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21/11/2021 às 11h32

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Quem eu quero não me quer

PARA REFLETIR

“Para que nunca se esqueça neste país dos inocentes que pagaram com a vida pelo comportamento do governo federal na condução da pandemia. Nós nunca esqueceremos”.(Senador Renan Calheiros) 

Quem eu quero não me quer

O Partido Liberal (PL) indicou que dará liberdade total ao seu presidente, Valdemar da Costa Neto, para tratar da filiação de Jair Bolsonaro ao partido. A afirmação foi feita pelo senador Jorginho Melo (PL-SC), após reunião da liderança partidária na qual se discutiu a aceitação da filiação do presidente. Acontece que o dirigente da sigla nunca precisou de aval, pois tem o partido sob coleira, desde a sua fundação.

Passa então, Valdemar a ter mais poder do que Bolsonaro, nas decisões políticas do país, ficando este refém das vontades e terá que aceitar ou não terá um partido para chamar de “quase seu”. Os principais partidos rejeitam a filiação da família Bolsonaro, por medo de “contaminação” e terá que estar filiada até abril, sob pena de não concorrer às eleições de 2022.

O “VTNC” de Valdemar Costa Neto dirigido ao presidente, em telefonema revelado pela imprensa, dá uma nítida mostra da importância bolsonarista para as agremiações políticas em geral.

Refém do Centrão e agora também de um novo “gerente” Bolsonaro caminha para um governo cada vez mais desastroso, que terminará com sua derrota nas urnas ou um impeachment, muito provável.

Alexandre Ayres 

Conversava estes dias com o secretário de Saúde, Alexandre Ayres, em meio a sua agenda superlotada e se preparando para viajar ao interior, com o governador Renan Filho. Ayres está focado e muito em fazer cada vez mais pela a saúde dos alagoanos. Seus olhos brilham  quando fala das obras que o governo do estado vem entregando e das que estão sendo construídas , se orgulha do protagonismo de Alagoas, no combate à pandemia e diz:” diferente dos outros governadores Renan Filho foi pra linha de frente e nos apoiou em todos os momentos, discutindo, determinando e varando madrugadas na preocupação de salvar vidas”.  Se disse triste com os ataques gratuitos e injustos, fruto da política da inveja e dos que em nada contribuíram. – Em alguns momentos, pela família, teve vontade de sair, mas está mais firme que nunca. E eu lhe disse – vão acontecer outras, pois a política para alguns é feita de maldades, mentiras e oportunismo. Siga o destino que lhe foi reservado e vá em frente. Ninguém atira pedras em frutos podres. 

Rejeitado no mundo

O presidente Jair Bolsonaro tornou-se um problema internacional tão grande que ninguém está disposto a ajudá-lo. Ninguém fala em dar grande ajuda ao Brasil. O mundo inteiro está tentando ajudar a Índia”, disse o cientista político Maurício Santoro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), ao jornal The Washington Post. Uma reportagem, reproduzida pelo jornal O Estado de S. Paulo, aborda as razões das diferenças na ajuda internacional à Índia e ao Brasil.

A cada dia o país vai se afundando no conceito internacional de “nação amiga” e breve terá grande dificuldades a enfrentar em negociações comerciais de produtos brasileiros para o exterior. Nove países da Europa já ameaçam restrições ao Brasil, por conta do escandaloso e negacionista governo de Jair Bolsonaro. Ele faz e nós pagamos o pato.

Carlito Lima, o Senhor Cultura

Ninguém foi mais afetado nessa longa pandemia, mesmo sem ter contraído o vírus, do que o irrequieto intelectual, escritor Carlito Lima. Colocou em dia suas pendências literárias, mas se viu obrigado a deixar de fazer o que ele mais gosta: eventos culturais, voltados para todos os públicos e inclusivos para jovens carentes de leitura, nos bairros de Maceió. Pararam suas feiras literárias, as sextas clássicas de Jaraguá e outros eventos de sua lavra prodigiosa.

Agora, com a abertura para a realização de eventos, Carlito Lima está de volta, inspirado como nunca. Jaraguá é todo dele e ninguém ponha a mão, pois aí é usurpação de poder. Parabéns Maceió, de volta a Cultura de verdade.

João Catunda, vereador por inteiro

Ele chegou sem estardalhaço na Câmara Municipal de Maceió, depois de uma campanha bem elaborada e seu natural carisma e jovialidade, defendendo bandeiras que colaram n o eleitorado. Diferente de alguns que buscam pautas polêmicas para aparecer, ele a cada dia cresce no parlamento da capital, pela consistência de suas falas, sempre na abordagem de temas de grande interesse da população. Por suas posições, coerentes e honestas, recebe em troca críticas e perseguições mesquinhas.

Esta semana, na tribuna da Câmara, abordou tema polêmico e carente de respostas: a tal de Folha Secreta da Administração Municipal. Como nada público deve ser secreto, certamente os gestores trarão as informações que pede João Catunda.

Emendas parlamentares

As emendas parlamentares neste ano somam R$ 33,837 bilhões, o que significa dizer que, na média, cada congressista tem R$ 56,96 milhões em recursos federais para investir em seus estados e redutos eleitorais. O orçamento pessoal de cada parlamentar é maior do que a receita total de 63% dos mais de 5 mil municípios brasileiros, segundo dados levantados pela Aequus Consultoria com base nos números oficiais do Tesouro Nacional. Alguns deputados e senadores controlam uma dinheirama ainda maior. Políticos oposicionistas apenas subscrevem as emendas de bancada estadual, que em geral obedecem a parâmetros tecnicamente aceitáveis, e as emendas individuais (cota de R$ 16 milhões por parlamentar neste ano e de R$ 17 milhões em 2022). Tais emendas têm execução obrigatória, não permitindo ao governo distinguir o tratamento dispensado a amigos e a adversários.

Inep sob suspeita

É esdrúxulo – e perigoso – um órgão governamental elaborar testes, especialmente em regime de monopólio. Há instrumentos estatísticos e mecanismos que permitem comparar e calibrar diferentes testes. Há experiência e conhecimentos avançados de logística que permitiriam diferentes formas de pluralidade e descentralização.

Enquanto o Inep permanecer como juiz, bandeirinha, dono da bola e dono do time, ele estará sujeito a crises intermináveis. Um bom governo é um governo enxuto e que só faz aquilo que só o governo pode fazer. Uma boa democracia se faz com pluralismo – inclusive para elaborar e implementar testes.

O governo Bolsonaro, que tanto criticou o aparelhamento do governo petista, está indo muito além. Onde aperta, sai pus. 

Pílulas do Pedro

José Carlos Lyra, sempre se destacando como empreendedor na condução da Federação das Indústrias de Alagoas.

Candidato a governador, não pode ter resquícios de violência, corrupção, banditismo. Alagoas mudou.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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