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05/02/2021 às 17h42

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Lava Jato, a morte anunciada

 

PARA REFLETIR

“A racionalidade vencerá o obscurantismo”. (Frase do ministro Luiz Fux, em sessão solene do STF, olhando para Bolsonaro)


Lava Jato, a morte anunciada

Para alegria dos políticos e governos corruptos foi decretado o fim da República de Curitiba e consequentemente a “morte” da Operação Lava Jato.

O anúncio foi feito pelo MPF (Ministério Público Federal) na manhã da quarta-feira. A força-tarefa foi incorporada ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPF.

O anúncio ocorre na mesma semana em que o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu o sigilo das conversas entre procuradores da operação Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro obtidas  operação “Spoofing”.

Tinha que acabar mesmo. Os bastidores da “operação fim da Lava Jato” mostram o quanto foram promíscuos e levianos o juizeco Sérgio Moro e sua tropa de procuradores midiáticos. O procurador Augusto Aras que chegou com a missão de sepultar a famosa operação de repressão à corrupção, nem teve muito trabalho para cumprir o seu papel. Moro e seus pupilos se destruíram sozinhos.

Ao país vão oferecer um presente valioso: a possibilidade de Lula ser candidato em 2022.

O principal ator do teatro de quinta categoria, Sérgio Moro, apequenou-se por um cargo de ministro da Justiça e a chance de ir para o STF e trocou sua toga suja pelo colo do presidente Bolsonaro, que em boa hora o jogou ao lixo, desmascarando a sua verdadeira face.

Surge um novo tempo? Esperamos que seja bom

A renovação das mesas diretoras da Câmara e do Senado acontece em um turbulento momento da vida institucional brasileira, em meio a uma pandemia ceifando milhares de vidas, enquanto governo e oposição brigam pelo protagonismo da cura que nunca chega e são cometidos erros absurdos, causando mais mortes e relevando a vida da população. O Congresso Nacional até o momento não tem colaborado à altura para apaziguar os ânimos e se unir para buscar caminhos efetivos de combate à pandemia.

O Brasil precisa voltar à sua vida normal, com comércio aberto, industrias funcionando a economia e a saúde caminhando de mãos dadas.

Pelo visto os ares de Brasília começam a mudar, pelo menos momentaneamente, para melhor. Isso não quer dizer que teremos “céu de brigadeiro”, mas é o começo de um bom caminho.

Os chefes das duas casas do Congresso lançaram à Nação um compromisso com o povo brasileiro para o enfrentamento da pandemia e a possibilidade de maior oferta de vacinas e retomada da normalidade da vida.

Assumir o protagonismo da vacinação

“O presidente do Senado Federal e o presidente da Câmara se comprometem aqui e hoje com os seguintes pontos: - Liderar, junto com as instâncias, com os Colégios de Líderes, com as bancadas, levando em conta as proporcionalidades, os canais e os ritos, formas legais para tornar mais ágil o acesso às vacinas para os brasileiros, sempre garantindo o rigor científico, a qualidade do produto e a segurança para os nossos cidadãos. Construir os processos legais para tornar mais ágil esse processo de licenciamento de vacinas. As duas Casas conversarão com especialistas para avaliar o modo de tornar o Brasil mais apto a ter acesso à maior quantidade de vacinas, boas vacinas, que já tenham sido atestadas internacionalmente e torná-las disponíveis para todos os brasileiros”.

Continuam os presidentes “Assegurar, de forma prioritária, que todos os recursos para aquisição de vacinas estejam disponíveis para o Poder Executivo e que não faltem meios para que toda a população possa ser vacinada no prazo mais rápido possível; e que a peça orçamentária a ser votada garanta que cada brasileiro terá a certeza de que o dinheiro do seu imposto estará disponível para sua vacina”. –

Retomada da economia

Finalmente o compromisso de ambos os chefes das casas legislativas com a retomada da economia e o crescimento nacional. “O Senado Federal e a Câmara dos Deputados se comprometem com o País, com a sociedade civil, com os sindicatos, com as forças dos trabalhadores, com o mercado, com as forças produtivas, a discutir pautas de reativação da atividade econômica e estarão abertos para o diálogo com o Poder Executivo, com a equipe econômica e com todos aqueles que queiram contribuir para que o Brasil retome, o mais rapidamente possível, um padrão mínimo de sua produção e geração de riquezas. Assinam este documento o Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira”.

Se cumprirem essa pauta e iniciar a reforma tributária, não precisam fazer mais nada esse ano. Os subsídios serão ganhos com justiça.

Pegando fogo

O clima político em Palmeira dos Índios não anda nada tranquilo, por causa da relação entre o prefeito e a Câmara Municipal. Na quarta-feira, enquanto o governador visitava a cidade o clima esquentou na sessão com vereadores descendo o malho no prefeito Júlio Cezar, com adjetivos nada elogiáveis. Pelo clima daria para se supor que o gestor palmeirense teria muita dificuldade no tocante às matérias de seu interesse na casa parlamentar, mas tratando-se de política e de Palmeira (que conheço como a palma de minhas mãos) nada que não se resolva com futuros agrados e alguns cargos na administração, para compartilhar. O prefeito só está se fazendo de difícil e os vereadores de “magoados”. É dando que se recebe.

Perigo à vista

Registrei minha opinião contrária tão logo a prefeitura anunciou que iria manter o ponto facultativo no período carnavalesco. A questão esbarra na desobediência civil de nossa população que certamente irá aglomerar em praias e bares da cidade, mesmo sem ter festas. Ontem o médico infectologista Fernando Maia veio se somar a essa opinião afirmando que a situação é preocupante. Segundo ele “a melhor decisão é suspender o ponto facultativo na capital para que possa evitar que as pessoas venham a se aglomerar”. Temos que nos mirar sempre no exemplo de Manaus e não podemos facilitar a contaminação.

Reféns do “Frentão”

A grande imprensa, de memória curta proposital, bate em uma tecla manjada e repetida insistentemente: “Bolsonaro vai ficar refém do Frentão”.  Até parece que se prenuncia o Planalto sem presidente, sob o comando do legislativo. Ora, senhores. Não será a primeira vez que um presidente trabalha a cooptação de um grupo majoritário na Câmara dos Deputados. Foi assim com Sarney, Collor não soube fazer e caiu, foi assim com Lula, Dilma também levou um chute no traseiro por não compor essa maioria e Bolsonaro teria o mesmo fim se não o fizesse. São assim os governos de coalisão aqui e alhures. O que não pode é desmoralizar, corromper e “estuprar” o país com acordos de milicianos. O pecado de Bolsonaro foi dizer que não faria e fez.

Pílulas do Pedro

Secretaria de Educação, SIMA, Previdência e Escola de Governo, são alguns órgãos em Maceió, que precisam ser passados a limpo e apurar fatos e atos.

Morte do intelectual Ronald Mendonça deixa um vazio na medicina, na cultura e na vida alagoana.

O avião da FAB ainda não aterrissou em Maceió. Sinal que Arthur Lira está atarefado em Brasília.

Para o governador e seus secretários Alagoas está um paraíso, para os alagoanos um Inferno de Dante.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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