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Agora no Painel Boletim Covid-19: Alagoas registra 19 novos casos e duas mortes
31/10/2021 às 12h49

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Agora é com Aras. Vai denunciar?

PARA REFLETIR

"Ele tem muita preocupação com o que pode vir de investigação, sobre emendas secretas que ele coordena e isso vai causar, talvez, o maior escândalo do Brasil. (Renan Calheiros em resposta a Arthur Lira).


Agora é com Aras. Vai denunciar?

Um grupo de senadores, integrantes da CPI da Covid, fez entrega ao procurador-geral da República, Augusto Aras, e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cópias do relatório final, de autoria do senador Renan Calheiros. Cabe agora a Aras decidir se oferece denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro e outros agentes púbicos com foro privilegiado citados no documento, aprovado na terça-feira (26) pela comissão.

O presidente, o relator e o vice-presidente da CPI participaram da entrega do relatório. Além de Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AM) e Randofe Rodrigues (Rede-AP), integraram a comitiva os senadores Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Simone Tebet (MDB-MS), Fabiano Contarato (Rede-ES), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Após o encontro, Augusto Aras afirmou que o relatório final pode contribuir em investigações já conduzidas pelo Ministério Público. “Esta CPI já produziu resultados. Temos denúncias, ações penais, autoridades afastadas e muitas investigações em andamento. Agora, com essas novas informações, poderemos avançar na apuração em relação a autoridades com prerrogativa do foro nos tribunais superiores”, escreveu Aras em uma rede social.

Quero ver agora Aras peitar o presidente Bolsonaro, mais enrolado do que carretel, indiciado pela CPI, com provas suficientes para levar um pé na bunda e expulso do cargo que ocupa, sem a dignidade de merecê-lo.

Arthur Lira, defendendo os iguais

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, criticou o relatório da CPI da Pandemia do Senado e subiu o tom: “Para mim, é motivo de grande indignação como presidente da Câmara e como cidadão brasileiro tomar conhecimento das conclusões encaminhadas pelo relator da CPI da Covid do Senado Federal. É inaceitável, repito, inaceitável a proposta de indiciamento de deputados desta Casa no relatório daquela comissão parlamentar de inquérito”, disse.

O relatório propõe o indiciamento de cerca de 80 pessoas, entre elas o presidente da República, Jair Bolsonaro, e os deputados Eduardo Bolsonaro, Carlos Jordy, Ricardo Barros e Osmar Terra.

A proposta, segundo Lira, “fere de morte os direitos e garantias fundamentais”, porque os deputados e senadores são, pela Constituição, invioláveis civil e penalmente por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. Lira afirmou que vai analisar o teor do relatório final de forma minuciosa para garantir a liberdade de expressão e imunidade parlamentar e a dignidade do exercício do mandato.

Aí está explícito, Arthur Lira sendo Arthur Lira. Para os que o conhecem, nada de novo e para o país um comportamento muito próprio de sua tortuosa caminhada pela política do submundo. Defendendo os iguais.

Alexandre Ayres

Quando Alexandre Ayres assumiu a Secretaria de Saúde, algumas pessoas duvidaram de sua gestão e profissionais do setor médico entroncharam a cara, fazendo pouco caso, como se não fosse possível obter sucesso.

Eu não duvidei um minuto, até porque conhecia o secretário de outros carnavais e sabia de sua capacidade de fazer acontecer.

Pois bem, aí está a antes desastrada saúde alagoana sendo exemplo para o país, com o enfretamento à pandemia vitorioso e destacado pela imprensa nacional. Sob o comando de um governador empreendedor, que lhe dá todo o apoio, construiu hospitais, UPAS de qualidade nos bairros e municípios, levou avanços para o interior e regionalizou saúde de excelência por todo o estado.

Prefeitos, lideranças políticas e o povo têm enaltecido o trabalho eficiente de Ayres, que tem deixado realizações fincadas em cada canto. Quem planta, colhe.

De olho nos gastos

O prefeito JHC precisa alertar seu Controle Interno com relação a gastos que extrapolam o racional na realização de determinados eventos patrocinados ou bancados pelo tesouro municipal. Que fique claro que nem sempre o legal é moral e ético. Fazer eventos de luxo para um grupo seleto e reduzido de servidores e dizer que está prestigiando a classe não é minimamente aceitável. Mais tarde, quando o Tribunal de Contas passar e detectar ações de improbidade vai ter gente a dizer: “eu não sabia”. Contas públicas devem ser publicadas, justificadas e auditadas.

Fecomércio prevê consumo

O início do quarto trimestre do ano pode ser marcado pela recuperação na tendência de consumo. É que a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aponta que, em Maceió, este indicador teve crescimento de 2,9%, em outubro, chegando a patamares registrados no início deste ano. O levantamento foi realizado pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Embora ainda fique abaixo de 100 pontos, o que ainda caracteriza pessimismo, o ICF registrou 92,2 pontos este mês, o que representa um aumento de 3,2% comparado a agosto passado, quando foi registrado o pior desempenho com 89,3 pontos. Essa trajetória recoloca a intenção de consumo no ritmo do crescimento.

A voz da experiência

Sem saber que estava sendo gravado durante o intervalo de uma entrevista para a estreia do canal Jovem Pan News, o presidente (sem partido) foi flagrado descrevendo a assessores como receber propina e ainda pergunta quanto valeria uma vaga no STF.

“Para mim é fácil. Manda um sapato número 43, meu número aqui, tá? Um beijo. Pronto, resolveu o problema. Chega um sapato 43 cheio de notinha de 100 verdinha dentro”, explicou o presidente Bolsonaro ao descrever como proceder para receber propina.

Em seguida, o presidente República se dirige à sua equipe e pergunta quanto eles acham que vale uma vaga no STF. Aparentemente, ele é avisado de que estava sendo gravado e encerra o assunto.

Pílulas do Pedro

Fazer eventos com dinheiro público, apenas para os “escolhidos” não é honesto.

Cibele Moura é uma gratíssima surpresa na Assembleia Legislava. Articulada, com presença ativa no plenário, nas comissões e onde chega agrada. Está no DNA.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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