inicial, vai ser barrada no início”, afirma Sylvia Steiner, ex-juíza do Tribunal Internacional. 

Nem precisa ser especialista para saber da burrada cometida pela esquerda exacerbada que não se conforma com a derrota nas urnas em 2018. È muito ruim para o Brasil que por irresponsabilidade dessa natureza é exposto à comunidade internacional com uma pauta negativa que desgasta nossa credibilidade.

E o “genocídio” petista?

Por que o mesmo grupo então não denunciou os governos petistas do passado, responsáveis pelo roubo descarado do dinheiro público, afetando o fornecimento de merenda escolar, fechando hospitais e atingindo em cheio uma imensa população de miseráveis que fingiam defender?  Porque são iguais até na hipocrisia.

Governo desumano

Alagoas com indignação leu o texto postado pelo combativo jornalista Odilon Rios sobre o chocante caso em que o governo do estado se negou a ajudar uma criança de nove meses, que sofre da Síndrome de West cuja vida depende de um medicamento muito caro (R$ 14 mil). Pasmem que mesmo com uma decisão judicial através da juíza Joice Florentino que bloqueou o valor necessário à compra, porém o inusitado aconteceu: a conta indicada pela Defensoria Pública não tinha saldo suficiente para o confisco.

“Estou nessa busca há oito meses pelo medicamento, relatou a aflita mãe da criança, Patrícia Melo Santos Nogueira”.

A magistrada declarou: “a Justiça tentará outras contas do Estado. A luta é incessante, mas não depende só do Judiciário”.

Resumindo: é preciso muita insensibilidade e falta de amor ao próximo de alguém que exerce uma falsa liderança política e é responsável pelo direito à vida dos alagoanos. 

Os alagoanos decepcionados certamente saberão dar a resposta adequada quando o govenador se apresentar candidato ao Senado.

O começo do fim da Lava Jato

A cada dia se evidencia que o procurador Augusto Aras, chegou ao cargo máximo do Ministério Público fruto de uma poderosa trama com o principal objetivo: acabar com a Operação Lava Jato. Uma real ameaça para políticos corruptos, responsável pelo desmantelamento da maior quadrilha da história política brasileira, se encaminha para um final melancólico, diante aos olhos de um país apático e abatido pelo desânimo. 

Esta semana o ministro responsável pelas decisões do STF durante o recesso do tribunal, Dias Toffoli, mandou a Lava Jato compartilhar seus arquivos com a PGR, determinou o arquivamento de 3 investigações motivadas pela delação de Sergio Cabral e proibiu a PF de fazer uma operação de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra. Sinais dos tempos novos e sombrios.

O entendimento de Toffoli transforma o Congresso em território livre e imune, uma espécie de templo sacrossanto onde os parlamentares podem ocultar provas, com a segurança de que seus gabinetes, além deles mesmos, serão protegidos pelo instituto do foro privilegiado. 

Renan Filho: o algoz dos servidores

Os servidores públicos de Alagoas continuam na luta contra ações de perseguição mesquinha do governador Renan Filho contra as diversas categorias dos que trabalham para fazer a máquina administrativa funcionar. A exceção dos comissionados, aqueles que geralmente estão no serviço público por vias atrofiadas como o compadrio e as lambanças políticas tão maléficas para os cofres públicos, o funcionalismo tem sido a tônica da pauta repressora adotada pelo chefe do Executivo, desde o seu primeiro mandato. Ressalte-se que a caneta do governador jamais foi usada para beneficiar o funcionalismo, diferente dos seus antecessores que sempre reconheceram as demandas justas das categorias. Por vontade própria o governador se transformou no grande algoz dos servidores públicos e por isso vai amargar um preço amargo no futuro quer ele escolheu.

Senador Fernando Collor tem estreitado muito suas relações com prefeitos e lideranças do interior. Asfaltando sua caminhada em 2022. Sabe o que faz e sabe fazer.

Ronaldo Lessa entra na disputa pra valer. Disputa a vaga com muita chance, se a justiça caolha não lhe perseguir mais uma vez


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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