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06/06/2021 às 10h40

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O tom e o compasso

 

Para refletir

“Se o presidente da República não parar com essa pulsão de morte, cada vez mais as pessoas irão às ruas, pelo desespero e pelo agravamento da doença” (Senador Renan Calheiros).


O governador Renan Filho está de olho voltado para a pandemia com o objetivo que Alagoas continue no protagonismo da vacinação e cuidados sanitários, porém a pauta política não está colocada de lado. Tem conversado com aliados visando construir uma frente eleitoral robusta para as eleições do próximo ano. Tem ampla vantagem nas pesquisas para o Senado, mas ainda não bateu o martelo e só no inicio de 2022 revelará o seu destino. Para a disputa de seu sucessor só o tempo dirá o tom e o compasso, tudo dependendo do que lhe der mais segurança para seu projeto político. O candidato pode vir da Assembleia ou de sua base governista, que tem bons nomes. Se o “ungido” for do entorno palaciano dois nomes se sobressaem : Maurício Quintella, secretário de Infraestrutura, com enorme visibilidade política, inclusive como ministro dos Transportes ou Alexandre Ayres , secretário de Saúde, jovem e promissor quadro que se revelou o destaque da equipe , por sua atuação aplaudida na condução da política de combate à pandemia e sua gestão firme e empreendedora na pasta.

Agindo com cautela e ao seu modo, o governador pode surpreender com uma chapa imbatível, embora saibamos que essa será uma das eleições mais disputadas dos últimos tempos. É jogo de profissionais e esse ele sabe jogar.

Caça aos ratos

Em operação contra desvios de recursos para o combate à Covid-19, a Polícia Federal cumpriu, esta semana,  25 mandados judiciais em Manaus e em Porto Alegre, incluindo busca e apreensão na casa do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e a prisão temporária do Secretário Estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, que aconteceu no mesmo dia, no aeroporto da capital.

"Há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do governo do estado, de um hospital de campanha que, de acordo com os elementos de prova, não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia”, afirma a PF.

Os crimes em investigação são de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa. Se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão, afirma a PF.

Nos próximos dias há previsão de novas operações mirando governadores e prefeitos que supostamente usaram indevidamente recursos para ações no combate ao Coronavírus. 

Capacitando servidores

A prefeitura de Palmeira dos Índios vai realizar um programa continuado de capacitação de seus servidores com vistas a modernizar, oferecer serviços púbicos de qualidade e valorizar todo o seu pessoal. O início do programa vai contemplar a Secretaria Municipal de Educação com uma plataforma de treinamentos para gestores, professores e pessoal administrativo, como parte de uma ampla modernização de conceitos e acessibilidade à modernas práticas, com atualização pedagógica e princípios fundamentais, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Cientista alagoana

A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, passa a contar com a participação da professora Luciana Santana, do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas em seu Comitê Executivo. Criada para promover debate público sob a condição das mulheres brasileiras na pandemia da covid-19, a Rede nasceu a partir da mobilização de mais de três mil cientistas do país que assinaram um documento denominado de Carta de Lançamento, contendo, principalmente, propostas para debate público em torno de seis grandes temas visando à implementação de políticas públicas.

Mestre e doutora em Ciência Política, atualmente a professora Luciana coordena o Projeto Governos Estaduais e ações de enfrentamento da pandemia de covid-19, que reúne mais de 40 pesquisadoras.

Liberdade de expressão

A tenente-coronel Camila Paiva está tendo a sua conduta investigada pelo Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas depois de sua participação em ato contra o presidente do Jair Bolsonaro.

O procedimento foi aberto para apurar possíveis transgressões disciplinares. Nas redes sociais, Camila Paiva havia se posicionado e colocou sua opinião como cidadã diante das tomadas de decisões de Bolsonaro que vem afetando o país com a crise da pandemia. 

O que diz o Conseg: “Fatos noticiados dão conta de que a Tenente-Coronel Camila Paiva, integrante do Corpo de Bombeiros Militar, participou de manifestações político-partidário, bem como promoveu manifestação no interior do Colégio da Polícia Militar de Alagoas, portanto Organização Policial Militar, nascendo a necessidade de apuração de possível prática de transgressão disciplinar por parte da Tenente-Coronel”, diz trecho da portaria do Conseg. 

O que diz a militar: “que ainda não foi comunicada sobre o procedimento e que outros militares de já participaram de diversos atos políticos e não foram alvos do mesmo procedimento investigatório”. 

O que diz a coluna: O Conseg teria coisas mais importantes a fazer, a exemplo de apuração de espancamentos, prisões arbitrárias e constrangimento por parte de maus militares. Deixa a Camila, uma policial exemplar e atuante, se manifestar!

O troco ao genocida

Em resposta ao patético e deplorável “discurso” do presidente genocida, na quarta feira, por rede nacional, a maioria dos membros da CPI da Covid fez publicar uma nota forte e merecida, na qual destaca: “A inflexão do Presidente da República celebrando vacinas contra a Covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso. O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de ‘gripezinha’.

As lideranças da CPI, por seu presidente senador Omar Aziz (PSD-AM); vice Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), ainda ressaltaram: “A reação é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo. Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas”.

Pílulas do Pedro

A miséria se alastra e ninguém faz nada. Canteiros das avenidas e marquises de prédios abrigam, a cada dia, maior número de pedintes, famílias famintas e sem teto.

Eles prometem tudo em campanha e quando eleitos esquecem quem os ajudou. Sorte que o eleitor tem também memória curta.

 


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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