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25/04/2022 às 09h20

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Prefeito desonesto

PARA REFLETIR

É "de esquerda" ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado - Luiz Fernando Verissimo

 

Prefeito desonesto

Conheci um prefeito do interior com o qual tive uma breve relação institucional, do qual me afastei ao perceber seus desvios de conduta. Era um administrador razoável e um político enganador. De palavra fácil conquistou autoridades em diversas esferas, que levaram contribuições em termos de obras e realizações para o município, com sua lábia malandra agradou parte da população e com o dinheiro público comprou a maioria dos vereadores, cooptando a governabilidade necessária para praticar seus atos de corrupção e ganhar muito dinheiro. Em tudo ele pedia um “troco”, não importava se negócio era de grande ou pequeno. Apanhado ao “pular a cerca, com a galinha debaixo do braço”, não teve apelação. Foi preso, teve bens sequestrados e devolveu uma grana preta que havia surrupiado da prefeitura. Gastou uma fortuna com bons advogados e hoje seu estado é desolador: desmoralizado, sem dinheiro e sem votos. Este é o fim dos calhordas, que se imaginam impunes.

Heloisa Helena

Oficializada a Federação entre a Rede e o Psol, um provável passo seguinte na união dos dois partidos será definir-se por apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à Presidência. Uma opção, porém, que não deverá ser seguida por uma das estrelas da Rede, a ex-senadora alagoana Heloisa Helena, que sairá candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro.

A federação está decidida, mas ainda precisa ser homologada pelos dois partidos e depois pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Notícia boa: o lançamento da candidatura de Heloisa Helena teve ampla repercussão e recebida com muitos apoios dos cariocas.

Terrível decepção

O voto do ministro André Mendonça, escolhido por Bolsonaro para o cargo como nome “terrivelmente evangélico”, irritou apoiadores de Daniel Silveira. “Estou terrivelmente desapontado”, reagiu o deputado pastor Marcos Feliciano (PL-SP). Desde o seu voto, Mendonça virou alvo de bolsonaristas nas redes sociais. Eles esperavam que o ministro votasse pela absolvição do deputado ou pedisse o adiamento do julgamento. Também indicado por Bolsonaro, o ministro Kassio Nunes Marques foi o único a votar pela absolvição de Silveira.

Instado a revelar antecipadamente, pelo Planalto, André Mendonça desconversou e já havia dúvidas se ele votaria pela absolvição de Silveira. No Alvorada o clima era de decepção, inclusive da primeira dama, Michellle Bolsonaro.

Ronaldo Lessa

Ao fechar a coluna, no meu prazo regulamentar, a situação política em Alagoas continuava totalmente indefinida quanto às candidaturas majoritárias. Entre todas a mais obscura é a do vice-prefeito e ex-governador Ronaldo Lessa, ainda um valoroso quadro político em qualquer disputa eleitoral. Por burrice de alguns e inveja de outros foi praticamente alijado das principais composições, perdendo espaço nas negociações entre seus supostos aliados. Ao perceberem a mancada e sua aproximação com grupos antagônicos se apressaram para buscar seu protagonismo, ensejado por muitos. Terá Lessa entusiasmo para formar com aqueles que lhe desdenharam? 

Os aparecidos

A eleição indireta para governador está marcada, como também o nome que deverá ser ungido ao Palácio República dos Palmares, no caso o deputado Paulo Dantas, por consenso da maioria dos deputados estaduais, em acordo com o ex-governador Renan Filho. Alimentados por uma mídia biruta começam as tolas especulações em torno da votação, que nada tem de misteriosa. Ai um bando de tolos, com o único propósito de aparecer de lançam “candidatos de oposição”, quando cada um terá apenas o seu voto e alguns minutos de “flash”.

Depois colocarão em seus currículos “candidato a governador” e se esquecerão de acrescentar (1 voto).

Vocação e destino

Não conheço pessoalmente o deputado Paulo Dantas, sou amigo de seu pai (Luiz Dantas, deputado estadual, federal e secretário de estado) e do seu tio Antonio Dantas, desde nossa adolescência em Palmeira dos Índios, pelos quais tenho muito carinho. Acompanho sua trajetória e ascensão política, desde como prefeito por duas vezes em Batalha, sua liderança no Sertão e posições coerentes na Assembleia. Essa história de que “não é conhecido” é muito relativa, os seus concorrentes também dominam a visibilidade total. Costumo dizer que em política se tiver vocação e destino, o resto vem na conta. Tem tudo para chegar lá.

Apenas três

Caso seja mantido o quadro político atual a coluna irá considerar apenas três concorrentes: Paulo Dantas, Rodrigo Cunha e Rui Palmeira, inclusive com espaços igualitários para suas propostas e programas, como fizemos em eleições anteriores, após reunir com sujas assessorias para observação de regras de publicação. Os candidatos ao Senado e os “poca urnas” entrarão na pauta na conveniência da coluna ou dos fatos.

Pílulas do Pedro

Esse silêncio de Fernando Collor, tem deixado muita gente apreensiva.

O município de Palmeira dos Índios perdeu um empreendimento que geraria 300 empregos diretos. Detalhes virão depois.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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