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23/07/2022 às 14h40

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Não somos republiqueta

Reprodução/STF


PARA REFLETIR- “Em nenhum país civilizado Força Armada é mentora, cabeça, guia, condutora de processo eleitoral”. (Ayres Britto ministro aposentado do STF).


Não somos republiqueta

O ministro aposentado Ayres Britto declarou que as Forças Armadas ‘não têm nada a ver’ com a eleição: ‘Isso não é uma republiqueta.’

Declarou na ocasião não haver espaço para atuação eleitoral das Forças Armadas sem requisição do Tribunal Superior Eleitoral. Ele também defendeu que o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, compreenda a natureza civil do cargo que ocupa.

“Ainda que seja um militar no exercício do cargo, está exercendo um cargo civil”, reforçou. “É um ministério. Não temos ministérios militares no Brasil atualmente. É ministro de Estado. Defesa não é ataque, não é agressão. Defesa é resguardo, é anteparo, é proteção. Parece estar havendo uma confusão elementar.”

O silêncio de Arthur Lira

A imprensa incendiária cobrou do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, não apenas uma opinião sobre os impropérios ditos por Jair Bolsonaro, na reunião com a diplomacia estrangeira, mas sim uma condenação pelo parlamentar.

Ora, convenhamos, a opção pelo silêncio é a postura mais adequada para o deputado. O presidente é seu aliado político e ele também lidera a maior bancada de apoio ao governo.

Se apoia o ato de Bolsonaro, fica em situação constrangedora, mas se faz o que deseja a imprensa e a oposição, a governo pode ruir de vez.

Se todos soubessem o peso das palavras, dariam mais valor ao silêncio.

Prende quem?

As redes sociais foram invadidas esta semana por uma notícia que chamou a atenção e mostrou um desafio para veículos que transitam por uma rodovia recentemente asfaltada, entre os municípios de Taquarana e Belém, aqui mesmo em Alagoas.

O inusitado da coisa: a tal rodovia foi construída colocando em risco os condutores e passageiros que são obrigados a na tal via que simplesmente conta com vários postes de iluminação em seu leito.

No mínimo o gestor responsável e o fiscal da obra, que custou mais se 12 milhões de reais, deveriam estar presos.

Vingança é um prato...

Depois de eleito prefeito de Arapiraca, enfrentando uma guerra travada com seus “amigos de infância” do MDB, Luciano Barbosa fez parecer que tudo estava esquecido e que a vida continuava em “céu de brigadeiro”, principalmente em relação ao senador Renan Calheiros e seu filho, ex-governador, com direito a selfies, afagos e elogios mútuos. De repente o prefeito surpreende a todos com seu apoio aos candidatos de oposição Rodrigo Cunha, para o governo e Davi Filho, para o senado. Vingança é um prado que se come frio.

Desistências e traições

Desde a formação de chapas e composições, ainda no início do ano, eu falava que no decorrer do período pré-eleitoral muita coisa aconteceria no campo das traições e arrumações das coligações entre os candidatos. Não deu outra e acordos começaram, a ser desfeitos, redutos a ser “comprados” e até muitas desistências de alguns tidos como “eleitos”. Esta será uma das eleições mais caras e quem não for profissional vai sobrar. Muitas surpresas ainda virão à tona com o passar dos dias e a proximidade do pleito.

Loucas pesquisas

Com o atual quadro apresentado na competição eleitoral a cada dia somos surpreendidos com pesquisas com números diferentes e muitas vezes discrepantes da realidade.

Com votações muito assemelhadas os candidatos na disputa majoritária (governador e senador) aparecem a cada dia e a cada avaliação em posições que beneficia quem contratou a pesquisa, que são obrigadas a ter registro no TRE, mas sem comprovação de sua autenticidade. Com esse nível de desinformação, que vai permanecer, a única pesquisa acreditável só deve ocorrer mesmo no dia da eleição, ao abrir as urnas.

Collor no topo da disputa

Se alguém duvidou do furacão Collor, com certeza “mordeu a língua”. Eu pelo menos não duvidei e até preveni, muitos não deram ouvidos. O cara chegou e já desarrumou a disputa para o governo se colocando no topo entre os mais votados. Faz lembrar e eu também alertei, desarrumação em 2006, quando na reta final da eleição desembarcou aqui e em poucos dias tomou a eleição, tida como certa, do ex-governador Ronaldo Lessa para o Senado.

Ele leva uma vantagem que é fundamental na disputa: fala a língua do povo, tem carisma, destino e vocação política.

Pílulas do Pedro

Ex-governador Renan Filho está consolidado em sua vitória para o Senado. Será a resposta do alagoano ao grande governo que realizou.

Começou a temporada de compra de votos. A Justiça e o Ministério público nada vê... nada sabe.

 


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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