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12/12/2020 às 09h05

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Apropriação indébita

Agência Alagoas


PARA REFLETIR

Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento. (Philip Chesterfield).

Apropriação indébita

O governador Renan Filho anuncia a entrega da grande obra do viaduto da PRF, como se fosse um feito de seu governo, por pura balela. Imagina que o povo é tolo, o mesmo povo que o derrotou nas eleições para prefeito e que o derrotará caso se atreva a ser candidato em 2022. A obra usurpada pertence a vários governos, com um grande incremento no governo Michel Temer, graças ao empenho do então ministro Maurício Quintella e finalizada pelo governo Bolsonaro, sensível ao desejo do povo alagoano.

Não é a primeira vez que a pequenez de espírito público do governador alagoano o faz se apropriar de obras do governo federal, para vender uma falsa imagem da sua pífia administração.

Transição republicana

Quem imaginava atos de beligerância e exibição explícita no processo de transição da prefeitura de Maceió, deve estar decepcionado. O antagonismo acabou ao desarmar os palanques e contar os votos. O adversário não precisa, necessariamente ser inimigo, principalmente quando o objetivo é a vida da sua capital.

O deputado Davi Maia, comandante da transição e sua equipe, têm caminhado com muita cautela, sem perder os objetivos inerentes à missão, mas com diálogo fácil e contando com a colaboração dos que estão saindo, sob recomendação do prefeito Rui Palmeira.

Raspando o tacho

O prefeito eleito de Maceió, JHC, ainda será deputado federal até o dia 31 de dezembro. Com sua destacada atuação e seu robusto relacionamento em Brasília, não perdeu tempo. Deu uma estratégica parada na formação de sua equipe e partiu para a capital federal para destravar pautas de sua agenda e manter contatos com vistas e investimentos e demandas para a cidade que comanda a partir de primeiro de janeiro.

A partir dessa segunda feira retomará a sua maratona para iniciar logo o anúncio de nomes da sua equipe.

Marx, o perdedor

O deputado federal Marx Beltrão não tem sido nada favorecido nos embates políticos desde a eleição passada em 2018, quanto foi preterido para uma vaga de senador pelo clã Calheiros, que lhe aplicou um “Cavalo de Troia”. Agora em 2020 teve derrotas emblemáticas e vai chegar à época da renovação de seu mandato sem nenhum protagonismo político. Como faz falta o ombro do pai, deputado João Beltrão, um mestre em alianças e “negócios “políticos.

Eu quero paz

Para ACM Neto, presidente do DEM, as eleições municipais deste ano deram o recado de que os eleitores querem “gestores que ajam com equilíbrio, que tenham experiência e capacidade de realização”.

“É uma indicação importante para 2022. Agora, o presidente vai dar uma nova cara ao governo nesses próximos dois anos e ter uma postura de moderação ou vai apostar no radicalismo? Não sabemos. Bolsonaro vai perder se apostar no radicalismo.”

Bola cheia para Arthur Lira

O deputado alagoano, Arthur Lira, apostou em voo às alturas sendo no momento atual a principal figura política da República. O presidente Bolsonaro aposta todas as fichas em sua candidatura para a presidência da Câmara dos Deputados e para tanto se dispõe até a fazer reforma ministerial para conquistar apoios ao nome do parlamentar. O Palácio do Planalto vai além: associa a liberação de recursos de emendas parlamentares a apoios para a candidatura de Lira.

De acordo com relatos de líderes partidários e deputados governistas, integrantes de partidos do centrão foram orientados a buscar Lira para definir a liberação de verbas acertadas na aprovação do PLN 30, projeto de lei que abriu crédito suplementar de quase R$ 6,1 bilhões a oito ministérios.

Se eleito presidente da Câmara, Artur Lira passa a ser a segunda maior autoridade na linha sucessória do país, se colocando após o vice-presidente da República.

Cumprindo pauta positiva

O prefeito eleito de Maceió, JHC, esteve em Brasília cumprindo uma extensa agenda de reuniões em busca de investimentos e melhorias para a capital. Uma das principais pautas do novo gestor foi o combate à Covid-19. JHC esteve reunido com Marcelo Pontes, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para tratar sobre a volta às aulas.

“Vamos trabalhar firmes para que nossas crianças, familiares, professores e pessoal de apoio possam retomar as aulas presenciais com toda a segurança necessária. Lugar de criança é na escola, e vamos adotar todas as medidas sanitárias que permitam um retorno seguro”, explicou o prefeito JHC.

Arapiraca não perdoa

Os arapiraquenses que deram uma magnifica votação ao seu prefeito eleito, Luciano Barbosa, comemoram antecipadamente a segunda vitória com a decisão inesperada tomada pelo senador Renan Calheiros e seu filho governador, em retirar as ações que pediam a impugnação do candidato consagrado nas urnas. Ouvi de uma importante liderança política da região: “comemora, mas não perdoa.  O povo de Arapiraca foi agredido brutalmente pelos Calheiros, que se acharam donos de sua vontade e consciência, recuaram porque sentiram que perderiam também no tapetão com dupla desmoralização. Não imaginem que isso apagará da memória do arapiraquense as ofensas imperdoáveis, assacadas pelo governador e seu pai. O troco será dano na hora e lugar devido. Vingança é um prato que se come frio, como você bem o disse aqui em sua coluna”.

Um detalhe: se Luciano Barbosa ceder aos encantos dos Calheiros, provará o gosto do mesmo veneno.

Fogo amigo continua aceso

(BRASÍLIA) - O clima no palácio do Planalto continua pesado e novas demissões devem sair em breve para acalmar o “estado de guerra fria” que domina os intestinos do governo Bolsonaro já há algum tempo. A queda do ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não diminuiu a pressão.

Antes de sair o ex-ministro colocou em exposição o clima de disputa por espaços do entorno presidencial.

Acusou o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de negociar cargos com o Centrão. Álvaro Antônio afirmou que as aprovações no Congresso Nacional costuradas pelo militar teriam um altíssimo preço, se comparadas à sua "insignificância". "Ministro Ramos, o senhor entra na sala do PR [Presidente da República] comemorando algumas aprovações insignificantes no Congresso, mas não diz o altíssimo preço que tem custado", disse.

E completa: "O senhor é exemplo de tudo que não quero me tornar na vida, quero chegar ao fim da minha jornada exatamente como meus pais me ensinaram, leal aos meus companheiros e não um traíra como o senhor.

Há quem diga que o presidente tem perdido muito mais tempo em administrar os conflitos existentes na equipe do que cuidando da função institucional.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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