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Agora no Painel 124.729 alagoanos já foram vacinados contra a Covid-19
23/01/2021 às 10h38

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O dia “D” do Brasil


PARA REFLETIR

“Temos vacinação e não temos vacinas. Pobre Brasil”


O próximo dia primeiro de fevereiro ficará na história da política nacional como a data em o Brasil mudou de rumo e de prumo. A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados acontecerá nesse dia, quando os 513 deputados eleitos em 2018, devem comparecer ao plenário da casa, para escolher o nome do “número três” na ordem sucessória nacional.

Os parlamentares devem escolher, além do presidente, duas vice-presidências, quatro secretarias da mesa diretora da Câmara, e quatro suplentes. A votação é decidida por maioria simples: para um candidato ser eleito, é preciso ter 50% + 1 dos votos - ou seja, 257 indicações. Caso nenhuma candidatura atinja essa quantidade, acontece um segundo turno com os dois candidatos mais votados. Os votos são secretos.

A eleição será feita de forma presencial, ou seja, os deputados devem estar em Brasília, no Plenário da Câmara, para votar.

A Câmara dos Deputados é onde é votada a maioria dos Projetos de Lei (PLs), que, caso aprovados, seguem para segunda votação no Senado. Por isso, a Câmara tem o poder de definir quais temas serão debatidos no Congresso Nacional. Quem determina os PLs que serão levados a votação em Plenário é a Presidência da Câmara.

Embora a aprovação ou rejeição de um PL dependa das posições dos 513 deputados, com as negociações para alterar pontos do Projeto, emendas e outras mudanças, se a Presidência não colocar o PL na pauta da Câmara, ele sequer será discutido. Portanto, ter neste cargo uma pessoa que seja aliada ou oposição ao Executivo cria uma diferença importante na condução do Governo Federal.

O grande embate entre Arthur Lira e Baleia Rossi

Até hoje pelo menos oito candidatos concorrem à presidência da Câmara, porém apenas dois irão para a batalha final que se desdenha cheia de surpresas, traições e muitos “negócios sujos”: Arthur Lira (PP/AL) e Baleia Rossi (MDB/SP).

Seja quem for o eleito, terá que manter um altíssimo nível de responsabilidade e coordenação em favor do que é melhor para o Brasil, nesta quadra tão difícil que estamos vivendo. Grandes decisões passam pela Câmara.

Entre os dois candidatos Arthur Lira representa o lado do presidente da República em antagonismo com Baleia Rossi, que é o candidato do atual presidente, Rodrigo Maia e da oposição nacional a Jair Bolsonaro.

O que muda no país com a eleição da Câmara

Não se tenha dúvida que o resultado da escolha do presidente da Câmara vai interferir na situação da estabilidade política do Brasil. Ganhando Arthur Lira o presidente Bolsonaro poderá “viajar em céu de brigadeiro”, com o apoio do Centrão e da maioria na casa, mas até quando ninguém sabe. Lira sentará em cima de pautas contra o governo durante os dois anos de seu mandato, até 2022. Por outro lado, Jair Bolsonaro vai pagar um preço altíssimo, se tornando refém de uma maioria que o fará passar por dias turbulentos. Já com a vitória do grupo de Rodrigo Maia um dos primeiros temas a ser pautado será o impeachment do presidente, com vários pedidos já encaminhados. Além disso não se sabe até quando Bolsonaro suportará nos costados “um inferno astral”, com derrotas emblemáticas no Congresso. O presidente literalmente poderá não ter opção: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Millane Hora

Esta semana nos deparamos com um fato que mostra, claramente, as opiniões tendenciosas em nosso cotidiano, principalmente quando se trata de política e seus derivados. Uma jovem advogada, artista e atuante em várias atividades de contribuição social, passou a ser alvo de uma enxurrada de noticias na imprensa e nas redes sociais, não por ter sido, por suposto mérito, galgada à função de assessora especial na administração municipal, mas por ser namorada de um senador. Pasmem quanta distorção por causa de uma nomeação legal, moral e totalmente cabível. Faço a seguinte analise: seria mais prudente para o prefeito pedir ao seu antagonista derrotado, a indicação de um nome para sua assessoria? Abrir uma lista e distribui-la com seus adversários para preencher os cargos de sua gestão? É bom lembrar que no Direito Administrativo, os cargos de confiança são de livre escolha do administrador e demissíveis ad nutum (a qualquer momento). Portanto o nomeado basta ter atribuições para o cargo, reputação ilibada e merecer a confiança do agente político. O resto é apenas “lero” de pessoas incomodadas.

Pose com o dos outros

Perece até que o governador Renan Filho tem paixão por obra “ficcionista”, diante de sua insistência em usar obras e conquistas de outros, como se suas fossem. Recebe bilhões do governo federal para investimento em infraestrutura e anuncia fazendo parecer que foi obra de seu governo, mostra investimentos privados sendo construídos e “planta” a ideia de desenvolvimento da mesma forma,

No momento mais crítico da vida alagoana foi negligente com a propagação do vírus, tomou medidas inaceitáveis de restrições, anuladas pelo prefeito de Maceió.

Agora com a chegada das vacinas de combate ao Covid aparece posando de bom moço e ao cumprir sua obrigação institucional de distribuir com os municípios, faz parecer que tudo é obra de seu governo, fazendo festa com o legado dos outros. Nunca se viu mentir tanto, o tempo todo, por todo o tempo.

Prefeito JHC

Os servidores públicos municipais não pedem muito. Apenas salários dignos, meritocracia, valorização e oportunidade para que se capacitem, buscando melhorar a qualidade dos serviços públicos.

Invista no servidor e comprove que os resultados serão bastante positivos.

Temos um excelente quadro de técnicos, capacitados para ajudar a forjar uma competente administração.

Os bandidos do Covid

Estão vazando informações seguras de que pessoas da sociedade e familiares de gestores públicos “furaram” a fila de vacinação, passando à frente dos grupos prioritários, recebendo a primeira dose da vacina.

O caso é gravíssimo e precisa ser apurado rigorosamente. Papel do Ministério Público e responsabilidade das autoridades encarregadas de gerenciar a logística das operações de vacinação.

Cadeia nesses vigaristas e bandidos.

Pílulas do Pedro

Arthur Lira eleito presidente da Câmara vai se transformar em figura de “primeiro ministro”. Fortíssimo.

Alguns assessores do prefeito JHC já estão pedindo para mudar de função. Não conseguem acompanhar o rimo do chefe.

A Diplomacia brasileira virou “fundos de mãe Joana”. Não podia ser diferente em um governo de aberrações.

 Bolsonaro não é louco. Ele é perverso. ( palavras de um especialista).


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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