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09/04/2021 às 22h00

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Mortes anunciadas

 

Para refletir

O Brasil é uma bomba relógio e caminha para se tornar o pior país do mundo em mortes por Covid.

Mortes anunciadas

Moradores de rua em Maceió estão se infectando e indo a óbito, pelo descaso de quem deveria cuidar, em se tratando de vidas humanas, castigadas pelas adversidades, jogados nas marquises e nos escombros de prédios abandonados. Pela narrativa que recebi a situação se apresenta como dramática e causa indignação, pois alguns desses moradores de rua, principalmente os mais idosos já vieram a óbito, sem qualquer atendimento hospitalar. Fiz contato com ouvidoria do Ministério Público que informou que já foi aberto processo investigativo para apurar a grave denúncia e buscar responsabilizar os culpados.

Sabemos que há um calendário nacional de vacinação controlado pelo Ministério da Saúde, que não faz previsão de atendimento de moradores de rua, mas apenas daqueles que estão em albergues ou casas de acolhimento, esquecendo aqueles ainda mais vulneráveis: os que se mantêm nas ruas, praças e viadutos. A culpa não deve recair no governo estadual ou prefeituras, mas bem que poderia haver uma mobilização conjunta para buscar uma solução urgente visando estancar as mortes que se anunciam, caso alguma medida não seja tomada. 

Militar não é vacina

O presidente falastrão, negacionista e irresponsável, que deixou de comprar vacinas em tempo hábil, causando a morte de milhares de brasileiros, vem agora com a hipocrisia que lhe é peculiar, anunciar que o “seu” exército irá contribuir com a campanha de vacinação, para imunização da pandemia em todo o país.

Pura lorota dessa figura desprezível que se arvora de conduzir o Brasil, levado ao poder pelo maior equivoco eleitoral de nossa história política.

Alegou o governo que os militares atuarão em duas frentes.1. Na logística do programa de vacinação, o que é uma piada. A distribuição de vacinas tem tido um desempenho excelente, graças exatamente à logística montada pelo Ministério da Saúde, na gestão do ministro Pazuello, usando sua própria estrutura de pessoal, com apoio impecável do Ministério Infraestrutura. Não precisa de militares no seu desempenho.

2. Uso de militares no processo de vacinação. Outra mentira deslavada do governo. Os poucos militares aptos a vacinar seriam aqueles do quadro de saúde das Forças Armadas, que é número reduzido. Os demais, aos milhares, naturalmente ficariam a “guardar” as vacinas geladas em caixas de isopor e entrega-las aos profissionais de saúde, que fazem a linha de frente da vacinação. Muito mais eficiente e que alguns estados já estão adotando seria a convocação voluntária de acadêmicos de medicina e odontologia em número até maior que os militares e tecnicamente preparados para executar a vacinação.

Esse governo destrambelhado deveria agir para buscar vacinas, na tentativa de recuperar o tempo perdido, por negligência do próprio presidente que deveria aprender: militar não é vacina.

O pai da matéria

Depois de um longo e demorado caminho na Câmara dos deputados e enviada ao Palácio do Planalto, finalmente foi sancionada, pelo presidente da República, a nova Lei de Licitações e Contratações Públicas. O novo texto representa um grande avanço trazendo mais transparência e segurança jurídica, além de mais agilidade nos procedimentos licitatórios. 

A ideia de um novo estatuto jurídico para as licitações e contratos na Administração Pública, tem como autor o senador Renan Calheiros, quando ainda presidente do Congresso Nacional.

A lei já está em vigor desde o dia primeiro de abril, valendo para a União, Estados e Municípios.

O olho do dono

Acreditando na máxima “o olho do dono é que engorda o gado”, o prefeito JHC tem feito malabarismo diante da quantidade de atividades que são tocadas pela prefeitura de Maceió. Não bastasse a rotina de vacinação, na qual está na linha de frente e acompanhando a cada etapa, seus detalhes e a correção das ações, ainda arranja tempo para despachar a pauta administrativa, percorrer obras em andamento e manter contatos políticos. Não é sem razão que alguns auxiliares já dão sinais de esgotamento.

Onde passa um boi...

No começo o critério de vacinação era apenas por idade e aqueles que possuíam alguma comorbidade grave. Como tudo o que acontece no Brasil, com o passar dos dias algumas categorias começaram a buscar “furar a fila” para obter o benefício, algumas merecidamente e outras nem tanto. Médicos e enfermeiros que estavam na linha de frente, em seguida todo o pessoal da área de saúde, mesmo os que ficaram em casa, aí a coisa foi se estendendo e hoje 16 categorias já reivindicam o direito.

Depois dos professores e integrantes da segurança pública, deputados já tinham aprovado o texto-base de uma proposta, incluindo no grupo trabalhadores como oficiais de justiça, coveiros, taxistas, garis, entre outros.

Entre os destaques selecionados para uma nova votação está uma proposta do PT, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), para incluir trabalhadores e trabalhadoras domésticas.

O PCdoB também apresentou destaque para incluir funcionários da Caixa Econômica Federal na lista de grupos prioritários.

Coisas do Brasil: onde passa um boi, passa uma boiada.

Pílulas do Pedro

Prefeitura de Maceió iniciou esta semana o processo de limpeza do Riacho Salgadinho. A paisagem mais degradante do turismo da capital.

Bares e restaurantes dão um suspiro com a flexibilização das restrições. Abrem agora para almoço. Por enquanto só isso

Deputado Marx Beltrão, na presidência da Frente Parlamentar em Defesa do Turismo, tem sido defensor constante dos pleitos de Alagoas.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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