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23/10/2022 às 11h20

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Na reta final

Reprodução Twitter (PD) e Facebook (RC)

PARA REFLETIR -Existe uma deformação lastimável na consciência política coletiva do nosso povo: o povo adora ser enganado


Na reta final

Alguém me perguntou esta semana: “dá ainda pra Rodrigo Cunha ultrapassar Paulo Dantas na corrida eleitoral”? Eis a minha resposta... pelas pesquisas e sem o surgimento de um fato novo, será bem difícil, mas não impossível. O governador sofreu um violento golpe, mas não foi a nocaute. Reagiu e se manteve na média alcançada, encarando os fatos e desconstruindo pesadas matérias a mídia até nacional. As acusações fugiram do debate político e invadiram a sua vida privada, certamente provocando um imenso desconforto familiar – pelo vazamento de uma peça do inquérito policial malfeita – e propositalmente retirada dos autos, que deveriam tramitar em sigilo. Quem da Polícia Federal fez vazar para a imprensa o auto de busca e apreensão em desfavor do governador? É preciso buscar os responsáveis, ou estamos vivendo um estado policialesco abominável.

Por outro lado, o comitê de Rodrigo Cunha não teve a capacidade de explorar com influência nas opiniões dos eleitores. O “produto” é bom, ficha limpa, com capilaridade, mas a campanha é morna e muitas vezes amadora. A realidade é que a partida está indo para o final do segundo tempo e ao apito final, deve favorecer Paulo Dantas.

De olho nas pesquisas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), por 295 votos favoráveis e 120 votos contrários, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 96/11, do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), que amplia multas a institutos de pesquisa e altera o conceito de pesquisa fraudulenta.

A urgência permite que a proposta seja incluída na Ordem do Dia do Plenário, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), adiantou que será votada uma outra proposta sobre regulamentação das pesquisas eleitorais e que esse novo texto será alvo de uma ampla rodada de negociações com os líderes de todos os partidos.

O destaque de Millane Hora

A jovem e talentosa Millane Hora é muito querida no mundo cultural alagoano e sempre teve uma atividade intensa na boa música. Escondia, no entanto, um lado político ativo e surpreendente. Com muito carisma e jogo de cintura, assumiu um positivo protagonismo na campanha de Rodrigo Cunha e tem conquistado uma boa fatia do eleitorado. Nos eventos de campanha, canta, dança e ao microfone faz falas de empatia e o povo aplaude. Bem que podia dar um pouco der sua animação para o candidato, que é bom, mas muito paradão.

Transporte de eleitores

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Roberto Barroso autorizou que prefeituras e concessionárias ofereçam transporte público gratuito no dia das eleições. O 2º turno será em todo país em 30 de outubro. As empresas poderão voluntariamente oferecer o serviço de forma gratuita, sem que isso configure crime eleitoral. Conforme a decisão, será possível também oferecer linhas especiais para regiões mais distantes dos locais de votação. Prefeitos poderão usar ônibus escolares para essa finalidade. A notícia foi comemorada também aqui em Alagoas.

Educação deficiente

O Ministério Público do Estado de Alagoas realizou, recentemente, fiscalizações voltadas para detectar irregularidades nas escolas públicas e não foi surpresa encontrar um verdadeiro caos e agressão à cidadania e respeito aos alunos e professores. Água imprópria para consumo, banheiros sem papel higiênico e sabonete, instalações prediais precárias, com ameaça de desabamento, instalações sanitárias sem condições de uso e muitas outras irregularidades. O grave fato foi registrado em escolas municipais de Quebrangulo e Paulo Jacinto, as duas cidades fiscalizadas pelo MP. O fato deve se repetir nos demais municípios, com toda certeza. E o dinheiro público pra onde vai?

Eleição tóxica

Confesso que nunca presenciei uma eleição com um clima de beligerância como esse que estamos vivendo. E olhe que estou falando em tempos de crimes e violência política de antão. Sobraram para esse segundo turno revelações de fatos chocantes por suas emblemáticas significações negativas. Compra de votos, sempre aconteceu até por complacência da Justiça Eleitoral, dinheiro em sacos de lixo e “conspirações” também, mas nunca na proporção e acinte que estamos vendo. Estamos com um governador, que concorre a reeleição, afastado do cargo, buscando provar sua inocência, mas já dentro de um furacão que já atinge o seu núcleo familiar.

O tempo dirá quem tem razão, mas em consequência de todos esses degradantes fatos, não seremos mais os mesmos, após o pleito que se avizinha.

O papel de Jó Pereira

A candidata a vice na chapa do Rodrigo Cunha, deputada Jó Pereira, manteve o papel de equilíbrio durante toda a campanha, mesmo diante da “carnificina” que as eleições estão vivenciando. Com uma trajetória de protagonismo na Assembleia, muito atuante na defesa de causas das mulheres e no combate por políticas públicas sociais, aceitou deixar uma eleição garantida, pelo risco de uma disputa majoritária. Cumpriu o seu papel e permanece incólume em seu destino e vocação na política.

Prefeito derrotado

O prefeito Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios, após ver derrotada nas urnas a sua esposa, candidata a deputada estadual, sem destino ou vocação para a política e não ver confirmados os votos que prometeu aos seus candidatos, teve uma enorme frustração, embora todos já esperassem esse resultado, por sua administração equivocada e danosa aos eleitores palmeirenses, veio de público bradar que havia sido traído nas urnas.

O segundo mandato do prefeito está descambando para o descrédito e com muitas suspeitas e logo os pretensos candidatos a sucedê-lo vão fugir de seu negativo apoio. Quem planta, colhe. Esse eu conheço.  


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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